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Atualização semanal Última atualização 19/11/2008 10:52:11
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Crise não abala otimismo do comércio varejista do Rio
RIO DE JANEIRO - Pesquisa divulgada nesta terça-feira (18) pelo Centro de Estudos do Clube dos Diretores Lojistas do Rio de Janeiro (CDL) mostra que o crédito mais seletivo e a redução dos prazos de pagamento não acabaram com o otimismo do comércio lojista fluminense com as vendas para o Natal. A expectativa do setor é de vender mais 5% do que no ano passado. O Natal de 2007 foi o melhor dos últimos cinco anos, com crescimento nas vendas de cerca de 13%.
A pesquisa ouviu 750 lojistas da Cidade do Rio de Janeiro para conhecer a expectativa dos empresários para o Natal.Os lojistas estimam que o preço médio dos presentes por pessoa seja de R$ 100,00 e que os clientes utilizem o cartão de crédito como forma de pagamento, seguido do cheque pré-datado, cartão à vista, dinheiro e a prazo.
A pesquisa revela também que muitos lojistas fizeram contratações temporárias para o período de fim de ano, lançaram produtos e investiram no treinamento para melhorar o atendimento. Brinquedos, roupas, calçados, eletroeletrônicos, celulares, jóias e bijuterias são os produtos que devem vender mais, segundo os pesquisados.
O economista do Clube dos Diretores Lojistas do Rio de Janeiro CDL-RJ, Fernando Melo lembrou que o aumento da massa salarial e do nível de emprego dos últimos meses têm aumentado o poder de compra do consumidor e seu comportamento pró-consumo.
"Acredito que até o final do ano as vendas continuem se comportando de uma forma positiva. Um crescimento entre dois e três por cento e até cinco por cento, acho um crescimento razoável".
18 de novembro de 2008 - DCI Online
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Cetelem vai expandir serviços do cartão Aura
SÃO PAULO - A partir da parceria da Cetelem, financeira do grupo BNP Paribas, com a MasterCard e com a Redecard, clientes do cartão Aura poderão utilizar o serviço no próximo mês em mais de 1,3 milhão de estabelecimentos comerciais em todo o Brasil onde atualmente são aceitos os cartões MasterCard. O acordo, anunciado ontem, prevê a conversão da atual base de mais de 3 milhões de cartões Aura em cartões da bandeira compartilhada (co-branded) Aura-MasterCard nos próximos cinco anos.
Segundo Franck Vignard-Rosez, diretor executivo de Marketing e Desenvolvimento da Cetelem Brasil, a expectativa é emitir 2 milhões de novos cartões Aura-MasterCard até 2014. "Buscamos trazer mais serviços aos clientes Aura, mais valor aos cartões emitidos pelos nossos parceiros, e portanto teremos, com este movimento, um aumento na ativação e no faturamento", afirma .
A Cetelem e a MasterCard são parceiras na Europa e contam com mais de 7 milhões de cartões emitidos. "A escolha da MasterCard não foi por acaso. Emitimos cartões MasterCard em diversos países e sabemos que é um parceiro que, como a Cetelem, sabe se adaptar à velocidade do varejo." Vignard-Rosez acrescenta que no Brasil, com a expertise da Redecard em tecnologia e segurança, foi possível inovar ainda mais com a aceitação em toda a base de estabelecimentos credenciados à Redecard em um único dia.
Segundo o presidente da MasterCard Brasil, Gilberto Caldart, a aliança traz diversas vantagens para todos os envolvidos. "O banco fideliza seus clientes graças à oferta de um produto com mais valor agregado; os comerciantes beneficiam-se do aumento do fluxo de portadores de cartão Aura na rede de aceitação de 1,3 milhão de estabelecimentos comerciais; e os usuários finais poderão usar seus cartões nessa ampla rede de aceitação em todo o Brasil, com muito mais conveniência, segurança e praticidade."
Para Ronaldo Varela, diretor executivo de Produtos e Emissores da Redecard, devido a constantes investimentos em tecnologia, a aceitação dos cartões Aura em todos os estabelecimentos credenciados à Redecard se deu de forma rápida.
Parceria
A Cetelem é a financeira líder na Europa, com 30 milhões de clientes e 29 mil colaboradores. No Brasil desde 1999, a Cetelem é pioneira na oferta de cartões com bandeira compartilhada com o varejo. A MasterCard é uma das principais bandeiras de cartões do mundo, processando mais de 18 bilhões de pagamentos a cada ano. A Redecard captura e transmite as transações com os cartões de crédito das bandeiras MasterCard e Diners, operando 1,8 bilhão de transações por ano.
19 de novembro de 2008 - DCI Online
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Cartão empresarial é fonte de financiamento
SÃO PAULO, novembro de 2008 - O estudo "Perspectivas das PMEs no Brasil e na América Latina", encomendado pela Visa (NYSE: V) e conduzido pela The Nielsen Company, revelou que o cartão empresarial é fonte de financiamento para 38% das PMEs entrevistadas que utilizam o crédito para desenvolverem seus negócios. Embora 28% das PMEs pesquisadas possuírem o cartão empresarial, quase a metade declara utilizar os cartões pessoais para o uso do negócio, o que confirma a falta de separação entre os assuntos pessoais e os da empresa. Ao mesmo tempo, 79% delas disseram que a divisão dessas despesas é importante, mostrando que cartões empresariais, como o Visa Empresarial, podem ajudar a resolver a questão, ao mesmo tempo que oferecem uma linha de crédito diferenciada e promoções específicas para esse segmento.
"As PMEs constituem um segmento estratégico para a Visa", afirmou Allen Cueli, Diretor de Soluções Comerciais da Visa Inc. América Latina e Caribe. "O cartão Visa Empresarial oferece benefícios tangíveis como acesso ao crédito, além de simplicidade e eficiência em processos de pagamento. O estudo revelou a importância do acesso ao crédito para o crescimento do segmento, assim como a necessidade de migrar de meios de pagamentos ineficientes como cheque e dinheiro para meios eletrônicos de pagamento", conclui o executivo.
Devido ao fato dos instrumentos de pagamento empresariais ainda não serem amplamente difundidos no País, 70% das PMEs entrevistadas continuam usando métodos de pagamento como o dinheiro (41%) e o cheque (27%), sendo que nota-se uma grande diminuição desse último (38% em 2007). Cerca de 25% das empresas entrevistadas, afirmaram utilizar o boleto bancário.
A oportunidade de utilizar meios de pagamento eficientes e modernos é uma realidade para todas as PMEs, independentemente de seu tamanho e os cartões empresariais, como o Visa Empresarial, destacam-se nesse cenário, pois podem simplificar todos os processos de pagamento, ajudam a solucionar o problema de capital de giro e facilitam o fluxo de caixa da empresa.
Outros resultados revelados pela pesquisa: · Aproximadamente 23% das empresas entrevistadas disseram fazer uso do crédito, porcentagem muito similar à do ano anterior.
· A maioria das pequenas empresas da AL entrevistadas considera mais simples se registrar e operar como pessoa física ao invés de jurídica. O Brasil é a exceção, sendo o país com o maior índice de empresas registradas como pessoa jurídica (73%). No entanto, o nível de formalidade mostra uma leve queda em relação à pesquisa do ano passado, em particular no Rio de Janeiro.
· 86% dos donos de empresas entrevistadas no Brasil estão bancarizados em nível pessoal. O nível de bancarização empresarial é menor, registrando 61%. Ou seja, a maioria das PMEs já possui relação com o banco, mas como consumidor e não como empresa.
· Em São Paulo e no Rio de Janeiro, a bancarização pessoal e o número de pessoas entrevistadas que possuem cartões aumentaram em relação ao ano anterior. Em Porto Alegre, no entanto, os níveis de bancarização são mais baixos.
· Mais de 60% das empresas entrevistadas disseram ter um telefone celular específico para o seu negócio e mais de 50% possuem um computador da empresa. Além disso, 45% navegam pela Internet para fazer negócios.
· O estudo revela que a mediana de vendas anuais das PMEs brasileiras entrevistadas é de US$ 43.800, ou seja, US$ 3.650 mensais. Esse aumento está alinhado com a tendência regional, onde também se percebe um aumento nominal nas vendas. Os faturamentos de vendas no Brasil são mais altos que a mediana regional. Esse aumento é maior quando se analisa o Rio de Janeiro e São Paulo, excluindo Porto Alegre que possui um faturamento e um gasto menor.
Metodologia
Para a segunda edição do estudo, "Perspectiva das PMEs no Brasil e na América Latina", foram entrevistas 1200 PMEs de cinco países da América Latina e do Caribe (Argentina, Brasil, Colômbia, México e Peru). Micro empresas possuem de 1 a 10 funcionários, pequenas empresas entre 11 e 25 e médias de 25 a 50 funcionários. As entrevistas foram feitas entre julho e agosto de 2008 com o objetivo de conhecer em profundidade como funcionam as PMEs e quais são os hábitos de pagamento e financiamento, assim como, identificar os desafios e as oportunidades que essas empresas enfrentam desde uma perspectiva financeira e de mercado.
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Lojas elevam juros para fugir da inadimplência
DCI OnLine - 17 de novembro de 2008
SÃO PAULO - O Grupo Guararapes Confecções, controlador da Lojas Riachuelo, e a Globex Utilidades, administradora da rede Ponto Frio, começaram a adotar uma tendência internacional que tem ganhado fôlego no varejo: aumentar os juros nas compras parceladas como alternativa para incentivar a venda à vista. A estratégia visa a combater uma possível alta das taxas de inadimplência do comércio, em decorrência da redução do crédito e de alguns anúncios de demissões na indústria.
As redes, importantes players do mercado, começaram a modificar suas ações nesse sentido para atrair aos pontos-de-venda consumidores mais seletos, com dinheiro no bolso para o pagamento no ato, distanciando-se da prática da gigante Casas Bahia, pioneira na oferta do chamado parcelamento "a perder de vista".
Na Lojas Riachuelo a medida adotada na taxa de juros dos pagamentos parcelados foi elevá-la de 4,9% para 5,9% ao mês. Além disso, desde o mês passado a rede de vestuário eliminou o período de carência para início do pagamento, nas vendas a prazo, que chegava a 100 dias. "O cenário macroeconômico fez com que redobrássemos a atenção para conceder crédito ao cliente", afirmou Tulio Queiroz, gerente de Relações com Investidores da rede de lojas de departamentos nascida em Pernambuco.
Outra prova deste movimento é o volume de compras à vista na varejista no terceiro trimestre, que contabiliza um discreto aumento de 2,5%, chegando a 22,8% do total de vendas da rede. O private label Cartão Riachuelo teve participação de 59,8% nas vendas, ante 66,5% no mesmo período de 2007. De acordo com Queiroz, esta política de crédito deu sinais de mudança já no início do ano, com cautela na concessão de crédito e ênfase na escolha de melhores clientes. Inclusive, "nas operações de empréstimo pessoal, houve uma pequena redução da carteira".
Na avaliação de Flávia Ghisi, professora do Programa de Administração de Varejo (Provar/FIA), ao depararem-se com juros mais elevados, os clientes desistem de comprar com pagamento a prazo, pois seu valor final será muito alto. "Conseqüentemente, os comprador toma menos empréstimo, e as empresas reduzem o risco de calote, uma vez que parte da receita delas vem da carteira de financiamento", analisou a especialista em varejo.
Resultados
A controladora da Riachuelo (Guararapes) viu lucro líquido de R$ 24,496 milhões no terceiro trimestre do ano, depois de benefício fiscal, mostrando queda de 53,2% em relação ao mesmo período de 2007. O gerente de Relações com Investidores do grupo, Tulio Queiroz, crê que o cenário internacional impactará no nível de confiança do consumidor, podendo diminuir o consumo. Por isso, o preço será fator prioritário neste fim de ano.
Em entrevista recente ao DCI, Flávio Rocha, presidente da companhia, garantiu que os planos para 2009 permanecem sem alterações. "Investiremos R$ 250 milhões na abertura de novas lojas e concentraremos nossos esforços no Rio de Janeiro." A decisão da Lojas Renner de comprar a carioca Leader Magazine poderá tornar a conquista do mercado no estado um pouco mais fácil.
De olho no público de poder aquisitivo menor, a empresa da família Rocha - 82% de cujo capital estão sob seu controle - também enfocará a venda de produtos para o público infantil e feminino da linha "Vale a pena", com valores mais acessíveis voltados para esta parcela da população. A companhia, hoje com 96 filiais, pretende iniciar o mês de dezembro com 102 lojas. Em setembro, a rede implantou um centro de distribuição em Guarulhos (SP) que começou atendendo 17 lojas, e hoje soma 64.
Eletroeletrônicos
O Ponto Frio, segunda maior rede de eletrodomésticos, eletroeletrônicos e móveis, foi outra empresa que viu suas vendas à vista progredirem no último trimestre, ao atingir 39,1% frente aos 37% no mesmo trimestre do ano passado. O mesmo ocorreu com o private label Cartão Ponto Frio Flex - em parceria com o Unibanco , com 997 mil cartões emitidos desde setembro -, que detém 19% das compras, tirando expressiva fatia das vendas no tradicional carnê, que em 2007 estavam em 37,3% e atualmente perfazem apenas 12,9%.
O presidente da companhia, Manoel Amorim, destaca que a rede "passa por uma transição no modelo de financiamento, saindo dos carnês e migrando para operações com cartão de crédito. Melhoramos de forma significativa nossa operação", afirmou. A varejista incentiva os planos em até dez prestações, mas mantém as vendas com pagamento em até 24 vezes.
Formada por 445 unidades, 56 a mais que no mesmo trimestre de 2007, a companhia da família Safra reverteu a tendência de queda e alcançou lucro líquido de R$ 7,4 milhões, ante prejuízo de R$ 12,7 milhões em 2007. "Merece destaque o fato de termos logrado um crescimento saudável na receita. Cerca 30% das pessoas que pedem crédito nas lojas são atendidas", destacou Amorim.
Ainda nos resultados da companhia, o executivo comemorou o aumento do tíquete médio, resultado de dez lojas que foram inauguradas no trimestre com investimento de R$ 17 milhões. A política de desativar lojas não rentáveis ainda é mantida: duas lojas foram fechadas nos últimos meses.
A respeito da crise, o presidente avaliou que, se a situação não se agravar no Brasil, será uma boa oportunidade. "Players de grande porte, que são companhias familiares e de capital fechado, estão em situação delicada com a concessão de crédito e a subida da inadimplência", disse. Sobre estoque, ele afirmou que fez ótimas negociações com os fornecedores, com prazo mais longo e garantia de preço competitivo.
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Credicard volta à mídia
São Paulo, 14 de Novembro de 2008 - A marca Credicard, uma das mais tradicionais da área de cartão de crédito, está de volta à mídia com uma campanha nacional. Primeira ação desenvolvida pela Publicis Brasil para esse cliente, a ação adota o mote "O melhor da vida passa por aqui" . O objetivo é apresentar a marca Credicard Citi como um "passaporte para a realização dos sonhos dos clientes".
A ofensiva de mídia marca uma nova fase na história da Credicard, que a partir de 1 de janeiro de 2009 passará a ser exclusiva do Citigroup - até agora, a marca é compartilhada com o Itaú.
"Estamos em um momento muito especial", afirma o presidente da companhia, Leonel Andrade. "Concluímos o processo de migração de todo o sistema e agora o Citi passa a ter todo o controle da operação Credicard. Assim, ingressamos em uma fase de desenvolvimento de produtos. Seremos mais agressivos no mercado", diz Andrade.
"A partir de 1 de janeiro do ano que vem, teremos total liberdade para o uso da marca, que pode remeter a produtos e promoções, não necessariamente somente para o segmento de cartões de crédito", conta Andrade, que não revela o valor investido na campanha. "O valor desta ação representa 15% da verba anual de marketing da companhia", completa.
Ele diz que pode ocorrer alguma mudança na marca no ano que vem, mas não revela mais detalhes sobre o assunto. "Ainda estamos decidindo sobre isso e não posso revelar mais informações", afirma o executivo.
História
A Credicard foi a primeira administradora de cartões de crédito no Brasil. Ela chegou ao País por meio de uma parceria entre o Citigroup, o Itaú e o Unibanco. A administração da companhia, por contrato, era feita pelo Citigroup devido ao conhecimento do mercado de cartões de crédito, ainda uma novidade para o brasileiro. No meio do caminho, tanto Unibanco como Itaú desenvolveram suas próprias áreas de cartões e o Unibanco vendeu sua parte para os dois sócios. Depois de um período, Citi e Itaú dividiram a companhia criando, em 2006, a Credicard Itaú e a Credicard Citi - o Citigroup sempre teve a opção de compra da marca.
A campanha conta com dois filmes para cinema, internet e TV, que serão veiculados em canais abertos e por assinatura, além de mídia impressa. Outra aposta na comunicação fica por conta das peças veiculadas na internet, assinadas pela AgênciaClick.
Atualmente, a Credicard Citi possui uma base de seis milhões de cartões e responde por 15% do faturamento dos cartões de crédito no Brasil. Com as ações de marketing previstas para a marca no próximo ano, o objetivo é crescer a base pelo menos 50% nos próximos três anos.
Alto padrão
Além disso, Andrade conta que uma das estratégias da companhia é aumentar a atuação no segmento de alto padrão, conhecidos como cartões gold, platinum, black. "Queremos dobrar nosso volume de cartões nesse setor nos próximos três anos", afirma o executivo.
A previsão para 2008 é que a indústria de cartões de crédito cresça de 15% a 17%. No ano passado o crescimento foi de 22%. Para 2009, Andrade projeta um crescimento tímido, que "dificilmente chegará a 10%", afirma.
(Gazeta Mercantil/Caderno C - Pág. 8)(Sheila Horvath)
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MasterCard foca os lojistas e o débito
A MasterCard quer ser a melhor bandeira de cartão de crédito para os lojistas trabalharem. A empresa promete novos produtos, serviços e até consultoria para os estabelecimentos comerciais afiliados. Quem afirma é Gilberto Caldart, o novo presidente da bandeira, que tomou posse há uma semana após passar mais de 25 anos no Citibank.
A relação entre estabelecimentos comerciais e o setor de cartões de crédito é cheia de conflitos, principalmente com queixas vindas dos lojistas, que reclamam das altas taxas cobradas por cada transação nas máquinas leitoras. No início do ano, lojas do Sul ameaçaram boicotar os cartões da MasterCard.
"Queremos ser a bandeira preferida do lojista", diz Caldart. A MasterCard tem uma base de 1,304 milhão de estabelecimentos comerciais cadastrados pela Redecard, a empresa responsável por afiliar os pontos. Caldart foi um dos conselheiros da Redecard.
Para os portadores do cartão da bandeira, Caldart também promete criar produtos novos e também ações educacionais. Por fim, para os bancos que emitem os cartões da marca, o foco são novas tecnologias e também em consultoria. Uma das estratégias será o cartão de débito, que tem crescido mais que os plásticos de crédito nos últimos anos.
Com apenas uma semana na casa, o executivo ainda trabalha a estratégia da bandeira. A meta, diz ele, é crescer acima do mercado. Para Caldart, o setor varejista tem grande espaço para aumentar operações. Ainda há muitos cartões de lojas com marca própria ("private label") que podem receber uma bandeira de aceitação internacional. Lojas como Ponto Frio e Magazine Luiza, por meio de parcerias com bancos, lançaram plásticos de suas redes com a bandeira da MasterCard.
Caldart também acumulará a função de supervisionar as operações da MasterCard no Peru, Bolívia e Venezuela. Richard Hartzell, presidente da bandeira para América Latina, que estava em São Paulo ontem, afirma que Caldart pode levar experiências bem-sucedidas no Brasil para esses outros países.
No terceiro trimestre, os cartões da marca movimentaram US$ 48 bilhões na região, aumento de 15,5%. O número de plásticos chegou a 110 milhões, com expansão de 19%. A bandeira não informa os números por país, apenas por região. No Brasil, a bandeira promete continuar com ações no esporte. Para 2009, será uma das co-patrocinadoras da Fórmula 1.
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Itaú e Unibanco terão 36% do setor
O banco que surgir da fusão do Itaú com o Unibanco vai responder sozinho por 36% do volume que é movimentado pelo setor de cartões de crédito no país. Considerando as projeções para 2008, que indicam giro de R$ 224 bilhões com os plásticos, nada menos que R$ 80 bilhões viriam dos cartões dos dois bancos juntos.
A fusão também vai criar o maior emissor do país, responsável por um terço do mercado. A base seria de 33,5 milhões de cartões, sem contar os 10 milhões de plásticos da bandeira Hipercard, do Unibanco, e ainda os cartões de débito.
Fernando Chacon, diretor de marketing do Itaú, promete números consolidados dos cartões dos dois bancos assim que a fusão for aprovada pelo Banco Central. Por enquanto, pouco se sabe como será a junção das duas áreas de cartões. O Unibanco tem uma operação grande e o Itaú aumentou ainda mais sua fatia do mercado quando a Credicard foi separada, em 2006, e metade da base ficou com o Itaú e a outra metade com o Citibank.
Desde então o Itaú virou líder no disputado mercado. Segundo Chacon, após a cisão da Credicard, o banco passou por um período de adaptação, com a integração da nova base. Agora, com o processo concluído, voltou a crescer. A participação do banco no mercado de cartões subiu de 21,8% em julho para 22,6% agora. Segundo ele, novos produtos - como o cartão para a alta renda que tem mais milhas aéreas por gasto (cada US$ 1 dá direito a 1,5 milha) - têm feito o Itaú crescer em todos os segmentos e com ativação do cartão, de 74%, maior que a média do mercado (60%).
A fusão, diz Chacon, vai fortalecer o banco também no credenciamento de estabelecimentos comerciais. O banco terá duas credenciadoras. A Redecard (que afilia pontos para a bandeira MasterCard) e a Hipercard (que faz credenciamento próprio).
Chacon, que veio após a cisão da Credicard, está deixando a área de marketing do banco para assumir os negócios da área de pessoas físicas de alta renda. Quem deixou a área de cartões do Itaú recentemente foi o diretor Miltonleise Carreiro. Ex-banco ibi, ele havia sido contratado no final do primeiro semestre.
Valor Econômico 12-11
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Cartões devem bater recordes no Natal
Por Altamiro Silva Júnior, de São Paulo
Em tempos de crise global, o setor de cartões de crédito no Brasil se prepara para ter o melhor Natal da história. Puxado pelas vendas de final de ano, os plásticos devem movimentar R$ 26 bilhões em dezembro, um recorde para o período e 20% maior que o mesmo mês de 2007, mostram projeções da Itaucard divulgadas ontem.
A conclusão do levantamento do Itaú é que a crise ainda não chegou no setor, que vem mostrando taxas mensais de expansão sempre acima dos 20%. Mesmo em outubro, no auge da quebradeira de bancos pelo mundo e da queda das bolsas, o setor cresceu 21,3% e movimentou R$ 20 bilhões. Para este mês, a projeção é de alta ainda maior que no mês passado. Segundo as projeções, os cartões devem crescer mais 22% em novembro.
"A despeito de qualquer cenário global, o setor de cartões de crédito no Brasil continua crescendo vigorosamente", diz Fernando Chacon, diretor de marketing do Itaú.
Pelo menos cinco fatores contribuem para a expansão do setor, segundo Chacon. O mais importante deles é a crescente substituição do uso de cheques por cartões. Estimativas do banco mostram que, este ano, o total de transações com cartões vai ser o dobro do número de cheques compensados (2,8 bilhões frente a 1,4 bilhão, respectivamente). Há dez anos, eram 500 milhões de pagamentos com cartões frente a 2,8 bilhões com cheques.
Chacon avalia que, apesar desse crescimento, o país chegou a ter em 1994 em torno de 4,1 bilhões de cheques compensados, enquanto os cartões estão chegando agora a 2,8 bilhões de transações. Ou seja, considerando o que já foi feito pelos cheques no passado, há potencial para aumentar ainda mais as operações com cartões.
Os outros fatores citados por Chacon são o aumento do número de plásticos no mercado aliado à expansão do número de estabelecimentos que aceitam cartões. O país deve encerrar o ano com 110 milhões de plásticos, crescimento de 18%. O número de pontos cadastrados deve bater em 1,4 milhão de estabelecimentos, 367% maior que há dez anos. "Vale lembrar que está ocorrendo uma maior distribuição geográfica destes pontos, em outras regiões do país e nas periferias das grandes cidades."
Por fim, Chacon cita o maior uso do cartão como meio de financiar compras e o aumento do hábito de uso dos cartões pela população, que vêm usado o plástico cada vez mais em compras de menor valor. No caso do crédito, o saldo das operações no Banco Central, que inclui o parcelado com e sem juros no cartão e o crédito rotativo, chegou a R$ 63 bilhões em setembro, 29% a mais que em igual mês de 2007.
Segundo Chacon, há o risco de uma maior inadimplência em 2009, mas os números até agora não sinalizam aumento para este ano. Outra possibilidade são os lojistas reduzirem o número de pagamentos nas compras parceladas sem juros em um cenário de crédito escasso e com o setor precisando de capital de giro.
Atualmente, o parcelamento médio é de quatro vezes, mas várias redes oferecem compras em até 12 vezes pelo cartão. O parcelado sem juros já responde por 51% do volume mensal movimentado pelos cartões. Pelo menos para o Natal, avalia Chacon, a expectativa é que não haja mudanças. Em conversas com executivos do setor de supermercados, Chacon relatou que eles têm tido recordes de itens vendidos e de volume movimentado. No Natal, as vendas parceladas no cartão chegam a representar 55% do que é gasto com os plásticos - o que daria um total de R$ 14 bilhões para o próximo mês.
Valor Econômico 12-11
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Lojas Americanas busca maior rentabilidade
A crise financeira internacional não é, por enquanto , motivo de preocupação para a Lojas Americanas. A companhia, uma das principais varejistas do País, está esperando um Natal de boas vendas e otimista em relação a 2009. "O Brasil de verdade são os consumidores que não estão na bolsa, e têm recursos para manter suas compras no final do ano", disse o diretor financeiro e de relações com investidores da companhia, Roberto Martins, em teleconferência com analistas de mercado na última sexta-feira. "O cenário não é tão ruim quanto muitos estão falando", diz.
A varejista encerrou o terceiro trimestre deste ano com um crescimento de 29,5% em sua receita líquida, que chegou a R$ 265,5 milhões. O lucro líquido do período cresceu 76,5% para R$ 15 milhões. E o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) chegou a R$ 98,8 milhões, uma alta de 40,9%.
Neste ano, a empresa investiu R$ 172,5 milhões em reformas de lojas e expansão da rede, formada hoje por 448 lojas. Desde janeiro, 38 unidades foram abertas e outros 17 pontos-de-venda estão com inaugurações programadas até dezembro. A empresa também está ampliando sua presença física em mais 30 novas cidades - foram 21 municípios de janeiro a outubro, e mais nove cidades até o final do ano.
O plano de expansão de 2009, no entanto, ainda não foi divulgado. "O custo do capital ficou mais caro. Vamos avaliar alternativas neste final de ano", disse Martins, não demonstrando preocupação em superar o número de lojas abertas este ano. "Nosso objetivo é abrir lojas mais rentáveis."
Em 2009, a varejista - que encerrou o terceiro trimestre com uma carteira de 1,9 milhão de cartões emitidos - quer dobrar sua base de plásticos através da Financeira Americanas Itaú (FAI). No final de outubro, a participação dos cartões FAI (private label e co-branded) ultrapassou 13,5% das vendas da Lojas Americanas. "O que temos tentado fazer, e tem dado certo, é aumentar a participação dos nossos cartões nas vendas", afirma. A expectativa é de que até o final do ano a participação suba para 15%.
O serviço de recebimento de faturas nos caixas das Lojas Americanas, implantado no segundo semestre deste ano, atingiu em outubro uma participação de 44% do total de faturas recebidas. Do total de clientes que pagaram faturas dentro da Lojas Americanas, 31% efetuaram novas compras no mês.
As ações da Lojas Americanas encerraram a sexta-feira cotadas a R$ 6,24, uma alta de 4,87%. No entanto, a empresa teve uma queda de 6,24% em seus papéis desde janeiro deste ano.
A B2W - Companhia Global do Varejo - formada pelas marcas Americanas.com, Shoptime, Submarino, Blockbuster Online, Ingresso.com, Submarino Finance e B2W Viagens - registrou crescimento de 80% em seu lucro líquido, que chegou a R$ 27 milhões entre julho e setembro. O Ebitda atingiu R$120 milhões, representando um crescimento de 44% em relação ao terceiro trimestre do ano passado. O Cartão Submarino superou a marca de 18% de participação nas vendas do site.
As Ações da B2W encerraram a última sexta-feira cotadas a R$ 28,75 uma queda de 1,20% em relação ao dia anterior. Já em relação a janeiro, a empresa amarga uma queda de 28,75% em seus papéis.
Gazeta Mercantil - Caderno C - Pág. 2 - Valéria Serpa Leite -
10 de novembro
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CSU bate recorde em novos cartões
A crise ainda passa longe do mercado de cartões de crédito. A CSU CardSystem, administradora de cartões, bateu recorde histórico de novos plásticos cadastrados em sua carteira. Apenas no dia 14 de outubro, foram 110 mil cartões. Nos primeiros nove meses do ano, os clientes da CSU emitiram 5,2 milhões de cartões.
Com os novos negócios, a base de cartões que é processada pela CSU chegou a 19 milhões de plásticos. No terceiro trimestre, a expansão foi de 22%, segundo balanço da empresa, que foi apresentando ontem. Nesses números, já há o impacto dos novos clientes da empresa, que inclui Carrefour, Porto Seguro e Omni Financeira. De julho a setembro, os novos clientes representaram 36% das emissões.
Segundo Wanderval Alencar, diretor executivo da CSU, a maior parte dos novos cartões da base da empresa (em média 90%), são dos "plásticos híbridos", emitidos pelo varejo, mas que levam a bandeira Visa ou MasterCard. Segundo ele, dados históricos mostram que esses cartões são muito mais usados que os plásticos com bandeiras apenas das próprias lojas. O curioso é que os gastos, mesmo com a bandeira de aceitação internacional, continuam se concentrando no estabelecimento que dá nome ao cartão. Na média, em cada R$ 100 gastos, a loja emissora fica com 60% dos gastos e o restante fica nos demais estabelecimentos que aceitam a bandeira.
A CSU anunciou ontem Ebtida (lucro antes das taxas, impostos, depreciação e amortização) de R$ 16,7 milhões no terceiro trimestre, aumento de 40,8%. As receitas no período somaram R$ 94,1 milhões, alta de 11%.
Valor Econômico - 07 de novembro
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Proatividade e auto-regulação
O Dicionário Houaiss de Língua Portuguesa define a palavra proativo, um adjetivo, como algo ou alguém "que visa a antecipar futuros problemas, necessidades ou mudanças". É óbvio, portanto, o motivo pelo qual esse verbete é cada vez mais usado no meio corporativo. Todas as empresas, independentemente de seu setor de atuação, desejam ter em seus times pessoas capazes de vislumbrar um problema antes que ele bata à porta e, preferencialmente, que ajudem a resolvê-lo, seja apresentando propostas para mantê-lo bem afastado ou então ações concretas para minimizar seu impacto quando o choque for inevitável.
Mas não são apenas os funcionários de uma empresa que devem ser proativos para continuar empregados e, mais importante, se desenvolverem. As entidades de classe que representam os mais diversos segmentos econômicos também podem e devem ser proativas, pois é dessa forma que sua legitimidade, credibilidade e representatividade perante seus associados, agências reguladoras, órgãos públicos e pares são de fato exercidas.
Iniciativas conduzidas isoladamente ou por um grupo pequeno de empresas perdem força. A entidade de classe existe para agregar as forças dispersas em torno de um interesse comum, e, assim, ganhar peso e importância nas discussões e pleitos.
Há ainda um papel de fundamental importância a ser cumprido pelas entidades de classe nos dias de hoje - orientar e zelar pela adoção de boas práticas por parte das empresas associadas. Isso pode ser feito de diversas maneiras, e uma delas, a mais amplamente utilizada, é criar um código de ética e auto-regulação, que serve como um guia de conduta.
No mercado financeiro, recentemente a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) anunciou que criará um, a Associação Nacional dos Bancos de Investimento (Anbid) conta hoje com sete (para diferentes operações no mercado de capitais) e o Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP) tem o seu há algumas semanas. Acompanhando esse movimento, a Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs) também está finalizando o seu Código de Ética e Auto-regulação. A expectativa é de que em janeiro de 2009 ele fique pronto e possa ser divulgado amplamente.
A necessidade e a importância desse código de ética e auto-regulação ficam visíveis pelo envolvimento direto e indireto da indústria de cartões sobre os diferentes segmentos da economia. Se no passado a população pagava suas despesas preferencialmente com cheque ou dinheiro, cada vez mais esses meios de pagamento perdem espaço para os cartões. Hoje, no Brasil, todos os cartões, somados (crédito, débito e "private-label"), representam quase 500 milhões de plásticos, que juntos movimentam mais de R$ 30 bilhões por mês. Números preliminares indicam que 2008 será encerrado com o setor faturando aproximadamente R$ 380 bilhões.
A aceitação do cartão continua superando as expectativas. A famosa mesada aos filhos não é mais dada em dinheiro. Por questões de segurança, e também pela facilidade de controlar onde o dinheiro é gasto, muitos pais têm optado por dar um cartão com limite de gastos predefinido aos jovens. Se saldar a corrida do táxi com dinheiro ou cheque é coisa do passado, pois só em São Paulo mais de três mil carros já rodam com terminais sem fio, o mesmo ocorre no momento de pagar o cafezinho na padaria ou o jantar em comemoração ao aniversário de casamento.
Essa combinação de fatores faz com que o setor de cartões cresça mais de 20% ao ano e, sem dúvida, exige das empresas um comportamento cada vez mais alinhado com as boas práticas comerciais e também no âmbito de responsabilidade socioambiental. Desta forma, além de indicar a conduta considerada mais adequada no relacionamento com seus diferentes clientes, o código de ética e auto-regulação da Abecs também estimula os atores desse cenário a contribuir para a melhoria da qualidade de vida da comunidade onde estão inseridos, entre outras coisas.
A economia brasileira vive um momento ímpar, com a atenção da mídia focada nos desdobramentos que a crise financeira internacional ainda pode ter sobre o Brasil e, sem dúvida, é responsabilidade de todos contribuir para que os obstáculos e dificuldades sejam superados com respeito e ética. Agindo dessa forma, seremos todos proativos.
ALDEMIR BENDINE - Presidente da Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito é Serviços (Abecs)
(Gazeta Mercantil/Caderno A - Pág. 3) - 06 de novembro
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Fusão cria megabanco de R$ 575 bi
De Maria Christina Carvalho, Angelo Pavini, Altamiro Silva Júnior e Fernando Travaglini - Valor Econômico
Itaú e Unibanco surpreenderam os mercados ao anunciar a maior fusão da história bancária brasileira e abriram mais uma etapa na consolidação do sistema financeiro do país. A fusão criará um gigante com R$ 575,1 bilhões em ativos, o suficiente para colocá-lo entre as 20 maiores instituições financeiras do mundo e as 10 maiores das Américas. Os dois bancos assinaram contrato de unificação das operações financeiras no valor de R$ 87,9 bilhões, pela cotação de mercado de sexta-feira. Não haverá desembolso de dinheiro. Tudo será feita por meio de troca de ações.
O catalisador da fusão foi a necessidade de ganhar porte para abrir dianteira confortável sobre os concorrentes em vários mercados e enfrentar nova onda de acirramento da competição, iniciada com a aquisição do Real pelo Santander.
Itaú e Unibanco, juntos, derrubam a liderança histórica do Banco do Brasil e, entre os bancos privados, a do Bradesco (R$ 422,7 bilhões em ativos). Passam à frente em depósitos e crédito (sem aval e fianças). Também serão os maiores administradores de recursos do país, com 20% do mercado, ou R$ 244,78 bilhões, e os maiores emissores de cartões de crédito. Em seguros, continuarão atrás do Bradesco, que detinha R$ 10,6 bilhões em prêmios totais até julho, enquanto Itaú e Unibanco terão R$ 8,2 bilhões, segundo dados da Susep e ANS.
No novo banco, Roberto Setubal, presidente do Itaú, será o presidente-executivo e Pedro Moreira Salles, presidente do Unibanco, ocupará a presidência do conselho de administração. Ambos foram vagos em relação ao futuro das marcas e planos de integração.
O analista de bancos do Santander, Henrique Navarro, calcula em R$ 4 bilhões os ganhos de sinergia das duas instituições. Mas Setubal afirmou não ter uma estimativa a respeito, embora preveja ganhos de escala, maior receita com vendas cruzadas e redução de custos com tecnologia da informação.
Um objetivo claro da fusão foi transformar o novo banco em uma empresa global. "O Brasil precisa ter um banco internacional para apoiar as empresas brasileiras no exterior", disse Setubal.
4/11/2008
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Nasce o maior emissor de cartões
O Itaú e o Unibanco juntos serão os maiores emissores de cartões de crédito do país. Terão nada menos que um terço do mercado, com 33,5 milhões de cartões com as bandeiras Visa ou MasterCard. O Banco do Brasil, tradicionalmente o maior emissor, viria em seguida, com 23,7 milhões e fatia de 24% do setor. O Bradesco cai para a terceira posição, com 19,7 milhões de plásticos e fatia de 20%, segundo levantamento da Boanerges & Cia, consultoria especializada em varejo financeiro, com base nos balanços do primeiro semestre.
O Unibanco tem ainda 10 milhões de cartões da bandeira Hipercard, não considerados no levantamento acima. Considerando apenas os cartões que nasceram das parcerias das duas instituições com o varejo, a fusão dos dois bancos teria 23,7 milhões de plásticos. O Itaú tem parceria com Lojas Americanas e Pão de Açúcar e uma base de 6,1 milhões de cartões classificados como de "loja e rede". Já o Unibanco, tem parceiros no varejo como Magazine Luiza, Ponto Frio e Ipiranga, com um total de 17,6 milhões de plásticos, incluindo aqui os números do Hipercard. Também aqui os dois bancos seriam os líderes, seguidos pelo ibi (da rede C&A), com 19 milhões de cartões, e pela Riachuelo, com 13,8 milhões.
"Os números impressionam", diz Boanerges Ramos Freire, sócio da consultoria. Para ele, uma das possíveis tendências é o Unibanco passar a usar a Redecard para fazer o credenciamento de estabelecimentos para aceitarem a bandeira Hipercard. Os dois bancos juntos voltam a ser os maiores acionistas individuais da Redecard. Também é possível a integração do processamento das operações, feitas internamente, no caso do Unibanco, e pela Orbital, no caso do Itaú.
Valor Econômico - 04/11/2008
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Lojistas se preparam para o Natal
Fim de ano chegando e a expectativa de alta nas compras pelos lojistas não poderia estar melhor. A crise financeira não afetará as vendas nem o bolso dos consumidores. De acordo com a pesquisa realizada pelo Instituto Fecomércio do Distrito Federal é esperado um acréscimo de 2% nas vendas neste Natal e nenhuma reajuste nos valores dos produtos. Setores como eletroeletrônicos e brinquedos são os mais procurados e o celular é a grande aposta para presentear.
Segundo o diretor do Fecomércio, Mauro Machado, a pesquisa foi mapeada no momento de incertezas mundiais no mercado financeiro, mesmo assim refletiu normalidade dos lojistas. Ele lembrou que as datas comemorativas são boas opções de compra na capital federal, sobretudo o Natal. "O setor não se enfraqueceu e nem sofreu altas de impostos apesar da turbulência. Cada lojista se prepara de um jeito e elabora uma estratégia de campanha", disse.
Os lojistas instalados em shoppings são os mais otimistas e prevêem o aumento das vendas em torno de 7,57% a mais do que o Natal do ano passado. Por outro lado, os comerciantes que não são de shopping esperam alta apenas de 1,10%. O preço médio do presente apresenta variação dependendo do local ou região de compra, mas gira em torno de R$ 90. "O mix de lojas em shopping é enorme. Cada empresa tem o poder de venda e a média", explicou Machado. As opções mais caras de presentes ficam nos segmento eletroeletrônico onde a relação quantidade e preço, custo e benefício são as mais atraentes.
O economista, Roberto Piscetelli, fez um balanço e alertou as pessoas que utilizam como forma de pagamento, cheques especiais e cartões de crédito. "Os consumidores devem ter muito cuidado com os juros, taxas embutidas e o grande número de parcelas", ressaltou. Para ele, o vilão dos consumidores é a carta financiamento. "O melhor jeito é fugir da tentação do décimo terceiro. Muitos acham que vão ter dinheiro e acabam por acumular dívidas e dores de cabeça", completou.
Para a gerente da loja de brinquedos Cia Toy, Gabriela Castro, o momento é favorável para os clientes. Segundo ela, havia um receio da crise aumentar o valor dos produtos importados, mas não aconteceu. Desde o começo do primeiro semestre deste ano, o estoque vinha sendo preparado paras o Dia das Crianças. " Em relação ao ano passado houve um crescimento de venda", contou. Além disso, a loja está com uma promoção de 10% a 50% de desconto. "É uma estratégia de alavancar as vendas e fortalecer a carteira de clientes. Nada melhor que o Natal para isso", disse.
Fonte : Tribuna do Brasil - 03/11/2008
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Visa contorna perdas e tem lucro de US$ 804 mi
Nova York - 30 de outubro de 2008 - A Visa, grupo norte-americano de cartões de crédito, anunciou ontem lucro líquido de US$ 804 milhões no exercício que terminou em setembro, contra perda de US$ 861 milhões um ano antes. Excluindo-se elementos extraordinários, a Visa obteve um lucro de US$ 448 milhões no quarto trimestre e de US$ 1,7 bilhão no conjunto do exercício. O lucro por ação, desconsiderando-se elementos excepcionais, representa US$ 0,58 no quarto trimestre e US$ 2,25 em 2008.
DCI Online - Finanças
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Redecard reafirma previsão de crescer mais
São Paulo, 30 de outubro de 2008 - Apesar da crise financeira, o setor de cartões de crédito continua otimista. A Redecard, por exemplo, que anunciou recentemente um crescimento de 47,3% no lucro líquido dos últimos nove meses em relação ao mesmo período de 2007, espera crescer ainda mais nos próximos meses e em 2009. Segundo o presidente da Redecard (credenciadora das bandeiras Mastercard e Diners Club International no Brasil), Roberto Medeiros, a empresa espera fechar 2008 com um crescimento de 26% no volume financeiro das transações com cartão de débito e de 21% com cartão de crédito. "Reduzimos dois pontos percentuais no débito e um ponto percentual no crédito por motivos conservadores."
Para Medeiros, a migração de compras com dinheiro e cheques para meios eletrônicos de pagamento é o principal mecanismo para a aposta de crescimento do setor. "Apenas 20% das pessoas utilizam cartões para operações financeiras. Temos muito espaço para expandir", afirma. Segundo ele, a Redecard vai investir, no próximo ano, em setores em que a operação ainda é pouco utilizada, como na área da saúde, da educação e em serviços de delivery e táxis. A empresa quer ainda continuar a ampliar a penetração em lugares onde não há cartão.
Em relação ao crescimento do País para 2009, com expectativa de chegar a 3%, o presidente da Redecard acredita que a economia informal deve diminuir e que o consumo deve se manter aquecido. "Não sentimos uma redução no consumo."
Segundo Medeiros, a falta de liquidez por conta da crise está aumentando as solicitações de estabelecimentos para o recebimento antecipado de vendas com cartões. Para ele, essa medida é necessária para manter o capital de giro dos estabelecimentos.
A companhia, que tem entre seus acionistas os bancos Citibank, Itaú e Unibanco, pretende continuar a distribuir 95% do seu lucro líquido como dividendos a seus acionistas.
Sobre as inovações com meios de pagamento eletrônico, Medeiros afirma que há bastante oportunidade de investimento, como a novidade de pagamento por celular. "A telefonia móvel não é nossa concorrente, mas mais uma alternativa para capturar operações de débito e crédito."
Medeiros também aponta de que o Brasil ainda é muito tímido nas compras via Internet, inclusive nas compras tradicionais. "As pessoas vão ao caixa automático para depois efetuarem seus pagamentos com dinheiro nos estabelecimentos credenciados. Devemos inverter isso."
DCI OnLine | Finanças
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Especialistas discutem popularização do cartão
Com o tema Cartões de Crédito: Benefícios para o Cliente e para o País, começa hoje (14), em São Paulo, o 3º Congresso Brasileiro de Meios Eletrônicos de Pagamento. O evento é promovido pela Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs) e pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban). Até amanhã (15), especialistas no setor vão discutir os benefícios e as conseqüências da popularização dos meios eletrônicos de pagamento. Atualmente, 481 milhões de cartões estão em circulação no país, dos quais 106 milhões são de crédito, 213 milhões de débito e 163 milhões de lojas e de rede, segundo informações da Febraban. Nos últimos sete anos, a base de cartões aumentou 270%. Só este ano, entre janeiro e setembro, o setor movimentou R$ 273 bilhões,
Agência Brasil São Paulo -
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Lucro da Redecard sobe 56,8%
A Redecard, empresa que faz o credenciamento dos estabelecimentos que recebem pagamentos com cartões da bandeira Mastercard no Brasil, fechou o terceiro trimestre com lucro líquido de R$ 281,8 milhões, o que representa um avanço de 56,8% sobre o resultado publicado do mesmo período do ano passado.
A receita operacional contábil da empresa somou R$ 575 milhões no período entre julho e setembro, o que mostra uma alta de 22,5% sobre o desempenho equivalente do mesmo período do ano passado.
No comunicado em que apresenta seus resultados, a empresa faz uma reclassificação no seu balanço para que a receita com antecipação de recebíveis de pagamentos com cartões de crédito seja considerada receita operacional e não receita financeira.
Por este critério, a receita operacional líquida da Redecard foi de R$ 652 milhões no terceiro trimestre, com uma alta de 27,4% sobre igual período de 2007.
O resultado da companhia medido pelo Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado somou R$ 454 milhões no terceiro trimestre, com avanço de 41,2% na comparação anual. Assim, a margem Ebitda ajustada subiu 6,9 pontos percentuais, para 69,7%.
Valor Online 24-10
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Devolução de cheques cresce 1,1% em setembro
O número de cheques devolvidos por falta de fundos aumentou 1,1% em setembro, frente ao apurado no mesmo mês do ano passado. Segundo levantamento da Serasa, 119,49 milhões de cheques foram emitidos no mês passado, dos quais 2,14 milhões foram devolvidos por falta de fundos, o que indica uma relação de 17,9 cheques devolvidos para cada mil compensados. Em setembro de 2007, essa relação era de 17,7 cheques devolvidos por mil compensados. Na comparação com agosto de 2008, houve variação negativa de 0,6%, já que a Serasa registrou 18 cheques devolvidos para cada mil compensados naquele mês.
No acumulado dos nove primeiros meses do ano, 19,5 cheques foram devolvidos a cada mil compensados. Esse índice está 1,5% abaixo do registrado no mesmo período do ano passado, afirma a Serasa. De janeiro a setembro, 1,05 bilhão de cheques foram enviados para compensação, sendo que 20,5 milhões foram devolvidos por falta de fundos.
Para os técnicos da Serasa, a alta dos juros e o maior grau de endividamento do consumidor têm elevado o nível da inadimplência com cheques como mostra a comparação entre os meses de setembro deste ano e do ano passado.
Para explicar o recuo de 1,5% nos cheques sem fundo nos nove primeiros meses de 2008, a Serasa afirma que há uma migração da inadimplência do cheque pré-datado para outras formas de financiamento, como dívidas junto a bancos e cartão de crédito, por exemplo.
Na avaliação do período de janeiro a setembro, a região Norte continua sendo a área com maior índice de devolução de cheques, de 41,9 por mil compensados. O Estado de São Paulo é a região com menor índice, de 15,3 cheques devolvidos por mil compensados.
Valor Online - 22/10
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Preço diferenciado causa polêmica
Quando um consumidor compra um produto, ou contrata um serviço, ele deve pagar o mesmo valor tanto no dinheiro, quanto no cartão de crédito. É esta medida que o Projeto de Lei (PL-213\/07), do senador Adelmir Santana (DEM-DF), quer modificar, possibilitando que haja diferença nos preços praticados. O PL já foi aprovado pela Comissão do Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle do Senado Federal e segue agora para votação em mais três comissões na Câmara.
Com a intenção de diminuir os custos operacionais que os pequenos comerciantes têm com os cartões de crédito, a idéia do projeto repassa estes custos para os consumidores. Para Maria Inês Dolci, coordenadora da Associação Brasileira de Defesa do Consumidor Pro Teste, este repasse de custo é abusivo e fere o Código de Defesa do Consumidor.
Um exemplo: um produto poderá ser vendido por R$ 20 em dinheiro, e no cartão de crédito ele sairia por R$ 25.
"Este projeto irá beneficiar apenas o comerciante. O que falta é lei para regulamentar o setor", critica Maria Inês. O setor de cartões de crédito ainda não possui uma regulamentação própria.
Apesar deste fator, ela diz que o Ministério da Justiça já vem decidindo a favor do estabelecimento do mesmo preço para os dois tipos de venda.
A especialista também acredita que os preços para quem paga no cartão de crédito irão subir, mas o preço para quem paga em dinheiro continuará o mesmo.
"Eles (os comerciantes) irão repassar o custo das operadoras, que variam entre 4% e 5%, para os consumidores", diz.
Já para os lojistas, o projeto é bem-vindo. Paulo Motta, presidente do Sindicato dos Lojistas do Comércio do Estado da Bahia (Sindilojas), avalia que esta mudança melhorará a relação entre os comerciantes e consumidores. Os primeiros oferecerão um desconto aos clientes que poderão comprar em dinheiro por um preço menor, ou no cartão sem o desconto ofertado.
"Será positivo não só para a loja, mas para o consumidor que poderá barganhar. Não consideramos uma venda que a gente só vai receber 30 dias depois como uma venda à vista", contrapõe.
Motta acrescenta que os pequenos comerciantes têm mais dificuldade para absorver estes custos, e com a aprovação do projeto seria possível que os clientes obtivessem mais descontos ao comprarem em dinheiro.
Mesmo ilegal, Motta não nega que esta diferenciação de preços já aconteça no comércio.
Para Cristiana Santos, superintendente do Procon-BA, se aprovado, o projeto trará desvantagens tanto para o consumidor, quanto para o comerciante. Cristiana ressalta que o uso do cartão de crédito é uma segurança para o comerciante que não corre o risco da inadimplência.
"O projeto conflita com os princípios do Código de Defesa do Consumidor e traz um custo para os consumidores com o uso do cartão", avalia a superintendente.
Cristiana compactua sobre a necessidade da discussão de uma regulamentação para o setor de crédito, em contraposição as discussões menores que reafirmam a fragilidade da área.
Quando em 2004, o Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor emitiu nota técnica esclareceu que o consumidor não é "sócio" do comerciante e não poderia arcar com os custos da operadora. Com o pagamento em cartão de crédito, os lojistas não correm nenhum risco de inadimplência, e as taxas pagas à operadora são referentes à inadimplência que as administradoras estão expostas.
PAGAR MAIS CARO - Para a consumidora Magna Fontes, o projeto pode prejudicar principalmente as pessoas mais carentes, que teriam que pagar mais caro.
"Para quem tem dinheiro, a diferença cobrada não vai pesar no bolso", critica Magna.
A Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços informou através de nota que: "A posição da Abecs é compartilhada por diversas associações de defesa do consumidor, que também são contrárias à cobrança de preços diferenciados quando o pagamento é feito com cartões de crédito".
Jornal A Tarde - Luciana Rebouças - 25/10
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Setor de cartões desacelera expansão
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O mercado de cartões, um dos que mais cresceram no país nos últimos anos, também sente os efeitos da crise financeira e da desaceleração do mercado de crédito. Os cartões de crédito devem ter expansão de 16% em 2009, bem abaixo da expansão deste ano. De janeiro a outubro, o crescimento deve ficar em 22%, segundo projeções da Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs) que serão divulgadas hoje. Uma das modalidades que mais crescem no setor, as compras parceladas sem juros, começaram a reduzir o forte ritmo de expansão. O estoque do volume de financiamento no cartão (que inclui as compras parceladas com e sem juros) chegou a R$ 60 bilhões em agosto, último dado disponível. Desse total, 65% são do parcelado sem juros (quando o cliente compra e paga parcelado no cartão). O estoque chegou a crescer mais de 50% em alguns meses, como março e abril em comparação com os mesmos meses de 2007. Em julho, a expansão caiu para a casa dos 30% e em agosto ficou em 27%, a menor dos últimos meses. A queda no estoque tem sido puxada pela redução do parcelamento sem juros, que pode ter chegado ao seu auge nos meses anteriores. Marcelo Noronha, diretor da Abecs e do Bradesco, avalia que a desaceleração acompanha o que ocorre no mercado de crédito, que começou a perder força com os sucessivos aumentos da taxa básica de juros. Na avaliação do novo presidente da Abecs, Aldemir Bendine, que também é vice-presidente do Banco do Brasil, o fator que mais vai contribuir para a redução do ritmo de crescimento do setor é a desaceleração do mercado de crédito. Já o uso do plástico como meio de pagamento deve continuar em alta. Este ano, até outubro, as projeções apontam para 5 bilhões de transações com cartões de crédito, débito e de loja, aumento de 21%. Essas operações devem movimentar R$ 308,2 bilhões, alta de 24%. Para 2009, a principal preocupação do setor é com a redução nas vendas do comércio, que deve vir com o desaquecimento da economia que deve ser provocado pela crise financeira global. Noronha avalia que o crescimento da migração do uso de outros meios de pagamentos, como os cheques, para os cartões é um dos fatores que vai ajudar o setor a manter taxas de expansão acima dos dois dígitos. A expectativa inicial era de que o segmento de cartões de crédito tivesse expansão de 19% no volume de recursos movimentado em 2009, considerando uma expansão do Produto Interno Bruto (PIB) de 4%. Com o PIB na casa dos 3%, o crescimento do setor se reduz para 16%. "O ritmo de crescimento caiu, mas o setor ainda cresce forte", diz Noronha. Outro fator que pode contribuir para uma menor expansão é uma queda no uso dos cartões no exterior, acompanhando a forte alta do dólar. Os especialistas acreditam que, caso o moeda americana se estabilize ao redor dos R$ 2,00, o impacto deve ser reduzido, pois os salários aqui estão em alta, mantendo o poder de compra de parte dos brasileiros. O país deve terminar o ano com 500 milhões de cartões em circulação, 14% a mais que em 2007. Com mais pessoas usando esse meio de pagamento, as queixas também aumentaram, colocando o setor no topo dos rankings de reclamações das entidades de defesa do consumidor. Para disciplinar o mercado, a Abecs promete para 1º de janeiro a entrada em vigor do seu código de auto-regulação, que vem sendo trabalhado há mais de um ano pelos bancos. O código terá que ser seguido por todos os associados (que inclui bancos como BB, Bradesco e Unibanco, além das credenciadoras de estabelecimentos comerciais e bandeiras). Quem desrespeitar o código sofrerá punições que vão desde multas até a suspensão do quadro de sócios da Abecs. O código pede que os bancos não enviem cartões sem o cliente pedir e criem horários para contatos telefônicos com ofertas de novos cartões. O código foi tema do 3º Congresso Brasileiro de Meios Eletrônicos de Pagamento, promovido pela Abecs e Federação Brasileira de Bancos (Febraban). - Jornal Valor Econômico 15-10 |
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Análise de crédito
A Crivo encerrou o primeiro semestre do ano com faturamento superior a R$ 6,5 milh§es, crescimento de 135% comparado com o mesmo perÝodo de 2007. A expectativa Ú encerrar este ano com um faturamento de R$ 15 milh§es.
No ano passado, a Crivo registrou um faturamento de R$ 7,2 milh§es, pouco mais do que a receita alcanþada em um ·nico semestre. O crescimento anual da empresa estß diretamente atrelado Ó expansÒo do mercado de cart§es de crÚdito, de 16,5% entre 2007 e 2008, ao aumento de 30,16% nas vendas de veÝculos nos primeiros seis meses deste ano, a elevaþÒo do crÚdito imobilißrio em 86,7% no mesmo perÝodo e ao n·mero de operaþ§es de crÚdito consignado.
¦Cart§es, veÝculos, imobilißrio e consignado sÒo as ßreas que mais fazem o uso do software de anßlise de crÚdito da Crivo. Hoje, 70% das operaþ§es de crÚdito consignado do Brasil passam pelo nosso sistema¦, afirma Rodrigo Del Claro, diretor de relacionamento da Crivo.
Mais de 100 empresas sÒo usußrias do software da Crivo. Os principais segmentos sÒo bancos, que corresponderam a 48% da receita do semestre, seguradoras, 24% e telecomunicaþ§es com 18%. O restante se divide entre os mercado de varejo, atacado, ind·stria, imobilißrio, cons¾rcio e e-commerce.
JB Online (02/09/08)
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Análise de crédito
A Crivo encerrou o primeiro semestre do ano com faturamento superior a R$ 6,5 milh§es, crescimento de 135% comparado com o mesmo perÝodo de 2007. A expectativa Ú encerrar este ano com um faturamento de R$ 15 milh§es.
No ano passado, a Crivo registrou um faturamento de R$ 7,2 milh§es, pouco mais do que a receita alcanþada em um ·nico semestre. O crescimento anual da empresa estß diretamente atrelado Ó expansÒo do mercado de cart§es de crÚdito, de 16,5% entre 2007 e 2008, ao aumento de 30,16% nas vendas de veÝculos nos primeiros seis meses deste ano, a elevaþÒo do crÚdito imobilißrio em 86,7% no mesmo perÝodo e ao n·mero de operaþ§es de crÚdito consignado.
¦Cart§es, veÝculos, imobilißrio e consignado sÒo as ßreas que mais fazem o uso do software de anßlise de crÚdito da Crivo. Hoje, 70% das operaþ§es de crÚdito consignado do Brasil passam pelo nosso sistema¦, afirma Rodrigo Del Claro, diretor de relacionamento da Crivo.
Mais de 100 empresas sÒo usußrias do software da Crivo. Os principais segmentos sÒo bancos, que corresponderam a 48% da receita do semestre, seguradoras, 24% e telecomunicaþ§es com 18%. O restante se divide entre os mercado de varejo, atacado, ind·stria, imobilißrio, cons¾rcio e e-commerce.
JB Online (02/09/08)
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Cartões na bolsa
A Companhia Brasileira de Meios de Pagamento, mais conhecida como Visanet, entrou ontem com pedido de registro de companhia aberta e de oferta de aþ§es na ComissÒo de Valores Mobilißrios (CVM). Serß a segunda empresa do segmento de cart§es de crÚdito com aþ§es na Bolsa de Valores de SÒo Paulo (Bovespa). A primeira foi a Redecard.
De acordo com as informaþ§es disponÝveis na CVM, a distribuiþÒo serß secundßria, ou seja, os s¾cios venderÒo a participaþÒo na empresa. A minuta do prospecto preliminar ainda nÒo estß disponÝvel. O total de papÚis a ser emitido bem como a faixa de preþo estimada por aþÒo tambÚm nÒo foram apresentados.
A companhia, que faz o credenciamento de estabelecimentos comerciais para os cart§es Visa e Visa Electron, tem como principais acionistas o Bradesco, com 40% das aþ§es ordinßrias (ON, com direito a voto), e o Banco do Brasil, com 32%.
Analistas da Ita· Corretora calcularam o valor de mercado da companhia em R$ 23 bilh§es, semelhante ao da Redecard, que representa a bandeira Mastercard.
Em marþo, a Visa, empresa parceira da Visanet, abriu o capital nos Estados Unidos. A companhia realizou a maior oferta p·blica inicial da hist¾ria daquele paÝs, movimentando US$ 17,8 bilh§es, com a venda de 406 milh§es de aþ§es.
Valor Econ¶mico (02/09/08)
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Cartões na bolsa
A Companhia Brasileira de Meios de Pagamento, mais conhecida como Visanet, entrou ontem com pedido de registro de companhia aberta e de oferta de aþ§es na ComissÒo de Valores Mobilißrios (CVM). Serß a segunda empresa do segmento de cart§es de crÚdito com aþ§es na Bolsa de Valores de SÒo Paulo (Bovespa). A primeira foi a Redecard.
De acordo com as informaþ§es disponÝveis na CVM, a distribuiþÒo serß secundßria, ou seja, os s¾cios venderÒo a participaþÒo na empresa. A minuta do prospecto preliminar ainda nÒo estß disponÝvel. O total de papÚis a ser emitido bem como a faixa de preþo estimada por aþÒo tambÚm nÒo foram apresentados.
A companhia, que faz o credenciamento de estabelecimentos comerciais para os cart§es Visa e Visa Electron, tem como principais acionistas o Bradesco, com 40% das aþ§es ordinßrias (ON, com direito a voto), e o Banco do Brasil, com 32%.
Analistas da Ita· Corretora calcularam o valor de mercado da companhia em R$ 23 bilh§es, semelhante ao da Redecard, que representa a bandeira Mastercard.
Em marþo, a Visa, empresa parceira da Visanet, abriu o capital nos Estados Unidos. A companhia realizou a maior oferta p·blica inicial da hist¾ria daquele paÝs, movimentando US$ 17,8 bilh§es, com a venda de 406 milh§es de aþ§es.
Valor Econ¶mico (02/09/08)
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Darwin explica
Enquanto os cart§es de crÚdito e de dÚbito aos poucos aposentam o cheque e o papel moeda, os bancos e as financeiras jß trabalham na criaþÒo de uma soluþÒo que substituirß o ôdinheiro de plßsticoö. A julgar pelos investimentos que tÛm sido feitos pelas mais tradicionais empresas do setor, a grande aposta Ú que o telefone celular acumule as funþ§es do cartÒo.
No JapÒo, os celulares sÒo usados em pagamentos desde 2005Visa, Mastercard, Citigroup, PayPal e VeriSign jß operam sistemas que transformam os celulares em carteiras eletr¶nicas. ôNa Pol¶nia temos um projeto que dß funþ§es de cartÒo a qualquer celular com a simples afixaþÒo de um adesivo na carcaþa do aparelhoö, afirma Walt Macnee, presidente de Mercados Globais da MasterCard Worldwide. Ele esteve no Brasil na semana passada participando do Congresso de Cart§es e CrÚdito ao Consumidor. No JapÒo, a NTT DoCoMo, uma das maiores operadoras de telefonia m¾vel do paÝs, unifica cart§es de crÚdito aos celulares de seus clientes desde 2005. Na CorÚia do Sul û considerado o mercado de telefonia celular mais maduro do mundo û a operadora SK Telecom habilita celulares atÚ para sacar dinheiro na boca de caixas eletr¶nicos.
A opþÒo pelo celular como substituto para o cartÒo de crÚdito se explica. As primeiras raz§es tÛm a ver com praticidade. Hoje, toda informaþÒo necessßria para validar uma transaþÒo financeira fica na tarja magnÚtica do cartÒo, que guarda o equivalente a pouco mais de uma folha de texto corrido. Se a mesma ßrea ocupada pela tarja magnÚtica fosse substituÝda por circuitos de mem¾ria semelhantes aos dos cart§es microSD û usados por boa parte dos celulares para guardar m·sicas e vÝdeos û, um ·nico cartÒo de crÚdito poderia armazenar cinco volumes da EnciclopÚdia BritÔnica. Em termos de uso dinÔmico de espaþo, portanto, a morte do cartÒo de crÚdito estß mais do que decretada.
Para o lojista, o fim do cartÒo de crÚdito como formato tambÚm Ú positivo. Hoje, cada bandeira de cartÒo de crÚdito funciona apenas com sua respectiva mßquina. Com a adoþÒo do celular como forma de pagamento, o pr¾prio aparelho desempenha, simultaneamente, a funþÒo de cartÒo e de mßquina de cobranþa. Macnee resume bem o rumo que o mercado estß tomando: ôTudo que estiver no caminho do crÚdito seguro e prßtico serß removidoö, afirma. AtÚ a seguranþa nas transaþ§es aumentarß com o fim dos cart§es de crÚdito. Sem a tarja magnÚtica, dificultam-se os esquemas de clonagem. E caso o usußrio perca seu aparelho, sua conta poderß ser bloqueada remotamente û e seus dados, recuperados.
Enquanto o sistema de telefones celulares nÒo acumula as funþ§es de cartÒo de crÚdito, outras medidas podem ser tomadas para facilitar a vida de consumidores e lojistas. ôUma delas Ú unificar as mßquinas de ponto de vendaö, diz Richard Hartzell, presidente do grupo para AmÚrica Latina e Caribe. AlÚm de facilitar a vida do cliente, a unificaþÒo tambÚm aumenta a disputa entre as empresas, jß que todos os estabelecimentos aceitarÒo todos os cart§es. E concorrÛncia Ú garantia de melhores condiþ§es para o consumidor.
Revista +poca Online (02/09/08)
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Darwin explica
Enquanto os cart§es de crÚdito e de dÚbito aos poucos aposentam o cheque e o papel moeda, os bancos e as financeiras jß trabalham na criaþÒo de uma soluþÒo que substituirß o ôdinheiro de plßsticoö. A julgar pelos investimentos que tÛm sido feitos pelas mais tradicionais empresas do setor, a grande aposta Ú que o telefone celular acumule as funþ§es do cartÒo.
No JapÒo, os celulares sÒo usados em pagamentos desde 2005Visa, Mastercard, Citigroup, PayPal e VeriSign jß operam sistemas que transformam os celulares em carteiras eletr¶nicas. ôNa Pol¶nia temos um projeto que dß funþ§es de cartÒo a qualquer celular com a simples afixaþÒo de um adesivo na carcaþa do aparelhoö, afirma Walt Macnee, presidente de Mercados Globais da MasterCard Worldwide. Ele esteve no Brasil na semana passada participando do Congresso de Cart§es e CrÚdito ao Consumidor. No JapÒo, a NTT DoCoMo, uma das maiores operadoras de telefonia m¾vel do paÝs, unifica cart§es de crÚdito aos celulares de seus clientes desde 2005. Na CorÚia do Sul û considerado o mercado de telefonia celular mais maduro do mundo û a operadora SK Telecom habilita celulares atÚ para sacar dinheiro na boca de caixas eletr¶nicos.
A opþÒo pelo celular como substituto para o cartÒo de crÚdito se explica. As primeiras raz§es tÛm a ver com praticidade. Hoje, toda informaþÒo necessßria para validar uma transaþÒo financeira fica na tarja magnÚtica do cartÒo, que guarda o equivalente a pouco mais de uma folha de texto corrido. Se a mesma ßrea ocupada pela tarja magnÚtica fosse substituÝda por circuitos de mem¾ria semelhantes aos dos cart§es microSD û usados por boa parte dos celulares para guardar m·sicas e vÝdeos û, um ·nico cartÒo de crÚdito poderia armazenar cinco volumes da EnciclopÚdia BritÔnica. Em termos de uso dinÔmico de espaþo, portanto, a morte do cartÒo de crÚdito estß mais do que decretada.
Para o lojista, o fim do cartÒo de crÚdito como formato tambÚm Ú positivo. Hoje, cada bandeira de cartÒo de crÚdito funciona apenas com sua respectiva mßquina. Com a adoþÒo do celular como forma de pagamento, o pr¾prio aparelho desempenha, simultaneamente, a funþÒo de cartÒo e de mßquina de cobranþa. Macnee resume bem o rumo que o mercado estß tomando: ôTudo que estiver no caminho do crÚdito seguro e prßtico serß removidoö, afirma. AtÚ a seguranþa nas transaþ§es aumentarß com o fim dos cart§es de crÚdito. Sem a tarja magnÚtica, dificultam-se os esquemas de clonagem. E caso o usußrio perca seu aparelho, sua conta poderß ser bloqueada remotamente û e seus dados, recuperados.
Enquanto o sistema de telefones celulares nÒo acumula as funþ§es de cartÒo de crÚdito, outras medidas podem ser tomadas para facilitar a vida de consumidores e lojistas. ôUma delas Ú unificar as mßquinas de ponto de vendaö, diz Richard Hartzell, presidente do grupo para AmÚrica Latina e Caribe. AlÚm de facilitar a vida do cliente, a unificaþÒo tambÚm aumenta a disputa entre as empresas, jß que todos os estabelecimentos aceitarÒo todos os cart§es. E concorrÛncia Ú garantia de melhores condiþ§es para o consumidor.
Revista +poca Online (02/09/08)
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Bola da vez
Como parte de sua estratÚgia de apostar em cart§es de dÚbito no Brasil, a Visa jß desenvolve formas de utilizar esse meio de pagamento em transaþ§es on-line, de expandir a rede de estabelecimentos que possuem o Visa Troco Fßcil e acredita no potencial do parcelamento no dÚbito, por meio do CDC. A aposta por produtos de dÚbito se justifica uma vez que jß sÒo responsßveis pela maior parte do volume de operaþ§es da companhia, com um crescimento atual de 20% ao ano. Em 2007, foi realizado, pela Visa, um volume total de US$ 3,5 trilh§es em dÚbitos no mundo.
Segundo o vice-presidente de Produtos da companhia para o Brasil, Eduardo Chedid, o dÚbito em compras on-line jß Ú realizado pela bandeira atravÚs do Bradesco, mas hoje representa uma parcela Ýnfima das transaþ§es on-line realizadas. "Jß desenvolvemos um protocolo de seguranþa verified by Visa e a idÚia Ú adequß-lo e ampliß-lo." Segundo o executivo em alguns paÝses, como nos Estados Unidos, as operaþ§es de dÚbito chegam a 50% das compras on-line. As compras por Internet representam cerca de 5% do volume transacionado no Brasil.
A rede de estabelecimentos apta a dar troco em transaþ§es no dÚbito, com o Visa Troco Fßcil, jß estß bem pr¾xima do considerado ideal. "Hoje possuÝmos oito mil pontos comerciais credenciados. Dez mil seria o ideal", avalia.
Jß o parcelamento, que poderia chegar a 48 vezes no dÚbito, Ú direcionado a um p·blico especÝfico, diz o executivo, com necessidades especÝficas. "Ainda Ú um produto subexplorado, mas como Ú direcionado a certos clientes, nÒo podemos forþß-lo muito. Mas existe um grande potencial."
DCI (01/09/08)
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Bola da vez
Como parte de sua estratÚgia de apostar em cart§es de dÚbito no Brasil, a Visa jß desenvolve formas de utilizar esse meio de pagamento em transaþ§es on-line, de expandir a rede de estabelecimentos que possuem o Visa Troco Fßcil e acredita no potencial do parcelamento no dÚbito, por meio do CDC. A aposta por produtos de dÚbito se justifica uma vez que jß sÒo responsßveis pela maior parte do volume de operaþ§es da companhia, com um crescimento atual de 20% ao ano. Em 2007, foi realizado, pela Visa, um volume total de US$ 3,5 trilh§es em dÚbitos no mundo.
Segundo o vice-presidente de Produtos da companhia para o Brasil, Eduardo Chedid, o dÚbito em compras on-line jß Ú realizado pela bandeira atravÚs do Bradesco, mas hoje representa uma parcela Ýnfima das transaþ§es on-line realizadas. "Jß desenvolvemos um protocolo de seguranþa verified by Visa e a idÚia Ú adequß-lo e ampliß-lo." Segundo o executivo em alguns paÝses, como nos Estados Unidos, as operaþ§es de dÚbito chegam a 50% das compras on-line. As compras por Internet representam cerca de 5% do volume transacionado no Brasil.
A rede de estabelecimentos apta a dar troco em transaþ§es no dÚbito, com o Visa Troco Fßcil, jß estß bem pr¾xima do considerado ideal. "Hoje possuÝmos oito mil pontos comerciais credenciados. Dez mil seria o ideal", avalia.
Jß o parcelamento, que poderia chegar a 48 vezes no dÚbito, Ú direcionado a um p·blico especÝfico, diz o executivo, com necessidades especÝficas. "Ainda Ú um produto subexplorado, mas como Ú direcionado a certos clientes, nÒo podemos forþß-lo muito. Mas existe um grande potencial."
DCI (01/09/08)
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Para todos os gostos
Pesquisa do Instituto Medida Certa mostra a preferÛncia dos usußrios de cart§es de crÚdito em dez regi§es metropolitanas do Brasil. Uma das conclus§es Ú que os plßsticos bancßrios e de lojas tÛm avaliaþ§es distintas distribuÝdas pelo paÝs.
Foram analisados 4,5 mil cart§es de crÚdito nas cidades de SÒo Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Fortaleza, Recife, Salvador, Manaus, Distrito Federal, Porto Alegre e Curitiba.
No Sudeste, por exemplo, os cart§es bancßrios do Banco do Brasil sÒo preferidos dos usußrios, com 78,2% da preferÛncia sobre a base local de possuidores do cartÒo e de pelo menos algum outro. A seguir, aparecem os cart§es do Unibanco (62,9%), Bradesco (62,6%), Ita· (62,0%), Real (61,4%), Citibank (59,6%) e CEF (56,1%).
No caso dos cart§es de loja (emitidos pelos varejistas com ou sem bandeira), os plßsticos da C&A foram apontados como os preferidos por 10,2%; seguidos por Renner (9%) e Wal-Mart (2,6%).
No Nordeste o cenßrio Ú outro. Os cart§es da Caixa Econ¶mica Federal sÒo os mais ''queridos", apontados por 55,6% dos usußrios. O Bradesco tambÚm ganha destaque na regiÒo, com 47,8% das preferÛncias.. No caso dos private labels, os plßsticos do Wal-Mart lideram, com 38,6% das respostas.
No Sul, entre os cart§es de loja, o da Renner lidera a preferÛncia, com 9,3%.
Ivan Daibert, diretor do Instituto Medida Certa, diz que os plßsticos (bancßrios e de lojas) foram avaliados em 12 itens pelos possuidores: taxas de juros conveniente; atendimento rßpido e atencioso; extrato claro e completo; proteþÒo em caso de perda e roubo;incentivo ao uso (pontos, sorteios, milhas); fatura e boletos entregues com antecedÛncia; valor da anuidade; e facilidade e rapidez para obter o cartÒo.
A ponderaþÒo de todos eles totalizou um Ýndice mÚdio geral de satisfaþÒo de 8,19 para os cart§es bancßrios (notas de 0 a 10) e de 7,67 para os private label.
Outra constataþÒo do levantamento, realizado junto a possuidores de cart§es de crÚdito das classes A, B e C, Ú que a maioria deles (35%) possui mais de dois cart§es de crÚdito em uso; 33% possuem 2; e 32% possuem 1.
A pesquisa considerou somente cart§es ativos nos ·ltimos trÛs meses. No total foram 2,1 mil entrevistas.
Cidade Bliz (01/09/08)
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Para todos os gostos
Pesquisa do Instituto Medida Certa mostra a preferÛncia dos usußrios de cart§es de crÚdito em dez regi§es metropolitanas do Brasil. Uma das conclus§es Ú que os plßsticos bancßrios e de lojas tÛm avaliaþ§es distintas distribuÝdas pelo paÝs.
Foram analisados 4,5 mil cart§es de crÚdito nas cidades de SÒo Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Fortaleza, Recife, Salvador, Manaus, Distrito Federal, Porto Alegre e Curitiba.
No Sudeste, por exemplo, os cart§es bancßrios do Banco do Brasil sÒo preferidos dos usußrios, com 78,2% da preferÛncia sobre a base local de possuidores do cartÒo e de pelo menos algum outro. A seguir, aparecem os cart§es do Unibanco (62,9%), Bradesco (62,6%), Ita· (62,0%), Real (61,4%), Citibank (59,6%) e CEF (56,1%).
No caso dos cart§es de loja (emitidos pelos varejistas com ou sem bandeira), os plßsticos da C&A foram apontados como os preferidos por 10,2%; seguidos por Renner (9%) e Wal-Mart (2,6%).
No Nordeste o cenßrio Ú outro. Os cart§es da Caixa Econ¶mica Federal sÒo os mais ''queridos", apontados por 55,6% dos usußrios. O Bradesco tambÚm ganha destaque na regiÒo, com 47,8% das preferÛncias.. No caso dos private labels, os plßsticos do Wal-Mart lideram, com 38,6% das respostas.
No Sul, entre os cart§es de loja, o da Renner lidera a preferÛncia, com 9,3%.
Ivan Daibert, diretor do Instituto Medida Certa, diz que os plßsticos (bancßrios e de lojas) foram avaliados em 12 itens pelos possuidores: taxas de juros conveniente; atendimento rßpido e atencioso; extrato claro e completo; proteþÒo em caso de perda e roubo;incentivo ao uso (pontos, sorteios, milhas); fatura e boletos entregues com antecedÛncia; valor da anuidade; e facilidade e rapidez para obter o cartÒo.
A ponderaþÒo de todos eles totalizou um Ýndice mÚdio geral de satisfaþÒo de 8,19 para os cart§es bancßrios (notas de 0 a 10) e de 7,67 para os private label.
Outra constataþÒo do levantamento, realizado junto a possuidores de cart§es de crÚdito das classes A, B e C, Ú que a maioria deles (35%) possui mais de dois cart§es de crÚdito em uso; 33% possuem 2; e 32% possuem 1.
A pesquisa considerou somente cart§es ativos nos ·ltimos trÛs meses. No total foram 2,1 mil entrevistas.
Cidade Bliz (01/09/08)
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Compras pela internet
Grandes redes do varejo pernambucano ainda engatinham na direþÒo do e-commerce mas sabem que ele serß importante para enfrentar a concorrÛncia. Algumas nem possuem site, como as lojas de m¾veis e eletrodomÚsticos Hermol e a Eletroshopping, ambas com forte presenþa na RegiÒo Metropolitana do Recife seja em lojas de bairros populares ou em shoppings centers, mas planejam uma ofensiva virtual para breve. "Estamos definindo a estrutura de distribuiþÒo e de vendas on-line. Ate o final do ano esperamos concluir e lanþar o site jß com e-commerce", revela o gerente de Marketing da Hermol, EclÚsio Batista.
A Via Sports, rede de material esportivo com 12 lojas em Pernambuco e nas capitais do Cearß, PiauÝ e MaranhÒo, tambÚm pretende invadir o campo virtual mas, mesmo que o pontapÚ inicial seja dado este ano, a jogada serß finalizada em 2009. "Embora as vendas on-line dos concorrentes ainda nÒo atinjam as das nossas lojas, a gente nÒo pode demorar muito a entrar no e-commerce", diz Marcos Ribeiro, gerente de marketing da Via Sports.
A grife de lingerie sofisticada Fruit de La Passion, com lojas em SÒo Paulo, Rio de Janeiro, Fortaleza e Recife nÒo esperou e, no ano passado, criou um hotsite de vendas para oferecer aos clientes as suas coleþ§es, em todas as cores e tamanhos disponÝveis. "NÒo almejamos um alto faturamento mas sim atender ao nosso p·blico que nÒo conseguia encontrar tudo o que queria nas revendas multimarcas que vendem Fruit de La Passion em cidades onde nÒo temos lojas pr¾prias", explica o empresßrio Luis Antonio Bourdon, que administra, a partir do Recife, as vendas on-line da grife para todo o Brasil. A distribuiþÒo Ú feita por contrato com os Correios e o valor da entrega jß Ú calculado pelo site, conforme o peso da peþa e o local de destino, e inserido no valor final da compra, fechada apenas com os cart§es de crÚdito Visa, Amex e Mastercard. Experiente no ramo, Luiz Antonio, diz que lingerie nÒo Ú fßcil de vender nem mesmo no balcÒo, mas tem tido boa aceitaþÒo na internet.
Jß os produtos eletr¶nicos e de informßtica nÒo exigem tanto e quem quer vender pela internet nÒo precisa de muita estrutura. Um bom exemplo Ú o da Lucbuy, loja virtual dos irmÒos Luciane e Luciano Santa Clara, do Recife. Com a expertise adquirida no Mercado Livre, um grande shopping virtual que hospeda vendedores informais ou empresas cobrando comiss§es pelas vendas fechadas, e a chegada do Supersimples, eles saÝram da informalidade abrindo uma pessoa jurÝdica no ano passado e hoje chegam a vender atÚ R$ 7 mil por mÛs. As vendas sÒo sincronizadas pelo Mercado Livre que fica com 4,49% de comissÒo e, segundo Luciano Santa Clara, ainda podem crescer muito. "O e-commerce Ú maravilhoso. Sempre fui arrojado e nunca tive medo da internet. Nunca dei, nem levei cano", diz o militar da Aeronßutica que, depois do expediente na base aÚrea, rende a irmÒ e trabalha, muitas vezes, atÚ de madrugada.
Yahoo Brasil (01/09/08)
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Compras pela internet
Grandes redes do varejo pernambucano ainda engatinham na direþÒo do e-commerce mas sabem que ele serß importante para enfrentar a concorrÛncia. Algumas nem possuem site, como as lojas de m¾veis e eletrodomÚsticos Hermol e a Eletroshopping, ambas com forte presenþa na RegiÒo Metropolitana do Recife seja em lojas de bairros populares ou em shoppings centers, mas planejam uma ofensiva virtual para breve. "Estamos definindo a estrutura de distribuiþÒo e de vendas on-line. Ate o final do ano esperamos concluir e lanþar o site jß com e-commerce", revela o gerente de Marketing da Hermol, EclÚsio Batista.
A Via Sports, rede de material esportivo com 12 lojas em Pernambuco e nas capitais do Cearß, PiauÝ e MaranhÒo, tambÚm pretende invadir o campo virtual mas, mesmo que o pontapÚ inicial seja dado este ano, a jogada serß finalizada em 2009. "Embora as vendas on-line dos concorrentes ainda nÒo atinjam as das nossas lojas, a gente nÒo pode demorar muito a entrar no e-commerce", diz Marcos Ribeiro, gerente de marketing da Via Sports.
A grife de lingerie sofisticada Fruit de La Passion, com lojas em SÒo Paulo, Rio de Janeiro, Fortaleza e Recife nÒo esperou e, no ano passado, criou um hotsite de vendas para oferecer aos clientes as suas coleþ§es, em todas as cores e tamanhos disponÝveis. "NÒo almejamos um alto faturamento mas sim atender ao nosso p·blico que nÒo conseguia encontrar tudo o que queria nas revendas multimarcas que vendem Fruit de La Passion em cidades onde nÒo temos lojas pr¾prias", explica o empresßrio Luis Antonio Bourdon, que administra, a partir do Recife, as vendas on-line da grife para todo o Brasil. A distribuiþÒo Ú feita por contrato com os Correios e o valor da entrega jß Ú calculado pelo site, conforme o peso da peþa e o local de destino, e inserido no valor final da compra, fechada apenas com os cart§es de crÚdito Visa, Amex e Mastercard. Experiente no ramo, Luiz Antonio, diz que lingerie nÒo Ú fßcil de vender nem mesmo no balcÒo, mas tem tido boa aceitaþÒo na internet.
Jß os produtos eletr¶nicos e de informßtica nÒo exigem tanto e quem quer vender pela internet nÒo precisa de muita estrutura. Um bom exemplo Ú o da Lucbuy, loja virtual dos irmÒos Luciane e Luciano Santa Clara, do Recife. Com a expertise adquirida no Mercado Livre, um grande shopping virtual que hospeda vendedores informais ou empresas cobrando comiss§es pelas vendas fechadas, e a chegada do Supersimples, eles saÝram da informalidade abrindo uma pessoa jurÝdica no ano passado e hoje chegam a vender atÚ R$ 7 mil por mÛs. As vendas sÒo sincronizadas pelo Mercado Livre que fica com 4,49% de comissÒo e, segundo Luciano Santa Clara, ainda podem crescer muito. "O e-commerce Ú maravilhoso. Sempre fui arrojado e nunca tive medo da internet. Nunca dei, nem levei cano", diz o militar da Aeronßutica que, depois do expediente na base aÚrea, rende a irmÒ e trabalha, muitas vezes, atÚ de madrugada.
Yahoo Brasil (01/09/08)
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No topo do ranking
O setor de meios eletr¶nicos de pagamento vive hoje um de seus melhores momentos na hist¾ria do PaÝs. N·meros das principais entidades do segmento e pesquisas recentes do Banco Central do Brasil (Bacen) comprovam que os brasileiros elegeram os cart§es como a segunda forma mais utilizada para o pagamento de suas compras em supermercados, lojas de departamentos, restaurantes, shoppings e demais redes. Ao se levar em conta a mÚdia nacional, o lÝder ainda Ú o dinheiro.
Somente em julho, de acordo com a AssociaþÒo Brasileira das Empresas de Cart§es de CrÚdito e Serviþos (Abecs), foram feitos 508 milh§es de compras com os plßsticos no PaÝs, totalizando R$ 31,7 bilh§es.
A marca s¾ Ú menor que a observada no mÛs de dezembro do ano passado, quando os brasileiros efetuaram 567 milh§es de compras e gastaram R$ 37 bilh§es.
Mas existe aÝ um detalhe: dezembro concentra todas as compras das festas de final de ano.
Neste cenßrio, surge uma questÒo: se na metade do ano de 2008 existe tÒo grande proximidade de resultados com a Úpoca em que mais se compra, as estimativas para o final deste ano s¾ podem ser as melhores.
O segmento de cart§es de crÚdito trabalha com uma expansÒo total, neste ano de 2008, de cerca de 21%, n·mero em linha com o crescimento dos ·ltimos anos, entre 18% e 20%.
O saldo positivo na fatura Ú um dos reflexos do bom momento vivido pela economia brasileira com o aumento do n·mero de emprego e renda do trabalhador.
Esses fatores, combinados com a facilidade na hora de se conceder limites, contribuem para a massificaþÒo do crÚdito, ainda mais ao se levar em conta que, de acordo com o Banco Central do Brasil, existe uma mÚdia de 0,6 cartÒo de crÚdito e um de dÚbito para cada brasileiro.
Em tempos em que o crÚdito atrelado ao Produto Interno Bruto (PIB) aproxima-se da casa dos 40%, a ·nica soluþÒo encontrada para que seja possÝvel escoar todo esse dinheiro foi aproveitar a alta adesÒo aos plßsticos.
Milhares de cart§es substituem gradativamente, todos os dias, o dinheiro e os cheques, principalmente nas compras parceladas.
Os "chequinhos" para 30, 60, 90 e 120 dias, por exemplo, perdem cada vez mais espaþo para as negociaþ§es com os cart§es.
A queda de market share do dinheiro de papel, o cheque, foi comprovada pela ·ltima pesquisa do Bacen.
O declÝnio foi de 35% no total movimentado nos ·ltimos cinco anos, igual perÝodo em que as negociaþ§es com cart§es dispararam 212%, o que comprova a evoluþÒo dos meios de pagamento eletr¶nicos, uma vez que o cheque Ú apenas um instrumento de compra Ó vista, e nÒo uma forma de se conceder crÚdito.
Mas por que os plßsticos se dÒo tÒo bem, ainda mais ao se levar em conta a penetraþÒo nas camadas econ¶micas mais ba | | |