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Atualização semanal Última atualização 3/11/2009 21:29:59
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Processadoras ganham com novas regras do BC
Lojas com uma única "maquininha" para processar todos os cartões e varejistas disputando espaço com a Redecard e a Visanet no credenciamento de pontos comerciais são apenas a ponta mais visível das mudanças que virão com as novas regras do setor, que estão em negociação entre empresas e Banco Central. As novidades também devem abrir um grande mercado para outro tipo de empresa - as processadoras de transações com cartões. Desconhecidas do grande público, essas empresas ficam entre os credenciadores e os emissores, e são as responsáveis por manter de pé toda a rede. São elas que possuem os softwares e os equipamentos responsáveis pela transmissão das transações eletrônicas, controle de pagamentos dos clientes, emissão de extratos, prevenção de fraudes e fluxo de caixa do lojista, entre outros. Agora, o fim da exclusividade do credenciamento é a aposta dessas empresas para ampliar os negócios - seja como prestadora de serviços para as novas credenciadoras, ou, no limite, associando-se a varejistas e bancos para criarem as suas próprias credenciadoras.
Não é por acaso que, nos últimos tempos, duas gigantes mundiais do setor desembarcaram no Brasil - as americanas Tsys e First Data Research. Recentemente, a Tsys inaugurou uma unidade no município paulista de Hortolândia, com capacidade para processar 13 milhões de cartões. O primeiro contrato que fechou por aqui foi com o Carrefour, para processar os cartões de crédito Mastercard, que a varejista francesa acaba de lançar. Para os especialistas, faz sentido também que as processadoras tornem-se sócios - ainda que minoritários - das novas credenciadoras que devem surgir no mercado a partir de junho de 2010, quando acaba a exclusividade entre Visa e Visanet. Uma opção seria a aliança com bancos que ainda não atuam no setor ou com os grandes varejistas que pretendem se tornar autocredenciados. Mas, pelo menos por ora, essa alternativa é descartada pelas companhias.
Embora a Tsys seja também uma credenciadora de pequenas redes regionais de lojistas nos Estados Unidos, a estratégia no Brasil deve ser a de prestar serviços para os novos credenciadores. "Não queremos competir com nossos clientes", afirma Antonio Jorge de Castro Bueno, presidente da operação brasileira. A First Data Research, que segue o mesmo modelo de negócios da Tsys no resto do mundo, também não deve se tornar uma credenciadora. "Enxergamos um grande potencial no Brasil, mas como prestadores de serviços", afirma sua presidente local, Maria Fernanda Teixeira.
Na cola dos brasileiros
A chegada dessas empresas deve acirrar a concorrência. Hoje quem ganha mais dinheiro com o processamento de transações é a Orbital, que trabalha para a Redecard e também é controlada pelo Itaú Unibanco, e a americana EDS, que presta o serviço para a Visanet. Entre as processadoras que não estão ligadas à Redecard, à Visanet ou a algum banco, a líder a CSU CardSystem, que tem ações na BM&FBovespa e processa transações com 23 milhões de cartões. A empresa vê com bons olhos a atual ebulição do setor de cartões. "Com a abertura a novas credenciadoras, nosso mercado pode dobrar", afirma Décio Burd, diretor de Relações com Investidores da companhia.
Como em todo mercado em efervescência, há quem aposte em um processo de consolidação do setor de processamento. Em outros países, o que se vê é uma cadeia composta por muitos credenciadores e emissores, mas por poucos processadores. A Tsys já avisou que busca uma aquisição local para catapultar seus negócios - e a CSU seria uma candidata natural a ser absorvida. A empresa, porém, desconversa. "Não faço comentários sobre esse assunto", afirma Burd.
Na última década, o mercado brasileiro de cartões experimentou uma explosão, estimulado pela estabilização da economia, pela maior oferta de crédito e pelo aumento da renda. De acordo com a Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs), o país deve encerrar o ano com um total de 565 milhões de cartões emitidos (entre crédito, débito, private label e outros) - um incremento de 10% sobre 2008. Os 6,1 bilhões de transações que os brasileiros realizarão com esses plásticos (15% mais que em 2008) devem movimentar 444 bilhões de reais - 18% mais que no ano passado.
Como os processadores ganham uma taxa fixa sobre cada transação, é possível avaliar o quão atraente tem se tornado esse negócio. Além disso, apenas 20% das compras feitas no país são pagas com cartões de crédito, contra 42% nos Estados Unidos, de acordo com a Abecs. São esses números que atiçam o apetite das processadoras estrangeiras e brasileiras, e fará com que a competição seja bem mais intensa daqui em frente. "Os próximos anos serão bem promissores para esse mercado", afirma Álvaro Musa, ex-presidente da Credicard do Brasil e diretor da consultoria Partner Conhecimento.
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Reflexões sobre o dinheiro de plástico
Brasília, DF - quinta-feira, 13 de agosto de 2009
Paulo Rogério Cafarelli - Presidente da Associação Brasileira da Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs)
Há quase um ano a economia mundial foi sacudida pela mais grave crise financeira das últimas oito décadas. Em todo o planeta, empresas e instituições financeiras centenárias consideradas sólidas enfrentaram graves problemas. Algumas deixaram de existir e outras, se não fosse uma providencial ajuda governamental, já teriam fechado as portas. Em maior ou menor grau, empresas de todos os tamanhos e segmentos ao redor do globo foram afetadas. No mundo todo o problema era um só a brusca freada na oferta de crédito, combustível indispensável para que o motor da economia continue girando.
O Brasil não passou incólume por essa crise, mas a economia local sofreu impactos bem menos severos do que a de outros países. Pesou aí a capacidade de aprender com os erros do passado e adotar medidas para não incorrer neles novamente. Um exemplo é que, quando a crise teve início, as reservas cambiais giravam em torno de US$ 200 bilhões, maior nível da história brasileira. Mais: o governo federal tratou de agir rapidamente para estimular e manter a economia aquecida, reduzindo a alíquota de alguns impostos e conclamando instituições financeiras públicas e privadas a manter abertas e sem redução as linhas de crédito.
Nesse contexto, a indústria de cartões deu e tem dado uma contribuição importante, especialmente no âmbito da oferta de crédito, que não sofreu qualquer tipo de redução. No Brasil, dois terços de todas as compras com cartão de crédito são feitas na modalidade parcelado sem juros, e o volume de crédito disponível tem crescido a taxas em torno de 44% ao ano, movimento mantido a despeito da crise; hoje, gira em torno de R$ 450 bilhões.
Tal decisão garantiu expressivo crescimento no volume financeiro negociado por meio de cartões, apesar da retração registrada em diversos segmentos econômicos. Ao longo de 2008 foram movimentados R$ 375 bilhões por meio dos plásticos e, ao comparar o resultado do primeiro semestre de 2009 com igual período do ano passado, o aumento médio tem girado em torno de 18%. Além de indicar claramente que o consumidor tem utilizado cada vez mais o cartão para antecipar decisões de consumo, esses números evidenciam que há um aumento da população bancarizada, que usa cada vez mais esse meio de pagamento em substituição ao cheque e dinheiro.
Ainda nesse contexto, pesa de forma positiva o prazo de até 35 dias dado ao portador de cartão para pagar a fatura sem cobrança de encargos. É importante destacar que esse benefício reduz o custo financeiro dos consumidores, pois, não fosse o período de carência, teriam de usar linhas de crédito onerosas para cobrir eventuais fluxos financeiros negativos existentes entre a data da compra e a da entrada de seus proventos mensais.
O lojista, por sua vez, recebe os recursos geralmente 30 dias após a venda e não corre o risco da inadimplência, que é integralmente assumido pelo emissor do plástico. A expansão no volume financeiro negociado com cartão significa que o comércio não perdeu vendas.
A indústria de cartões também colabora para o aumento da formalidade na economia, pois desestimula a ilegalidade pelo simples fato de que os dados de todas as transações nos estabelecimentos comerciais ficam à disposição dos órgãos de fiscalização.
É inegável a importância do setor de cartões no atual contexto econômico, e a Associação Brasileira da Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs) compartilha da opinião de que, sem dúvida, aprimoramentos podem ser promovidos. Um primeiro passo nesse sentido foi dado no início do ano, quando entrou em vigor o Código de Ética e Autorregulação da Abecs, que, entre outras coisas, zela pelas boas práticas comerciais. Mais recentemente, no fim de junho, a Abecs encaminhou aos cuidados do Banco Central, da Secretaria de Direito Econômico e da Secretaria Especial de Acompanhamento Econômico um estudo com uma série de proposições de melhorias para a indústria.
O objetivo tem sido contribuir para a discussão em torno de mudanças, com certeza necessárias, para que a indústria brasileira de cartões, considerada ainda jovem quando comparada com outros mercados mais desenvolvidos, continue crescendo e beneficiando de forma consistente os consumidores, o comércio e o governo. Para tanto, entendemos que o diálogo entre todas as partes envolvidas é fundamental para que as ações de melhorias sejam adequadas ao atual estágio da indústria, caminhando, assim, a um bom termo para todos.
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Abecs troca comando em meio a mudanças no setor
Fernando Travaglini, do Valor Econômico
O setor de cartões tem sofrido ataques de todos os lados. Os lojistas sempre reclamaram das taxas e os clientes não se conformam com juros de 250% ao ano cobrados no rotativo. Agora, o governo federal resolveu entrar na briga com decisões que podem mudar o sistema regulatório dessa indústria: o Banco Central prepara um relatório para o fim de setembro que pode trazer alterações profundas no setor e na quinta-feira o Ministério da Justiça determinou o fim da exclusividade da VisaNet para o credenciamento da bandeira Visa.
É nesse contexto que Paulo Rogério Caffarelli, vice-presidente de cartões e novos negócios de varejo do Banco do Brasil, assume a presidência da Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs), substituindo Aldemir Bendine, que desde o ano passado comandava a associação e, em abril, passou a presidir o BB. Segundo Caffarelli, o objetivo é dar continuidade ao trabalho já iniciado.
"Seria muito importante que o presidente Ademir Bendine continuasse como presidente da Abecs, até pelo peso institucional. Mas vocês estão acompanhando no mercado o papel do Banco do Brasil exatamente nesse momento de retomada do crescimento econômico. Concomitantemente a isso, há esse debate da regulação do mercado de cartão de crédito. Isso acaba sobrecarregando a figura do presidente. Então a ideia foi que houvesse uma substituição e a diretoria da Abecs me indicou para o lugar do Bendine", disse.
Caffarelli acredita que a Abecs tem um papel fundamental nesse momento justamente em função deste debate da regulação da indústria de cartões. A associação enviou em julho proposta ao BC para tentar resolver os problemas citados pela autoridade em recente relatório. Para o BC da forma como está estruturado o setor de cartões é pouco competitivo, concentrado, com fortes barreiras de entrada e com alto custo para os lojista. "Nossa visão é de aperfeiçoar o sistema, respeitando a evolução desse meio de pagamento. Há países que avançaram tanto na regulação que apresentaram involução".
Para a Abecs o fim da exclusividade das credenciadoras em relação às bandeiras vai solucionar muitos desses entraves. "Esse é um assunto resolvido. A Redecard não tem exclusividade com a MasterCard e a VisaNet não terá mais em junho do ano que vem. Com isso resolvem-se a competição entre as empresas e também o compartilhamento das máquinas leitoras (POS). Hoje, metade do faturamento já ocorre de maneira compartilhada."
Apesar disso, na semana passada a Secretaria de Direito Econômico (SDE) do Ministério da Justiça suspendeu a exclusividade da VisaNet com relação a Visa. Caffarelli avalia que esse prazo anterior, até 2010, era necessário. "Para rodar um novo tipo de cartão em um adquirente demora quase um ano para se fazer a integração tecnológica. Entendemos que o prazo de um ano seria razoável para se adaptar a essa realidade".
Caffarelli também citou outros pontos que são questionados em relação à indústria de plásticos, como o prazo de pagamento para o lojista, hoje de trinta dias. Segundo ele, isso está vinculado à possibilidade de o cliente também ter até 35 dias sem juros para quitar a fatura. "Esse é um atributo do Brasil. Se mexer aqui, talvez não tenhamos mais os 35 dias. Seria interessante tentar manter esse estrutura".
Já do ponto de vista do cliente, Caffarelli diz que os juros de até 250% ao ano no crédito rotativo são explicados pela inadimplência e pelo fato de os bancos assumirem todos os riscos do setor. A inadimplência, segundo a Abecs, é de 9,8% da carteira total, que inclui as faturas a pagar, o parcelado sem juros e o crédito rotativo. Considerando apenas o estoque de rotativo, o percentual de atrasos acima de 90 dias atingiu em junho 28,45%, de acordo com dados do Banco Central. Entre 15 e 90 dias, o percentual é de 13,27%.
Apesar desses riscos regulatórios, o setor de cartões deve continuar com seu crescimento de 20% ao ano, acredita o novo presidente. A indústria movimentou no ano passado R$ 375 bilhões e a expectativa é que esse patamar atinja R$ 800 bilhões em cinco anos. A carteira de recursos dos cartões soma aproximadamente R$ 100 bilhões, sendo 25% desse total referente ao rotativo.
Além disso, esse setor é bastante rentável para todos os players. Entre 10% e 15% dos lucros dos bancos vêm de atividades que giram em torno da indústria de cartões, sejam as tarifas, o crédito rotativo ou as antecipações de recebíveis feitas com os lojistas. Já as credenciadoras VisaNet e Redecard lucraram juntas mais de R$ 700 milhões no segundo trimestre do ano.
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Abecs tem novo presidente
A Abecs (Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços) conta com um novo diretor-presidente para o término do biênio 2008-2009. O vice-presidente de cartões e novos negócios de varejo do Banco do Brasil (BB), Paulo Rogério Caffarelli, assumiu o cargo em substituição a Aldemir Bendine, que desde setembro do ano passado comandava a associação e, em abril, passou a presidir o BB. Com as novas atribuições, Bendine optou por se afastar da entidade de classe, deixando o cargo livre para ser ocupado por um executivo que atue no dia a dia do mercado de cartões.
Além de participar ativamente das discussões envolvendo a adoção de medidas para aprimorar e aumentar ainda mais a competitividade na indústria brasileira de cartões - o documento com as propostas foi encaminhado ao BC, SDE e SEAE em 30 de junho -, nos 11 meses em que esteve à frente da Abecs, Bendine foi responsável, junto com os demais membros da diretoria-executiva da entidade, por aprovar e implantar o Código de Ética e Autorregulação da Abecs e promover diversas outras iniciativas em prol da indústria de cartões de crédito.
Após Bendine apresentar o pedido de afastamento, o nome de Caffarelli foi indicado como substituto e aprovado pela diretoria executiva da Abecs. Funcionário de carreira com 28 anos no BB, ele atuou como diretor de logística, marketing, comunicação e novos negócios, além de outros cargos executivos. Caffarelli fez parte dos conselhos de administração e fiscal de empresas como Fundição Tupy, Vale do Rio Doce, Cobra Tecnologia, Celpe e BB Turismo. Bacharel em Direito e mestre em gestão de negócios pela UNB/DF, possui MBA em Finanças e Direito Societário pela FGV/RJ.
Os demais membros da diretoria executiva da Abecs permanecem com seus cargos inalterados. Em novembro, serão realizadas eleições para a escolha de uma nova diretoria, que assumirá em janeiro de 2010.
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Assinado acordo para combater a pedofilia
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pedofilia do Senado assinou na terça-feira (4/8) um termo de cooperação mútua com a Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e de Serviços (ABECS), Polícia Federal e Ministério Público Federal para prevenir e combater transações ilegais de compra e venda de pornografia infantil pela internet.
Segundo Thiago Oliveira, presidente da SaferNet Brasil, entidade sem fins lucrativos, que atua na prevenção de crimes cibernéticos, que também assinou o acordo, a parceria servirá para identificar empresas e consumidores de pornografia infantil virtual por meio de transações financeiras realizadas com cartões de crédito.
Na prática, as empresas de cartões de crédito serão informadas pela Polícia Federal de empresas envolvidas na prática do crime de comercialização de pornografia infantil. Com isso, será feito o descredenciamento dessas empresas e poderá ser feito o levantamento das pessoas que mantiveram transações financeiras.
De acordo com Oliveira, já foram identificados mais de 2.500 sites, a maioria hospedados fora do Brasil, que comercializam o acesso a imagens com pornografia infantil. O termo de cooperação também prevê a realização do cruzamento de dados de páginas suspeitas no Brasil, a criação de novas ferramentas para coibir a pornografia infantil virtual e uma campanha de educação e prevenção contra esse tipo de crime.
Um acordo semelhante já foi assinado no Estados Unidos, em 2006, e criou uma espécie de coalizão financeira dos principais bancos e bandeiras de cartão de crédito norte-americanos com o objetivo de dificultar as transações ilegais de compra e venda de imagens pornográficas e de sexo explícito envolvendo crianças e adolescentes. A Inglaterra também assinou acordo com o mesmo teor, no ano passado.
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Abecs cria certificação para leitor de cartões
Fernando Travaglini, do Valor Econômico - 4 de agosto de 2009
A Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs) assinou parceria com os fabricantes de máquinas leitoras de cartões para padronização dos requisitos de segurança. Com a medida, laboratórios serão credenciados para fornecer um selo, que deverá garantir que as exigências mínimas foram seguidas para cada equipamento, chamado de POS.
Até então, cada uma das empresas que credenciam os lojistas e fornecem os equipamentos (conhecidas como adquirentes) escolhia qual o fornecedor de seus POS e também onde iria certificar as máquinas. Agora, os fabricantes terão de seguir os critérios definidos pela Abecs, em conjunto com as associadas, e toda leitora de cartão seguirá o mesmo padrão de segurança.
O selo valerá tanto para os tradicionais POS, como para os chamados "pin pads", que servem para entrada da senha do usuário em equipamentos do tipo PDV (ponto de venda) usado pelas grandes redes de varejo. As empresas que trabalham com cartões próprios também vão se beneficiar, disse Roberto Medeiros, diretor da Abecs.
Medeiros, que é presidente da Redecard, ressalta que a medida não tem o objetivo de facilitar um eventual compartilhamento dos POS, uma discussão que vem ganhando corpo no mercado de cartões. Mas a certificação também não inibe tal mudança. "A padronização até permitiria, com mais transparência, eventuais compartilhamentos, que do ponto de vista de segurança já estaria atendida."
De acordo com Medeiros, as novas regras seguidas são ainda mais rigorosas do que as determinadas pelo órgão internacional que define os padrões de segurança para o setor de cartões em todo o mundo, o Payment Card Industry Security Standards Council (PCI SSC).
Ele também afirma que a decisão não representará aumento de custos para os lojistas e os equipamentos atuais não precisarão ser trocados. "Com parceria, ganham todos. Os adquirentes; os estabelecimentos, que terão a garantia de que o terminal é seguro; e também o cliente, que evita passar por situações indesejadas", disse.
Participam do acordo os fabricantes de equipamentos Verifone, Hypercom, Ingenico, Gertec, Daruma, Perto, Dataregis e Gemalto. Já os laboratórios que vão certificar as máquinas são LSI Tec, o CPQD e o Instituto Eldorado.
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COMUNICADO
Com o objetivo de contribuir para a discussão e ampliação do debate acerca do "Relatório sobre a indústria de Cartões de Pagamento", estudo elaborado pelo BC, SDE e SEAE, a Abecs (Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços) vem a público informar que a partir de 3 de julho tornará disponível em seu site (www.abecs.org.br) a íntegra do documento com as proposições do setor de cartões entregue às autoridades.
A entidade ressalta que o Relatório apresenta um diagnóstico profundo sobre a indústria de cartões de pagamento no Brasil. No entanto, dada a complexidade do setor, é natural que qualquer análise comporte complementos e adequações. Nesse contexto, a Abecs apresentou sugestões de propostas concretas alinhadas com os objetivos expostos pelos órgãos governamentais.
Tais sugestões são fruto de um estudo minucioso por parte de renomados especialistas, que desenvolveram pareceres econômicos específicos a respeito dos seguintes temas:
(i) delimitação do mercado relevante de cartões de pagamento, sob coordenação dos Drs. David Evans e Elizabeth Farina.
(ii) a verticalização de agentes credenciadores e questões associadas à interoperabilidade e fim da exclusividade, sob coordenação do Dr. Jorge Fagundes
(iii) o padrão de competição da indústria de cartões no Brasil e o impacto do fim da exclusividade, sob coordenação do Dr. Juan Ferrés.
O estudo contou ainda com a colaboração dos Drs. Tércio Sampaio Ferraz, Juliano Maranhão, Caio Mário da Silva Pereira Neto e Paulo Todeschan Lessa Mattos.
A indústria brasileira de cartões, que conta com mais de 500 milhões de plásticos e realizou 5,5 bilhões de transações em 2008, possui hoje uma das tecnologias mais avançadas e seguras do mundo.
Em sua manifestação, a Abecs apresenta proposições para a indústria de cartões de pagamento com base no compromisso de não-exclusividade em redes de quatro pontas, possibilitando assim a outorga de licenças a diversos credenciadores e o uso de redes para capturar transações de diferentes bandeiras.
A decorrência natural do compromisso de não-exclusividade é a mudança da dinâmica concorrencial do setor, que traz como efeitos diretos aumento da competição intra-redes e interredes, e maior interoperabilidade de redes e terminais com múltiplas bandeiras.
A Abecs entende que as medidas apresentadas atendem os principais objetivos do Relatório e ampliam ainda mais a competição no mercado brasileiro de credenciamento.
Clique aqui para ter acesso à íntegra do estudo
Abecs - Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços
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A resposta do setor de cartões à pressão do BC
Portal Exame - São Paulo, SP - Quinta-feira, 02 de julho de 2009
Após contratarem batalhões de advogados, economistas e consultores, as empresas de cartões definiram a estratégia que será usada para tentar convencer o Banco Central a não adotar mudanças drásticas na regulamentação do setor. Com mais de 80% de participação no mercado brasileiro de processamento de transações com cartões e com uma lucratividade alta, Redecard e Visanet têm sido pressionadas pelo BC e pelo Congresso a dividir os ganhos de escala e de produtividade com lojistas e consumidores. Segundo apurou o Portal EXAME, as duas empresas afirmaram ao BC que vão aumentar a competição entre si pela preferência dos lojistas - e que isso não depende de nenhuma das propostas defendidas no diagnóstico do setor elaborado por técnicos do banco. Esse estudo do BC foi colocado em consulta pública, que terminou no último dia 30, quando a Abecs (a associação das empresas de cartão) também entregou um documento com sua posição.
Hoje Redecard e Visanet disputam o credenciamento dos estabelecimentos comerciais que aceitam pagamentos com cartões e também concorrem pelo volume de transações - com promoções para compras com pagamento de determinada cartão, por exemplo. Mas, na prática o lojista não pode optar por uma ou outra empresa porque somente a Visanet processa as transações com cartões da bandeira Visa e apenas a Redecard é responsável pelas operações com Mastercard. Como em geral o interesse dos lojistas é de aceitar cartões das duas bandeiras, eles são obrigados a contratar terminais das duas empresas - o que reforça a percepção do BC de que o setor funciona como um oligopólio.
Essa lógica terá uma profunda mudança em junho de 2010, quando termina o contrato de exclusividade entre a Visa e a Visanet. A partir dessa data, a Visanet poderá oferecer aos lojistas terminais de pagamento - conhecidos como POS - capazes de processar transações com cartões tanto da Visa quanto da Mastercard. Dois dos bancos sócios da Visanet, o Bradesco e o Santander, já possuem inclusive a licença para capturar as transações com cartões da Mastercard. Isso só não é feito pela Visanet hoje porque a empresa tem esse acordo de exclusividade com a Visa. O mesmo vale para a Redecard. O Itaú-Unibanco, que controla a empresa, só espera o fim do contrato de exclusividade com a Visanet para adquirir uma licença da Visa que permitiria à Redecard começar a processar as transações com as duas bandeiras. Se por um lado a Visanet deve oferecer um pouco antes o terminal de pagamento das duas bandeiras porque seus controladores já possuem as duas licenças, por outro a Redecard tem mais a ganhar com essa mudança porque sua participação de mercado é de 33% - contra 47% da rival.
A possibilidade de que um único POS processe transações das duas bandeiras já existe hoje, mas ainda consiste em um projeto-piloto. Os terminais compartilháveis - ou capazes de processar tanto as transações com Visa quanto com Mastercard - ainda não oferecem todos os serviços existentes em um comum, como pagamentos com vale-refeição ou recarga de celular, entre outros. As empresas trabalham para que esse problema seja resolvido até 2010. A Redecard e a Visanet possuem cerca de 10.000 POS compartilháveis. No entanto, o terminal compartilhável da Redecard, por exemplo, não é responsável pela transação com cartão Visa. Essa máquina possui um roteador que transfere a transação para a rede da Visanet - que acaba ficando com a maior parte da comissão pelo serviço. A partir de 2010, no entanto, o terminal da Redecard vai processar as transações com Visa ou Mastercard pela sua própria rede - o que fará toda a diferença.
A competição vai crescer entre as empresas porque o lojista poderá contratar só a Visanet ou só a Redecard para aceitar pagamentos com Visa ou Mastercard. É bastante improvável, no entanto, que a disputa entre as duas empresas pelo credenciamento de lojistas leve à canibalização dos negócios - com a destruição de valor para ambas. A comissão cobrada nas transações com o POS e a taxa de aluguel dos terminais poderá cair para que uma empresa consiga tomar espaço da concorrente. Mas o impacto no lucro de Redecard e Visanet será limitado.
A ideia das empresas é disputar a preferência dos lojistas não apenas com preços menores mas também com a qualidade dos serviços, com novas tecnologias, com assistência técnica e com outras estratégias. Para as lojas de médio e grande porte, também será interessante continuar a contratar os serviços das duas empresas por dois motivos: 1) ter uma opção em caso de falha na rede de uma empresa; e 2) muitos comerciantes precisam de vários terminais de pagamento porque atendem a um número muito grande de clientes. Tanto isso é verdade que dos 10.000 POS compartilháveis existentes hoje, apenas 2.000 são utilizados para transações com as duas bandeiras.
Por último, os lucros de Redecard e Visanet também teriam a proteção natural de não depender excessivamente dos POS. Cerca de 45% de todo o volume de transações com cartão no Brasil passa hoje por PDV - um outro terminal de pagamento usado pelas maiores varejistas e que já aceita todas as bandeiras.
Hoje a possibilidade de que outras empresas passem a prestar o serviço também não constitui uma preocupação real para o setor de cartões. O custo para a aquisição de uma rede de centenas de milhares de POS é alto - cada terminal custa cerca de 300 dólares. No entanto, esse é um valor com o qual um grande banco como o Bradesco, o HSBC e o Santander - que já possuem licença para processar transações da Mastercard - poderia facilmente arcar. O que impediu essas instituições de entrar no mercado de Visanet e Redecard nos últimos anos foram os custos com segurança, construção de rede, desenvolvimento de serviços e criação de relacionamento com os clientes. E isso não deve mudar mesmo que o BC adote novas regras para o setor. Além disso, para os grandes bancos, disputar o mercado de processamento de transações com cartão não é tão interessante quanto conquistar cada vez mais contas correntes de indivíduos e empresas.
Mas o que vai mudar na regulação?
Muito provavelmente a primeira mudança que deve acontecer é a concessão formal de poder para o Banco Central regular o setor de cartões. Hoje as empresas acreditam que o BC não tem autoridade para regular o setor. As companhias, no entanto, admitem que o BC tem mais conhecimento técnico do que o Congresso para mexer nas regras do setor. Técnicos do banco já estudam o setor há muitos anos e conhecem o funcionamento do sistema de pagamentos eletrônicos em dezenas de países. No futuro, o BC poderia até mesmo criar um departamento específico para analisar o setor de cartões. As empresas acreditam que, se o debate sobre as novas regras cair no Congresso, haveria uma margem maior para a adoção de medidas populistas e sem embasamento técnico.
Outro benefício seria a maior transparência na forma de atuação do setor. Associações de defesa do consumidor já acusaram as empresas de toda a cadeia de cartões - bancos emissores, bandeiras e empresas de processamento de transações - de adotar práticas abusivas para lucrar com os clientes. Ao assumir a responsabilidade pela legislação do setor, o BC acabaria com essa impressão de que existe um vácuo regulatório que permite às empresas fazerem o que querem.
As empresas, no entanto, preferem que a concessão de poderes formais para o BC seja feita por meio de um projeto de lei - e não por medida provisória. Para evitar surpresas, Redecard e Visanet gostariam de participar das discussões sobre a regulação do setor durante a análise desse projeto no Congresso. Analistas de mercado temem, por exemplo, que, caso a Visanet e a Redecard passem a ser consideradas instituições financeiras sujeitas a supervisão do BC, a alíquota do Imposto de Renda pago pelas companhias suba de 34% para 40%. No entanto, as empresas propõem que sejam consideradas instituições financeiras, exceto para fins tributários e trabalhistas.
A preocupação trabalhista deve-se à possibilidade de que os funcionários das empresas de cartão transformem-se em bancários - que possuem um sindicato forte e que tradicionalmente obtém reajustes salariais acima da inflação. As empresas sustentam, no entanto, que os funcionários das financeiras, por exemplo, são enquadrados como comerciários - e pedem para si benefício semelhante.
Outro temor do mercado é de que principalmente a Redecard tenha de pagar mais IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) caso torne-se uma instituição financeira. Quase 20% da geração de caixa da empresa é obtida com o serviço de antecipação de recebíveis - que hoje não está sujeito ao pagamento de IOF. No Brasil, a liquidação dos pagamentos com cartão ocorre em 30 dias. Para reduzir a necessidade de capital de giro para cobrir esse prazo, muitas lojas contratam o serviço de antecipação de recebíveis em troca de uma pequena comissão paga para a Redecard. Para a empresa de cartões, mesmo que ela se torne uma instituição financeira, não estará sujeita ao pagamento de IOF na antecipação de recebíveis porque essa não é uma operação de crédito. Se a loja tem a receber 10.000 reais de pagamentos em cartão no final de um mês e a Redecard lhe antecipa esse dinheiro, não se trata de um empréstimo. A situação só seria diferente caso a Redecard repassasse a essa mesma loja 20.000 reais - sendo que nesse exemplo 10.000 reais seria um crédito.
Com cartão paga mais
O projeto que tramita na Câmara e que permite a cobrança de um preço maior para pagamentos com cartão de crédito também é encarado com naturalidade pelas empresas. A proibição do sobrepreço está prevista no Código de Defesa do Consumidor, mas seu fim foi defendida também pelo BC no relatório que fez um diagnóstico do setor de cartões. A conclusão do BC é que hoje os consumidores que pagam suas compras à vista - em geral, de baixa renda - acabam subsidiando os consumidores que pagam com cartão de crédito, muitas vezes em diversas parcelas.
As empresas argumentam que esse tipo de medida já foi adotada em outros países e não funcionou porque acabou por elevar os preços para todos os consumidores. Além disso, muitos estabelecimentos e sites de comércio já encontraram uma forma de burlar a proibição estabelecida no Código de Defesa do Consumidor ao estabelecer "descontos" para pagamentos em dinheiro ou com débito direto em conta corrente. Por último, uma pesquisa realizada pelo próprio BC mostrou que 65% dos lojistas não adotariam o sobrepreço para o cartão de crédito caso essa prática fosse permitida. A Austrália adotou esse modelo e menos de 20% dos estabelecimentos praticam o preço diferenciado. A Holanda também aprovou essa política, mas depois voltou atrás.
Como a medida não conta com a simpatia do Ministério da Fazenda, a avaliação do setor é que haverá dificuldades para ser adotada pelo Banco Central. O maior chance de o sobrepreço deixar de ser proibido vem por meio de um projeto de lei que tramita no Congresso. O Ministério da Fazenda é contrário à medida porque acredita que seria um desincentivo para o pagamento com cartões de crédito. O cliente poderia usar dinheiro vivo para o pagamento de compras, o que facilita a informalidade e a sonegação de impostos, já que a Receita Federal é informada sobre todo o dinheiro recebido por estabelecimentos comerciais por meio de cartões.
Cisão de empresas
Na visão do BC, a estrutura verticalizada das empresas de cartão funcionaria como uma barreira de entrada para novos concorrentes no mercado. Redecard e Visanet atuam de três formas: credenciamento de lojistas, processamento das transações e liquidação das operações. Montar essa estrutura custa caro e impede que empresas de médio porte participem do mercado. Apesar das críticas, as empresas preferem manter o modelo atual. No entanto, se tiverem que se desfazer de duas partes da operação, manterão apenas o credenciamento. O aluguel dos terminais responsáveis por capturar as transações é considerada uma atividade acessória. Todos os POS poderiam ser vendidos em leilão para uma empresa que ficaria responsável pelo serviço. Já a o negócio de liquidação poderia ser terceirizado, por exemplo, para a Cetip (responsável pela liquidação e custódia de diversos títulos privados).
Essas soluções, apesar de possíveis, não são consideradas as ideais pelas empresas. O primeiro problema seria de segurança. Seria complicado determinar responsabilidades em caso, por exemplo, de roubo de senhas de diversos cartões se o número de empresas que devem responder pela segurança do processo subir de uma para três. Hoje o lojista também já sabe que deve acionar a Redecard ou a Visanet caso tenha algum problema de rede ou um defeito em um POS que o impeça de aceitar cartões como pagamento. Outra vantagem do modelo atual é que as empresas compram centenas de milhares de terminais de uma única vez - o que diminui os custos. Isso dá à Redecard e à Visanet condições de instalar POS em estabelecimentos comerciais que não seriam rentáveis caso o custo do equipamento fosse mais alto.
Por último, as empresas disseram ao BC que países como Holanda, Alemanha, Reino Unido, Bélgica e França também adotaram a desverticalização no setor de cartões por determinação de seus bancos centrais há alguns anos, mas a medida não trouxe benefícios nem a lojistas nem a consumidores. Com o tempo, as empresas voltaram a verticalizar seus negócios, desta vez com a anuência dos bancos centrais.
Liquidação em dois dias?
O estudo do BC também critica o prazo de 30 dias para o lojista receber em sua conta o dinheiro relativo ao pagamento com cartão de crédito. Nos Estados Unidos, por exemplo, esse prazo é de dois dais. A empresas disseram ao BC que o sistema brasileiro é totalmente diferente - o que inviabiliza a comparação. No Brasil, é muito comum que os consumidores paguem compras no cartão de crédito de forma parcelada. Já o consumidor americano paga juros sempre que não pagar suas compras à vista. Essa foi a forma desenvolvida pela indústria brasileira de cartões para tomar espaço do cheque pré-datado - também algo incomum no mercado americano.
Além disso, as empresas dos EUA só conseguem liquidar as transações em dois dias porque têm uma receita muito grande com o crédito rotativo. O consumidor americano tem por hábito dividir suas compras no cartão em diversas parcelas - e pagar juros por esse serviço. Além disso, caso um americano resolva parcelar seus pagamentos no cartão, os juros começam a ser contados a partir do dia do fechamento da compra - e não desde o vencimento da fatura como acontece no Brasil. Redecard e Visanet ainda afirmaram ao BC que esse prazo de 30 dias não constitui um problema para muitas lojas porque seus fornecedores de produtos também costumam dar um prazo de 30 a 60 dias para que o pagamento seja realizado.
A indústria concorda em adotar prazos de liquidação mais parecidos com o americano, mas quer que essas outras características do mercado brasileiro também se tornem mais parecidas com as dos EUA - o que acabaria prejudicando os consumidores. As empresas pedem apenas que, se essa mudança vier, que seja feita de forma bastante gradual e que haja tempo para a adaptação às novas normas. Para uma das pessoas que participa das reuniões sobre o assunto, essa é a mudança mais complexa e difícil de ser implementada entre todas as propostas apresentadas pelo BC.
Na consulta pública aberta pelo BC para discutir mudanças no setor de cartões, foram recebidas 57 manifestações e extraídas 12 críticas e sugestões. O BC analisará todas as propostas e divulgará até 30 de setembro a versão final do relatório em que indicará as melhores formas de aumentar a concorrência no setor. Só então Redecard e Visanet saberão se seus esforços para o convencimento do BC funcionaram. Procurada, a Abecs disse que divulgaria a íntegra do documento que foi entregue ao BC nesta sexta-feira. A Redecard informou que não se manifestaria sobre o assunto. Já a Visanet disse que poderia falar porque continua em período de silencio por ter realizado sua oferta inicial de ações nesta semana.
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Terminal único para cartões de várias bandeiras
São Paulo, SP - sexta-feira, 03 de julho de 2009
Altamiro Silva Júnior - do Valor Econômico
Os lojistas não vão mais precisar ter várias máquinas leitoras de cartões para trabalhar com bandeiras diferentes. Um único POS (como são chamadas essas máquinas) vai ler bandeiras como Visa, MasterCard, American Express, Hipercard ou Diners.
Isso vai ser possível com o fim da exclusividade entre bandeiras e credenciadoras de estabelecimentos comerciais (também chamadas de adquirentes), tema central da proposta que a Abecs (Associação Brasileira das Empresas de Cartões e Serviços) apresentou esta semana ao Banco Central e outros órgãos do governo. O Valor teve acesso ao relatório, que a partir de hoje estará disponível no site da Abecs.
A Abecs entende que o fim da exclusividade vai resolver dois problemas citados pelo documento que o BC e as secretarias de Direito e de Acompanhamento dos ministérios da Justiça e da Fazenda soltaram em abril. O documento conclui que o segmento é pouco competitivo, concentrado, tem barreiras à entrada e ainda tem custos altos para os lojistas, principalmente os de menor porte.
Roberto Medeiros, diretor da Abecs, diz que o fim da exclusividade vai gerar maior competição, pois as duas bandeiras principais poderão trabalhar com outros credenciadores. Por outro lado, as adquirentes poderão também trabalhar com outras bandeiras, inclusive as regionais. O lojista escolhe o credenciador com as melhores condições (de preços e taxas) e instala seu POS, que está apto a aceitar várias bandeiras, destaca Medeiros, que também é presidente da Redecard.
Com isso, não há mais necessidade de um pequeno estabelecimento ter uma máquina leitora para cada bandeira, como é hoje, aumentando seus custos. Nas grandes redes de varejo e supermercados, uma mesma máquina já aceitas todas as bandeiras.
Essas mudanças devem começar a ocorrer a partir do segundo semestre de 2010. A VisaNet, que faz o credenciamento exclusivo para a Visa (e por isso só aceita a bandeira em seu POS), deve perder a exclusividade a partir de 30 de junho do próximo ano, por conta de um contrato com a Visa Internacional. A Redecard, que credencia para a MasterCard, já não é exclusiva e pode aceitar todas as bandeiras em seus terminais.
A Abecs se compromete a "estimular o fim da exclusividade de fato" e que a "tendência natural" desse movimento é a interoperabilidade dos POS (aceitando várias bandeiras). Isso, conclui o documento, é "suficientes para atender plenamente às principais preocupações do relatório (dos órgãos do governo), em especial a ampliação da competição e o aumento de eficiência."
Sobre a diferenciação de preços, com valores diferentes para cada meio de pagamento, Medeiros fala que o ponto é uma questão para os órgãos de defesa do consumidor definirem. "O consumidor deve ter o direito de escolher o meio de pagamento que quer usar independente do preço", diz ele.
Há ainda a preocupação do setor de que a opção de pagar mais barato quando a compra for feita com dinheiro pode estimular a informalidade e, em alguns casos, a sonegação de impostos. A razão é que as operações com cartões são 100% registradas e reportadas ao governo pelos adquirentes. Outros meios de pagamento podem ter controle menor.
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CSU reforça Conselho de Administração
São Paulo, 17 de junho de 2009 - A CSU CardSystem, processadora independente de meios eletrônicos de pagamento, anunciou mais um reforço em seu Conselho de Administração, o executivo José Reinaldo Tosi, ex-presidente da Mastercard Brasil. O Conselho de Administração da Companhia passou a contar com oito membros, entre eles Desmond Rowan, ex-presidente da Mastercard Brasil e América do Sul; Luís Acosta Acosta, ex-presidente da Visa Internacional para a América Latina e Caribe; e Ernesto Luís Barbanti, ex-presidente da Credicard e Diners Club.
O objetivo é que o Conselho de Administração exerça atividade orientadora também relativa às ações comerciais da companhia para os clientes atuais e novos negócios. "A experiência de nossos conselheiros no segmento de meios de pagamento é extremamente valiosa para a expansão das atividades da CSU, no apoio à administração da companhia, bem como exercendo relevante papel de consultoria e apoio junto aos clientes do grupo CSU. A escolha de Tosi reflete a notória vocação e especialização da companhia no negócio de meios de pagamentos, mercado no qual tem liderança absoluta com 52% de market share, mais do que o dobro da segunda colocada", afirma o presidente da companhia, Marcos Ribeiro Leite.
Na unidade CardSystem, a CSU conta hoje com uma base acumulada de 20,8 milhões de cartões cadastrados. No primeiro trimestre do ano, a empresa emitiu 1,3 milhões de novos plásticos, um recorde em sua história e no mercado brasileiro de processadoras independentes de meios de pagamento.
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Inadimplência no País cresce menos
Segunda-feira, 18 de maio de 2009 - A capacidade de pagamento dos consumidores brasileiros voltou a melhorar em abril, mas ainda ficou elevada no acumulado do ano. O nível de inadimplência recuou 9,5% em abril, na comparação com março, mas registrou aumento de 8,9% na comparação com abril do ano passado. No primeiros quatros meses, comparados com igual período de 2008, também apresentou alta de 10,8%, segundo números da Serasa Experian divulgados na sexta-feira.
De acordo com os números, a pressão continua vindo do aumento do desemprego no País, gerado pela desaceleração da economia. São ainda os reflexos da crise internacional e o corte de postos de trabalho, embora as dívidas em atraso comecem a mostrar sinais de redução.
Jornal do Comemrcio - RJ
Segundo a Serasa, o desemprego provocado pela crise financeira foi o principal responsável pela alta da inadimplência. O maior endividamento de parte da população, sobretudo no longo prazo, e a utilização intensiva do cheque especial e do rotativo do cartão de crédito criam problemas no equilíbrio do orçamento doméstico, acrescentou a entidade, em comunicado.
A notícia positiva é que o crescimento da inadimplência perdeu força: a alta dos primeiros quatro meses do ano ficou menor que a do primeiro trimestre, quando foi de 11,4%. O dado é confirmado pela queda da inadimplência em abril, na comparação com março, ainda que influenciado pelo chamado efeito calendário - menos dias úteis em abril.
Os técnicos da empresa de informações de crédito atribuem a redução ao efeito calendário, já que abril teve dois dias úteis a menos que março, e ao fim do período mais crítico para as finanças pessoais. Em todo o primeiro trimestre, pesam no orçamento gastos com Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) e despesas escolares.
BANCOS. A baixa no volume de devedores em atraso de março para abril foi a maior já registrada desde junho de 2006, mas está relacionada ao fim do período de despesas escolares e de impostos e ao fato de abril ter menos dias úteis do que o mês de março. Na análise quadrimestral, a fatia mais importante de dívidas em atraso do País foi com os bancos, com 43,5% do total e dívida média de R$ 1.333,15. O valor é 2,4% inferior ao apurado no primeiro quadrimestre de 2008. Os cartões de crédito concentraram outros 37,1% do total no período, com uma média de R$ 374,91 para os débitos em atraso. Nesse caso, a queda do valor médio foi de 13,5% ante o mesmo intervalo de 2008.
A inadimplência representada por cheques devolvidos por falta de fundos respondeu por 17,5% nos quatro primeiros meses deste ano, menos do que o verificado no mesmo período do ano passado, de 23,1%. O valor médio desse tipo de débito foi de R$ 844,69, alta de 32,6% em relação aos primeiros quatro meses do ano passado. Os títulos protestados somaram 1,9% do total de inadimplência no período, com alta de 14% no valor médio da dívida, que ficou em R$ 1.042,81.
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Arcelor aceita cartão
São Paulo, SP - segunda-feira, 18 de maio de 2009 - A ArcelorMittal Distribuição está comercializando produtos longos e planos via cartão de crédito em 38 unidades de negócios em todo território nacional. A siderúrgica espera com isso reduzir a inadimplência e ampliar as formas de pagamento para os clientes. A expectativa é aumentar em 3% o uso deste recurso nos próximos três meses. Segundo a empresa, todo mix, composto por soluções para a construção civil, indústria e agronegócio poderá ser comprado por cartão. O foco é a pessoa física, especialmente pequenos empresários, construtores de imóveis e donos de indústria de menor porte.
Valor Econômico
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Cartões na praia via redes de celulares
Por Ediane Tiago,
para o Valor, de São Paulo
São Paulo, SP - segunda-feira, 18 de maio de 2009 - A conectividade é um dos fatores mais importantes para os meios de pagamento. A substituição da moeda pelo cartão de crédito ou débito exigiu esforços de empresas como a Visanet, que viram nas telecomunicações a saída para garantir conforto e trazer segurança às operações. O avanço das redes celulares incrementou os serviços, conferindo mobilidade e facilidades na hora de instalar as máquinas que leem os cartões e realizam as transações, conhecidas como POS. "Sempre que surge uma tecnologia, testamos. Estamos na ponta dos processos que utilizam redes para transferência de dados", avalia Paulo Guzzo, vice-presidente de tecnologia e operações da Visanet.
Sem conexão, a indústria brasileira de cartões dificilmente conseguiria os resultados registrados em 2008, ano no qual somou R$ 388,7 bilhões em transações, 24% a mais do que em 2007, pelos dados da Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs). "A comunicação em tempo real nos permite incluir estabelecimentos à rede, expandindo cada vez mais o uso do dinheiro de plástico", afirma Guzzo.
Não é à toa que empresas como a Visanet são pioneiras na utilização de tecnologias como GSM/GPRS e 3G. Os terminais móveis, além de comodidade, foram importantes para a disseminação dos cartões com chip e o POS/GPRS, como é conhecido o terminal móvel, logo virou a menina dos olhos das operadoras de cartão. "Não dava para oferecer um cartão com chip e exigir que o cliente fosse ao caixa para digitar a senha. Na outra ponta, tínhamos necessidade de garantir a segurança das operações, fazendo com que o consumidor sempre estivesse com a posse do cartão", afirma.
Com a evolução das máquinas sem fio, os usuários começaram a acompanhar o processo de cobrança, sem deixar seus cartões nas mãos de terceiros. A segunda onda da tecnologia permitiu maior facilidade para a instalação do POS, que não precisa de uma linha fixa para ser conectado. O recurso permitiu a entrada na seara dos cartões de quiosques, artesãos de rua e vendedores ambulantes, e trouxe o meio de pagamento para o mundo do delivery.
Além de restaurantes, os meios de pagamento foram para as ruas. Como exemplo, ele cita parceria com a Nestlé no Rio de Janeiro, que levou o cartão de plástico literalmente à praia. O acordo permitiu a aceitação de cartões de crédito e débito nos carrinhos de sorvete da marca na orla carioca. "Nas operações de rua, estudamos os melhores equipamentos, que precisam ser mais robustos para resistir a possíveis quedas. Os protocolos de segurança também são robustos."
Também já é possível pagar o gás com cartão. A Ultragaz, em parceria com a Visanet e outras operadoras, incluiu um POS GPRS multibandeira em seus caminhões, o que proporciona mais comodidade aos consumidores. Além de facilitar o pagamento, é possível financiar a compra o bem, dividindo o valor em até três vezes.
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Os testes terminaram. O estresse, não
São Paulo, SP - terça-feira, 12 de maio de 2009 - O começo do fim da crise bancária ou apenas o fim do começo? Isso é o que americanos curiosos querem saber após a declaração de que dez dos maiores bancos da nação precisam levantar US$ 75 bilhões até novembro para as autoridades reguladoras lhes conferirem um atestado de saúde. Bank of America, Wells Fargo, GMAC e Citigroup são as instituições mais necessitadas, segundo os aplicadores dos testes. Outros nove, incluindo Bank of New York Mellon e American Express, foram considerados mais saudáveis.
"Os resultados devem proporcionar um alívio considerável para os investidores e o público", disse Ben Bernanke, o presidente do Federal Reserve (Fed), ao divulgar o resultado dos testes, na quinta-feira. Ele acrescentou que quase todos os bancos testados tinham capital suficiente para absorver prejuízos maiores que os previstos pelo Fed em seu "cenário hipotético adverso".
Com quase 40 páginas de mapas, gráficos e cenários, o programa foi um "teste deliberadamente exigente", disseram seus autores. A mensagem que queriam enviar é claramente que a confusão bancária que enfrentamos nos últimos dois anos está se tornando administrável.
Por mais que seja um alívio ir em frente, quem estiver interessado em conhecer bem a realidade ainda não pode concluir que esses bancos estão fora de perigo. Os testes não foram, de fato, excepcionalmente duros e alguns dos cenários "adversos" do programa parecem mais um dia na praia.
"Não vamos chamá-lo de teste de estresse", disse Janet Tavakoli, fundadora da Tavakoli Structuree Finance, empresa de consultoria de Chicago. "Isso foi um teste para tentar obter uma medida da adequação de capital, usando porcentagens muito gerais. Acho que a expectativa deles é que os bancos vão ser capazes de ganhar dinheiro para sair do apuro."
Alguns poderão consegui-lo, graças aos imensos subsídios que recebem do contribuinte. O dinheiro barato dos programas do governo se traduz em despesas deliciosamente baixas e o potencial de lucros onde, sem eles, só poderia haver prejuízos.
Mas nem todos os bancos conseguirão ganhar o suficiente para se safar. E, apesar de não se saber por quanto tempo nossa economia permanecerá sob pressão, Tavakoli está segura de que as suposições de prejuízos nos casos piores dos testes dos bancos foram demasiadamente róseas.
No cenário considerado adverso, por exemplo, os bancos podem sofrer prejuízos de 8,8% nos próximos dois anos com as primeiras hipotecas em seu poder. Uma cifra mais provável, diz Takavoli, é 10%. "Dado o que aconteceu com a economia e o desemprego, a inadimplência é maciça", disse ela.
Os prejuízos recentes no portfólio da Fannie Mae respaldam essa opinião. No primeiro trimestre, seus empréstimos subprime mostraram perda média de 68%. O Fed espera prejuízos de 28% com empréstimos subprime em dois anos, na pior hipótese.
Para investidores interessados num teste isento de influência do governo, a Institutional Risk Analytics, empresa de análise de bancos e gestão de risco, publicou sua avaliação da solidez de instituições financeiras na semana passada. Usando relatórios da Federal Deposit Insurance Corp. do primeiro trimestre de 2009, de 7.600 instituições, a análise mostrou que os bancos estão sob pressão crescente.
Christopher Whalen, editor do Institutional Risk Analyst, disse que os dados informaram que os prejuízos bancários não atingiriam o pico antes do fim do ano. Antes de refinar os dados, ele achava que os prejuízos atingiriam os níveis mais altos no segundo trimestre. Whalen disse que alongou o prazo para a estimativa de pico dos prejuízos porque os bancos continuaram fazendo provisões maiores para perdas com empréstimos que os valores que estão dando baixa. "Ainda não vimos créditos em liquidação", disse ele. "Quando se vê bancos liquidando créditos, a conta de reserva terá terminado. Então se saberá que os problemas acabaram."
Nesse ínterim, os subsídios dos contribuintes a bancos ajudarão a compensar parte dos prejuízos, disse ele. Mas manter taxas de juro no porão para recuperar bancos tem custos significativos, disse Whalen. Por exemplo, instituições que aceitaram pagar juros sobre investimentos superiores às taxas vigentes - pensem em companhias de seguros e planos de pensão - estão sendo aniquiladas. "O Fed não pode fazer isso por muito mais tempo", disse ele.
O que é mais complicado, os custos dos bancos para se livrar de empréstimos ruins - sejam eles hipotecas ou dívidas de cartões de crédito -, estão subindo, disse Whalen. Em recessões anteriores, por exemplo, os investidores se adiantariam e comprariam dívidas ruins de cartões de crédito dos bancos. Sim, os preços que eles pagaram foram com desconto, mas ao menos os bancos poderiam dar baixa nos empréstimos e seguir em frente.
Agora, porém, os compradores desses portfólios capengas são tão raros e os preços que eles pagarão tão baixos que os bancos estão contratando seus próprios especialistas treinados para recuperar o que puderem dos credores encrencados. Isso custa.
É bom que o circo do teste de estresse tenha acabado. Mas duas lições permanecem. A primeira é que os efeitos de uma farra de dívida como a que acabamos de experimentar não podem ser eliminados de maneira rápida e indolor. A segunda é a questão do déficit de credibilidade do governo.
Talvez US$ 75 bilhões sejam suficientes para tirar grandes bancos do atoleiro neste período difícil, mas será que alguns dos sujeitos que produziram essas estimativas não são os mesmos que nos garantiram que os empréstimos subprime não seriam um problema? Que, de fato, eles seriam "contidos"? São os mesmos, de fato.
*Gretchen Morgenson é jornalista
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Pagar no cartão é como se fosse à vista
São Paulo, SP - quarta-feira, 22 de abril de 2009 - O consumidor, já tão acostumado a usar cartão de crédito nas suas compras, muitas vezes tem seus direitos desrespeitados. Isso porque não é raro estabelecimentos comerciais cobrarem um preço diferente se o pagamento for feito com o dinheiro de plástico.
A psicóloga Cláudia Coutinho Polo, 45 anos, é vítima frequente de comerciantes que cobram valores diferenciados para pagar no cartão. O caso mais recente ocorreu ao comprar enfeites, doces e descartáveis para a festa de aniversário do filho. "No caixa, o valor das compras foi de R$118. Depois que pedi para passar no cartão em duas vezes, disseram que seriam cobrados juros 7% ou 8%. Um absurdo, eles nem calcularam na hora. Só quando chegar a fatura do meu cartão é que vou saber o valor total", conta.
A cobrança diferenciada é infração ao Código de Defesa do Consumidor(CDC) e também à Portaria 118/94 do Ministério da Fazenda, que estabelece que na modalidade de pagamento(cartão) prevalece sempre o preço à vista. "Mesmo as ofertas e promoções não podem discriminar o usuário de cartão de crédito", lembra Maria Inês Dolci, coordenadora institucional da Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (Pro Teste).
O lojista tem o direito de escolher uma única forma de pagamento - como aceitar só dinheiro - desde que deixe claro para o cliente antes que ele efetue a compra. "Uma vez que a loja aceite outros meios de quitação, os valores à vista não podem ser diferenciados", completa Kássia Correa, advogada da Associação Nacional dos Usuários de Cartões de Crédito (Anucc). Segundo ela, a justificativa dos comerciantes para cobrar preços diferentes, normalmente recai nas taxas pagas às administradoras (entre 3% e 5% do valor da compra) dos cartões para uso do equipamento e do serviço.
Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs) informa que a taxa de serviço das operadoras de cartão não pode ser motivo para o comerciante praticar diferenciação de preços, já que para colocar à disposição essa forma de pagamento o próprio estabelecimento assinou compromisso com a administradora de que irá cobrar o mesmo preço do pagamento à vista para uso do cartão. "Venda no cartão é à vista, pois há quitação do valor e do compromisso do consumidor com o lojista", afirma Anastácio Ramos, vice-presidente da Abecs.
A Associação Comercial de São Paulo também diz que orienta seus associados para que respeitem os direitos dos clientes, inclusive as regras para pagamento no crédito. "Se alguns não cobram o mesmo, o fazem por sua conta e risco", afirma Marcel Solimeo, economista chefe da entidade.
DIREITOS
O estabelecimento tem direito de não parcelar a compra e até não aceitar pagamento via cartão
Porém, aceitando as duas formas, o valor total cobrado tem de ser o mesmo como se fosse à vista. E a loja também não pode estipular um valor mínimo para o cliente pagar no cartão.
Saulo Luz - Jornal da Tarde
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Potencial para crescimento
São Paulo, SP - sexta-feira, 27 de março de 2009 - O Brasil reúne atualmente entre 5 e 6 milhões de empresas classificadas como pequenas ou médias, que estão distribuídas nos setores de comércio, indústria e serviços. O número é expressivo e, quando nos aprofundamos um pouco mais para compreender melhor como elas estão inseridas no contexto macroeconômico do País, surgem inúmeras surpresas. A primeira, e talvez a mais importante - considerando que o fantasma do desemprego tem assombrado muitas pessoas -, é que aproximadamente 60% dos trabalhadores com carteira assinada têm seus registros feitos por pequenas e médias empresas. Também impressiona positivamente o fato de que, juntas, elas respondem por aproximadamente 20% do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro. Mais um dado. Enquanto o faturamento médio das grandes empresas avançou nos últimos anos modestos 6%, o das pequenas e médias cresceu 15%, mais que o dobro.
As informações acima evidenciam que esse é um segmento que não pode ser desprezado e, principalmente, demanda atenção cada vez maior do governo e de outros setores da economia. Alguns pessimistas podem argumentar que o índice de mortalidade entre as pequenas e médias empresas é alto, e aqui cabe destacar uma pesquisa divulgada alguns anos atrás pelo Sebrae (Serviço Nacional de Apoio às Pequenas e Médias Empresas). Nesse estudo, coordenado pelo Vox Populi, foi constatado que a taxa de sobrevivência das pequenas e médias companhias entre 2003 e 2005 atingiu 78%, ante 50,6% em anos anteriores, ou seja, tem aumentado de forma expressiva e consistente.
É inegável que a crise financeira internacional tem provocado muitos estragos, e um dos efeitos colaterais é a mudança de humor em muitas companhias, dos mais diferentes tamanhos. Mas, ao invés de se apoiar nos problemas e ficar lamentando os fatos - uma postura nada positiva e que não leva a lugar algum -, o momento requer uma dose ainda maior de senso de oportunidade, ousadia, criatividade e inovação, e eu sou partidário da crença de que as pequenas e médias empresas representam a principal ferramenta para manter a economia aquecida.
A indústria brasileira de cartões, que em 2008 foi responsável por mais de R$ 375 bilhões em transações, tem olhado esse segmento com bastante atenção e satisfação. Há 10 anos, o total de estabelecimentos comerciais que aceitava cartões era pouco superior a 550 mil, e hoje supera a marca de 1,4 milhão, uma das maiores redes do planeta. No mesmo período, o número de pequenos e médios lojistas que passou a trabalhar com cartões mais que dobrou de tamanho, e hoje eles respondem por 87% do total de estabelecimentos credenciados.
Se por um lado a rede de estabelecimentos credenciados no Brasil cresce graças à concordância de pequenos e médios empresários em aceitar o cartão como meio de pagamento, é o próprio cartão que garante a muitos lojistas a possibilidade de ampliação do volume de vendas. Isso ocorre porque como o plástico assegura ao seu portador crédito na hora e prazo para pagamento, muitos consumidores decidem a compra com base nesses fatores, além é claro de aspectos como segurança e agilidade.
Se para o portador do cartão existem benefícios, para o lojista não é diferente. Ao aceitar o plástico como meio de pagamento, ele se vê livre do risco da inadimplência, um dos maiores problemas do comércio. A explicação aí é que o risco do crédito é totalmente assumido pelo emissor do cartão. Ao aceitar um cartão o lojista também reduz a movimentação de papel-moeda no estabelecimento e tem melhor controle sobre o fluxo do caixa.
Nos últimos anos a relação entre o setor de cartões e as pequenas e médias empresas avançou de forma consistente e com qualidade, e um indicativo nesse sentido é o próprio Código de Ética e Auto-regulação da Abecs que entrou em vigor janeiro. Nesse código, que tem como objetivo funcionar como um guia de conduta e zelar pelas boas práticas comerciais, estão descritos procedimentos específicos na relação com os lojistas, e também com os portadores de cartões.
Mas a despeito da forte parceria entre as pequenas e médias empresas com o setor de cartões, é inquestionável que existe a possibilidade de melhoria e aprimoramento. Prova disso é que o potencial de pequenas e médias empresas com potencial para aceitar o cartão como meio de pagamento está em contínuo crescimento.
Como eu afirmei alguns parágrafos atrás, em tempos de crise é necessário ousar.
(Gazeta Mercantil / Relatorio Aldemir Bendine - Presidente da Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs)
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Pagamento eletrônico alavanca o varejo
São Paulo, SP - sexta-feira, 27 de março de 200 - A indústria brasileira de cartões movimentou em 2008 mais de R$ 375 bilhões em transações, segundo informa o presidente da Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs), Aldemir Bendine, em artigo publicado neste suplemento. O número estratosférico mostra que as pequenas e médias empresas devem estar atentas a estes e a outros meios eletrônicos de pagamento se não quiserem perder parte desse montante.
Ainda segundo Bendine, há 10 anos, o total de estabelecimentos que aceitava cartões era cerca de 550 mil, e hoje o número supera a marca de 1,4 milhão, uma das maiores redes do planeta.
No entanto, isso não quer dizer que ainda não haja um longo caminho a ser percorrido no País quando o assunto é cultura de uso do cartão, principalmente de débito. Rubén Osta, diretor geral da Visa do Brasil, diz acreditar que o cartão só não está mais enraizado no cotidiano dos pequenos e médios estabelecimentos comerciais por uma questão cultural, já que o cheque pré-datado, por exemplo, já foi um instrumento de pagamento muito popular no País nos anos 90 e ainda não foi totalmente extinto. "A mudança de hábito é um processo lento, que não se faz da noite para o dia", alerta.
Osta lembra que o cartão de débito precisa começar a fazer parte do dia-a-dia das pessoas, não só para sacar dinheiro no caixa eletrônico, mas também para efetuar compras. "Ainda existem usuários que preferem sacar o dinheiro para depois ir ao supermercado, por exemplo", analisa o diretor geral da Visa.
Para incentivar o uso do cartão nas lojas, outros serviços estão sendo agregados ao POS, a máquina em que os lojistas passam o cartão para aprovar a transação. Já é possível carregar o celular, os cartões-benefício, e até obter troco em dinheiro por meio desses terminais. Dessa forma, além de o lojista receber por esses serviços, ainda alavanca o uso do cartão no estabelecimento.
Novos meios
Contudo, não é só via cartão que os comerciantes estão recebendo pagamento eletrônico. O celular surge como uma nova mídia de pagamento em bairros de Barueri, a 50 quilômetros de São Paulo. A Aldeia Light Casa & Construção, de Aldeia da Serra, aderiu ao sistema e afirma que as taxas cobradas chegam a ser 45% menores do que nas transações com cartão de crédito e débito. A aprovação é feita via internet, por isso não é necessário aluguel de equipamento.
Formas de receber pelas vendas via internet também podem alavancar os negócios, especialmente por permitir a entrada dos pequenos e médios empreendedores no comércio eletrônico. É preciso garantir segurança aos compradores na rede mundial de computadores, e é aí que se pode recorrer a ferramentas para que o cliente pague a compra com cartão de crédito ou boleto bancário sem sair de frente do computador. Essas ferramentas, obviamente, também facilitam a compra online por impulso.
Cartão para gestão
Já quando o assunto são os meios de pagamento utilizados pelo pequeno e médio empresário na hora de realizar suas despesas, o cartão de crédito corporativo ainda não é totalmente conhecido - ou pelo menos não é usado da forma ideal. Pesquisa feita pela MasterCard mostrou que o cartão corporativo é bem visto pelas médias empresas, porém as funcionalidades da ferramenta, como a possibilidade de definir parâmetros de utilização - ou seja, restringir o uso a determinados ramos de estabelecimentos, bem como definir limites de crédito diferentes por usuário - ainda são desconhecidas desse público.
(Gazeta Mercantil -Carolina Pereira)
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Bem-vindo à era do consumidor
A criação do Código de Defesa do Consumidor em 1990 foi um marco para o surgimento de uma nova era nas relações de consumo - a era do foco no consumidor. Amparado pela legislação, o consumidor deixou de ser um agente passivo no processo de compra de bens e serviços e rapidamente se tornou mais consciente de seus direitos. Na esteira da criação do Código, surgiram inúmeros Procons. Iniciativa do Poder Público, esses órgãos contribuíram para acelerar o processo de mudança de comportamento do consumidor e logo se consolidaram como uma instância de fácil acesso para a proteção dos consumidores.
Os avanços no direito do consumidor impuseram às empresas uma rápida adaptação. A primeira reação veio com a onda dos SACs - os serviços de atendimento ao cliente - que tiveram seu escopo de atuação ampliado e cresceram de importância nos organogramas do mundo corporativo. A evolução deste processo foi o fortalecimento da figura das ouvidorias e, mais recentemente, a incorporação dos blogs como canais de contato direto com as empresas.
Mas o cliente exigiu mais. Ou seja, ter um serviço eficiente para corrigir uma falha não era suficiente. Sim, porque o SAC é, em síntese, um canal aberto para resolver um problema. E, diante do mercado cada vez mais competitivo, o melhor seria nunca aborrecer o consumidor a ponto dele precisar procurar o SAC. Muito pelo contrário. O modelo perfeito de relação empresa-cliente pressupõe que o cliente está tão satisfeito com o produto ou serviço que adquiriu que não cogita mudar de fornecedor.
Mas este modelo ideal não existe. Porém, as empresas estão se esforçando para atuarem de forma mais alinhada com as aspirações dos consumidores. Um exemplo é a corrida para melhorar a postura sócio-ambiental. Os investimentos em programas sociais e ambientais nunca foram tão altos quanto na última década.
Diante deste cenário, as entidades de classe perceberam que poderiam exercer seu papel de orientar e zelar pela adoção de boas práticas por parte das empresas associadas, auxiliando-as a encontrar um caminho único para satisfação dos consumidores.
Por isso, ao traçarmos uma trajetória da evolução das relações de consumo no Brasil não podemos esquecer do papel desempenhado pelos códigos de conduta, de ética e de auto-regulação - instrumentos sugeridos por associações, federações e confederações de diversos setores e que servem como guias para a atuação das empresas preocupadas com seus clientes e com sua própria sustentabilidade no mercado.
O resultado destes códigos, sem dúvida, beneficia diretamente o consumidor, que ganha mais um aliado na defesa de seus interesses. A empresa também ganha porque, na prática, se seguir as orientações sugeridas pelas entidades estará muito mais próxima de atender aos interesses de seu cliente, já que este não precisará recorrer ao Código de Defesa do Consumidor e a nenhum outro instrumento legal para se proteger.
Muitas iniciativas surgiram nos últimos anos. Só no mercado financeiro, podemos citar os códigos lançados pela Febraban (Federação Brasileira de Bancos), Associação Nacional dos Bancos de Investimento (Anbid), Conselho Nacional de Seguros Privados e Abecs (Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços).
Lançado no início de 2009, o Código de Ética e Auto-regulação da Abecs é uma evolução do Manual do Portador de Cartões, formulado pela entidade em 2006 e que pode ser considerado um embrião da preocupação com o estabelecimento de uma relação saudável entre as empresas fornecedoras de cartões e seus clientes. Sim, porque em 2006 a Abecs já tinha percebido que os cartões estavam ocupando cada vez mais importância nas relações de compra, tendo em vista que o setor vem crescendo mais de 20% a cada ano. Hoje, diferentemente do passado, já é corriqueiro pagar uma corrida de táxi com o cartão. Tanto que, só em São Paulo, mais de 3 mil carros já rodam com terminais wireless. Também é absolutamente normal pagar com cartão o almoço ou o estacionamento, independente do valor.
Por tudo isso, as fornecedoras de cartões acabaram se interpondo na relação empresa-cliente. Esta influência - como um terceiro na relação de consumo - exige das empresas de cartões um comportamento alinhado com as boas práticas comerciais e também no âmbito de responsabilidade socioambiental.
Além de indicar a conduta considerada mais adequada no relacionamento com seus diferentes clientes, o código de ética e auto-regulação da Abecs também estimula os atores desse cenário a contribuir para a melhoria da qualidade de vida da comunidade onde estão inseridos, entre outras coisas.
O consumidor está mais exigente, aprendeu a se proteger e sabe onde encontrar os instrumentos para se defender. Para corresponder a estas expectativas, as empresas precisam estar abertas para superar eventuais obstáculos e dificuldades e continuar na busca pelo modelo ideal de relacionamento com os consumidores.
O fundamental será agir sempre com respeito e ética e aproveitar todos os instrumentos à disposição, em especial os códigos de conduta propostos pelas entidades de classe. E bem-vindo à era do consumidor.
* Aldemir Bendine é presidente da Abecs (Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito é Serviços)
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Queda dos juros se mantém, diz Anefac
São Paulo, SP - sexta-feira, 13 de março de 2009 - A taxa média de juros cobrada nas operações de crédito para pessoas físicas recuou em fevereiro pelo terceiro mês seguido. De acordo com levantamento da Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças), a taxa recuou de 7,57% ao mês em janeiro para 7,47% ao mês (137,4% ao ano) em fevereiro.
Esse é o menor patamar para os juros bancários desde setembro de 2008 (7,46% ao mês), quando houve o agravamento da crise internacional de crédito.
O levantamento mostra recuo em todas as modalidades de crédito pesquisadas pela Anefac: juros do comércio (6,24% ao mês), cheque especial (7,85%), CDC bancos (2,99%), empréstimo pessoal bancário (5,54%) e financeiras (11,49%).
A exceção foi o juro do cartão de crédito, que subiu de 10,56% para 10,68% ao mês. No caso do cheque especial, a taxa recuou de 7,91% para 7,85% ao mês, a menor desde agosto.
Para a Anefac, a queda dos juros ao consumidor acompanha a trajetória da taxa básica de juros. Na quarta-feria, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu acelerar a queda dos juros e reduziu a taxa básica de 12,75% ao ano para 11,25% ao ano. Foi o segundo corte de juros desde a piora na crise econômica ocorrida a partir de setembro. Em janeiro, o Copom já havia reduzido a Selic de 13,75% para 12,75%.
A taxa média de juros para as empresas caiu de 4,44% ao mês em janeiro para 4,35% (66,7% ao ano) em fevereiro. Também houve queda nas taxas para capital de giro (3,97%), desconto de duplicatas (3,76%) e desconto de cheques (3,92%).
Agência Folha, de Brasília
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Inadimplência cresce 8,6% no 1º bimestre
Sexta-feira, 13 de março de 2009 - O Indicador Serasa Experian, divulgado ontem, apontou queda de 8,9% na inadimplência dos consumidores em fevereiro, ante janeiro. Já na comparação entre o primeiro bimestre de 2009 e o mesmo período de 2008, o índice da pessoa física aumentou 8,6%. Também foi verificado crescimento na variação anual: entre fevereiro de 2008 e fevereiro de 2009, houve aumento de 4,5%.
Dívidas com bancos, com participação de 43,4% no indicador, lideraram o ranking de inadimplência no primeiro bimestre. Em 2008, esta participação era de 42,8%. Em seguida, veio a inadimplência com cartões de crédito e financeiras, com 37%. No primeiro bimestre de 2008, este percentual era de 31,1%. Os cheques devolvidos representaram 17,7% da inadimplência no acumulado de janeiro e fevereiro, fatia menor que os 23,8% verificados nos dois primeiros meses de 2008.
O valor médio das dívidas vencidas com cartões de crédito e financeiras foi de R$ 357 no bimestre, 5,5% a menos que no mesmo período de 2008.
DCI OnLine
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Gastos com cartão na Coreia desaceleram
Quinta-feira, 05 de março de 2009 - Os gastos com cartão de crédito tiveram uma redução drástica na Coreia do Sul nos dois primeiros meses de 2009, de acordo com dados divulgados pela Associação de Finanças e Crédito da Coreia do Sul.
Entre janeiro e fevereiro, o volume total de gastos com cartões de crédito foi de 49,99 trilhões de wons (US$ 31,2 bilhões), um aumento de 5,2% em relação ao mesmo período do ano passado. Em 2008, o ritmo de crescimento foi de 18,1%.
A desaceleração drástica no uso de cartões provocou um forte golpe nas companhias do setor que já sofrem com um aumento dos atrasos de pagamentos por causa da recessão global.
De acordo com as autoridades de regulação financeira da Coreia do Sul, a taxa média de inadimplência nas principais operadoras de cartão de crédito do país subiu 0,15 ponto percentual.
Redação - InvestNews
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Saem os cartões, entra a carteira eletrônica
São Paulo, SP - sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009 -
A base instalada de mais de 150 milhões de celulares no Brasil é terreno fértil para o desenvolvimento de novas tecnologias que fazem do terminal móvel muito mais do que um dispositivo para a transmissão de voz. Estudos do instituto de pesquisas Gartner já mostram o crescimento das aplicações de mobile payment ou m-payment, que transformam o celular em uma carteira eletrônica, capaz de aposentar o cartão de crédito e o dinheiro vivo na hora de pagar as compras. Segundo o Gartner, o número de usuários do pagamento móvel deve saltar de 32,9 milhões em 2008 para 104 milhões de pessoas em 2011, em todo o mundo. A Ásia deve ficar com a maior fatia do bolo, com até 65% desse total.
No Brasil, empresas locais desenvolvem soluções sob medida para redes de supermercado, companhias de e-commerce e sistemas de recargas de celulares pré-pagos. Para Marcelo Condé, presidente da Spring Wireless, empresa de tecnologia sediada em São Paulo com escritórios em 11 países, as soluções de m-payment podem ser utilizadas para pagamentos em geral e caracterizam-se pela facilidade de uso para o dono do celular. "Análises do setor mostram que mais de 30% dos consumidores têm interesse em utilizar seus telefones móveis como forma de pagamento e relacionamento bancário."
Para Condé, o grande desafio dos projetos de m-payment é disponibilizar soluções com uma interface intuitiva e que suportem a maior quantidade de celulares existentes no mercado. "Tudo com baixo custo e segurança nas operações." A Spring Wireless, com faturamento mundial de US$ 93 milhões em 2008, já conquistou clientes como AmBev e Nivea, e reserva 20% da receita para pesquisa e desenvolvimento. "Mais de 70% de nossos colaboradores são da área técnica e a expectativa para 2009 é aumentar a base instalada de clientes em 200%, com contratos nacionais e internacionais."
Para isso, a empresa já iniciou estudos sobre a tecnologia Near Field Communication (NFC), que permite que, com a aproximação do celular a um sensor, o usuário possa efetuar pagamentos de pequenas contas, como cafés e jornais, ou comprar ingressos para o cinema ou metrô.
Em Florianópolis (SC), a Wiaxis cria novas tecnologias para a gestão de serviços por meio de celulares, smartphones e PDAs. Considerada uma das pioneiras do setor de pagamento via terminal móvel no Brasil, tem como carro-chefe a solução WI-Payment, que pode transformar o celular em um equipamento POS (Point-of-Sale).
"Transações originadas no POS convencional ou num PDV podem ser autorizadas pelo celular do cliente, que digita uma senha no aparelho e finaliza a compra", explica Leonardo Rochadel, CEO da Wiaxis, que investiu R$ 500 mil no desenvolvimento do produto.
A novidade já laçou a empresa de captura de transações financeiras GetNet Tecnologia, responsável por negócios com mais de 15 operadoras de cartões. Em 2009, o plano da Wiaxis é personalizar soluções para atender a demanda do microcrédito. "O assinante não vai mais precisar ir ao banco. Pode receber o valor pedido no celular e gastá-lo em estabelecimentos conveniados."
Na curitibana Fazion, que também desenvolve softwares para celulares, a estratégia é implementar sistemas de m-payment em empresas online. Em março, deve sair do papel um projeto feito para o site de comparação de preços BuscaPé. "Vamos levar para o celular o mesmo aplicativo de análise de preços que o BuscaPé tem na internet, com listas de produtos e ofertas. Se o usuário estiver interessado em uma mercadoria numa vitrine, pode usar o celular para pesquisar o melhor preço na hora", explica Mauro Faccioni Filho, diretor da Fazion.
Em São Paulo, a JCN entrou no mercado de soluções móveis como desenvolvedora de softwares para a recarga de celulares pré-pagos, com clientes como a Vivo. Hoje, o forte da empresa é um sistema de vendas que permite que toda a operação de compra e pagamento de créditos telefônicos seja feita via celular. "O usuário liga para uma central de atendimento e realiza o pagamento com cartão de crédito", explica o diretor Frederico Assis.
Jacilio Saraiva, para o Valor, de São Paulo
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Visa tem sistema contra fraude em tempo real
Terça-feira, 10 de fevereiro de 2009 - A Visa é a primeira empresa da indústria de meios de pagamento a introduzir, no Brasil e na América Latina, uma tecnologia antifraude cuja ação se dá em tempo real. O Advanced Authorization detecta instantaneamente uma possível fraude e cria indicadores de risco para as instituições financeiras, o que lhes permite aceitar ou recusar uma transação imediatamente. A tecnologia é única, pois permite que as decisões sejam tomadas antes mesmo da realização das compras e por oferecer estratégias de gerenciamento de casos.
"A segurança é uma das principais razões pelas quais milhares de consumidores preferem usar cartões de crédito e de débito ao invés de dinheiro ou cheque", afirma Alejandro Estrada, diretor-geral de Risco da Visa Inc., Região América Latina e Caribe. "A Visa está comprometida a investir em tecnologias inovadoras para combater fraudes e proteger os portadores de cartão. O Advanced Authorization chega para agregar mais uma camada de segurança às transações realizadas no Brasil e na América Latina, e permite que o portador de cartão fique mais confiante a cada compra que faça."
O Advanced Authorization relaciona padrões de níveis de fraude a comportamentos e transações incomuns, a fim de prevenir e detectar atividades fraudulentas no ato de sua ocorrência. A tecnologia permite que as decisões sejam tomadas no momento da venda. Para isso, analisa os padrões estatísticos e atualiza esses modelos para criar códigos de nível de risco do cartão.
DCI - Diário do Comércio e Indústria
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Emissão de cartões na Coreia supera 100 milhões
Sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009 - A emissão de cartões de crédito na Coreia do Sul superou 100 milhões em 2008 pela primeira vez em seis anos, próxima do nível mais alto registrado antes do país ser afetado pela crise de crédito em 2003, segundo dados divulgados hoje pelo Banco da Coreia do Sul (BoK, central).
De acordo com as autoridades, a emissão de cartões de crédito totalizou 100,19 milhões em 2008, registrando um aumento de 12,9% em comparação ao ano anterior, quando a cifra ficou em 88,88 milhões.
A alta na emissão de cartões de crédito é atribuída ao esforço das instituições financeiras em elevar o número de clientes no mercado sul-coreano. No entanto, apesar do aumento, as condições de empréstimos ainda permanecem mais estreitas devido à crise mundial.
O uso de cartão de crédito e de débito cresceu 22,3%, para 13,42 milhões por dia em 2008. A média diária de pagamento efetuados com cartão foi de 1,3 bilhão de wons (US$ 857 milhões) no ano passado, registrando alta de 14,1% em termos anuais.
Deste total, apenas o uso de cartão de crédito totalizou 11,33 milhões por dia em 2008, com um aumento de 19,1% em comparação a 2007. A média diária de pagamentos deste tipo cresceu 12,7% no ano passado, para 1,2 bilhão de wons (US$ 791 milhões).
InvestNews - Marcel Salim
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Volume de negócios da MasterCard na AL aumenta
A MasterCard Worldwide anunciou seus resultados para o quarto trimestre e o ano fiscal de 2008. Em todo o ano passado, os portadores de cartões da MasterCard na América Latina e no Caribe usaram cartões com a bandeira MasterCard (excluindo as bandeiras Cirrus e Maestro) em mais de 2,35 bilhões de transações de compra e saque, o que gerou um volume bruto em dólares (gross dollar volume - GDV) de US$ 184 bilhões e representou acréscimo de 16,1% em moeda local, comparado com os resultados de 2007. O volume de compras em moeda local atingiu US$ 96 bilhões em 2008, 18,6% acima do mesmo período de 2007. O GDV representa o volume de compras mais o volume em espécie e inclui o impacto da transferência de saldos e cheques de conveniência.
No quarto trimestre de 2008, os portadores de cartões da MasterCard na América Latina e Caribe usaram cartões com a bandeira MasterCard (excluindo as bandeiras Cirrus e Maestro) em mais de 635 milhões de transações de compra e saque, o que gerou um volume bruto em dólares (gross dollar volume - GDV) de US$ 44 bilhões e representou acréscimo de 11,4% em moeda local, em comparação com o mesmo período de 2007. O volume de compras em moeda local atingiu US$ 24 bilhões no quarto trimestre de 2008, 13,3% acima do mesmo período de 2007. O número de cartões da bandeira MasterCard aumentou 16,6% no trimestre, totalizando 115 milhões de cartões. O número de cartões de débito Maestro totalizou 126 milhões de plásticos na região da América Latina e Caribe no final do período, 11,5% acima do quarto trimestre de 2007.
Business Travel Magazine
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Itaú Unibanco lucra R$ 10 bilhões
São Paulo, 26 de Fevereiro de 2009 - O Itaú Unibanco Banco Múltiplo - maior instituição financeira da América Latina criada a partir da fusão das operações do Banco Itaú Holding Financeira e do Unibanco, em novembro do ano passado - registrou um lucro líquido de R$ 10 bilhões em 2008, uma retração de 16,1% comparativamente aos R$ 11,92 bilhões apurados no ano anterior. Apesar da redução, os ganhos são os maiores já obtidos por uma instituição bancária brasileira e superam os verificados pelo Banco do Brasil (R$ 8,8 bilhões) e Bradesco (R$ 7,62 bilhões), seus concorrentes mais próximos. A queda decorreu, particularmente, da maior incidência de eventos extraordinários positivos em 2007, quando a instituição contabilizou, por exemplo, ganhos de R$ 2,14 bilhões com vendas de participações em empresas, como a Redecard, Serasa e BM&F Bovespa.
Em 2008, o Itaú Unibanco totalizou um efeito negativo superior a R$ 1 bilhão com a amortização do ágio decorrente da negociação entre os bancos, que foi praticamente neutralizado por receitas extraordinárias equivalentes, disse ontem Roberto Setubal, presidente-executivo do banco, durante a divulgação dos resultados da instituição, acrescentando que todo o ágio já foi abatido. Setubal explicou que os números são pro forma, isto é, consideram os resultados dos bancos conjuntamente nos dois anos, como se já estivessem integrados.
No total, os efeitos não recorrentes negativos somaram R$ 567 milhões em 2008, oriundos em especial de despesas com a integração das operações e com provisões adicionais para crédito de liquidação duvidosa. O banqueiro informou que a instituição fez provisões adicionais contra a inadimplência de R$ 4,7 bilhões no ano passado, quando totalizou R$ 9,72 bilhões em provisões, 38,5% acima do exercício anterior. Se não forem considerados os efeitos extraordinários, o lucro líquido pro forma sobe 8,1% no comparativo anual. No quarto trimestre, sem eventos, o lucro cai 6,6%, para R$ 2,33 bilhões em 2008. Com efeitos, a redução é mais acentuada, de 34,5%, para R$ 1,87 bilhão, impactado, principalmente, pelas provisões contra a inadimplência, que foram a R$ 2,97 bilhões no período, alta de 70,5% em relação a intervalo idêntico de 2007.
Setubal considera que a crise financeira mundial desacelerará o crescimento da atividade econômica brasileira, afetando o nível de emprego, o que levará a uma deterioração do atual patamar de inadimplência. O cenário indica que o Brasil está muito próximo de ultrapassar seu pico histórico de inadimplência (de 8,4% sobre a carteira de pessoa física em maio de 2002), o que ocorrerá ainda este ano, avalia. Em dezembro, conforme dados do Banco Central (BC), o índice de inadimplência de pessoa física no País ficou em 8,1%, mesmo percentual registrado pelo Itaú Unibanco ao final de 2008. Na média das carteiras, a inadimplência do banco subiu de 4,6% em setembro para 4,8% em dezembro, mas ainda é menor que os 5,1% do último mês de 2007.
Entre os destaques do balanço do Itaú Unibanco estão os expressivos crescimento da carteira de crédito, que puxou os ganhos do banco, das captações de recursos e dos ativos totais. O Itaú Unibanco encerrou dezembro com R$ 600,38 bilhões em recursos captados, sendo R$ 118,9 bilhões em depósitos a prazo. A expansão foi de 17,6% e 206,2%, respectivamente.
As operações de crédito cresceram 6,7% ante o terceiro trimestre e 34% em 12 meses, alcançando R$ 271,93 bilhões, o que ajudou a impulsionar em 42,4% em um ano os ativos totais do conglomerado, que somaram R$ 632,72 bilhões no encerramento de 2008. Com seu apetite por incorporações e aquisições, o Banco do Brasil, contudo, está muito próximo de retomar a liderança do mercado brasileiro em ativos, posição perdida após a fusão de Itaú e Unibanco.
Hoje, o Banco Nossa Caixa, adquirido pelo BB no final do ano passado, divulga seus resultados de 2008, mas considerando-se os seus números até setembro, mais 50% do Banco Votorantim, comprado este ano, e as incorporações em curso do Banco do Estado do Espírito Santo (Banestes) e do Banco de Brasília (BRB) - a partir de dados, do primeiro semestre de 2008, os últimos disponíveis desses dois últimos bancos -, o BB já soma cerca de R$ 624,7 bilhões em ativos, aproximadamente R$ 8 bilhões menos que Itaú Unibanco.
O aumento do volume de recursos emprestados às empresas foi determinante para o desempenho da instituição no crédito. Com estoque de R$ 153,46 bilhões ao final de dezembro, a expansão na carteira de pessoa jurídica foi de 41,9% em um ano. O saldo das grandes empresas somou R$ 100,84 bilhões, com alta de 41,2% na mesma base de comparação. A carteira de micro, pequenas e médias empresas evoluiu 43,2%, para R$ 52,61 bilhões.
Setubal afirmou que o banco continua este ano com o seu plano de avançar no crédito para as pequenas e médias empresas, segmento que entrou no foco em 2008 e carteira que poderá puxar o crescimento de 15% que o executivo estima para o estoque total neste ano. A menor expansão deve-se, afirmou, à retração da demanda verificada a partir do acirramento da crise e também de uma política de maior seletividade do banco nas concessões de empréstimos.A carteira de pessoas físicas totalizou R$ 93,17 bilhões em 2008, uma elevação de 24,3% em 12 meses. O estoque de veículos, com alta de 35,8%, somou R$ 47,85 bilhões; o de cartão de crédito, com alta de 19,4%, fechou o ano em R$ 23,63 bilhões; e o crédito pessoal, evolução mais tímida de 8,8%, foi a R$ 21,68 bilhões em dezembro.
As operações da financeira do Itaú, a Taií, serão integradas à Fininvest, braço financeiro do Unibanco, e a marca Taií vai deixar de existir, disse Setubal, observando que não havia razão para a manutenção de duas marcas em apenas um segmento de negócio. "Vai prevalecer a Fininvest porque ela tem mais tradição no segmento." O executivo afirmou que a consolidação dessas unidades não vai gerar mais demissões e fechamento de lojas. No final do ano passado, o Itaú fechou 10% da rede Taií, o que ocasionou demissões que chegaram a cerca de 300 profissionais somente no Rio de Janeiro, segundo o sindicato local. Conforme Setubal, a fusão não deverá gerar demissões em massa no conglomerado, que aproveitará as saídas normais de pessoas, em torno de 10 mil por ano, para ajustar os quadros.
Gazeta Mercantil
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Redecard fará nova oferta pública de ações
Portal EXAME - 26.02.2009 - A Redecard fará a terceira oferta pública de ações desde que abriu o capital, em 2007. A empresa informou nesta quarta-feira que solicitou à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) o registro para a realização de uma oferta pública de ações ordinárias (com direito a voto) ao mercado.
A oferta será apenas secundária - ou de ações já existentes. O acionista vendedor será o Citibank, que possui 17% dos papéis e faz parte do bloco de controle da empresa juntamente com o Itaú Unibanco.
Na sexta-feira, quando a Redecard pela primeira vez comunicou oficialmente ao mercado o interesse do Citi em realizar a oferta, as ações da empresa tiveram forte desvalorização de cerca de 7%.
19 bilhões de reais em julho de 2008
Apesar de considerar a Redecard uma das empresas mais resistentes à crise no Brasil, o mercado acredita que o aumento da oferta de papéis pode não ser acompanhado por uma maior demanda - causando a desvalorização das ações.
A oferta da Redecard pode ser encarada também como um teste para o próprio mercado de capitais brasileiro, bastante castigado pelo aumento mundial da aversão ao risco. Desde julho de 2008, quando a Vale fez uma oferta de 19 bilhões de reais, não houve mais nenhuma oferta pública de ações na Bovespa
No fato relevante divulgado, a Redecard não informou se todas as mais de 110 milhões de ações do Citi serão vendidas ao mercado ou se apenas parte dos papéis serão ofertados. Se o Citi vender tudo, a oferta pode alcançar cerca de 2,5 bilhões de reais - um valor bastante expressivo para o mercado brasileiro numa conjuntura como a atual.
Além da oferta de abertura de capital, o Citibank já fez no ano passado uma oferta de ações secundárias da Redecard. Assim como acontece agora, o banco, que enfrenta sérias dificuldades nos Estados Unidos, enxerga na Redecard uma forma de levantar capital de forma rápida.
O preço de venda das ações será fixado depois de verificada a demanda do mercado. "A conclusão da oferta está sujeita às condições dos mercados de capitais nacional e internacional", afirmou a Redecard no fato relevante. Os papéis fecharam cotados a 25,66 reais nesta quarta-feira, com uma alta de 3,89%.
A operação terá como coordenadores os principais sócios da Redecard: Citigroup, Unibanco e Itaú BBA. As ações da empresa serão vendidas no Brasil e no exterior. Além das ações ordinárias que já circulam na Bovespa, investidores institucionais estrangeiros poderão adquirir GDSs (Global Depositary Shares, ou certificados de depósito de ações), que corresponderão, cada uma, a duas ações ordinárias.
Não será realizado nenhum registro da oferta na Securities and Exchange Commission (SEC, o órgão regulador do mercado de capitais dos EUA) nem no mercado de capitais de outros países.
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Citi coloca à venda fatia na Redecard
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São Paulo, 20 de fevereiro de 2009 - Um dos bancos mais atingidos pela crise financeira nos Estados Unidos, o Citi deve colocar à venda no Brasil a participação de 17% que possui na Redecard, processadora de cartões de crédito e débito. O negócio pode render R$ 2,5 bilhões ao caixa do banco. |
| O Citi avalia as opções para se desfazer do ativo e pretende chegar a uma conclusão rapidamente. A Redecard é considerada um dos poucos negócios da filial brasileira cuja venda pode gerar valor para o banco e trazer alívio em meio às pesadas perdas com crédito. A companhia faz o credenciamento de estabelecimentos comerciais que aceitam os cartões Mastercard e Diners no país, além de processar os pagamen-tos e realizar a liquidação financeira. |
| Uma das saídas mais prováveis é uma oferta pública do bloco de ações, já que os papéis se recuperaram nos últimos meses em relação a sua pior cotação, de R$ 17,68, registrada em outubro do ano passado. Ontem, a ação subiu 1,55% e fechou a R$ 26,71, praticamente equiparando-se ao valor da abertura de capital, realizada em julho de 2007, quando os investidores pagaram R$ 27 por ação. |
| Uma oferta pública neste momento representaria um grande teste para o mercado de ações brasileiro, que está fechado para operações desse tipo desde junho do ano passado. |
| O valor de mercado da Redecard está em quase R$ 18 bilhões e a fatia do Citi vale R$ 3 bilhões. No caso de uma oferta pública, no entanto, o banco deve oferecer um desconto sobre a cotação em bolsa e, com isso, arrecadar menos. |
| O Valor apurou que uma parte desses 17% interessa ao Itaú, que já detém 46,4% do capital da Redecard. Se comprar algo próximo a 5% das ações, o Itaú pode consolidar sua posição de controle. Hoje, Itaú e Citi fazem parte do bloco de controle, que originalmente também incluía o Unibanco. O Itaú ficou com a participação do Unibanco. O Citi informou que não comentaria "rumores de mercado" e o Itaú não respondeu ao pedido de entrevista. |
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Além de colocar um bom dinheiro em caixa com a venda das ações, o Citi também teria um efeito positivo em seu balanço. Os papéis da Redecard estão registrados até hoje por seu valor patrimonial, que representa uma fração da cotação em bolsa. A sua venda, portanto, proporcionaria um grande lucro.
Valor Econômico - Vanessa Adachi
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Endividado, mas não inadimplente
Terça-feira, 10 de fevereiro de 2009 - Uma pesquisa realizada pelo Datafolha, na cidade de São Paulo, entre os dias 03 e 04 de fevereiro mostra que os paulistanos estão endividados, mas não inadimplentes.
Segundo o estudo, 40% dos moradores da capital paulista declaram possuir cartão de crédito, entretanto, apenas 5% destes afirmam estar em atraso com o pagamento da fatura.
No caso do carnê de loja e do cheque especial, 24% e 22% dos paulistanos, nesta ordem, afirmaram possuir um ou os dois meios de pagamento, contudo o percentual de inadimplentes entre estes é de 6% e 3%, respectivamente.
Outras dívidas
A pesquisa apurou, ainda, que nos últimos seis meses 11% das pessoas fizeram empréstimo em banco, dos quais 1% estão em atraso. Já no caso das financeiras, somente 5% recorreram a este tipo de empréstimo de agosto do ano passado a janeiro deste ano, dos quais 2% estão atrasados.
As dívidas com cheques pré-datados atormentam 2% do universo de 6% dos paulistanos que utilizam esta forma de pagamento na hora de fazer suas compras.
Quanto aos bens de maior valor, 9% estão pagando um financiamento de veículos e 4% de imóvel. Em ambos os casos, o índice de inadimplência é de 1%. Entre os que possuem algum outro tipo de dívida (8%), por outro lado, este índice sobe para 3%.
A pesquisa
O Datafolha entrevistou 613 moradores da cidade de São Paulo com idades a partir dos 16 anos e também constatou que o medo de perder o emprego está freando o impulso por compras de boa parte dos habitantes da maior cidade do país.
Folha de S. Paulo
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Invasão de 'hackers' faz Citi recolher cartões
Rio de Janeiro, terça-feira, 10 de fevereiro de 2009 - Uma invasão de hackers no sistema de segurança levou o Citibank a recolher cartões de crédito de clientes do Citibank e do Credicard Citi, em vários países do mundo, inclusive no Brasil. O banco não informou o total de cartões recolhidos e explicou que a medida foi tomada devido a suspeita de fraude no sistema de informações da empresa americana Heartland Payment Systems.
Segundo o banco, trata-se de uma empresa terceirizada responsável pelas máquinas de leitura de cartões. A Heartland responde pelo processamento de cerca de 100 milhões de transações mensais para mais de 250 mil estabelecimentos nos EUA e no Canadá. No caso do Brasil, só vão ter seus cartões recolhidos os clientes que usaram seus cartões nos EUA e Canadá.
"As ações de detecção de fraude do Citi incluem o uso de um sofisticado sistema de alerta que monitora as contas e inclui a notificação imediata de clientes. A atuação prévia de cancelamento e substituição dos cartões de crédito de alguns clientes foi essencial para inibir a fraude e evitar danos aos portadores", informou o Citibank em nota divulgada ontem.
Os clientes que tiverem dúvidas sobre a situação de seus cartões podem entrar em contado com os serviços de atendimento ao consumidor do Citi Credicard Citi (0800 724 2483) e do Citicard (0800 979 2484).
Do site do GLOBO
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Liquidação torna-se garantia contra crise
São Paulo, 10 de Fevereiro de 2009 - Passado o período de ansiedade do final do ano o varejo ainda parece incapaz de mensurar o impacto da crise financeira nos resultados das empresas. Se por um lado as vendas de final de ano decepcionaram, a tormenta prevista para janeiro não foi tão agressiva. Apoiados em extensas liquidações, até mesmo os lojistas que registraram quedas no primeiro mês do ano acreditam em um ritmo melhor após o Carnaval.
O varejo de vestuário conseguiu manter as vendas aquecidas em janeiro em função das liquidações, afirma Sylvio Mandel, presidente da Associação Brasileira do Varejo Têxtil (Abeim), entidade que representa grandes redes do varejo como C&A, Renner, Riachuelo, Lojas Marisa, Grupo GEP (Cori e Luigi Bertolli) e Mango (MNG). "Estávamos programados para crescer 15% em 2008 e chegamos a uma alta de 8% nas vendas acima de 2007", diz o executivo. Segundo ele, apesar das expectativas pessimistas, as lojas de vestuário apostam para um ritmo de vendas aquecido para o inverno. Em janeiro o setor atingiu crescimento de 5% nas vendas e para o primeiro trimestre, a Abeim prevê alta de 8%.
"As encomendas de inverno, principalmente as importações, foram feitas antes da crise, por isso, o varejo está estocado e pronto para vender". Além do mais, explica ele, muitas empresas estão com um estoque residual da coleção do inverno do ano passado, que não conseguiu chegar as lojas a tempo devido a problemas de importação.
Atacado
Na Guelt, atacadista de roupas da região do Bom Retiro, bairro paulistano que concentra um dos maiores pólos de vestuário do País, as vendas cresceram 5% em janeiro. "Fizemos liquidações em dezembro e janeiro. Chegamos a ficar com estoques 15% maiores do que o normal para o período, mas agora conseguimos voltar ao nível de costume", afirma Fabio Schoel, diretor da atacadista. "Acho que depois do Carnaval o comércio deve esquentar", completa Schoel. O Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC), da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), que mede as vendas a prazo, registrou queda de 6% e o SCPC/Cheque (vendas à vista) queda de 5%, em janeiro de 2009, na comparação com mesmo período em 2008. ACSP destacou em sua análise que a queda nas vendas de janeiro ocorrem em cima de uma base forte de comparação (2008), após vários anos de crescimento contínuo desde 2004.
"Toda crise precisa ser enfrentada com otimismo e prudência", diz Alencar Burti, presidente da ACSP. "Os melhores conselheiros nessa hora são seus clientes e seus colaboradores, pois quem se antecipar aos fatos, ouvindo ambos, terá melhores condições de superar qualquer crise", afirma Burti. Em a inadimplência registrou alta em função da baixa recuperação de crédito.
A Cybelar, varejista de eletroeletrônicos com 63 lojas no interior de São Paulo, teve um começo de ano difícil. "Janeiro não foi bom por conta de ajustes operacionais que tivemos que fazer", conta Ubirajara Pasquotto, diretor da rede.
O empresário afirma que as negociações com a indústria foram complicadas. "A indústria queria repassar um aumento de preço em virtude da alta do dólar, mas não existe espaço para esse aumento. O poder aquisitivo do consumidor não cresceu", conta Pasquotto.
O varejo de construção, está entre os setores que mais devem crescer neste ano, segundo previsões de analistas. Na rede Telha Norte a situação está sob controle. "Acabamos de fechar janeiro no azul. Continuamos ganhando dinheiro", afirma o diretor Ney Galvão, diretor da empresa.
Rio de Janeiro
No Rio de Janeiro, as lojas de shopping registraram queda de 4% nas vendas no primeiro mês do ano, de acordo com levantamento da Associação das Empresas Lojistas em Shopping Centers do Estado do Rio de Janeiro (Aloserj).
"O que mais afetou as vendas foi o temor de crise. Apesar desse medo não ser real, já que aqui no Rio de Janeiro a crise não interferiu no nível de emprego, o consumidor está mais reticente", afirma Gilberto Catran, secretário-executivo da Aloserj. Ele diz que as lojas estão com os estoques altos e continuam com liquidações de até 70% de descontos. "As promoções começaram perto do Natal e devem continuar, mas não sabemos até quando", diz.
Com as vendas em queda, aumenta o número de lojas que recusam o pagamento com cartões de crédito.
"Muitas varejistas só estão aceitando cheque ou dinheiro. Elas estão fugindo do cartão de crédito por conta dos juros altos. Principalmente em um momento de poucas vendas, o cartão de crédito gera um impacto muito grande nas vendas e no resultado dos lojistas", explica Catran.
Gazeta Mercantil - Cintia Esteves - colaboraram Regiane de Oliveira e Valéria Serpa Leite
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Dívida com cartão de crédito sobe 3,43% em 2008
Rio de Janeiro, 05 de fevereiro de 2009 - O índice que mede as dívidas da população da Coreia do Sul com cartão de crédito aumentou 3,43% no quarto trimestre de 2008, registrando avanço de 0,15 ponto percentual em comparação ao trimestre anterior, segundo dados do Serviço de Supervisão Financeira.
O resultado é atribuído ao desaquecimento da economia mundial. Desde o final de 2003, quando a taxa de inadimplência atingiu 28,3%, o índice registrava desvalorização. No entanto, voltou a subir novamente por conta da piora no cenário econômico.
"O gasto do consumidor está caindo devido à crise mundial. Já tememos por um aumento das dívidas da população sul-coreana no primeiro semestre de 2009 e o Serviço de Supervisão Financeira planeja reforçar o monitoramento", disse um funcionário do organismo, citado hoje pela agência de notícias Yonhap.
Jornal do Brasil /InvestNews
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Ajuste na indústria continua em janeiro
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São Paulo, 4 de fevereiro de 2009 - O processo de ajuste da produção industrial continuou em janeiro. Embora algumas empresas tenham registrado recuperação em relação a dezembro e alguns indicadores preliminares sugiram isso, como o consumo de energia, os relatos são praticamente unânimes em apontar um desempenho bem pior do que o de janeiro de 2008 e do período anterior ao agravamento da crise. Os níveis de estoques ainda seguem elevados em alguns setores, como o de distribuição de aços planos e eletroeletrônicos, e as encomendas, fracas.
A distribuição de aços planos atingiu cerca de 210 mil toneladas em janeiro, mais que as 145,5 mil de dezembro, segundo Carlos Loureiro, presidente da Rio Negro. O resultado indica uma melhora em relação ao último mês de 2008, mas nem por isso Loureiro comemora. "Havia cinco bodes na sala e tiraram três. Melhorou, mas ficaram dois." Ele observa que a distribuição caiu 33,5% em relação a janeiro de 2007, e estima que a rede terminou janeiro com estoques equivalentes a quatro meses de vendas - o normal são 2,6 meses. |
| Loureiro conta que as encomendas diminuíram principalmente por parte da indústria automobilística e dos fabricantes de máquinas agrícolas e rodoviárias. Nesse cenário, nos dois primeiros meses de 2009 as empresas de distribuição devem reduzir em 10% o quadro de funcionários, hoje de 15 mil, afirma ele. Para este ano, Loureiro espera queda de 5% das vendas, na melhor hipótese. Em 2008, houve crescimento de 12,2%. |
| O presidente da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), Humberto Barbato, diz que janeiro foi um mês que o setor gostaria de esquecer: o nível de produção ficou próximo do registrado em dezembro, mas abaixo de igual mês de 2008. |
| Uma pesquisa realizada com os associados da Abinee aponta para um quadro preocupante para os próximos meses: 72% dos entrevistados disseram que as encomendas ficaram abaixo do registrado em dezembro de 2008. "Além disso, 64% das empresas disseram que os novos pedidos foram inferiores às expectativas." Segundo Barbato, os fabricantes de telefones celulares e de bens de informática são os que mais sofrem no momento. |
| No Polo Industrial de Manaus (PIM), janeiro não foi um bom mês. O diretor-executivo da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam), Flávio Dutra, acredita que o desempenho foi pior do que em dezembro e muito mais fraco que no mesmo mês do ano passado. Os estoques de eletroeletrônicos, diz ele, seguem acima do desejado. Dutra diz que algumas empresas desse segmento ainda estão em férias coletivas, assim como algumas do setor de duas rodas, e demissões continuaram a ocorrer em janeiro. |
| Para a Brandili, fabricante catarinente de roupas para o segmento infantil, o ano não começou bem, conta o gerente-comercial, Germano Costa. Houve aumento dos estoques em janeiro pela baixa reposição de peças pelos varejistas, o que fez a empresa registrar vendas 15% menores em relação a janeiro do ano passado. "Programações de compras pelos lojistas foram canceladas porque o mercado parou." |
| A Brandili não deu férias coletivas no fim do ano. A empresa, segundo ele, também não realizou demissões em massa, mas reduzir as horas extras e paralisou um plano de expansão. Costa espera uma melhora das vendas nos próximos meses por uma estratégia de venda de produtos de menor valor agregado recém-adotada. Neste início de ano a empresa vende as peças da coleção de inverno. "Esta estratégia já deu alguns sinais de melhora nas vendas", diz ele, afirmando que em fevereiro a empresa deve crescer pelo menos 20% em vendas em relação a fevereiro de 2008. |
| A valorização do dólar em relação ao real garantiu a indústrias do setor têxtil, em dezembro e janeiro, resultados um pouco melhores que os de outros setores industriais. A Marisolregistrou crescimento entre 5% e 6% na produção em janeiro, em comparação com o mesmo mês de 2008, afirmou o diretor-financeiro do grupo, Devanir Danna. A Marisol concedeu férias coletivas de 15 dias, mesmo intervalo de anos anteriores |
| De acordo com o executivo, a carteira de pedidos para a coleção outono-inverno, que começou a ser produzida em janeiro, indica que a empresa terá crescimento no primeiro trimestre em relação a 2008. "O cenário tem mudado muito rapidamente, mas por enquanto os sinais são confortáveis", afirmou. Ele observa que a Marisol encerrou dezembro com estoques abaixo da média e não realizou demissões ou tomou qualquer medida para reduzir o ritmo de produção. |
| Já a Teka encerrou janeiro com produção 10% abaixo do planejado, segundo o diretor de comércio exterior e marketing, Marcello Stewers. "A empresa já trabalhava com a perspectiva de produzir menos que no ano passado." Em dezembro, a Teka produziu 12% abaixo do planejado. |
| Stewers afirmou, no entanto, que a indústria têxtil teve bastante dificuldade de exportar em 2007 e 2008, mas que, após a alta do dólar a partir de setembro, houve uma melhora nas encomendas para o mercado externo. "O setor têxtil está voltando a exportar, mesmo com a crise", disse. |
| Na Igasa, do Paraná, que faz tanques de combustível, cárteres e outras peças para veículos, as últimas semanas foram de poucos negócios. Seu maior mercado é o de reposição, mas a empresa também atende montadoras e exporta. "Temos representantes espalhados por todo o país, mas janeiro foi terrível", conta o diretor-industrial, Edgard Gonçalves Júnior, que tenta conseguir capital de giro no BNDES. "Não demitimos. Fizemos sacrifício e queimamos gordura." |
| O presidente do Sindimetal Paraná, Roberto Karam, diz que, para as fabricantes de peças para automóveis e eletrodomésticos do Estado, janeiro não foi bom. Na comparação com 2008, a queda nas vendas é estimada em 14%. |
| Ivan Oliveira, diretor-administrativo da Moval Móveis, de Arapongas (PR), informa que vendeu 8% mais (em volume) em janeiro, na comparação com o mesmo mês do ano passado. "Está dentro da expectativa." O executivo explicou que o último quadrimestre do ano costuma ser o melhor para o segmento. Em janeiro, há o movimento de reposição de estoques do varejo. Agora vem a preocupação com o que vai acontecer nos próximos meses. "Se 2009 empatar com 2008 em volume, está bom." No fim do ano passado a Moval, que opera com dois turnos, chegou a criar um terceiro, mas recuou na estratégia e dispensou 80 pessoas. |
| No polo têxtil de Caruaru, no agreste pernambucano, os fabricantes de roupas começam a ficar preocupados com o desempenho das empresas ao longo de 2009. A demanda em janeiro ficou cerca de 10% inferior à registrada no mesmo mês do ano passado, segundo informações do Sindicato das Indústrias do Vestuário de Pernambuco. "O mercado está bastante parado. Com as notícias de crise, parece que todo mundo se retraiu", diz Maria José da Silva, sócia da Tavernit, lavanderia e fabricante de jeans. Em dezembro, diante da menor demanda, a empresa demitiu 20% dos funcionários, o que equivaleu a 24 pessoas. |
| De acordo com Fredi Maia, presidente do Sindivest, diversas outras empresas do polo caruaruense deram férias coletivas a seus empregados por causa da retração nas vendas. A Rota do Mar, que fabrica 150 mil peças de roupas por mês, viu as vendas encolherem 15% no primeiro mês do ano em relação janeiro de 2008, depois de terem crescido 25% em dezembro. Apesar disso, para o ano, o empresário Arnaldo Xavier, dono da empresa, espera um crescimento de 18% no faturamento. |
| Depois do tombo ocorrido no quarto trimestre de 2008, a expectativa dos economistas é de uma alta da produção industrial em janeiro na comparação com dezembro, na série com ajuste sazonal. A LCA Consultores nota que, no mês passado, os licenciamentos de automóveis e comerciais leves avançaram 5,9%, o consumo de energia elétrica cresceu 0,6%, e o indicador de produção prevista da sondagem da Fundação Getúlio Vargas (FGV), 8,1%. Isso pode garantir uma expansão em janeiro de 10% para a produção em relação a dezembro, diz o economista-chefe da LCA, Bráulio Borges. Sobre janeiro de 2008, porém, ele espera uma queda de 10%, por causa da elevada base de comparação. O BNP Paribas acredita em alta de 4,5% em relação a dezembro, mas recuo de 15% sobre janeiro do ano passado. | Valor Econômico
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Descumprimento de regras gera multas
Brasília, 4 de Fevereiro de 2009 - O Ministério da Justiça começou a punir as empresas que desrespeitaram as novas regras para o Serviço de Atendimento ao Consumidor (SACs). Ontem, as concessionárias de transporte terrestre interestadual Unesul, Transbrasiliana e Andorinha foram multadas em R$ 3 milhões. Apesar de possuir um Sac, a Unesul foi multada em R$ 767.792 mil por não informar a existência do serviço para os consumidores. Para a Transbrasiliana e a Andorinha, a penalidade foi de R$ 733.530 mil e R$ 1.585.403,33 milhão, respectivamente, por não terem procedimento de atendimento aos clientes.
Desde a vigência do decreto, há cerca menos de dois meses, foram instaurados 204 processos administrativos pelos integrantes do Sistema Nacional de Defesa do Consumidor - 4,74 processos por dia útil. Um número recorde. Os campeões em reclamação são: telefonia celular (515 registros) e fixa (496), além de cartão de crédito (415) e, bancos comerciais (147). Os dados são calculados pelo barômetro Sindec, instrumento de medida utilizado pelo Departamento de Defesa do Consumidor (DPDC) do Ministério da Justiça.
Gazeta Mercantil
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Bancos estatais seguram o crédito
São Paulo - quarta-feira, 28 de janeiro de 2009
VINICIUS TORRES FREIRE
Qualidade do endividamento da pessoa física piora, "spread" sobe ainda mais e bancos privados batem em retirada
O aumento dos recursos emprestados à praça em dezembro foi quase todo devido à atuação dos bancos estatais. O custo de captação de dinheiro pelos bancos, na média, foi menor do que antes da explosão da crise, em agosto, mas os juros continuam a subir. Entre as pessoas físicas, aumentou o endividamento em linhas de crédito de custo catastrófico, como é o caso do cheque especial e o da rolagem de dívidas no cartão de crédito.
É o que se depreende dos dados divulgados ontem pelo Banco Central sobre as operações de crédito do setor financeiro. O panorama do crédito em dezembro, em quase toda parte, é ruim, embora a atuação dos bancos públicos possa não ser tão arriscada e/ou danosa quanto os mercadistas mais afoitos apregoam.
O estoque de crédito para as pessoas jurídicas, o total de dinheiro emprestado e ainda por pagar, cresceu pouco em dezembro. Foi o menor incremento do ano, desconsiderados os habitualmente mais fracos janeiro e fevereiro. E cerca de 77,5% do incremento do estoque de novembro para dezembro caiu na conta do setor financeiro público. Na média do ano "pré-crise", até setembro, o aumento médio mensal do estoque de crédito na conta do setor público era de 33,5%. O setor financeiro privado se retraiu demais.
A taxa média de juros para as pessoas físicas caiu de 58,2% ao ano para 58%. Pífio. Mas o "spread" cresceu. Desde agosto, os bancos pagam 1,6 ponto percentual a menos pelo dinheiro que emprestam à pessoa física. Mas a taxa que cobram subiu 5,9 pontos percentuais. Como os impostos não aumentaram e como o compulsório diminuiu, os bancos estão antecipando enorme inadimplência, que é a justificativa restante para o aumento do "spread". A ver.
O total de novos empréstimos concedidos às pessoas físicas cresceu R$ 3,8 bilhões -mas havia caído R$ 5,8 bilhões em outubro e novembro. A parcela de novos empréstimos nas linhas de cheque especial e cartão de crédito subiu para 68% do total de novas concessões de financiamentos -era de 62% em agosto. A fatia dos financiamentos para veículos caiu de 8,1% em agosto para 5,9% em dezembro. Caiu bem a qualidade do endividamento, pois.
A inadimplência subiu de fato entre pessoas físicas e, dadas as notícias sobre demissões, devem crescer mais. Mas entre as pessoas jurídicas tal indicador continua bem comportado. De certo modo, isso deveria atenuar, ao menos por ora, os temores quanto à atuação dos bancos públicos. A reação estereotipada diante da substituição do crédito dos bancos privados pelo oferecido pelos estatais em geral limita-se a observar que, sob pressão do governo, estatais podem fazer empréstimos ruins e que a conta acabe no Tesouro, em suma, dos contribuintes. Porém um exagero contracionista dos bancos privados pode provocar também danos generalizados.
O problema aí é dosar o contrapeso estatal. De resto, o BC pode checar a qualidade do crédito dos estatais. Enfim, não há como evitar a queda do crescimento; mas não se pode deixar a inércia do medo carregar o país para um resultado do PIB ruim demais. Saber a dose certa é que é dose. Mas deixar tudo na mão do mercado pode ser tão ruim quanto confiar no governo.
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Profissionais de saúde no foco da Redecard
São Paulo, 26 de janeiro de 2009 - Os profissionais de saúde estão no foco da Redecard. A intenção da companhia é introduzir a praticidade e a conveniência oferecidas pelos cartões de débito e crédito tanto para os profissionais da saúde quanto para os seus pacientes. Segundo dados da empresa, o número de clínicas odontológicas e de dentistas autônomos credenciados no ano de 2008 registrou um crescimento de 89,5% comparado ao ano anterior. As formas de pagamento mais utilizadas nesse segmento ainda são os cheques e dinheiro, por isso, ampliar a presença da Redecard no segmento tornou-se um dos focos dos negócios da companhia para 2009.
O segmento médico e odontológico é um nicho a ser explorado pela companhia e, portanto, é importante introduzir o dinheiro de plástico junto a estes profissionais, ressaltando a sua agilidade, segurança e praticidade.
Uma das filosofias da Redecard é estar presente sempre que houver uma oportunidade de negócio para ela - empresa - e para o seu cliente.
Prova disso é a presença da companhia durante os cinco dias do 27ª Edição do Congresso Internacional de Odontologia de São Paulo (CIOSP), credenciando e prospectando novos clientes e vislumbrando novas ocasiões para ampliar ainda mais sua presença nos mais diversos segmentos e mercados. (InvestNews)
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Unibanco no México
Quarta-feira, 28 de janeiro de 2009 - A Tsys, uma das maiores processadores de cartões do mundo, anunciou ontem que fechou acordo com a Tarjetas Unisoluciones, empresa que pertence ao Unibanco, para processar as operações de um cartão de crédito do banco brasileiro que será lançado no México. Em agosto, o Unibanco anunciou a intenção de explorar o setor de cartões do México, que vem crescendo a taxas elevadas e é um mercado parecido ao brasileiro. "A experiência da Tsys no mercado de cartões mexicano fez a empresa uma escolha óbvia como nosso parceira para crescer no mercado mexicano", afirmou Claudio Yamaguti, chefe das operações do Unibanco para o México.
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Bancos também anunciam queda nos juros
Quinta-feira, 22 de janeiro de 2009 - Tão logo o Copom anunciou a decisão de reduzir a taxa básica de juros (Selic) em um ponto percentual, para 12,75% ao ano, as instituições financeiras passaram a divulgar o mesmo com relação às taxas cobradas dos clientes.
O Itaú anunciou a redução da taxa para pessoa física e jurídica nas modalidades empréstimos pessoal parcelado e cheque especial, um repasse à queda de 1 ponto percentual da Selic. Para Pessoa Física (PF), o crediário automático cai de 7,09% ao mês para 7,01% ao mês. Os juros do cheque especial caem de 8,95% ao mês para 8,87% ao mês.
No Bradesco, a partir de hoje, para pessoa física, a taxa mínima do cheque especial vai recuar de 4,83% ao mês para 4,78% ao mês e a máxima, de 8,64% ao mês para 8,56% ao mês. No crédito pessoal, a taxa mínima foi reduzida de 3,39% ao mês para 3,31% ao mês e a máxima, de 5,99% ao mês para 5,91% ao mês.
No Unibanco, a partir de segunda-feira, a queda da Selic vai atingir a taxa máxima cobrada no Crédito Pessoal Parcelado (CPP), no cheque especial para pessoa física, no cheque especial de empresas e na linha de financiamento de Capital de Giro (Unigiro). A queda será de 0,08 ponto percentual sobre as taxas mensais.
No Banco do Brasil, a partir de amanhã, a taxa mínima do cartão de crédito será reduzida de 3,79% ao mês para 3,71%. No cheque especial, o juro máximo caiu de 7,99% para 7,91% ao mês. No crédito direto ao consumidor, o juro do crediário recuou de 3,19% para 2,62%.
Outro banco público, a Caixa Econômica Federal também anunciou a redução das taxas. No consignado, a CEF reduziu a taxa de 2,5% ao mês, que passará para 2,39% ao mês. A Caixa também reduziu as taxas no crédito pessoal. Nas modalidades em que atua, o banco reduziu os juros de 4,98% para 4,85% ao mês, o que representa uma diminuição de mais 2,5% ao mês. No CDC, a redução foi de 4,44% para 4,39% ao mês. Já no cheque especial (pessoa física), houve redução de quase 8%.
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Aumenta o volume de cheques devolvidos
São Paulo, 22 de Janeiro de 2009 - Os juros altos e o aumento no nível de desemprego, efeito da crise financeira mundial, deverão elevar a inadimplência, particularmente com cheques, por todo o primeiro semestre deste ano, prevê Carlos Henrique de Almeida, assessor econômico da Serasa Experian. Especializada em análises e informações, a companhia divulgou ontem que o volume de cheques devolvidos no Brasil em 2008 foi o segundo maior desde que iniciou essas análises, em 1994. No ano passado, foram devolvidos 19,8 cheques sem fundos - na segunda devolução - a cada 1 mil compensados, comparativamente aos 20,7 de 2006, o recorde do Indicador Serasa Experian de Cheques sem Fundos. Em relação a 2007, com 19,5 cheques devolvidos a cada 1 mil compensados, houve crescimento de 1,5%.
Para Almeida, esses números refletem a pressão da crise no mercado brasileiro. "Com a redução na oferta de crédito, aumenta o volume de cheques pré-datados." O executivo explica também que, sazonalmente, a inadimplência cresce no primeiro trimestre, período de vencimento de alguns impostos anuais e de outras obrigações que pressionam os orçamentos familiares.
Mas, por conta do elevado quadro de demissões verificado no final do ano passado e pelas incertezas quanto a intensidade dos futuros impactos da crise no Brasil, é possível que a inadimplência avance durante todo o primeiro semestre, avalia. Os dados de dezembro são os principais sinalizadores.
No último mês de 2008, a inadimplência com cheques subiu 8%, com 20,2 devolvidos (2,48 milhões no total) a cada 1 mil compensados, ante 18,7 (2,3 milhões) de igual mês do ano anterior. No comparativo com novembro houve queda de 6,5% em dezembro. Contudo, novembro registrou uma das maiores altas, com 21,6 cheques devolvidos a cada 1 mil compensados. Foram 2,28 milhões de cheques devolvidos por falta de fundos no penúltimo mês de 2008, de um total de 105, 44 milhões compensados.
No total, foram compensados 1,4 bilhão de cheques em 2008, sendo que 27,65 milhões foram devolvidos por falta de fundos.
No ano anterior, foram 1,53 bilhão de cheques, com 29,93 milhões devolvidos. A queda no volume de compensação reflete a tendência, verificada nos últimos anos, de maior utilização de outros meios de pagamento, em especial, de cartões de débito e de crédito. Entretanto, essa queda não se repetiu em dezembro último, quando o volume de compensação se manteve estável ante igual mês de 2007, em 122,82 milhões de cheques.
Gazeta Mercantil - Iolanda Nascimento
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Nova gestão muda agenda e estilo da Casa Branca
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| Financial Times - 21 de janeiro de 2009 - Washington muda sempre que a Casa Branca ganha um novo inquilino. Quando isso envolve a substituição de um texano branco de 62 anos por um afro-americano de 47 anos de Chicago, o efeito provavelmente parecerá excepcionalmente pronunciado. |
| Talvez as modificações mais visíveis venham a se concentrar na idade média mais baixa dos assessores de Barack Obama, maior diversidade étnica e sexual da equipe de governo e o fato de que ser constituída por pessoas mais metropolitanas e tecnologicamente hábeis do que as que substituirão. |
| A despeito da retórica na campanha de massa de Obama, num sistema presidencial a mudança mais importante começa no topo e repercute de cima para baixo. Em contraste com George W. Bush, que geralmente estava na cama em torno das 22h e que raramente aceitava convites para jantar fora da Casa Branca, Obama é uma ave noturna habitual. Seus assessores terão de se acostumar não só a uma dieta de reuniões noturnas como também a um freqüente e torturante início matinal. |
| Além disso, Obama insinuou que domingos poderão ser dias úteis. Diferente de Bush, que recebia informes de inteligência seis vezes por semana, até agora Obama vem recebendo sete vezes. |
| Antes que finde o primeiro mês, a equipe na Casa Branca provavelmente estará tão bem familiarizada com o contingente do serviço secreto presidencial quanto com suas próprias famílias. Aliás, os assessores deverão passar tanto tempo na Casa Branca, que a equipe de Obama está explorando maneiras pelas quais suas famílias possam visitá-los com regularidade. |
| Numa perspectiva mais ampla, o poder em Washington mudará de conservador para liberal e de meia-idade "avançada" para meia-idade "juvenil". Muitos dos 3.300 nomeados pelo presidente têm entre 20 e 30 ou entre 30 e 40 anos, e são produtos de universidades americanas da Ivy League (o grupo de oito universidades privadas e de excelência do nordeste do EUA). |
| Diferente de grande parte do pessoal de Bush, com traços fortemente sulistas, muitos serão agora das costas leste ou oeste - a muita ironizada comunidade "bicosteira" de elitistas liberais. |
| O mesmo poderá se aplicar às centenas de estudantes ou jovens pós-graduados que preencherão os cobiçados postos de estagiários em todo o governo. Sob Bush, uma grande parte dos estagiários eram fervorosos cristãos das universidades Regent ou Liberty, na Virgínia, que não são instituições acadêmicas de primeira linha. |
| Em suma, o pessoal de Obama parecerá mais meritocrático, "workaholic", empenhado e possivelmente mais confiante em suas certezas que o de Bush. Os bares deverão ficar um pouco mais movimentados, e os bancos de igrejas um pouco menos povoados. |
| Mas é comum que se exagere os efeitos sociais de uma mudança de governo. Na prática, Washington sempre foi, e provavelmente continuará sendo, uma cidade incestuosa de "insiders Beltway" (as pessoas que vivem dentro do Beltway, o anel viário que circula Washington), que compartilham o vício da política e do governo. |
| Muitos dos que estão chegando, de Obama para baixo (inclusive Hillary Clinton, Tom Daschle e boa parte dos outros), já vivem em Washington. Além disso, é improvável que a maior parte da brigada de Bush deixe a cidade às pressas. A capital proporciona sedutoras sinecuras em institutos de pesquisas e planejamento e em grupos lobistas. Não por acaso, é apelidada de "porta giratória. |
| Quanto à vida social, as longas horas de trabalho devem prevalecer. Como disse o presidente Harry Truman: "Se você quer um amigo em Washington, arrume um cachorro". |
| Reproduzido no jornal Valor Econômico
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Risco operacional eleva procura por "plano B"
O servidor parou. A produção foi afetada porque um fornecedor essencial está enfrentado dificuldades. Um desastre natural interrompeu o fluxo de mercadorias. O principal executivo aceitou convite para trabalhar na concorrência. Nem todas as empresas têm à mão um plano B eficaz para minimizar eventuais efeitos negativos causados por essas situações e manter as atividades a pleno vapor.
A partir do reconhecimento dessa carência, a corretora de seguros e resseguros e gerenciadora de riscos Marsh montou uma equipe especializada no serviço de plano de continuidade de negócios (BCM, do inglês Business Continuity Management) no fim de 2006. Dois anos mais tarde, a multinacional ampliou o time de consultores para atender a demanda crescente em todas as regiões do País e projeta para este ano crescimento superior a 350% na venda de "planos B", que contemplam análises de risco e identificação de impactos, programas de recuperação de desastres e de gerenciamento de crise e treinamento. Banco Real, Unibanco, Yamanha, Sadia, Nextel, Funcef, Postalis, Caterpillar, Volvo e Kraft são os principais clientes.
O vice-presidente para a América Latina da área de BCM da Marsh, Roberto Zegarra, foi deslocado de Washington para garantir que a estimativa de expansão seja atingida. Ele explica que a resolução 3.380, emitida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) em junho de 2006, fomenta a demanda. A norma obriga instituições financeiras a colocar em prática medidas de gestão do risco operacional, caracterizado pela "possibilidade de ocorrência de perdas resultantes de falha, deficiência ou inadequação de processos internos, pessoas, sistemas ou de eventos externos", conforme o segundo artigo da regra.
"De longe o nosso maior cliente é a indústria financeira - bancos, fundos de pensão, processadores de cartões de crédito -, mas empresas do setor produtivo também demonstram interesse. O que acontece quando um fornecedor para ou quebra? A GM vai deixar de fabricar carros se a fábrica de seu fornecedor de baterias pegou fogo? Neste caso, a cadeia de valores é estratégica e está contemplada no plano de continuidade de negócios", comenta Zegarra. O executivo diz ainda que o aumento da procura por soluções de BCM está relacionada à exigência de investidores. "Da mesma forma que uma empresa exige de seus fornecedores, acionistas estão começando a exigir essa proteção por parte das empresas, buscam investimentos mais seguros."
O Postalis, fundo de pensão dos Correios, que administra R$ 4,5 bilhões, adotou o BCM no último trimestre do ano passado. De acordo com Sinecio Jorge Greve, diretor administrativo da entidade, a opção tem objetivo inicial de cobrir riscos da área de tecnologia. "Fizemos uma licitação e escolhemos a Marsh pela qualificação técnica. Estamos no primeiro módulo e pretendemos dar continuidade em outros processos da entidade", conta. O responsável da Marsh pela conta, Silvio Pezzo, diz que vai recomendar a contratação de uma segunda empresa responsável pela transmissão de dados.
O Brasil passou a ser o principal mercado da Marsh na América Latina, superando a Colômbia, onde os planos de continuidade de negócios focavam riscos de terremotos e instabilidade política. Na onda do crescimento econômico, as empresas brasileiras buscam fazer frente a percalços em suas operações, como conta o australiano Stephen Ellis, responsável pela consultoria de risco da multinacional. "O que mais preocupa são os riscos operacionais. As empresas buscam estratégias contra a eventual parada da produção, de servidores, o sistema de comunicação fora do ar ou falha de fornecedores."
BCM x seguro
Os principais componentes de um processo de BCM são gestão de crise, que envolve estratégia de comunicação; resposta ao incidente, que prevê ações para minimizar danos a pessoas, meio ambiente e ao patrimônio da empresa; e proteção das finanças e da participação no mercado. Segundo Roberto Zegarra, esses pontos diferenciam o BCM de uma apólice de seguro. "Uma fábrica que pega fogo será indenizada se contar com uma apólice de seguro. Mas se ela demorar um ano para voltar a produzir, o seguro não garantirá a manutenção de seus clientes ou a recuperação de sua participação de mercado", explica.
Zegarra pondera que não adianta formular um plano para duplicar uma operação afetada. "O foco é o core business: melhorar processos e não duplicá-los. A idéia é enxergar o que é crítico para tornar a empresa mais resiliente", acrescenta, mencionando o Princípio de Pareto, tese do economista italiano Alfredo Pareto que, ao analisar a distribuição da riqueza no mundo, constatou que para a grande parte dos fenômenos observados, 80% das consequências advém de 20% das causas.
São Paulo, 20 de janeiro de 2009 - Gazeta Mercantil - Luciano Máximo
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Com cautela, empresas retomam contratações
Segunda-feira foi o primeiro dia de Sérgio Ribeiro, 35 anos, como controller da Sagatiba, após dois anos exercendo a mesma função na Red Bull. A contratação do executivo ocorreu devido ao atual momento da empresa, que almeja crescer internacionalmente e, para tanto, precisa adotar padrões e processos que permitam esse avanço.
O choque que o mercado sofreu no início da crise é outro fato por trás da nova empreitada de Ribeiro na carreira. "Os profissionais da área de controladoria estão mais valorizados, pois evitam desperdícios financeiros", garante. "A Sagatiba se autofinancia e não tem problema de crédito, mas o que ela não quer é gastar demais", diz, explicando a decisão da empresa em contratar um profissional do ramos de bebidas e formação austera.
Com a crise, a preocupação geral do mercado, claro, é com a contenção de gastos. Para alguns ramos de atuação, como é o caso da controladoria, o momento é sinônimo de oportunidade. Desde setembro, Ribeiro já havia recebido quatro convites para sair da Red Bull. "A demanda por controllers está alta", diz o executivo, que começou sua carreira na Votorantim Celulose e Papel, onde foi especialista em demonstrações financeiras e participou da entrada da empresa na Bolsa de Nova York. De lá, ele foi para a Coca-cola, passou pela Kimberly Clark e, por fim, chegou à Red Bull. Na Sagatiba, poderá se tornar, até o final do ano, diretor-financeiro, dependendo dos resultados obtidos em 2009. "O desafio é por ordem na casa e fazer da companhia uma multinacional."
Segundo o responsável pelo escritório paulistano da consultoria de recrutamento de executivos Case Consulting, Paulo Brinholi, houve uma inegável freada no mercado de trabalho para gestores nos últimos meses do ano passado. Ele prefere não revelar a oscilação que a crise causou nos negócios de sua empresa, mas diz que, na sua percepção, houve um congelamento de que atingiu cerca de 25% das vagas no mercado como um todo. Mas apesar da redução, ele está otimista. "Por um bom tempo haverá falta de gestores qualificados. Há carência de profissionais muito especializados, como geólogos e experts em softwares de gestão."
Cautela e contratações
Segundo Brinholi, a Case Consulting, mesmo com a crise, continuou recebendo pedidos por profissionais, principalmente dos setores de mineração, óleo e gás e infra-estrutura. "O Plano de Aceleração do Crescimento (PAC) não foi afetado pela crise ainda. E como ele ainda acontece em diversas frentes, como rodovias, hidrelétricas e portos, continua havendo demanda por gestores nessas áreas", diz. Ele acrescenta que os negócios relacionados a cartões de crédito também tem apresentado oportunidades. Outro setor que demanda executivos, segundo o consultor, é o de bens de consumo. "Há uma procura significativa por parte de grande empresa do ramo por gerentes de marketing, de produtos e vendas."
Mas mesmo que em tais áreas a disputa pelos melhores profissionais continue, as companhias têm evitado os exageros que antecederam a crise. "Ninguém quer superdimensionar", diz Brinholi. Para ele, cautela é a palavra do momento. "O que tem ocorrido é uma introspeção das empresas para ver o que elas têm feito em termos de recursos humanos. É necessário olhar para a equipe e identificar quem pode ou não dar uma contribuição relevante nesse momento de incerteza", diz.
André Bocater, diretor comercial da Alpen, que também é especializada em recrutamento de executivos, sustenta a mesma opinião: "O momento é de reflexão. As empresa estão olhando para dentro e fazendo o dever de casa para só então partir para as demissões e contratações. É um momento de ajuste e busca pela eficiência", afirma.
Mas ao mesmo tempo em que as companhias mantêm a cautela, começam a voltar a atenção em direção aos melhores gestores disponíveis no mercado. "Já sentimos que elas voltaram a contratar. Mas há um diferencial agora: o poder de negociação está na mão das companhias. Por isso, elas estão focando muito na qualidade e na capacitação dos profissionais. A farra acabou. A qualificação voltou a ter grande peso ", alerta Bocater.
Momento de retomada
Segundo Magui Castro, sócia da CT Partners, consultoria especializada na seleção de executivos de nível sênior, o que está ocorrendo é a substituição de gestores que não estavam tendo a performance esperada por outros. "Agora, em janeiro, as vagas que estavam congeladas estão reaparecendo. As empresas não podem ficar sem certos executivos", diz. "Janeiro é um mês morto, mas esse ano começou com um movimento intenso, e em apenas 15 dias", diz.
Para ela, a turbulência econômica tem levado o mercado a buscar os melhores gestores disponíveis. "Há procura por pessoas boas na realização de projetos e que ponham a mão na massa", afirma. Serenidade também tem sido uma característica valorizada. As companhias tem visado líderes capazes de enxergar oportunidades quando todos estão confusos. "São executivos que conseguem acalmar a equipe e fazer as pessoas pensarem fora da caixa", diz. Outra característica desejada pelo mercado é a capacidade unir a equipe. "Além de entregar resultados, é preciso agregar todo mundo", orienta Magui. Porém, ela lembra que o momento não é de excesso de reflexão, mas de ação. "O mercado está buscando quem tenha energia para colocar o negócio para andar. Pessoas molengas não entram. É preciso tomar decisões rápidas", completa.
São Paulo, 20 de janeiro de 2009 - Gazeta Mercantil - João Paulo Freitas
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Inadimplência no DF em dezembro é menor do ano
Apesar do agravamento da crise financeira, a inadimplência no Distrito Federal encerrou 2008 no menor patamar do ano. Dados divulgados nesta segunda-feira (19/01) pela Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) - responsável pela administração do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) - indicam que, em dezembro, o calote no comércio local atingiu 4,6%, contrariando previsões pessimistas. No último mês do ano passado, 163.928 pessoas tiveram os nomes incluídos no SPC, enquanto que 156.719 pessoas deixaram a lista.
Ao longo de 2008, a taxa de maus pagadores oscilou pouco. O pico ocorreu em março e julho (5,4%), meses estratégicos para o acerto de contas entre lojas e inadimplentes. "Não houve nenhuma mudança significativa em relação ao histórico da inadimplência", disse Vicente Estevanato, presidente da CDL. Neste primeiro trimestre, é esperado um pequeno salto no estoque de pagamentos em atraso, por causa das compras de longo prazo. "As compras feitas lá atrás, com cartão de crédito, principalmente, se acumulam com as despesas das férias. Isso traz um discreto aumento da inadimplência ", completa Estevanato.
Brasília, DF - terça-feira, 20 de janeiro de 2009 - CorreioWeb
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Santander une plano a cartão de crédito
O Santander colocou em promoção em suas agências a venda de planos de previdência complementar aberta. Trata-se da Prev BônusCard, válida até 31 de março, pela qual o cliente ganha até 50% do dinheiro investido no plano em bônus no cartão de crédito do banco. Assim, nas aplicações a partir de R$ 1.000, o cliente ganha metade do bônus no período da contratação do plano e a outra metade, em janeiro de 2010.
São muitas opções para converter os bônus. Quem investir R$ 80 mil, pode ganhar 40 mil bônus no cartão de crédito, que poderão ser convertidos em milhas aéreas para fazer uma viagem este ano e outra no ano que vem, para qualquer local da América do Sul, exemplifica a superintendente de Previdência Privada do Santander, Marlene Rainer.
Flexibilidade
Para receber os bônus, o cliente deve ter cartão de crédito ativo com o banco. O produto tem as modalidades VGBL e PGBL e duas opções de fundos: renda fixa (conservador) e multi 20 (moderado), composto por, no mínimo, 80% de renda fixa e o restante em ações.
Segundo Marlene Rainer, a flexibilidade é um dos principais diferenciais em relação à concorrência. O produto é uma inovação que alia a previdência privada, indicada para todos os clientes, ao cartão de crédito.Também é uma oportunidade de fidelizar os que já têm cartão de crédito e/ou previdência e de conquistar novos clientes, sustenta a executiva.
Revista Seguro Total
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HSBC mantém apostas na economia chinesa
Xangai, 19 de Janeiro de 2009 - O HSBC Holdings, maior investidor na China entre os bancos internacionais, continua a apostar na economia que mais cresce no mundo, enquanto seus rivais liquidam ativos no país e analistas dizem que a instituição financeira pode precisar de capital novo. Estabelecido em 1865 em Xangai, o HSBC tem mais de US$ 12 bilhões investidos em empresas financeiras chinesas, entre elas o Bank of Communications (BoCom) e a Ping An Insurance (Group). O HSBC, sediado em Londres, manteve as suas aplicações, enquanto o Royal Bank of Scotland Group e o UBS venderam suas ações das instituições de créditos chinesas nos últimos 30 dias.
O compromisso do HSBC com a China, onde tem mais agências que qualquer outro banco estrangeiro, pode compensar mais tarde, se a economia do país conseguir se esquivar à recessão que afeta Estados Unidos e Europa. Essa estratégia também pressiona o principal executivo, Michael Geoghegan, a comparecer com dinheiro para cobrir a deficiência de financiamento que, segundo estimativas do Morgan Stanley, pode ser de até US$ 30 bilhões. "A China tem que ser o lugar certo para se estar no longo prazo", disse Julian Chillingworth, principal executivo de investimentos da Rathbone Brothers, de Londres, que gere cerca de US$ 21 bilhões, inclusive ações do HSBC.
As ações do HSBC perderam 14% de seu valor desde 13 de janeiro, quando analistas do Morgan Stanley disseram que o banco pode precisar vender ações e cortar dividendos em 50% para reforçar o balanço. O Goldman Sachs Group rebaixou na sexta-feira a recomendação do HSBC de "neutro" para "vender", citando o agravamento da crise nos Estados Unidos.
Ao mesmo tempo em que Geoghegan enfrenta dificuldades para captar fundos, ele talvez se recuse a permitir o desgaste das relações do HSBC com a China, onde foi a primeira instituição de crédito a obter a aprovação do governo para investir em um banco local. O HSBC comprou sua participação no Bank of Shanghai em 2001, aguarda aprovação para criar uma joint venture com o Bank of Communications para a emissão de cartões de crédito e também quer permissão para elevar a fatia nessa instituição para além do limite de 20%.
Bloomberg News/Gazeta Mercantil
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Brasil é estratégico, afirma Citi
São Paulo, 19 de Janeiro de 2009 - O mercado brasileiro é estratégico para o Citigroup (Citi), comunicou a subsidiária na sexta-feira, quando o grupo financeiro anunciou nova reorganização dos negócios. Envolto em prejuízos bilionários por causa da crise do subprime, essa é mais uma tentativa de salvar da derrocada o banco, que até há pouco mais de um ano era o maior em valor de mercado dos Estados Unidos. A instituição, contudo, não deixa claro se o plano de dividir as atividades será aplicado no Brasil, mercado no qual tem investido fortemente no crescimento orgânico e em que obteve lucro líquido de quase R$ 1,3 bilhão em 2008 até setembro, com rentabilidade de 40%.
No País, o Citi está entre os dez maiores em ativos, na nona posição em setembro, com R$ 39,89 bilhões. Se o plano for aplicado no Brasil, o braço de financiamento ao consumo, o Citifinancial, será agregado no Citi Holdings, que concentrará as atividades de alto risco, como corre-tagem, administração de recursos e ativos considerados "podres", cobertos pelo governo norte-americano. O Citifinancial tem recebido boa parte dos investimentos no País desde meados de 2005 e hoje conta com 100 agências. Já a rede bancária passou de 40 pontos para os 127 atuais.
"De acordo com o anúncio de realinhamento, o Brasil foi confirmado como estratégico para a companhia e para o futuro do Citi na nova estrutura do Citicorp. Não há nenhuma intenção de vender o negócio no País. Além disto, a operação e a estrutura organizacional da franquia no Brasil não sofrerão impacto e continuarão sob a liderança de Gustavo Marin", limitou-se a informar a nota da subsidiária. No Citicorp ficarão as atividades consideradas sadias, como o banco de investimento, atacado, private bank, banco de varejo e cartão de crédito.
Luis Miguel Santacreu, analista de instituições financeiras da Austin Rating, observa que a reorganização não muda a característica de banco globalizado do Citi, com operações em mais de 100 países. "E um banco global não deveria abrir mão de estar em um mercado como o brasileiro, com grande potencial de crescimento no crédito, ainda relativamente baixo em relação ao PIB, e um índice de inadimplência sob controle", diz, apesar de a subsidiária ser cotada como alvo de possível aquisição por causa da atual situação da matriz e do forte movimento de consolidação do setor no País.
Com R$ 4,24 bilhões de patrimônio líquido em setembro, a venda integral das operações no País renderia ao Citi cifra acima de duas vezes esse valor, ou de US$ 3,7 bilhões a US$ 4,3 bilhões, a um câmbio de R$ 2,30, nas contas de Santacreu, o que não ajudaria muito a melhorar a situação da matriz. "Mas tudo dependerá da pressão do governo norte-americano para que o banco seja mais eficiente e conceda mais crédito nos Estados Unidos. Talvez ele tenha de enxugar mais seus ativos", avalia, não descartando a eventualidade de o Citi vender apenas parte dos negócios no País.
Gazeta Mercantil
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Citi enterra sonho de conglomerado global
Na manhã de 6 de abril de 1998, quando Sandy Weill e John Reed entraram no Waldorf Astoria para enfrentar a imprensa, o negócio que eles haviam fechado já havia entrado para os anais da história dos negócios. Enquanto os flashes pipocavam nos rostos de Weill, então presidente-executivo da Travelers, e de Reed, seu colega no Citigroup, a fusão de US$ 83 bilhões dos dois grupos já era descrita como o negócio do século.
A união da empresa de seguros e corretagem de valores montada por Weill por meio de um frenesi de aquisições na década anterior com as operações de varejo internacionais e empréstimos comerciais do Citicorp deveria mudar o mundo bancário para sempre. Conforme disse Reed ao "Financial Times", após dar as boas vindas a mais de 100 milhões de poupadores e milhares de empresas de mais de 100 países que se "abrigaram sob o grande guarda-chuva vermelho do Citigroup": "Este era um negócio que simplesmente tinha que ser feito".
Uma década depois, o sonho de um conglomerado financeiro global versátil capaz de vender seguros a donas-de-casa de Nova Jersey e ações para investidores tailandeses está aos pedaços. Enfraquecido por anos de disputas internas, administração fraca, estratégias mal conduzidas e supervisão frouxa pelas autoridades reguladoras e seu conselho de administração, o Citi recebeu golpe quase fatal da mais virulante crise financeira ocorrida em gerações.
Depois do prejuízo de US$ 8,3 bilhões nos últimos três meses de 2008, a quinta perda trimestral seguida, o valor de mercado do Citigroup bateu nos US$ 20 bilhões - uma fração dos US$ 155 bilhões do dia da grande fusão. Enquanto o Citi luta para sobreviver e o governo dos EUA analisa a possibilidade de uma nacionalização, o mundo financeiro reage chocado ao dramático desmonte do outrora poderoso gigante bancário. "Sinto uma dor no estômago", diz um ex-executivo sênior do grupo. "Como pôde a maior e mais poderosa instituição financeira do mundo capitular?"
Mesmo que o Citi escape do colapso, depois de mais de US$ 50 bilhões em perdas com crédito, um socorro de US$ 300 bilhões do governo e uma queda catastrófica no preço da ação, o poder de lucro do banco, seu alcance e credibilidade junto aos clientes e investidores ficarão comprometidos por anos.
Vikram Pandit, o atual presidente-executivo, vem sendo criticado por não ter tomado medidas mais ousadas na venda de ativos e negócios, e por deixar o Wachovia, um banco regional cujo "takeover" teria ocorrido com a ajuda do governo, escapar de suas mãos no fim do ano passado. Pandit, que assumiu há um ano, poderá perder o emprego nas próximas semanas. Seu estilo administrativo cerebral e contido, e declarações públicas pouco inspiradas, não conseguiram aumentar o moral dos 350 mil funcionários do Citi, enquanto sua propensão a depender de círculo pequeno de auxiliares do Morgan Stanley, banco em que trabalhou anteriormente, alienou muitos executivos de longa data do Citi.
Mas, apesar de todo o drama dos últimos meses, que culminou no plano da semana passada de vender ou desmembrar US$ 600 bilhões em ativos ou negócios indesejados - um terço do Citi -, as raízes do colapso do conglomerado datam daquela manhã de abril, dez anos atrás. Conforme disse Pandit, a fusão entre o Citicorp e o Travelers nunca foi totalmente concluída. Diz a lenda que o começo do Citigroup foi minado pela falta de química pessoal entre Weill, o nova-iorquino com um apetite voraz por aquisições, e Reed, o banqueiro aristocrata que tinha uma visão globalizada dos negócios. Mas embora os dois presidentes-executivos adjuntos tivessem uma relação tempestuosa, que levou a um confronto amargo que resultou na saída de Reed em 2000, o pecado original na concepção do Citi foi que seus negócios diversificados não estavam integrados de maneira adequada. "De certa forma, foi um casamento de conveniência", lembra um executivo que trabalhou na fusão. "O Citicorp tinha uma grande franquia e precisava de uma boa administração, e o Travelers tinha uma boa administração e precisava de uma franquia."
O resultado foi uma aglomeração pouco confortável de negócios e equipes administrativas que careciam de uma estratégia comum. Um ex-executivo lembra que a primeira estrutura organizacional tinha tantas unidades com presidências adjuntas que rapidamente a nova instituição ganhou o apelido de "Arca de Noé". Weil e Reed tentaram incutir um sentido de missão nas províncias discrepantes de seu império, perseguindo a idéia da venda cruzada de produtos para sua enorme base de clientes.
Em sua forma mais simples, o conceito era de que os poupadores do Citicorp iriam correr aos montes para os negócios de seguros e corretagem de valores do Travelers, enquanto as empresas que tomavam empréstimos junto ao Citicorp iriam buscar consultoria e serviços de mercados de capitais do Salomon. Isso, por sua vez, semeou a idéia frequentemente repetida de um "supermercado financeiro" - uma loja de parada única com uma grande quantidade de produtos e alcance geográfico para atender todas as necessidades das empresas e consumidores.
Um ex-executivo descreve a companhia mais como um "shopping center financeiro" do que um supermercado. "Aqueles negócios nuncam foram estruturalmente integrados, pelo menos no lado do consumidor", diz ele. "Nunca houve um grande esforço para ensinar os caixas das agências a venderem anuidades, hipotecas e cartões de crédito." Em vez disso, a vantagem de ter tantos negócios lado a lado era proporcionar ao grupo combinado uma escala sem rivais e uma presença geográfica que impressionava os investidores e massacrava os concorrentes ativos em apenas um produto ou região. "Cada negócio tinha que se esforçar para ser o número um de seu setor, enquanto o tamanho beneficiava o grupo através dos custos de financiamento menores e outras economias de escala, lembra outro membro do círculo mais próximo de Weill. "Era o mesmo modelo da General Electric."
Por vários anos, pareceu funcionar. Os investidores, fascinados pela personalidade carismática e otimista de Weill, e sua habilidade em aumentar os lucros, alavancaram os preços das ações do Citi. Após uma queda durante a crise da Rússia e a implosão do fundo de hedge Long Term Capital Management (LTCM) em 1998, a ação da companhia começou um longo período de desempenho superior, atingindo o pico em 2006, nos US$ 56.
Mas críticos afirmam que, ao contrário da GE, cuja grande carteira de negócios é mantida unida por disciplinas internas ajustadas ao longo de décadas, o gigante financeiro não tinha uma filosofia administrativa coerente. Weill era brilhante em conseguir negócios e convencer os investidores de seus méritos, mas criar um plano de sucessão e garantir que o Citi teria estrutura que o permitisse sobreviver no longo prazo nunca estiveram no topo de sua agenda. Até mesmo amigos de Weill dizem que o outro lado de seu carisma era uma personalidade autoritária e controladora - resumida pelo sinal luminoso que ficava sobre sua mesa onde se podia ler "O presidente do conselho está feliz", ou, "O presidente do conselho não está feliz" - que prejudicou os interesses de longo prazo do Citi. Weill não foi encontrar para fazer comentários para este artigo.
Ex-executivos afirmam que o Citi era uma instituição delegada, onde os líderes de divisões eram livres para administrar seus negócios e formar feudos, desde que produzissem lucros para a sede, onde Weill mandava com mão de ferro. O desejo de satisfazer o líder instável do Citi levava a brigas internas frequentes - um ex-gerente descreve o Citi como "um agrupamento frouxo de tribos em guerra" -, que levaram à saída de executivos experientes.
Weill de deixar o cargo de presidente-executivo em 2003. (Ele continuou como presidente do conselho de administração até 2006.) Seu sucessor foi Chuck Prince, "consiglière" de longa data de Weill e o conselheiro legal da companhia. No ano passado, Weil admitiu que a escolha de Prince foi "uma falha", mas na época ela parecia ser o par de mãos que poderia guiar a companhia pelas águas reguladoras turbulentas.
Prince fez isso, mas não muito mais. A realidade era que suceder Weill no comando do agrupamento frouxo de negócios do Citi teria sido uma tarefa difícil para a maioria dos executivos. Para Prince, que tinha pouca experiência na administração de uma unidade operacional, isso se mostrou impossível.
Agora, enquanto as ações do Citi mergulham no abismo, os erros do passado pesam bastante sobre seu futuro.
Valor Econômico 19 de janeiro de 2009
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Uso do cartão em compras cresce 24%
As compras efetuadas com cartões de crédito, débito, de rede e lojas totalizaram R$ 388,7 bilhões em 2008, um crescimento de 24% em relação ao ano anterior, segundo a Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs). O aumento é um pouco superior à estimativa de alta da instituição, que era de 22%. O desempenho do ano passado deve-se, principalmente, à migração para os meios de pagamento eletrônico, expansão das vendas do comércio e à emissão de dinheiro de plástico para novos clientes, segundo o diretor de Comunicação da Abecs, Marcelo Noronha.
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Código de Ética da ABECS é aprovado
Executivos Financeiros Online
Em Assembléia Geral Extraordinária (AGE) realizada na manhã da última sexta-feira (19/12), as associadas que integram a ABECS (Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços) aprovaram o Código de Ética e Auto-Regulação, que entrará em vigor a partir de 1º de janeiro de 2009.
O Código tem como principais objetivos padronizar procedimentos das empresas associadas da ABECS, servir como um guia de conduta e zelar pela adoção das boas práticas comerciais.
O presidente da ABECS, Aldemir Bendine, destaca que o Código é capaz de direcionar os questionamentos mais freqüentes e polêmicos do setor, visando dar maior transparência ao relacionamento entre portadores e emissores de cartão. Ele observa, também, que os princípios e normas do Código estão em harmonia com os da Febraban (Federação Brasileira de Bancos).
"O trabalho foi feito em estreita parceria, e a Febraban adotará o Código de Ética e Auto-Regulação da ABECS para as questões envolvendo cartões de crédito. O setor deu uma mostra da sua capacidade de auto-regulação, com o principal foco no respeito aos consumidores, preservando a competição saudável do mercado de cartões e a iniciativa privada", explica Bendine.
A partir de um ano da entrada em vigor do Código, as associadas que cumprirem integramente as suas regras serão elegíveis ao Selo de Boas Práticas, o qual servirá de referência para os consumidores tomarem a decisão no momento de contratar um cartão de crédito.
As empresas associadas da ABECS participaram ativamente da elaboração do Código, e a minuta do texto foi entregue a órgãos reguladores e de defesa do consumidor, como Banco Central e Procon de São Paulo.
O conjunto de normas e recomendações contido no Código tem como objetivo assegurar a manutenção das boas práticas comerciais e abolir expedientes já condenados pela população e por entidades de defesa do consumidor.
Como forma de garantir o cumprimento das regras do Código, as associadas da ABECS estarão sujeitas a um processo disciplinar caso venham a violar os preceitos do documento. As penalidades vão desde advertência e multas até a suspensão temporária ou exclusão do quadro de associados da entidade.
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Consumidores aboliram o uso do cheque
Jornal Gazeta do Sul
A relação de compras no comércio varejista está se alterando com o passar do tempo. Os consumidores estão cada vez mais se utilizando da tecnologia e buscam por descontos na hora de pagar à vista ou a prazo, e o cheque está perdendo espaço nesse uso. Um levantamento realizado entre os dias 5 e 6 de dezembro, com 250 entrevistados, sinalizou a maneira como esta mudança está acontecendo. O "Quesito Especial 2 - Formas de Pagamento", que compôs as questões da Pesquisa de Intenção de Compras de Natal da Federação do Comércio de Bens e de Serviços do Rio Grande do Sul (Fecomércio), está sendo divulgado hoje pela entidade e indica as preferências do consumidor na hora de pagar suas aquisições.
Quando perguntados sobre as formas de pagamento que serão utilizadas nas compras dos presentes, a maioria (64,8%) respondeu que pagará à vista, enquanto que 31,6% preferiram a compra parcelada e 3,6% não sabem/não responderam. Para o assessor econômico da Fecomércio, Carlos Cardoso, os recursos extras desta época do ano facilitam a escolha pela compra à vista. "As empresas pagam as bonificações aos seus colaboradores, além dos recursos do 13º salário e das férias. Isso causa um impacto na decisão do consumidor", avalia Cardoso. Além disso, o economista percebe que a escolha à vista é boa para ambos os lados da negociação, pois confere normalmente desconto para o cliente e fornece capital de giro para o empresário.
Um dos dados mais significativos do "Quesito Especial 2" foi quanto às condições de pagamento escolhidas para as compras. No caso do pagamento à vista, 95,1% escolheram o dinheiro, seguidos por 4,9% que preferem o cartão de crédito/débito. O cheque não foi citado por nenhum dos respondentes. O mesmo acontece nas compras parceladas: 70,9% preferem o uso do cartão, 30,4% o carnê/crediário e 1,3% disse não saber. "O cheque está desaparecendo para este tipo de compra de menor valor no varejo. Seu uso está mais voltado para bens de maior valor, além de compras entre empresas, o que cria um vínculo na negociação", avalia Cardoso.
O economista cita os dados do Banco Central, que mostraram que o tíquete médio do cheque é de R$ 1.097,00, enquanto que dados da Associação Brasileira das Empresas de Cartão de Crédito e Serviços (Abecs) mostram um valor médio bem diferente no uso do cartão de crédito: R$ 62,00. "Não é surpresa o cheque não figurar mais como uma opção na hora das compras. O cartão é o primeiro contato de muitos clientes com o sistema financeiro, e não exige conta em banco para isso. O mesmo não acontece com o talão de cheques. Talvez por isso cresça o número de pessoas das classes D e E que usam o cartão", finaliza.
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Cartões de crédito devem faturar R$ 250 mi
Jornal da Paraíba
Cada vez mais utilizadas, as compras nos cartões de crédito deverão bater recordes até o Natal, segundo estimativa do estudo Indicadores do Mercado de Meios Eletrônicos de Pagamento, divulgado a cada mês pela Itaucard. Somente no período de 18 e 24 de dezembro, o faturamento deverá crescer 26% e concentrar 30% do faturamento deste mês (R$ 7,8 bilhões) enquanto nos 31 dias de dezembro, o volume de vendas atingirá R$ 25,8 bilhões (20% a mais que no mesmo mês de 2007). A média mensal no faturamento do setor na Paraíba é de R$ 250 milhões e o volume de cartões chega a 1,8 milhão de unidades, ocupando a quinta posição na região Nordeste.
A estimativa do estudo Itaucard, aponta que o setor de cartões de crédito deverá registrar este ano o melhor Natal da história. Por ramos de atividade, o segmento que mais ganha espaço na utilização do cartão de crédito projetada para dezembro é o de vestuário (26%) sobre o faturamento total do mês contra uma participação de 21% na média de janeiro a novembro. Outros dois segmentos como a alimentação (16%), com as festas de fim de ano, e turismo e entretenimento (12%). Somados esses três ramos, eles respondem por 53,3% do faturamento da indústria de cartões no último mês do ano.
Para o diretor de Cartões do Itaú, Fernando Teles, "a confiança do consumidor brasileiro continua resistindo às previsões de desaquecimento da economia mundial e os números do Natal mostram que a utilização de cartões mantém sua escalada de utilização entre os meios de pagamento no país. Isso só reforça a crescente capacidade de planejamento do brasileiro e de uso do cartão como instrumento de crédito", avalia.
Para o gerente de mercado de Pessoa Física e Agronegócios do Banco do Brasil, Edilberto José de Sousa Passos, "o dinheiro de plástico" vem tomando cada vez mais a preferência dos consumidores paraibanos na modalidade de compra e neste Natal a tendência nacional de crescimento não será diferente na Paraíba. "Para se ter uma idéia do crescimento do mercado de cartões, a compensação de cheques apresentou uma queda de 50% e as lojas que antes faziam recebíveis por meio de cheques (adiantamento em dinheiro dos cheques pré-datados), agora os lojistas estão antecipando as compras parceladas nos cartões", revelou.
Para Edilberto Passos, entre as principais razões da substituição dos cheques por cartões de crédito estão a segurança no recebimento e a praticidade. O gerente afirmou que o Banco do Brasil "investiu forte em 2008 na modalidade e terá um foco ainda maior em 2009", adiantou.
As facilidades oferecidas pelos plásticos, como o parcelamento sem juros no momento da compra, somadas à aceitação cada vez maior dessa forma de pagamento pelos estabelecimentos comerciais e à crescente interiorização do uso pelo país fazem do cartão um aliado importante no estímulo ao consumo e no faturamento das operadoras.
De acordo com o estudo, essa preferência pelos plásticos no país pode ser também demonstrada pelos números. No final de 2007 havia 92,9 milhões de cartões em circulação, esse número deverá passar para 110,2 milhões no final deste ano - um salto de 18,6%. O faturamento anual também deve aumentar 22,1% passando de R$ 183 bilhões em 2007 para R$ 224 bilhões este ano. Já a quantidade de transações deve saltar de 2,4 bilhões de operações para 2,9 bilhões este ano. Na Paraíba, o número chegará a dois milhões de cartões.
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Financiamento no varejo popular soma R$ 15 bi
Em meio às turbulências do sistema financeiro global, o cenário para o financiamento das grandes redes de varejo voltadas para o consumo mais popular se diferencia tanto para quem precisa de recursos externos para custear as compras de seus clientes, quanto para giro do próprio capital. Estima-se que 65% do setor varejista estabeleça operações junto a instituições financeiras para manter o capital de giro. O custo do funding (recurso adquirido para empréstimo), no entanto , aumentou do início do ano até agora e se agravou no pico da crise (entre os meses de outubro e novembro).
Esse custo bateu no bolso do consumidor. Se em janeiro, as grandes redes praticavam, em média, 4,9% de juros ao mês nas compras a prazo acima de cinco prestações, hoje a taxa está na casa dos 6,9%. Último levantamento feito pelo Corecon (Conselho Regional de Economia) mostra que esse é um setor que movimenta cerca de US$ 15 bilhões só em financiamento de compras por ano.
As estratégias e a exposição ao risco variam segundo a área de varejo e a cultura da empresa. A Casas Bahia é um exemplo típico de soluções domésticas para enfrentar a crise. Seu lema é continuar investindo pesado, não aumentar o custo do financiamento, manter o prazo alongado e ser criteriosa na hora de conceder o crédito. "A crise não chegou em Casas Bahia. Não tivemos queda no ritmo de vendas. Mantivemos nossos prazos de parcelamento para o crediário de até 20 meses. Não modificamos a política de concessão de crédito e nem alteramos as taxas de juros aos clientes, que está em média em 4,3 % ao mês", afirma Michael Klein, diretor-executivo da empresa.
No momento de escassez de recursos, o segredo é estar capitalizado e não depender de bancos para financiar sua expansão. As negociações nas Casas Bahia são diretas com a indústria e, desde 2004, a rede tem um acordo de parceria que garante ao Bradesco a exclusividade do financiamento de suas vendas, algo em torno de R$ 400 milhões por mês. Klein garante que não registrou queda no ritmo de vendas da rede em nenhum mês deste ano. "Se o cliente não paga, eu pago a dívida. Temos limite alto de crédito e estamos capitalizados. Muitas empresas dependem de banco e, por isso, talvez estejam numa situação delicada hoje."
A Casas Bahia tem um capital social hoje de quase R$ 4 bilhões, além de outros R$ 2 bilhões em vendas com cartão em parceria com o Bradesco. "É praticamente uma venda a vista e mais R$ 2 bilhões em crediário próprio a receber", conclui Klein que sempre reinveste o lucro líquido do exercício anterior na própria empresa. No faturamento bruto, previsto em R$ 14 bilhões este ano (R$ 1 bilhão a mais do que em 2007), o crediário responde por 40% , cartão de crédito por 50% e pagamento à vista (cheque ou dinheiro) por 10%. Em 2007, o crediário significava 50%, cartão 40% e à vista 10%.
O modelo de auto financiamento, prazos longos e baixa taxa de juros é também pauta a varejista Lojas Cem. Como a Bahia, ela mantém o investimento acelerado, mesmo em tempos de incerteza. Nos últimos cinco anos manteve um plano de expansão que prevê a abertura de cerca de dez lojas por ano (são 172 ao todo), sempre a um raio de 600 quilômetros de distância da sede, em Salto. Para 2009, o planejamento será mantido.
Nas Lojas Cem o peso do crediário na receita bruta da rede, de R$ 1,248 bilhão em 2007, é maior: 75% das compras são feitas no tradicional carnê, em até 20 vezes, com taxas de 4,7% ao mês. Esses recursos, segundo o diretor-geral da rede, Valdemir Colleone, são financiados pela própria empresa, que não precisa recorrer a bancos. Dos 25% restantes, 15% vêm de compras feitas com cartões de crédito de terceiros e 10% são feitas em dinheiro ou cheque).
Apesar de nos piores meses da crise financeira (outubro e novembro), ter registrado contração das vendas em relação aos meses anteriores, os primeiros dez dias de dezembro já trouxeram um certo alento à rede. "A se confirmar esse pequeno termômetro do mês, corremos para um Natal melhor do que o de 2007", diz Colleone.
Há menos de 15 dias, o executivo considerava que se empatasse em termos de vendas com o último Natal, já seria um resultado bom. "Agora, se mesmo com a crise, avançarmos 5%, será excepcional". Apesar do nível de desconfiança e incertezas do brasileiro ter aumentado, a baixa renda, na sua opinião, só deixará de comprar se perder o emprego. A Lojas Cem também se diz capitalizada e em condições de continuar a financiar a totalidade das compras de seus clientes, sem ter que recorrer a bancos nem mesmo para os novos investimentos.
Garantir a segurança em tempos de crise é fundamental para um setor que assistiu na década de 90 à derrocada de marcas emblemáticas como Mappin, Mesbla, G. Aronson e Arapuã, que deixaram passivos bilionários. "São exemplos de empresas má administradas que não conseguiram sobreviver a períodos de crises. Empresas com balanços fechados e resultados duvidosos", afirma Cláudio Gonçalves Santos, especialista em varejo do Corecon-SP.
O economista explica que antes da crise financeira global, cerca de 30% do crédito das grandes redes de varejo no Brasil vinham de bancos médios e pequenos. Hoje, eles deixaram de emprestar e esta fatia correu para as grandes instituições financeiras. Mas o rearranjo só foi possível, na sua opinião, com a liberação de parte do depósito compulsório dos grandes bancos, por meio de medidas do governo. "Paga-se mais pelo dinheiro, mas a retomada do crédito começa a ficar mais consistente."
Como resultado do funding mais caro, Gonçalves calcula que, na média, o juro para o cliente encareceu só entre outubro e novembro cerca de 1,5 ponto percentual. O pequeno varejo é quem mais sobre, pois a torneira fechou. Como muitas vezes não possui garantias para dar aos bancos, o estabelecimento de menor porte acaba não conseguindo os recursos. "Eu diria que é possível que algumas redes pequenas e desestruturadas desapareçam se a crise se estender por mais de um ano", acredita.
A Riachuelo sentiu os efeitos negativos nas vendas de suas lojas. Controlada pelo Grupo Guararapes, a rede aumentou os juros de 5,9% ao mês para 6,9%. Apesar de trabalhar só com antecipação de recebíveis para fazer caixa, está pagando mais pela operação. "O custo aumentou em 30% nas operações simples de desconto de recebíveis deste outubro", afirma Túlio Queiroz, diretor de Relações com Investidores do Grupo.
Mantendo operações com Bradesco e Santander, Queiroz começa a sentir uma melhora no fluxo de oferta de funding. "O custo, porém, não cedeu".
Para o financiamento dos clientes, a subsidiária brasileira da rede francesa Carrefour, usa os recursos de seu próprio banco, cujos custos de captação no mercado interno são melhores do que a da média do varejo. "Claro que pesa quando um outro banco está emprestando para o banco de uma rede do tamanho da nossa, pois o risco de calote é muito pequeno"., afirma Pedro Daniel Magalhães, diretor de finanças e gestão do Carrefour Brasil. A dívida de curto prazo (30 dias) da rede no país está em torno de R$ 700 milhões ao mês. Por negociar direto como banco, o Carrefour tem acesso à tesouraria dos grandes instituições financeiras, onde quem oferece a menor taxa, ganha o cliente "É uma espécie de leilão reverso."
19 de dezembro de 2008
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Redecard permite auto-credenciamento
Portal EXAME
A Redecard vai permitir, a partir de agora, que lojas e estabelecimentos se credenciem pela internet para começar a aceitar cartões MasterCard e Diners Club. A empresa, que processa as transações com cartões dessas bandeiras no Brasil, permite o autocredenciamento pelo seu site (www.redecard.com.br). O proprietário do estabelecimento precisa preencher seu CNPJ (para pessoa jurídica) ou CPF (para pessoa física) e informar mais alguns dados e então já estará credenciado junto à Redecard. A apresentação de documentos só será necessária caso o banco em que o lojista possui conta não pertencer ao sistema Redecard.
Com o cadastro feito, o estabelecimento será informado do prazo para a instalação da tecnologia de captura, que, neste momento pode ser um terminal eletrônico (POS), mas, em breve, um terminal de automação comercial (PDV) ou ainda a solução desenvolvida pela companhia para capturar transações via celular. Dependendo da localização geográfica, a implantação será realizada no mesmo dia, habilitando o ponto de venda a realizar vendas com cartões de débito e crédito das bandeiras MasterCard, Diners Club e Aura. Nos ramos de alimentação e refeição, o credenciamento ainda possibilita a aceitação dos cartões de benefícios capturados pela Redecard, como Ticket, Sodexo e VR.
De acordo com Roberto Medeiros, presidente da Redecard, a expectativa da companhia é expandir sua rede de captura, que já atende 1,3 milhão de estabelecimentos credenciados e captura 1,8 bilhão de transações por ano. "O auto-credenciamento é um serviço pioneiro e transformará a indústria dos meios eletrônicos de pagamento, tornando-a mais acessível para milhões de estabelecimentos. Os credenciamentos serão efetuados em menor tempo, o que nos dará margem para expandir a nossa rede em uma velocidade ainda maior".
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Cartões mantêm crescimento forte
Se depender do setor de cartões, não vai faltar crédito ao consumo em 2009. A afirmação é de Marcelo Noronha, diretor da Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs), que ontem divulgou os números finais do setor em 2008 e as projeções para 2009.
O país deve fechar dezembro com nada menos que 514 milhões de cartões, incluindo as modalidades débito, crédito e os de loja e redes de supermercado. Esses plásticos devem movimentar R$ 389 bilhões em 2008, expansão de 24%. Só os plásticos de crédito devem girar R$ 223 bilhões, aumento de 22% em relação ao ano passado. "O ano de 2008 foi excepcional, com crescimento acima do projetado."
Para 2009, as projeções da Abecs apontam para um ritmo menor de crescimento, mas ainda com taxas na casa dos dois dígitos. Segundo Noronha, tudo vai depender da variação do Produto Interno Bruto (PIB). Por isso, a Abecs trabalha com dois intervalos, que vão de expansão da economia de 2,5% a 3%. Com isso, o crescimento esperado para todo o setor pode variar de 15% a 20%, com volume na casa dos R$ 470 bilhões no melhor cenário. Considerando só os cartões de crédito, a expansão pode variar entre 14% a 18%, com volume de R$ 264 bilhões.
O crescimento do uso do cartão é explicado pela própria expansão da economia e pela migração de outros meios de pagamento, como o cheque, para os meios eletrônicos. Além disso, Noronha cita a bancarização da população. Muitas pessoas têm com o cartão, o primeiro acesso ao setor financeiro. O executivo, que trabalha no Bradesco, cita o acordo do banco com as Casas Bahia, que trouxe muitos novos consumidores para o setor.
Só este ano, foram emitidos mais de 25 milhões de cartões de crédito e o cartão vem sendo muito usado para compras parceladas sem juros, que apesar de terem diminuído o ritmo de alta, continuam com crescimento forte, acima dos 30%. Por conta da piora do cenário da economia, a Abecs espera um aumento das taxas de inadimplência, que estavam em 8,4% em outubro, segundo os dados mais recentes. "A tendência é que a taxa cresça de alguma maneira", diz ele.
Noronha fala ainda que os investimentos do setor para ampliar a rede de aceitação dos cartões foi importante para garantir o crescimento na casa dos dois dígitos. O país tem hoje 1,3 milhão de pontos cadastrados.
A Redecard, que credencia estabelecimentos para a bandeira MasterCard, pretende aumentar ainda mais esse número. Ontem, a empresa anunciou a criação do auto-credenciamento. A loja se cadastra pela internet no portal da empresa, de qualquer lugar do Brasil. Segundo a Redecard, dependendo de onde a empresa está localizada, a instalação do equipamento de leitura do plástico pode ser feita no mesmo dia do cadastramento.
O setor também se prepara para um Natal de recordes. Considerando todos os tipos de cartões, dezembro deve ter volume de R$ 46,5 bilhões, expansão de 24% em relação ao mesmo mês de 2007. Considerando só os plásticos de crédito, os recursos movimentados vão subir 21%, para R$ 26 bilhões. O Natal é tradicionalmente o melhor mês do ano para o setor.
18 de dezembro de 2008 - Altamiro Silva Júnior, de São Paulo
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Cartão responde por metade das dívidas
InfoMoney SÃO PAULO - De acordo com a Peic (Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor), divulgada nesta terça-feira (16), pela Fecomercio-SP (Federação do Comércio do Estado de São Paulo), o cartão de crédito é responsável por 45,9% das dívidas dos paulistanos.
Os dados, referentes ao mês de dezembro, mostram ainda que os carnês aparecem em segundo lugar, com 28,7% das indicações. Em seguida, estão crédito pessoal (7,3%), cheque especial (3,5%), cheque pré-datado e crédito consignado, cada um com 3,1%.
Do total dos paulistanos com dívidas em atraso, 37,5% estão nesta situação há mais de 90 dias, outros 21,7%, entre um e dois meses, e 13,8%, de 60 a 90 dias. O percentual daqueles que estão inadimplentes há pouco tempo (30 dias ou menos) é de 26,8%.
Motivos da dívida
Ainda segundo o estudo, o nível de endividamento paulistano encerra o ano em 50%, apresentando uma elevação de dois pontos percentuais, em relação ao mesmo período do ano passado, e de um ponto percentual, se comparado a novembro deste ano.
Destes, 31,1% dos entrevistados se consideram muito endividados, sendo que das principais despesas que compõem as dívidas das famílias paulistanas, 33% referem-se a gastos com alimentação, 23% com vestuário, 22% com eletroeletrônicos e eletrodomésticos, 17% com móveis, 13% com veículos, 7% com remédios e 3% com financiamentos imobiliários.
17 de dezembro de 2008 Por: Equipe InfoMoney
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Mudanças nas regras mexe com mercado americano de cartões
O setor bancário dos Estados Unidos poderá perder bilhões de dólares em pagamentos de juros anuais, segundo um estudo que alerta que as empresas de cartões de crédito vão aumentar seus preços depois de uma teorganização regulatória. O Federal Reselve (Fed), o banco central americano, reúne-se esta semana para finalizar mudanças nas regras que governam o mercado de cartões de crédito, que movimenta US$ 970 bilhões.
Grupos de defesa do consumidor vêm afirmando que mudanças urgentes são necessárias para proteger os consumidores que tomam dinheiro emprestado no cartão de crédito. Essas mudanças poderão levar o setor bancário a perder mais de US$ 10 bilhões em pagamentos de juros por ano, afirma um estudo da empresa de advocacia Morrison & Foerster.
Isso poderá levar as empresas de cartões de crédito a aumentarem seus preços e apertarem as condições de empréstimos, reduzindo a disponibilidade de crédito para os consumidores americanos.
As regras propostas, que deverão ser aprovadas se muitas mudanças na reunião do Fed na quinta-feira, vão impor padrões rígidos de transparência às empresas de cartões de crédito e proibir as práticas de preços comuns, que vem sendo muito criticadas porque expõem os tomadores de empréstimos a custos inesperados.
Grupos de defesa do consumidor e legisladores elogiam os esforços para proteger o consumidor de práticas como o aumento das taxas de juros sobre saldos existentes e a aplicação dos pagamentos sobre os saldos de juros menores primeiro. As regras propostas também exigirão das instituições que dêem aos tomadores mais tempo para pagarem suas contas e mais informações sobre as mudanças nas taxas de juros para futuros empréstimos.
O resultado poderá deixar os cartões de crédito mais caros para todos os tomadores. Ao restringir a capacidade das empresas de cartões de mudar os preços dos empréstimos para tomadores de risco, as novas regras - segundo afirmam as empresas de cartões de crédito - provavelmente levarão as emissoras de cartões a aumentaras taxas de juros, cortar linhas de crédito e reduzir as ofertas promocionais para compensar a perda de receita.
Padrões mais rígidos para a concessão de empréstimos poderão tirar as empresas de cartões de credito do alcance de 45 milhões de consumidores e reduzir as linhas de crédito em US$ 931 bilhões, segundo a Morrison & Foerster.
16 de dezembro de 2008 - Valor Econômico
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Nova lei proíbe valor mínimo
Os consumidores que estão aproveitando os dias que antecedem o Natal para fazer compras passaram a contar com mais um dispositivo legal a seu favor. O governador Eduardo Campos sancionou, esta semana, a Lei número 13.678, que proíbe aos estabelecimentos comerciais, indústrias e de prestação de serviços a exigência de valor mínimo para compras com o cartão de crédito ou de débito.
O Projeto de Lei foi proposto pela deputada Teresa Leitão (PT), baseado no Código de Defesa do Consumidor (CDC). Esse último já previa a proibição da cobrança de valor mínimo nas compras com cartão de crédito ou de débito, mas não tinha um dispositivo explícito. "Essa prática já não era permitida, mas agora temos essa Lei suplementar, que é um sonho para os consumidores. Agora vai prevalecer a vontade deles", disse o assessor jurídico de Teresa Leitão, Jean Noel de Melo Rocha.
Se a Lei não for cumprida, os consumidores devem procurar o Procon para fazer uma reclamação. O descumprimento vai sujeitar o infrator às penalidades previstas no CDC. Uma novidade é que a lei prevê que a reincidência vai render ao infrator uma multa equivalente a dez vezes o valor em discussão.
13 de dezembro de 2008 - Folha de Pernambuco
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Visa não vê ameaça à sua posição de liderança
São Paulo, 12 de Dezembro de 2008 - Líder mundial em meios eletrônicos de pagamento, com US$ 4,2 trilhões movimentados no ano fiscal encerrado em junho, a Visa não vê qualquer ameaça à sua posição. O diretor-presidente da Visa no Brasil, Rubén Osta, chega a afirmar que seus competidores são o cheque e o dinheiro, quando o tema é concorrência. Para o executivo, há pouco mais de um ano à frente da operação local da Visa, o Brasil tende a aumentar sua participação relativa no desempenho global da empresa, em virtude da contração das economias maduras.
"O Brasil já é um dos principais mercados para a Visa, ao lado dos demais países do Bric e do México, tanto que a empresa tem reforçado suas ações no País", diz Osta. "Mas é evidente que, com o processo de desaceleração global, países como o Brasil devem ganhar ainda mais relevância."
A Visa não divulga dados isolados de Brasil. Os últimos números da bandeira para a região da América Latina e Caribe apontam forte crescimento. No trimestre encerrado em junho, foram movimentados com os cartões Visa US$ 155 bilhões, uma expansão de 35,40% sobre igual período do ano anterior. Isso representa 14% do movimento global da Visa, que no mesmo trimestre foi de US$ 1,1 trilhão. Os cartões de débito vêm mantendo um crescimento superior ao crédito. Na região, enquanto as transações com débito avançaram 39,20%, o crédito registrou expansão de 21,70%.
Os cartões de débito são, para o responsável pela Visa no Brasil, o carro-chefe das ações da bandeira no País. "Temos intensificado nossas ações para estimular o uso do cartão de débito porque entendemos que há muito espaço para crescer", diz Rubén Osta. Um dos objetivos das ações desenvolvidas pela Visa, em parceria com bancos emissores, é melhorar a comunicação com o portador do cartão. "O consumidor que abre uma conta-corrente e recebe um cartão de débito precisa ser informado sobre as vantagens de seu uso, não apenas para sacar dinheiro, mas para pagamento de suas compras", diz.
O diretor-presidente da Visa vê espaço para que os cartões de débito e crédito mantenham o forte crescimento dos últimos anos, principalmente na substituição de pagamentos de menor valor, hoje feitos com dinheiro. "Ainda há muito que migrar, é um processo cultural que demora, mas iniciativas como a do cartão débito-parcelado ajudam", diz o executivo se referindo a um produto da Visa que permite o parcelamento das compras também no cartão de débito. O desempenho do produto, segundo Osta, poderia ser melhor. "A cultura do cheque pré-datado é muito forte e demanda tempo para sua substituição."
Outras duas inovações da Visa, o pagamento via celular, em teste com o Banco do Brasil, e o contactless cartão sem contato), com o Bradesco, têm tido boa aceitação, mas ainda estão sem data para serem lançadas. Outro serviço desenvolvido pela empresa, o Visa Passfirst, tem tido um bom desempenho, segundo Osta. "É um sucesso. Nos estádios onde é possível usar o cartão como ingresso, o índice de ocupação do espaço Visa chega a 70%", diz. Hoje, o sistema está disponível em seis estádios brasileiros, entre eles o Morumbi e o Parque Antártica. "É possível que a inovação, desenvolvida no Brasil, seja adotada em outros países."
Sobre eventuais reflexos da crise que reduz o crescimento global no desempenho da Visa no Brasil, Rubén Osta considera prematura qualquer avaliação. "Estamos em um momento de sazonalidade, em que os gastos com cartão sobem muito, só com bola de cristal poderia dizer o que irá acontecer", brinca o executivo.
12 de dezembro de 2008 (Gazeta Mercantil/Finanças & Mercados - Pág. 2)(Jiane Carvalho)
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Visa amplia investimentos em futebol
No país do futebol, a bandeira de cartões de crédito Visa resolveu apostar no esporte para ganhar mercado e divulgar sua marca. A partir de janeiro, torcedores (e não torcedores) do São Paulo vão poder usar o cartão de crédito para entrar nos jogos no estádio do Morumbi. O próprio plástico é o bilhete de entrada.
A aposta da Visa é em novos usos para o tradicional cartão de crédito e em novas formas de pagamento, como o uso do celular para pagar pequenas compras. A bandeira testa um cartão que faz pagamento por proximidade (sem contato), em parceria com o Bradesco, e o uso do celular como meio de pagamento (com o Banco do Brasil).
Segundo Rubén Osta, novo diretor geral da Visa do Brasil, o objetivo é estimular as pessoas a usarem os meios eletrônicos de pagamento em todas as situações. O cartão sem contato, diz ele, já provou ser viável e a intenção agora é ir além do teste e usar comercialmente o produto.
O Brasil é a maior prioridade mundial da bandeira entre os países emergentes. A Visa elegeu cinco países prioritários para investir e buscar expansão de negócios. Além do Brasil, há os outros Bric (China, Índia e Rússia) e o México.
No futebol, o projeto é mais ambicioso. Em 2007, a maior bandeira de cartões do mundo começou a testar em Santa Catarina um projeto desenvolvido inteiramente no Brasil para a venda de ingressos para o estádio do Figueirense, em Florianópolis. A estratégia deu certo e o modelo foi para outros estádios. Chegou este ano ao Parque Antártica (Palmeiras), Estádio João Havelange (Botafogo), Estádio do Canindé (Portuguesa) e na Vila Belmiro (Santos). O próximo passo é o Morumbi e a "exportação" da estratégia para outros países.
O Visa Pass First é um serviço que permite a compra de ingressos pela internet. A diferença é que o próprio cartão é o passe de entrada para os estádios, por meio de uma catraca própria. A bandeira também reservou áreas próprias para seus clientes, dispostos a pagar mais caro para ficarem em um lugar com melhor visibilidade e banheiros limpos.
Em menos de um ano, foram 128 mil cadastrados no projeto, a maioria do Palmeiras (80 mil). Com o São Paulo, espera-se que este número cresça ainda mais. Mesmo sem ter iniciado os serviços, já são 8 mil torcedores cadastrados.
As primeiras estatísticas mostram que 28% das pessoas que usaram o serviço foram a um estádio pela primeira vez; 19% dos compradores são mulheres. Dos usuários, 80% já realizaram mais de duas compras. No caso do estádio do Palmeiras, os maiores usuários do serviço, a média de ocupação do espaço da Visa é de 76%, acima da média geral do estádio, de 54%.
A bandeira não ganha nada pelo serviço, apenas o valor da transação com o cartão. O dinheiro vai para os clubes. Mas segundo Osta, o retorno vem por meio de maior visibilidade da marca e maior fidelização do cliente. A bandeira tem todas as informações das pessoas cadastradas e pode desenvolver estratégias de marketing específicas para grupos de torcedores.
A intenção é levar o modelo para outros estádio brasileiro e para outros países. A Visa é patrocinadora da Copa Santander Libertadores, das próximas duas Copas do Mundo e de todos os jogos da Fifa. O primeiro teste para a internacionalização do projeto ocorreu no mundial de Futsal, realizado em setembro no Rio e Brasília.
A América Latina cresce mais que o resto do mundo nas operações da Visa. Os dados mais recentes da bandeira são do trimestre finalizado em junho, que mostram expansão de 40% na região contra 15% da média mundial. São 328 milhões de plásticos entre os latinos, com volume de pagamento de US$ 50 bilhões. No mundo, são 1,6 bilhão de cartões que fizeram um total de US$ 2,7 trilhões de pagamentos em 29 milhões de estabelecimentos comerciais.
12 de dezembro de 2008 - Altamiro Silva Júnior, de São Paulo
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Natal-51% das compras deverão ser pagas a prazo
Levantamento realizado pela Serasa e divulgado nesta quarta-feira (10) aponta que 51% dos brasileiros deverão pagar o presente de Natal a prazo, informa o site InfoMoney
Segundo a Pesquisa de Perspectiva Empresarial, realizada com 1.026 estabelecimentos de todo o País, os cheques pré-datados ficarão com 35% das aquisições a prazo e os parcelamentos de cartões de crédito com 31%.
Os financiamentos ou crediários responderão por 27% dessas compras, os parcelamentos nos cartões de débito, por 5%, os feitos nos cartões das próprias lojas, por 2%.
Compras à vista
Nas vendas à vista, o dinheiro representará 38% das transações; os cheques, 22%; os cartões de crédito, 20%; os de débito, 16%; os plásticos dos próprios estabelecimentos, 2%; e os outros meios, 3%.
A relação dos meios de pagamento entre o Natal de 2008 e o de 2007 mostra uma maior preferência pelos pagamentos à vista agora, provavelmente pelo maior endividamento de parte dos consumidores e pela cautela em se endividar diante das incertezas geradas pela crise mundial.
Ainda de acordo com a pesquisa, os celulares (32%) e confecções e acessórios (22%) vão liderar as vendas para o Natal 2008, na frente de eletrodomésticos (8%), brinquedos (6%), cesta de Natal e produtos da época (5%), computadores, periféricos e jogos eletrônicos (5%), CD, DVD e livro (3%), dentre outros.
10 de dezembro de 2008 - Pequenas Empresas Grandes Negócios Online
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Visa leva marketing para a praia em ação com "barraqueiros"
Recife, 10 de Dezembro de 2008 - Pagar água de coco, sorvete, tapioca, gás de cozinha e passagem de ônibus com cartão bancário? Sim, isso já é possível. e, neste verão, vai surpreender seus clientes em férias no Nordeste, Florianópolis e no Rio de Janeiro. A meta é instalar 250 máquinas, com tecnologia sem fio, em carrinhos do sorvete Kibon - fabricado pela Unilever - em todo o Nordeste. O projeto piloto, lançado no último sábado, em Natal, no Rio Grande do Norte, está permitindo a compra de picolés com cartão para débito automático do Visa Electron. No Rio de Janeiro, a parceria é com os carrinhos de praia do sorvete Nestlé.
No Recife, a água de coco da orla da praia de Boa Viagem este mês passou a ser vendida com cartão e, em Salvador, são os espetinhos de camarão da Camareto - comercializados em quiosques ou por vendedores que vão até o cliente na beira da praia. Em Fortaleza, é a vez das tradicionais tapiocas. Para Fábio Camarotti, diretor-comercial no Nordeste da Visanet, os turistas e as pessoas que evitam sair com dinheiro serão os principais usuários das vendas com cartão nesta temporada.
Em Florianópolis, a Visanet instalou máquinas nos ônibus, com preço fixo da passagem, onde o próprio usuário passa o cartão de débito automático. Em todo o País, a parceria com Ultragás, permite a compra de botijões de gás de cozinha. Não escapa mais nada. "Nossa política é colocar o plástico em todos os segmentos de comércio e serviços, não importa o valor da venda", revela. Na Bahia, as construtoras e imobiliárias passaram a aceitar sinais e outros pagamentos de imóveis com o cartão Visa - o limite é o de cada cliente.
Nichos promissores
A expansão vem atrelada à tecnologia sem fio que dispensa a energia elétrica para o uso das máquinas e a descoberta de nichos que demandam a oferta do crédito, mesmo que ainda de forma latente. A parceria com a Associação dos Barraqueiros de Coco do Recife (ABCR), que começa com 11 das 61 barracas instaladas na orla, foi bem aceita pelos barraqueiros que, segundo Camarotti, já pensavam em oferecer cartão de crédito, mas não sabiam como ter acesso às operadoras. "Há muitos segmentos que desejam mas não buscam, não sabem como chegar, pensam logo que vão ter de pagar impostos".
A estratégia de aproximação e de convencimento da Visanet é de que, mesmo deixando de receber à vista e tendo que arcar com as despesas administrativas e a taxa do aluguel da máquina, os seus clientes terão suas vendas aumentadas. "Pesquisas mostram que quando entramos em novos mercados, o consumidor compra mais", diz.
A invasão do plástico chega a setores onde a informalidade impera como no pólo de confecções do Agreste de Pernambuco, onde o cartão é rotina nas bancas de roupas populares das feiras de Santa Cruz do Capibaribe e de Caruaru. Para abrir esses mercados, a Visanet dá desconto de 70% no aluguel da máquina, que custa R$ 39, e exige que, para o cadastro, apenas um alvará de funcionamento.
(Gazeta Mercantil/Caderno C - Pág. 6)(Etiene Ramos)
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Bonsucesso faz acordo de R$ 1,2 bilhão com a Caixa
O banco Bonsucesso assinou, sexta-feira, acordo de cessão de crédito de R$ 1,2 bilhão com a Caixa Econômica Federal (CEF). Foi o quarto e maior acordo deste tipo que a instituição mineira fechou desde a explosão da crise no mercado financeiro internacional. Os dois primeiros foram com o alemão WestLB e o terceiro com a Nossa Caixa. Os quatro acordos somam quase R$ 2 bilhões e vão garantir ao Bonsucesso uma produção mensal próxima de R$ 130 milhões, independentemente das captações próprias, ao longo dos próximos dois anos.
"É uma reserva que nos garante permanecer no mercado de forma competitiva", explicou o presidente do banco, Paulo Henrique Pentagna Guimarães. Com a crise, a produção mensal do Bonsucesso, que é focado no crédito consignado, caiu algo em torno de 30% - de R$ 100 milhões para R$ 70 milhões mensais. Com a assinatura de mais este acordo de cessão de crédito, a expectativa do banco mineiro é elevar a produção para algo entre R$ 100 milhões e R$ 110 milhões a partir de janeiro.
Com estabilidade garantida no emprego, o tomador de empréstimo do crédito consignado - funcionários públicos, aposentados e pensionistas o INSS - foi o menos afetado pela crise financeira. Mesmo nos convênios que permitem reajuste de taxas, as altas foram menores do que em outros produtos financeiros, como cheque especial, crédito pessoal convencional e cartão de crédito. "Nosso negócio só depende de funding", disse o executivo. "A demanda ainda é grande e ainda há muito espaço para o consignado crescer."
Trabalhando com mais cessão de crédito do que costumava, o Bonsucesso tem investido num melhor gerenciamento da carteira de crédito para garantir a melhor rentabilidade possível. Mais de 30 funcionários da área de tecnologia da informação foram envolvidos na instalação de um novo e sofisticado processo de controles. O sistema permite à direção do banco acompanhar on-line indicadores como produção e nível de inadiplência em cada um dos convênios em que atua. Foi com base nesses dados foi que o banco cortou, nos últimos seis meses, cerca de 100 convênios de baixa rentabilidade. Uma decisão considerada estratégica para enfrentar esse momento de funding escasso. O banco também descredenciou uma série de correspondentes. "Todos os bancos com quem negociamos cessão de crédito ficaram impressionados com a nossa expertise no gerenciamento do crédito consignado", garantiu Guimarães. "A hora é de ser melhor e não maior."
Embora a produção do banco esteja hoje menor e que a perspectiva para 2009 seja trabalhar com mais cessão de crédito do que o banco costumava fazer, Paulo Henrique Pentagna Guimarães lembra que o spread bancário subiu e que as comissões pagas aos correspondentes do crédito consignado caíram muito. Esses fatores, de acordo com ele, contribuem para equilibrar a conta.
Para garantir a rentabilidade do negócio, a direção do banco também enxugou sua estrutura. Demitiu 300 dos 800 funcionários. "Redesenhamos o banco Bonsucesso para enfrentar a crise." Os acordos de cessão de crédito são um colchão de segurança para o banco mineiro. Mas o presidente do banco diz estar atento às oportunidades para voltar a captar. O Bonsucesso pretende lançar um fundo de direitos creditórios (FDIC) de R$ 500 milhões no fim do primeiro trimestre de 2009. Tudo dependerá, claro, do patamar em que estiverem as taxas dessa operação. "Se continuar mais caro do que cessão de crédito, vamos adiar."
Segundo o presidente, ainda é cedo para falar do balanço do ano, que ainda será impactado pelo comportamento do mercado ao longo de dezembro. Mas a expectativa é fechar o ano com carteira total de crédito em torno de R$ 600 milhões. As operações com aposentados e pensionistas do INSS deverão representar cerca de 50% da carteira. Em 2007, o Bonsucesso registrou um lucro líquido de R$ 80 milhões e um patrimônio líquido de R$ 280 milhões, o que lhe garantiu uma das melhores rentabilidades do setor.
09 de dezembro de 2008. Ivana Moreira, de Belo Horizonte.
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Bicicletas integram transporte do Rio
RIO - Todo cidadão com mais de treze anos e posse de cartão de crédito terá direito ao uso gratuito de uma bicicleta - pelo menos no Rio de Janeiro. O projeto municipal Pedala Rio, que inaugura as oito primeiras estações de empréstimo, em Copacabana, nesta quinta-feira, parte de premissas simples. E, baseado no exemplo europeu, tenta trazer à terra do samba um gingado diferente, onde o ciclismo irá misturar o lazer, na orla, à carência de uma integração com os transportes de massa, no resto da cidade.
Nos primeiros três meses de funcionamento do sistema, cinco estações na orla de Copacabana e três no metrô do bairro irão servir de modelo, junto com Ipanema, Leblon e Lagoa, para as outras 50 áreas que serão atendidas, em 15 meses.
De acordo com Sergio Porto, diretor adjunto do Instituto Pereira Passos, responsável pelo projeto, a idéia é assistir a toda a cidade, fazendo da bicicleta uma peça-chave na integração com ônibus, trem e metrô.
- Não é só lazer, é um modo alternativo de transporte - atenta Porto. - É um serviço fundamental na integração com o sistema de transporte de massa.
Se bem-sucedido, o IPP abrirá licitação para empresas interessadas em administrar as áreas não beneficiadas na primeira fase de implantação do projeto. A Serttel, companhia responsável pela administração da etapa piloto, ficará com a concessão das estações de Copacabana, Ipanema, Leblon, Lagoa, Aterro, Botafogo, Flamengo, Centro e Tijuca.
Segundo Carlos Farache, executivo da Serttel, o cadastro e a utilização das bicicletas acontecerá de maneira simples e rápida. Basta um pré-cadastro na internet e uma ligação para o centro de atendimento do serviço na hora da utilização. As bicicletas ficarão disponíveis por meia hora, mas o uso pode ser renovado gratuitamente 15 minutos após a entrega em uma das estações, todas autônomas e monitoradas eletronicamente.
- A lógica é que haja rotatividade - explica Farache, agregando que o fornecimento do número do cartão de crédito serve de garantia contra casos especiais. - O serviço só é gratuito nos primeiros trinta minutos. Se a pessoa quiser ficar com a bicicleta o dia todo, sem devolver, paga uma taxa. Assim como se a bicicleta desaparecer.
Medidas preventivas já foram pensadas para o caso de assalto a clientes. Os usuários deverão, neste caso, registrar a ocorrência e levar o documento até a empresa, que ainda não contratou uma seguradora para proteger o equipamento. Já no caso de desaparecimento, haverá abertura de processo. Para tentar garantir a segurança dos usuários, vigias circularão de moto e farão ronda nas estações. Qualquer problema no equipamento será resolvido pela equipe móvel da Serttel.
Por Bruna Talarico. 09-DEZ-2008 - JB Online
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Projeto cria pagamento de Zona Azul em SP por celular
A partir de segunda-feira, motoristas que estacionarem nos bairros Cidade Jardim e Jardins poderão comprar créditos de Zona Azul pelo celular. Duas tecnologias serão testadas pela Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) durante seis meses em 3.072 vagas da região - elas representam 10% do total de vagas do sistema de Zona Azul. A Prefeitura pretende expandir a compra eletrônica para toda a cidade até o fim do ano que vem.
A idéia é que os usuários tenham alternativas ao talão de papel, que não deixará de existir. Cada uma das duas tecnologias será testada em bairros diferentes. Nas 23 ruas da Cidade Jardim, onde estão concentradas 1.056 vagas, o sistema é mais simples. O motorista liga para um telefone fixo, faz um cadastramento, fornecendo CPF e dados do cartão de crédito, e compra por R$ 18 o equivalente a 20 créditos de Zona Azul. Para gastá-los, basta ligar para o mesmo telefone e informar o código da vaga, marcado no meio-fio. A contagem de créditos é feita a cada 30 minutos até as duas horas limites ou até o motorista ligar informando que deixará o local.
Para estacionar numa das 2.016 vagas oferecidas nos Jardins, o motorista terá de instalar um aplicativo no celular. Isso poderá ser feito enviando uma mensagem SMS para a empresa responsável pelo sistema ou baixando o programa na internet. A partir daí, a compra de créditos é semelhante à utilizada no sistema pré-pago de telefonia móvel. O motorista tem de adquirir um cartão de recarga e digitar no celular o código de série. O cartão com 20 créditos, para 10 horas de uso, também custa R$ 18. O número da placa do veículo e da vaga são digitados no próprio aplicativo e enviados automaticamente para o sistema. Ao usuário, é reservado um custo-extra: em média, a mensagem de celular no Brasil custa R$ 0,36, a tarifa mais cara da América Latina, segundo levantamento feito pela Claro.
A Zona Azul eletrônica é testada na cidade desde 2006. Na época, a Prefeitura convocou empresas interessadas em desenvolver tecnologias. Cerca de 40 fizeram o credenciamento, mas só três criaram sistemas aplicáveis à capital. O primeiro e mais simples - compra de créditos num posto credenciado, com apenas o cadastramento da placa realizado de forma eletrônica - entrou em operação há dois anos nas 572 vagas da Praça Charles Miller, no Pacaembu. Depois, foi ampliado para o Largo do Arouche e o Aeroporto de Congonhas. "São projetos que podem evoluir para a compra pela web e outras formas de pagamento", disse Celso Buendía, gerente de Estacionamento da CET.
A fiscalização continuará sendo feita por marronzinhos. Ao digitar num celular a placa do veículo, eles receberão os dados para fazer ou não a autuação. Em outubro, a companhia arrecadou quantia recorde em vendas de talões: R$ 4 milhões.
06 de dezembro de 2008 - O Estado do São Paulo Por Naiana Oscar e Vitor Hugo Brandalise
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Faturamento de cartões de crédito será recorde no Natal
O brasileiro deixará para fazer as compras de Natal na última hora. E quando for pagar, utilizará o cartão de crédito, que deve movimentar R$ 25,8 bilhões, segundo a Itaucard. O faturamento será recorde e 20% maior que o mesmo período de 2007.
De acordo com os Indicadores do Mercado de Meios Eletrônicos de Pagamento, produzido mensalmente pela Itaucard, 30,3% das compras do mês deverá se concentrar entre os dias 18 e 24. Segundo a operadora de cartões, "A confiança do consumidor brasileiro continua resistindo às previsões de desaquecimento da economia mundial".
05 de dezembro de 2008 - Mundo do Marketing
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Parcelamentos das vendas de Natal em até 10 vezes em lojas
Lojistas do Pantanal Shopping mantém linhas de crédito e oferecem condições estendidas de pagamento como forma de manter as boas vendas em tempo de crise.
Alheios à possibilidade de crise no próximo ano, os lojistas do Pantanal Shopping têm demonstrado que pelo menos no centro de consumo não falta crédito para os consumidores e apostas de um Natal promissor. As lojas têm oferecido parcelamentos estendidos e facilidades maiores para quem compra no cartão de crédito ou nos crediários próprios. Não é raro encontrar ofertas de até 10 vezes sem juros, uma chance de garantir o presente de fim de ano e fazer render o 13º salário.
Novas lojas reforçarão o período natalino. Ao total serão nove: Loccitane (cosméticos), Equus (roupas), Santa Lolla (sapatos), For Teens (roupas infantil), Morana Novas (bijouterias), Anita (sapatos), Levis (Jeans), Jogê (lingerie) e Damiller (roupas). A expectativa da administração do Shopping é um incremento de 50% nas vendas, em comparação com o mesmo período em 2007, e de que 1,5 milhão de pessoas circulem pelos corredores durante o mês de dezembro. Para sustentar o crescimento e trazer mais comodidade, o Pantanal ampliou em 28% o seu estacionamento e abriu três novas portarias.
Uma das lojas que mais apostam neste período é a Tecelagem Avenida. Para o período natalino a loja preparou uma ampliação física e nova entrada. Ampliou também o quadro de colaboradores, contratando 46 funcionários temporários para o período de festas. A aposta parece estar dando certo. "Já sentimos diferença no primeiro fim de semana antes de dezembro, acredito que foi o 13º salário", afirma o gerente da Tecelagem Avenida, Joilton Dias Duarte. Esperando repetir o sucesso de vendas de 2007, a loja colocou todos os departamentos em promoção com uma média de descontos de 30%, com condições de pagamento de até cinco parcelas sem juros no cartão ou no crediário.
Cotado como um dos principais produtos para este fim de ano, os notebooks já passaram a serem mais procurados desde a última semana de novembro. Para atender ao desejo popular, a Kadri Informática abriu opções de até 10 vezes sem juros no cartão de crédito para a venda de notebooks selecionados e de câmeras digitais, que também continuam sendo muito pedidas.
Outro objeto de desejo nesta época são os celulares. Com novos modelos a cada ano, o desejo de se manter atualizado e moderno se une às facilidades e promoções encontradas especialmente em dezembro. As quatro operadoras de celulares - Brasil Telecom, Claro, Tim e Vivo - oferecem dezenas de opções de aparelhos a custo zero e planos diferenciados especiais para o Natal de pós e pré-pagos.
Gerente de vendas da City Lar, Flávio Calado, espera boas vendas no período e vê em sua loja o caro-chefe deste Natal: as TVs de LCD e Plasma. Calado não acredita em crise para os assalariados e garante que o parcelamento ampliado e sem juros vai garantir a TV que muitos sonham. "É a pedida do momento. Ano passado foram os DVDs. Esse ano é o grande sonho de todo mundo ter a TV de LCD, fininha, em sua sala. A TV Digital está chegando e esse tipo de TV é o que todo mundo quer", conta Calado, que possui em sua loja crédito de até 10 parcelas sem juros.
04 de dezembro de 2008 - O Documento - MT
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Barracas vão aceitar cartão
05 de dezembro de 2008 - Folha de Pernambuco
Comprar uma água de coco na orla de Boa Viagem ficará ainda mais fácil. Esta, como outras pequenas compras, agora podem ser feitas com o cartão de crédito VisaNet. A utilização do plástico já pode ser efetuada em 11 das 61 barracas espalhadas pelo calçadão de Boa Viagem. Com a medida, os barraqueiros da região esperam duplicar as vendas do produto. A previsão é de que, até o fim do ano, 30 barracas ofereçam o serviço.
"Para a parceria com a VisaNet, nós exigimos um grau mínimo de formalidade e muitos barraqueiros não possuem, então, nós estamos auxiliando essas pessoas a sair da informalidade para poder ter acesso a esses e outros benefícios", afirmou o diretor comercial da regional Nordeste da VisaNet, Fábio Camarotti. Segundo ele, a idéia é facilitar a compra do turista e contribuir para o fim da informalidade. "Nós estamos querendo atender a todos os públicos e em todos os mercados. Para isso nós temos uma parceria com a Prefeitura do Recife para auxiliar esses profissionais a sair da informalidade", disse. Para 2009, a VisaNet pretende levar o cartão de crédito ao comércio do Alto da Sé, oferecendo os serviços nas barracas de tapioca.
De acordo com o vice-presidente da Associação dos Barraqueiros de Coco do Recife (ABCR), Márcio Gomes, para contar com o serviço, o barraqueiro precisa pagar o custo da máquina e uma taxa de administração. "Como nós firmamos uma parceria com a VisaNet, teremos um desconto de 70% no custo da máquina, mas, nos primeiros meses, esse valor será gratuito", explicou Gomes. Por operação, os barraqueiros pagarão uma taxa de administração de 2,3%.
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Cartão de crédito resiste à crise e deve faturar R$ 26 bi neste mês
São Paulo, 4 de Dezembro de 2008 - A crise desencadeada pelas hipotecas subprimes, com retração na liquidez global e no crescimento do PIB, ainda não chegou ao setor de cartões de crédito no Brasil. Essa indústria segue em forte expansão - acima de 20% ao ano desde 2004 - e deve registrar o melhor Natal da história. Só em dezembro, o faturamento com cartões de crédito deve atingir R$ 25,8 bilhões, um incremento de 20% sobre igual período de 2007. Os dados fazem parte dos Indicadores do Mercado de Meios Eletrônicos de Pagamento, produzido pela Itaucard, a área de cartões de crédito do banco Itaú.
"Essa indústria segue se beneficiando da substituição dos meios tradicionais de pagamento, como cheque e dinheiro, pelo cartão, por isso mantém os níveis de crescimento", comenta Fernando Teles, diretor de cartões do Itaú. "Outros dois fatores importantes são o avanço da rede de aceitação dos cartões e a forte venda dos plásticos pelos bancos", diz Teles.
Dados da Itaucard mostram que, por conta do Natal, o faturamento do setor em dezembro é bem superior ao registrado nos demais meses do ano. Entre janeiro e novembro, o faturamento médio mensal com cartão foi de R$ 18 bilhões, contra os R$ 25,8 bilhões estimados para dezembro, ou seja, um aumento de 43,4%. A crise de confiança global ainda não chegou ao setor de cartões de crédito.
"Em um primeiro momento, o efeito pode até ser o contrário, ou seja, o consumidor concentrar mais do seu gasto no cartão para ganhar prazo, adequando seu fluxo de caixa à nova realidade", explica Teles. "Este movimento reforça a idéia de que o brasileiro já vê o produto como um importante instrumento de planejamento."
A pesquisa Itaucard mostrou também o comportamento do consumidor ao usar o cartão por ramo de atividade. O segmento que mais ganha espaço na utilização do cartão de crédito projetada para este mês é o de vestuário, com participação de 26% sobre o faturamento total do mês, contra 21% na média de janeiro a novembro. Já o faturamento do ramo de vestuário em dezembro, deve crescer 78,2%, com gastos de R$ 6,689 bilhões contra, na média, R$ 3,7 bilhões nos demais meses do ano. Outros dois segmentos, alimentação e turismo/entretenimento, respondem por 15,7% e 11,7% do faturamento da indústria, respectivamente.
A se confirmarem as estimativas para dezembro, o setor fechará 2008 com 110,2 milhões de unidades no mercado, 18,6% superior ao total de dezembro do ano passado. Em faturamento, o setor deve bater a marca de R$ 223 bilhões, 22,1% sobre 2007. No acumulado entre 2004 e 2008, o faturamento da indústria evoluiu 121% e a quantidade de plásticos cresceu 109%.
Fernando Teles evitou fazer projeções para 2009. "Qualquer previsão hoje é inviável. O cenário precisa se materializar um pouco para estimarmos o comportamento do setor no ano que vem", diz Teles, executivo que responde pelo setor de cartões desde junho. A área de cartões do banco Itaú passou por mudanças recentes com a saída de Fernando Chacon, então diretor de marketing de cartões. O executivo responde agora pela área de clientes de alta renda do Itaú e também pelo Personnalité.
Gazeta Mercantil / Finanças & Mercados - Jiane Carvalho 04-DEZ-2008.
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Brasil corre menos risco de "quebradeira"
A forte retração na oferta de crédito para o consumo deve quebrar mais varejistas nos Estados Unidos nos próximos meses, avalia Ira Kalish, diretor global de pesquisas da firma de consultoria Deloitte para área de bens de consumo e varejo. Algumas redes americanas de médio e até mesmo de grande porte, como a Circuit City, pediram concordata recentemente e espera-se que esse número aumente nos primeiros meses de 2009.
No Brasil, porém, é mais remoto o risco de quebra generalizada de varejistas, prevê Altair Russato, sócio da Deloitte no Brasil para o setor de bens de consumo e varejo. "As redes brasileiras passaram a ser mais conservadoras e apresentam hoje uma estrutura mais sólida de capital do que possuíam no passado", acrescenta o consultor.
Em 1998, muitas redes nacionais foram à lona após um forte aumento na taxas de juros promovido pelo governo, o que causou uma elevação aguda da inadimplência. Na época, grandes varejistas, como Arapuã, Mesbla e Mappin, faliram ou pediram concordata, deixando um vácuo no mercado que seria ocupado mais tarde por outras redes, como Casas Bahia, Magazine Luiza e as cadeias de hipermercados Carrefour, Wal-Mart e Pão de Açúcar (Extra).
Na avaliação do consultor Marcos Gouvêa, da Gouvêa de Souza, a atual restrição no crédito fragiliza as empresas que já não tinham uma situação de caixa muito confortável e esse cenário deve levar a um maior movimento de fusões e aquisições no setor em 2009. No entanto, diz o consultor, há uma diferença muito grande entre os perfis dos consumidores no Brasil e nos Estados Unidos. No mercado brasileiro, o cartão de crédito é ainda um meio de pagamento, enquanto, nos Estados Unidos, os consumidores utilizam o cartão para contrair e rolar dívidas.
"A crise do 'subprime' começou no verão de 2007, mas os consumidores americanos continuaram, mesmo depois disso, contraindo dívidas no cartão de crédito. Esse movimento só foi revertido mais recentemente, quando os bancos deixaram de ampliar os limites e elevaram as taxas de juros (para rolagem dos financiamentos). Isso causou um sério problema para o varejo", afirma Kalish.
Na lista de "vencedores" e "perdedores" com a crise financeira, o consultor americano coloca no primeiro grupo as redes de desconto, como o Wal-Mart, e algumas varejista de vestuário, enquanto as lojas de departamento estão no segundo grupo.
Valor Econômico - 04-DEZ-2008
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CSU CardSystem reforça Conselho de Administração
SÃO PAULO, 1 de dezembro de 2008 - A CSU CardSystem, considerada a maior processadora independente de meios eletrônicos de pagamento do País, anuncia dois nomes de peso para seu Conselho de Administração: Desmond Rowand, ex-presidente da Mastercard Brasil, e Luís Acosta Acosta, ex-presidente da Visa Internacional para a América Latina e Caribe. Os executivos tiveram seus nomes aprovados pelos acionistas da companhia na Assembléia Geral realizada em São Paulo, e - juntamente com os outros conselheiros - participarão do dia-a-dia dos negócios da CSU.
De acordo com o presidente da companhia, Marcos Ribeiro Leite, os novos integrantes - que pela primeira vez atuarão juntos em uma empresa deste setor - possuem muita experiência no mercado latino-americano o que contribuirá também para o processo de internacionalização da CSU no futuro. "A escolha reflete a notória vocação e especialização da companhia no negócio de cartões de crédito, mercado no qual tem liderança absoluta com 52% de market share, mais do que o dobro da segunda colocada", afirma.
A processadora fechou outubro com 640 mil novos plásticos em carteira, sendo cerca de 90% do tipo flex, os cartões de uso amplo. No total, a base de cartões da CSU aproxima-se dos 20 milhões de cartões e bate recordes sucessivos, como o registrado no último dia 14 de outubro, auge da desvalorização do Ibovespa, quando foram incorporados mais de 110 mil novos plásticos, quando a média diária em um mês normal é de cerca de 23 mil cartões.
"O motivo é simples: o cartão de crédito não é só crédito. Na verdade é um serviço financeiro e a maneira mais correta de distribuir crédito massificado para pessoas físicas, portanto, com o aperto ao crédito, o cartão passou a ser a modalidade de financiamento mais acessível", finaliza o presidente da CSU.
(Redação - InvestNews)
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Governo pressiona e BB reduz juros
Os bancos oficiais iniciaram ontem uma rodada de cortes nos juros. O Banco do Brasil reduz, a partir de hoje, o custo dos empréstimos a pessoas físicas e empresas. A taxa mínima do crédito rotativo do cartão de crédito, por exemplo, caiu de 4,23% ao mês para 3,79%. A Conta Garantida, espécie de cheque especial das empresas, foi reduzida de 2,62% para 2,25%. A Caixa Econômica Federal informou que deve anunciar na semana que vem o corte dos juros nas operações de crédito às empresas.
Ontem, em depoimento no Congresso Nacional, o presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles, disse que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva orientou os bancos a adotar o papel de liderança na ampliação da oferta de crédito e redução do custo dos empréstimos. A ordem foi dada na semana passada, quando ele se reuniu com os presidentes das instituições financeiras federais. Segundo técnicos, naquela reunião, o presidente teria se mostrado irritado com o fato de os juros estarem subindo, inclusive nos bancos oficiais.
O BB, porém, nega que sua decisão seja decorrente de uma diretriz ditada pelo presidente Lula. "Desconheço essa orientação", disse o vice-presidente de Finanças, Mercado de Capitais e Relações com Investidores do Banco do Brasil, Aldo Luiz Mendes. Ele afirmou que o corte dos juros é fruto de uma "lei irrevogável": oferta e procura.
Segundo o executivo, o agravamento da crise financeira, a partir de setembro, levou a um sumiço drástico das linhas de crédito. Nesse quadro, os poucos bancos que seguiram emprestando aumentaram a taxa de juros. Foi o caso do BB.
No entanto, medidas do governo, como a liberação de recursos do compulsório (que os bancos têm obrigatoriamente de depositar no BC) e os leilões de dólares para atender aos exportadores, melhoraram as condições de liquidez do mercado, de forma que os bancos voltaram a emprestar.
Mendes disse que o Banco do Brasil vem oferecendo Adiantamento de Contrato de Câmbio (ACC) a exportadoras, mas muitas delas recusam. "Não aceitam mais o preço que vinha sendo praticado." Essa é a razão principal pela qual o BB decidiu cortar suas taxas, disse Mendes. Ele explicou que os juros não retornarão de imediato aos níveis pré-crise porque a taxa de risco está mais elevada, assim como as taxas de juros futuros.
O governo está preocupado com a alta do custo do crédito. Anteontem, o BC informou que a taxa média de juros dos empréstimos subiu de 40,4% ao ano em setembro. Nos bastidores, a avaliação é de que o "sumiço" das linhas de crédito, depois do agravamento da crise, começou a ser superado. O problema, dizem técnicos, é que o aumento da liquidez não vai garantir a dinamização da economia se os empréstimos ficarem mais caros.
O Estado de São Paulo - 27 de novembro de 2008 Por Fabio Graner e Lu Aiko Otta
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EUA: mais US$ 800 bi para reativar crédito
O governo americano anunciou ontem mais um pacote para estimular a economia. Serão usados US$ 800 bilhões para reativar o crédito aos consumidores e às pequenas empresas, com preocupação especial em dar fôlego no mercado imobiliário. "É muito importante que o crédito esteja disponível porque n economia está desacelerando de forma dramática", disse o secretário do Tesouro, Henry Paulson. A primeira parte do programa prevêousodeUSS100bilhões para a compra de dividas das agências imobiliárias Fannie Mae e Freddie Mac. Mais US$ 500 bilhões serão aplicados na aquisição de títulos financeiros baseados em hipotecas imobiliárias. O objetivo é fortalecer as duas agências para que elas possam reduzir os juros cobrados dos compradores de imóveis. Além disso, serão reservados US$ 200 bilhões para empréstimos a detentores de papéis financeiros baseados em financiamentos de automóveis, crédito estudantil e dívidas de cartão de crédito. Os pacotes de estímulo à produção lançados nos últimos dois meses por governos de vários países já somam US$ 2,3 trilhões, relata de Genebra o correspondente Jamil Chade. Essas cifras não incluem os quase US$ 7 trilhões usados para salvar operações bancárias e garantir o funcionamento dos mercados financeiros.
Patrícia Campos Mello - Correspondente em Washington 26 de novembro de 2008 - O Estado de São Paulo
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Cartões para pequenas empresas
O cartão de crédito é fonte de financiamento de 38% das pequenas e médias empresas (PMEs), segundo estudo realizado com 1.200 PMEs no Brasil e na América Latina. A pesquisa foi encomendada pela Visa e realizada pela Nielsen Company. Embora 28% dessas companhias possuam cartão empresarial, metade usa o pessoal para a realização de negócios, o que confirma a falta de separação entre os assuntos privados e da empresa. Segundo Allen Cueli, diretor de Soluções Comerciais da Visa, o dinheiro de plástico ainda não está difundido entre pequenos e médios empresários. Nada menos que 70% usa formas tradicionais de pagamento, como dinheiro (41%), cheque (27%) e bolero bancário (25%).
POR MÁRCIA PINHEIRO
23 de novembro de 2008 - Revista Carta Capital
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Atrasos nas linhas do varejo são os mais altos
O fim do ano pode marcar uma queda de braço entre os varejistas e as financeiras. As parcerias celebradas como solução para alavancar as vendas no comércio apontam para uma disputa de interesses acirrada por conta da crise. Enquanto os bancos estão mais seletivos para enfrentar a turbulência global, os lojistas querem que o crédito ajude a reverter a expectativa de queda de faturamento no Natal.
Os dados de inadimplência mostram que as linhas de financiamento ao consumo das financeiras apresentam os maiores patamares. O CDC lojista tem atrasos em 13,4% da carteira, em setembro, enquanto o rotativo do cartão de crédito, cerca de 25%, de acordo com dados do Banco Central. (Segundo estatísticas da Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços - Abecs, incluindo o parcelado lojista a inadimplência cai para cerca de 9%).
Essa condição de maior risco cria basicamente duas situações distintas. Grandes lojas que administram suas próprias financeiras estão mais restritivos na concessão de crédito, mas acreditam que força de venda de Natal é mais importante do que a parcimônia nos empréstimos. Já quem depende de um banco externo ou parceiro, pressiona por mais recursos para alavancar as vendas.
Fernando Manfio, sócio da consultoria Witrisk, especialista em avaliação de risco conta que as financeiras dentro do varejo já está restringindo entre 10% e 20% do crédito.
Se é uma instituição financeira, que tem estrutura de gestão, afirma Manfio, a restrição começa pela própria modelagem por nível de risco, diminuindo o percentual de empréstimo sem precisar mudar processo na ponta. Empresas que não têm essas ferramentas, reduzem as concessões pelo limite de recursos disponível e também passam a exigir mais documentação.
Ele afirma que os dois lados precisam ceder em algum aspecto. "A venda é importante para a empresa, mas a inadimplência pode comprometer o resultado no futuro. Para o banco, também não é interessante parar totalmente, porque essa é uma época importante", pondera.
Marcel Solimeo, superintendente Associação Comercial de São Paulo (ACSP), afirma que as grandes lojas estão procurando manter os prazos, pois isso é vital para o comércio. Mas mesmo no caso das lojas que financiam seus próprios clientes, há uma dependência do mercado financeiro.
"Mesmo no caso do varejista que banca o próprio crédito do cliente, uma parte é de recursos próprios, mas uma parte é de capital de giro ou de desconto de recebíveis, seja cartão ou cheque. De qualquer forma, precisa do crédito bancário. Mas até o fim do ano ele deve conseguir manter o crédito", avalia.
Álvaro Musa, sócio da Partner acredita que em 2009, o crédito de curto prazo deva voltar em níveis perto do normal. Já nas modalidades de mais longo prazo, a dificuldade será maior. "Linhas ligadas a varejistas, como financiamento de roupas e eletrodomésticos não têm grandes crises".
Apesar disso, ele acredita que as parcerias bancos com varejistas precisam ser rediscutidas dado o novo cenário mundial de escassez de crédito. "Os modelos de negócios vão passar por um redesenho em termos de risco e de funding", afirma.
24 de novembro de 2008 - Valor Econômico
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Crise não abala otimismo do comércio varejista do Rio
RIO DE JANEIRO - Pesquisa divulgada nesta terça-feira (18) pelo Centro de Estudos do Clube dos Diretores Lojistas do Rio de Janeiro (CDL) mostra que o crédito mais seletivo e a redução dos prazos de pagamento não acabaram com o otimismo do comércio lojista fluminense com as vendas para o Natal. A expectativa do setor é de vender mais 5% do que no ano passado. O Natal de 2007 foi o melhor dos últimos cinco anos, com crescimento nas vendas de cerca de 13%.
A pesquisa ouviu 750 lojistas da Cidade do Rio de Janeiro para conhecer a expectativa dos empresários para o Natal.Os lojistas estimam que o preço médio dos presentes por pessoa seja de R$ 100,00 e que os clientes utilizem o cartão de crédito como forma de pagamento, seguido do cheque pré-datado, cartão à vista, dinheiro e a prazo.
A pesquisa revela também que muitos lojistas fizeram contratações temporárias para o período de fim de ano, lançaram produtos e investiram no treinamento para melhorar o atendimento. Brinquedos, roupas, calçados, eletroeletrônicos, celulares, jóias e bijuterias são os produtos que devem vender mais, segundo os pesquisados.
O economista do Clube dos Diretores Lojistas do Rio de Janeiro CDL-RJ, Fernando Melo lembrou que o aumento da massa salarial e do nível de emprego dos últimos meses têm aumentado o poder de compra do consumidor e seu comportamento pró-consumo.
"Acredito que até o final do ano as vendas continuem se comportando de uma forma positiva. Um crescimento entre dois e três por cento e até cinco por cento, acho um crescimento razoável".
18 de novembro de 2008 - DCI Online
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Cetelem vai expandir serviços do cartão Aura
SÃO PAULO - A partir da parceria da Cetelem, financeira do grupo BNP Paribas, com a MasterCard e com a Redecard, clientes do cartão Aura poderão utilizar o serviço no próximo mês em mais de 1,3 milhão de estabelecimentos comerciais em todo o Brasil onde atualmente são aceitos os cartões MasterCard. O acordo, anunciado ontem, prevê a conversão da atual base de mais de 3 milhões de cartões Aura em cartões da bandeira compartilhada (co-branded) Aura-MasterCard nos próximos cinco anos.
Segundo Franck Vignard-Rosez, diretor executivo de Marketing e Desenvolvimento da Cetelem Brasil, a expectativa é emitir 2 milhões de novos cartões Aura-MasterCard até 2014. "Buscamos trazer mais serviços aos clientes Aura, mais valor aos cartões emitidos pelos nossos parceiros, e portanto teremos, com este movimento, um aumento na ativação e no faturamento", afirma .
A Cetelem e a MasterCard são parceiras na Europa e contam com mais de 7 milhões de cartões emitidos. "A escolha da MasterCard não foi por acaso. Emitimos cartões MasterCard em diversos países e sabemos que é um parceiro que, como a Cetelem, sabe se adaptar à velocidade do varejo." Vignard-Rosez acrescenta que no Brasil, com a expertise da Redecard em tecnologia e segurança, foi possível inovar ainda mais com a aceitação em toda a base de estabelecimentos credenciados à Redecard em um único dia.
Segundo o presidente da MasterCard Brasil, Gilberto Caldart, a aliança traz diversas vantagens para todos os envolvidos. "O banco fideliza seus clientes graças à oferta de um produto com mais valor agregado; os comerciantes beneficiam-se do aumento do fluxo de portadores de cartão Aura na rede de aceitação de 1,3 milhão de estabelecimentos comerciais; e os usuários finais poderão usar seus cartões nessa ampla rede de aceitação em todo o Brasil, com muito mais conveniência, segurança e praticidade."
Para Ronaldo Varela, diretor executivo de Produtos e Emissores da Redecard, devido a constantes investimentos em tecnologia, a aceitação dos cartões Aura em todos os estabelecimentos credenciados à Redecard se deu de forma rápida.
Parceria
A Cetelem é a financeira líder na Europa, com 30 milhões de clientes e 29 mil colaboradores. No Brasil desde 1999, a Cetelem é pioneira na oferta de cartões com bandeira compartilhada com o varejo. A MasterCard é uma das principais bandeiras de cartões do mundo, processando mais de 18 bilhões de pagamentos a cada ano. A Redecard captura e transmite as transações com os cartões de crédito das bandeiras MasterCard e Diners, operando 1,8 bilhão de transações por ano.
19 de novembro de 2008 - DCI Online
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Cartão empresarial é fonte de financiamento
SÃO PAULO, novembro de 2008 - O estudo "Perspectivas das PMEs no Brasil e na América Latina", encomendado pela Visa (NYSE: V) e conduzido pela The Nielsen Company, revelou que o cartão empresarial é fonte de financiamento para 38% das PMEs entrevistadas que utilizam o crédito para desenvolverem seus negócios. Embora 28% das PMEs pesquisadas possuírem o cartão empresarial, quase a metade declara utilizar os cartões pessoais para o uso do negócio, o que confirma a falta de separação entre os assuntos pessoais e os da empresa. Ao mesmo tempo, 79% delas disseram que a divisão dessas despesas é importante, mostrando que cartões empresariais, como o Visa Empresarial, podem ajudar a resolver a questão, ao mesmo tempo que oferecem uma linha de crédito diferenciada e promoções específicas para esse segmento.
"As PMEs constituem um segmento estratégico para a Visa", afirmou Allen Cueli, Diretor de Soluções Comerciais da Visa Inc. América Latina e Caribe. "O cartão Visa Empresarial oferece benefícios tangíveis como acesso ao crédito, além de simplicidade e eficiência em processos de pagamento. O estudo revelou a importância do acesso ao crédito para o crescimento do segmento, assim como a necessidade de migrar de meios de pagamentos ineficientes como cheque e dinheiro para meios eletrônicos de pagamento", conclui o executivo.
Devido ao fato dos instrumentos de pagamento empresariais ainda não serem amplamente difundidos no País, 70% das PMEs entrevistadas continuam usando métodos de pagamento como o dinheiro (41%) e o cheque (27%), sendo que nota-se uma grande diminuição desse último (38% em 2007). Cerca de 25% das empresas entrevistadas, afirmaram utilizar o boleto bancário.
A oportunidade de utilizar meios de pagamento eficientes e modernos é uma realidade para todas as PMEs, independentemente de seu tamanho e os cartões empresariais, como o Visa Empresarial, destacam-se nesse cenário, pois podem simplificar todos os processos de pagamento, ajudam a solucionar o problema de capital de giro e facilitam o fluxo de caixa da empresa.
Outros resultados revelados pela pesquisa: · Aproximadamente 23% das empresas entrevistadas disseram fazer uso do crédito, porcentagem muito similar à do ano anterior.
· A maioria das pequenas empresas da AL entrevistadas considera mais simples se registrar e operar como pessoa física ao invés de jurídica. O Brasil é a exceção, sendo o país com o maior índice de empresas registradas como pessoa jurídica (73%). No entanto, o nível de formalidade mostra uma leve queda em relação à pesquisa do ano passado, em particular no Rio de Janeiro.
· 86% dos donos de empresas entrevistadas no Brasil estão bancarizados em nível pessoal. O nível de bancarização empresarial é menor, registrando 61%. Ou seja, a maioria das PMEs já possui relação com o banco, mas como consumidor e não como empresa.
· Em São Paulo e no Rio de Janeiro, a bancarização pessoal e o número de pessoas entrevistadas que possuem cartões aumentaram em relação ao ano anterior. Em Porto Alegre, no entanto, os níveis de bancarização são mais baixos.
· Mais de 60% das empresas entrevistadas disseram ter um telefone celular específico para o seu negócio e mais de 50% possuem um computador da empresa. Além disso, 45% navegam pela Internet para fazer negócios.
· O estudo revela que a mediana de vendas anuais das PMEs brasileiras entrevistadas é de US$ 43.800, ou seja, US$ 3.650 mensais. Esse aumento está alinhado com a tendência regional, onde também se percebe um aumento nominal nas vendas. Os faturamentos de vendas no Brasil são mais altos que a mediana regional. Esse aumento é maior quando se analisa o Rio de Janeiro e São Paulo, excluindo Porto Alegre que possui um faturamento e um gasto menor.
Metodologia
Para a segunda edição do estudo, "Perspectiva das PMEs no Brasil e na América Latina", foram entrevistas 1200 PMEs de cinco países da América Latina e do Caribe (Argentina, Brasil, Colômbia, México e Peru). Micro empresas possuem de 1 a 10 funcionários, pequenas empresas entre 11 e 25 e médias de 25 a 50 funcionários. As entrevistas foram feitas entre julho e agosto de 2008 com o objetivo de conhecer em profundidade como funcionam as PMEs e quais são os hábitos de pagamento e financiamento, assim como, identificar os desafios e as oportunidades que essas empresas enfrentam desde uma perspectiva financeira e de mercado.
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Lojas elevam juros para fugir da inadimplência
DCI OnLine - 17 de novembro de 2008
SÃO PAULO - O Grupo Guararapes Confecções, controlador da Lojas Riachuelo, e a Globex Utilidades, administradora da rede Ponto Frio, começaram a adotar uma tendência internacional que tem ganhado fôlego no varejo: aumentar os juros nas compras parceladas como alternativa para incentivar a venda à vista. A estratégia visa a combater uma possível alta das taxas de inadimplência do comércio, em decorrência da redução do crédito e de alguns anúncios de demissões na indústria.
As redes, importantes players do mercado, começaram a modificar suas ações nesse sentido para atrair aos pontos-de-venda consumidores mais seletos, com dinheiro no bolso para o pagamento no ato, distanciando-se da prática da gigante Casas Bahia, pioneira na oferta do chamado parcelamento "a perder de vista".
Na Lojas Riachuelo a medida adotada na taxa de juros dos pagamentos parcelados foi elevá-la de 4,9% para 5,9% ao mês. Além disso, desde o mês passado a rede de vestuário eliminou o período de carência para início do pagamento, nas vendas a prazo, que chegava a 100 dias. "O cenário macroeconômico fez com que redobrássemos a atenção para conceder crédito ao cliente", afirmou Tulio Queiroz, gerente de Relações com Investidores da rede de lojas de departamentos nascida em Pernambuco.
Outra prova deste movimento é o volume de compras à vista na varejista no terceiro trimestre, que contabiliza um discreto aumento de 2,5%, chegando a 22,8% do total de vendas da rede. O private label Cartão Riachuelo teve participação de 59,8% nas vendas, ante 66,5% no mesmo período de 2007. De acordo com Queiroz, esta política de crédito deu sinais de mudança já no início do ano, com cautela na concessão de crédito e ênfase na escolha de melhores clientes. Inclusive, "nas operações de empréstimo pessoal, houve uma pequena redução da carteira".
Na avaliação de Flávia Ghisi, professora do Programa de Administração de Varejo (Provar/FIA), ao depararem-se com juros mais elevados, os clientes desistem de comprar com pagamento a prazo, pois seu valor final será muito alto. "Conseqüentemente, os comprador toma menos empréstimo, e as empresas reduzem o risco de calote, uma vez que parte da receita delas vem da carteira de financiamento", analisou a especialista em varejo.
Resultados
A controladora da Riachuelo (Guararapes) viu lucro líquido de R$ 24,496 milhões no terceiro trimestre do ano, depois de benefício fiscal, mostrando queda de 53,2% em relação ao mesmo período de 2007. O gerente de Relações com Investidores do grupo, Tulio Queiroz, crê que o cenário internacional impactará no nível de confiança do consumidor, podendo diminuir o consumo. Por isso, o preço será fator prioritário neste fim de ano.
Em entrevista recente ao DCI, Flávio Rocha, presidente da companhia, garantiu que os planos para 2009 permanecem sem alterações. "Investiremos R$ 250 milhões na abertura de novas lojas e concentraremos nossos esforços no Rio de Janeiro." A decisão da Lojas Renner de comprar a carioca Leader Magazine poderá tornar a conquista do mercado no estado um pouco mais fácil.
De olho no público de poder aquisitivo menor, a empresa da família Rocha - 82% de cujo capital estão sob seu controle - também enfocará a venda de produtos para o público infantil e feminino da linha "Vale a pena", com valores mais acessíveis voltados para esta parcela da população. A companhia, hoje com 96 filiais, pretende iniciar o mês de dezembro com 102 lojas. Em setembro, a rede implantou um centro de distribuição em Guarulhos (SP) que começou atendendo 17 lojas, e hoje soma 64.
Eletroeletrônicos
O Ponto Frio, segunda maior rede de eletrodomésticos, eletroeletrônicos e móveis, foi outra empresa que viu suas vendas à vista progredirem no último trimestre, ao atingir 39,1% frente aos 37% no mesmo trimestre do ano passado. O mesmo ocorreu com o private label Cartão Ponto Frio Flex - em parceria com o Unibanco , com 997 mil cartões emitidos desde setembro -, que detém 19% das compras, tirando expressiva fatia das vendas no tradicional carnê, que em 2007 estavam em 37,3% e atualmente perfazem apenas 12,9%.
O presidente da companhia, Manoel Amorim, destaca que a rede "passa por uma transição no modelo de financiamento, saindo dos carnês e migrando para operações com cartão de crédito. Melhoramos de forma significativa nossa operação", afirmou. A varejista incentiva os planos em até dez prestações, mas mantém as vendas com pagamento em até 24 vezes.
Formada por 445 unidades, 56 a mais que no mesmo trimestre de 2007, a companhia da família Safra reverteu a tendência de queda e alcançou lucro líquido de R$ 7,4 milhões, ante prejuízo de R$ 12,7 milhões em 2007. "Merece destaque o fato de termos logrado um crescimento saudável na receita. Cerca 30% das pessoas que pedem crédito nas lojas são atendidas", destacou Amorim.
Ainda nos resultados da companhia, o executivo comemorou o aumento do tíquete médio, resultado de dez lojas que foram inauguradas no trimestre com investimento de R$ 17 milhões. A política de desativar lojas não rentáveis ainda é mantida: duas lojas foram fechadas nos últimos meses.
A respeito da crise, o presidente avaliou que, se a situação não se agravar no Brasil, será uma boa oportunidade. "Players de grande porte, que são companhias familiares e de capital fechado, estão em situação delicada com a concessão de crédito e a subida da inadimplência", disse. Sobre estoque, ele afirmou que fez ótimas negociações com os fornecedores, com prazo mais longo e garantia de preço competitivo.
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Credicard volta à mídia
São Paulo, 14 de Novembro de 2008 - A marca Credicard, uma das mais tradicionais da área de cartão de crédito, está de volta à mídia com uma campanha nacional. Primeira ação desenvolvida pela Publicis Brasil para esse cliente, a ação adota o mote "O melhor da vida passa por aqui" . O objetivo é apresentar a marca Credicard Citi como um "passaporte para a realização dos sonhos dos clientes".
A ofensiva de mídia marca uma nova fase na história da Credicard, que a partir de 1 de janeiro de 2009 passará a ser exclusiva do Citigroup - até agora, a marca é compartilhada com o Itaú.
"Estamos em um momento muito especial", afirma o presidente da companhia, Leonel Andrade. "Concluímos o processo de migração de todo o sistema e agora o Citi passa a ter todo o controle da operação Credicard. Assim, ingressamos em uma fase de desenvolvimento de produtos. Seremos mais agressivos no mercado", diz Andrade.
"A partir de 1 de janeiro do ano que vem, teremos total liberdade para o uso da marca, que pode remeter a produtos e promoções, não necessariamente somente para o segmento de cartões de crédito", conta Andrade, que não revela o valor investido na campanha. "O valor desta ação representa 15% da verba anual de marketing da companhia", completa.
Ele diz que pode ocorrer alguma mudança na marca no ano que vem, mas não revela mais detalhes sobre o assunto. "Ainda estamos decidindo sobre isso e não posso revelar mais informações", afirma o executivo.
História
A Credicard foi a primeira administradora de cartões de crédito no Brasil. Ela chegou ao País por meio de uma parceria entre o Citigroup, o Itaú e o Unibanco. A administração da companhia, por contrato, era feita pelo Citigroup devido ao conhecimento do mercado de cartões de crédito, ainda uma novidade para o brasileiro. No meio do caminho, tanto Unibanco como Itaú desenvolveram suas próprias áreas de cartões e o Unibanco vendeu sua parte para os dois sócios. Depois de um período, Citi e Itaú dividiram a companhia criando, em 2006, a Credicard Itaú e a Credicard Citi - o Citigroup sempre teve a opção de compra da marca.
A campanha conta com dois filmes para cinema, internet e TV, que serão veiculados em canais abertos e por assinatura, além de mídia impressa. Outra aposta na comunicação fica por conta das peças veiculadas na internet, assinadas pela AgênciaClick.
Atualmente, a Credicard Citi possui uma base de seis milhões de cartões e responde por 15% do faturamento dos cartões de crédito no Brasil. Com as ações de marketing previstas para a marca no próximo ano, o objetivo é crescer a base pelo menos 50% nos próximos três anos.
Alto padrão
Além disso, Andrade conta que uma das estratégias da companhia é aumentar a atuação no segmento de alto padrão, conhecidos como cartões gold, platinum, black. "Queremos dobrar nosso volume de cartões nesse setor nos próximos três anos", afirma o executivo.
A previsão para 2008 é que a indústria de cartões de crédito cresça de 15% a 17%. No ano passado o crescimento foi de 22%. Para 2009, Andrade projeta um crescimento tímido, que "dificilmente chegará a 10%", afirma.
(Gazeta Mercantil/Caderno C - Pág. 8)(Sheila Horvath)
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MasterCard foca os lojistas e o débito
A MasterCard quer ser a melhor bandeira de cartão de crédito para os lojistas trabalharem. A empresa promete novos produtos, serviços e até consultoria para os estabelecimentos comerciais afiliados. Quem afirma é Gilberto Caldart, o novo presidente da bandeira, que tomou posse há uma semana após passar mais de 25 anos no Citibank.
A relação entre estabelecimentos comerciais e o setor de cartões de crédito é cheia de conflitos, principalmente com queixas vindas dos lojistas, que reclamam das altas taxas cobradas por cada transação nas máquinas leitoras. No início do ano, lojas do Sul ameaçaram boicotar os cartões da MasterCard.
"Queremos ser a bandeira preferida do lojista", diz Caldart. A MasterCard tem uma base de 1,304 milhão de estabelecimentos comerciais cadastrados pela Redecard, a empresa responsável por afiliar os pontos. Caldart foi um dos conselheiros da Redecard.
Para os portadores do cartão da bandeira, Caldart também promete criar produtos novos e também ações educacionais. Por fim, para os bancos que emitem os cartões da marca, o foco são novas tecnologias e também em consultoria. Uma das estratégias será o cartão de débito, que tem crescido mais que os plásticos de crédito nos últimos anos.
Com apenas uma semana na casa, o executivo ainda trabalha a estratégia da bandeira. A meta, diz ele, é crescer acima do mercado. Para Caldart, o setor varejista tem grande espaço para aumentar operações. Ainda há muitos cartões de lojas com marca própria ("private label") que podem receber uma bandeira de aceitação internacional. Lojas como Ponto Frio e Magazine Luiza, por meio de parcerias com bancos, lançaram plásticos de suas redes com a bandeira da MasterCard.
Caldart também acumulará a função de supervisionar as operações da MasterCard no Peru, Bolívia e Venezuela. Richard Hartzell, presidente da bandeira para América Latina, que estava em São Paulo ontem, afirma que Caldart pode levar experiências bem-sucedidas no Brasil para esses outros países.
No terceiro trimestre, os cartões da marca movimentaram US$ 48 bilhões na região, aumento de 15,5%. O número de plásticos chegou a 110 milhões, com expansão de 19%. A bandeira não informa os números por país, apenas por região. No Brasil, a bandeira promete continuar com ações no esporte. Para 2009, será uma das co-patrocinadoras da Fórmula 1.
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Itaú e Unibanco terão 36% do setor
O banco que surgir da fusão do Itaú com o Unibanco vai responder sozinho por 36% do volume que é movimentado pelo setor de cartões de crédito no país. Considerando as projeções para 2008, que indicam giro de R$ 224 bilhões com os plásticos, nada menos que R$ 80 bilhões viriam dos cartões dos dois bancos juntos.
A fusão também vai criar o maior emissor do país, responsável por um terço do mercado. A base seria de 33,5 milhões de cartões, sem contar os 10 milhões de plásticos da bandeira Hipercard, do Unibanco, e ainda os cartões de débito.
Fernando Chacon, diretor de marketing do Itaú, promete números consolidados dos cartões dos dois bancos assim que a fusão for aprovada pelo Banco Central. Por enquanto, pouco se sabe como será a junção das duas áreas de cartões. O Unibanco tem uma operação grande e o Itaú aumentou ainda mais sua fatia do mercado quando a Credicard foi separada, em 2006, e metade da base ficou com o Itaú e a outra metade com o Citibank.
Desde então o Itaú virou líder no disputado mercado. Segundo Chacon, após a cisão da Credicard, o banco passou por um período de adaptação, com a integração da nova base. Agora, com o processo concluído, voltou a crescer. A participação do banco no mercado de cartões subiu de 21,8% em julho para 22,6% agora. Segundo ele, novos produtos - como o cartão para a alta renda que tem mais milhas aéreas por gasto (cada US$ 1 dá direito a 1,5 milha) - têm feito o Itaú crescer em todos os segmentos e com ativação do cartão, de 74%, maior que a média do mercado (60%).
A fusão, diz Chacon, vai fortalecer o banco também no credenciamento de estabelecimentos comerciais. O banco terá duas credenciadoras. A Redecard (que afilia pontos para a bandeira MasterCard) e a Hipercard (que faz credenciamento próprio).
Chacon, que veio após a cisão da Credicard, está deixando a área de marketing do banco para assumir os negócios da área de pessoas físicas de alta renda. Quem deixou a área de cartões do Itaú recentemente foi o diretor Miltonleise Carreiro. Ex-banco ibi, ele havia sido contratado no final do primeiro semestre.
Valor Econômico 12-11
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Cartões devem bater recordes no Natal
Por Altamiro Silva Júnior, de São Paulo
Em tempos de crise global, o setor de cartões de crédito no Brasil se prepara para ter o melhor Natal da história. Puxado pelas vendas de final de ano, os plásticos devem movimentar R$ 26 bilhões em dezembro, um recorde para o período e 20% maior que o mesmo mês de 2007, mostram projeções da Itaucard divulgadas ontem.
A conclusão do levantamento do Itaú é que a crise ainda não chegou no setor, que vem mostrando taxas mensais de expansão sempre acima dos 20%. Mesmo em outubro, no auge da quebradeira de bancos pelo mundo e da queda das bolsas, o setor cresceu 21,3% e movimentou R$ 20 bilhões. Para este mês, a projeção é de alta ainda maior que no mês passado. Segundo as projeções, os cartões devem crescer mais 22% em novembro.
"A despeito de qualquer cenário global, o setor de cartões de crédito no Brasil continua crescendo vigorosamente", diz Fernando Chacon, diretor de marketing do Itaú.
Pelo menos cinco fatores contribuem para a expansão do setor, segundo Chacon. O mais importante deles é a crescente substituição do uso de cheques por cartões. Estimativas do banco mostram que, este ano, o total de transações com cartões vai ser o dobro do número de cheques compensados (2,8 bilhões frente a 1,4 bilhão, respectivamente). Há dez anos, eram 500 milhões de pagamentos com cartões frente a 2,8 bilhões com cheques.
Chacon avalia que, apesar desse crescimento, o país chegou a ter em 1994 em torno de 4,1 bilhões de cheques compensados, enquanto os cartões estão chegando agora a 2,8 bilhões de transações. Ou seja, considerando o que já foi feito pelos cheques no passado, há potencial para aumentar ainda mais as operações com cartões.
Os outros fatores citados por Chacon são o aumento do número de plásticos no mercado aliado à expansão do número de estabelecimentos que aceitam cartões. O país deve encerrar o ano com 110 milhões de plásticos, crescimento de 18%. O número de pontos cadastrados deve bater em 1,4 milhão de estabelecimentos, 367% maior que há dez anos. "Vale lembrar que está ocorrendo uma maior distribuição geográfica destes pontos, em outras regiões do país e nas periferias das grandes cidades."
Por fim, Chacon cita o maior uso do cartão como meio de financiar compras e o aumento do hábito de uso dos cartões pela população, que vêm usado o plástico cada vez mais em compras de menor valor. No caso do crédito, o saldo das operações no Banco Central, que inclui o parcelado com e sem juros no cartão e o crédito rotativo, chegou a R$ 63 bilhões em setembro, 29% a mais que em igual mês de 2007.
Segundo Chacon, há o risco de uma maior inadimplência em 2009, mas os números até agora não sinalizam aumento para este ano. Outra possibilidade são os lojistas reduzirem o número de pagamentos nas compras parceladas sem juros em um cenário de crédito escasso e com o setor precisando de capital de giro.
Atualmente, o parcelamento médio é de quatro vezes, mas várias redes oferecem compras em até 12 vezes pelo cartão. O parcelado sem juros já responde por 51% do volume mensal movimentado pelos cartões. Pelo menos para o Natal, avalia Chacon, a expectativa é que não haja mudanças. Em conversas com executivos do setor de supermercados, Chacon relatou que eles têm tido recordes de itens vendidos e de volume movimentado. No Natal, as vendas parceladas no cartão chegam a representar 55% do que é gasto com os plásticos - o que daria um total de R$ 14 bilhões para o próximo mês.
Valor Econômico 12-11
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Lojas Americanas busca maior rentabilidade
A crise financeira internacional não é, por enquanto , motivo de preocupação para a Lojas Americanas. A companhia, uma das principais varejistas do País, está esperando um Natal de boas vendas e otimista em relação a 2009. "O Brasil de verdade são os consumidores que não estão na bolsa, e têm recursos para manter suas compras no final do ano", disse o diretor financeiro e de relações com investidores da companhia, Roberto Martins, em teleconferência com analistas de mercado na última sexta-feira. "O cenário não é tão ruim quanto muitos estão falando", diz.
A varejista encerrou o terceiro trimestre deste ano com um crescimento de 29,5% em sua receita líquida, que chegou a R$ 265,5 milhões. O lucro líquido do período cresceu 76,5% para R$ 15 milhões. E o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) chegou a R$ 98,8 milhões, uma alta de 40,9%.
Neste ano, a empresa investiu R$ 172,5 milhões em reformas de lojas e expansão da rede, formada hoje por 448 lojas. Desde janeiro, 38 unidades foram abertas e outros 17 pontos-de-venda estão com inaugurações programadas até dezembro. A empresa também está ampliando sua presença física em mais 30 novas cidades - foram 21 municípios de janeiro a outubro, e mais nove cidades até o final do ano.
O plano de expansão de 2009, no entanto, ainda não foi divulgado. "O custo do capital ficou mais caro. Vamos avaliar alternativas neste final de ano", disse Martins, não demonstrando preocupação em superar o número de lojas abertas este ano. "Nosso objetivo é abrir lojas mais rentáveis."
Em 2009, a varejista - que encerrou o terceiro trimestre com uma carteira de 1,9 milhão de cartões emitidos - quer dobrar sua base de plásticos através da Financeira Americanas Itaú (FAI). No final de outubro, a participação dos cartões FAI (private label e co-branded) ultrapassou 13,5% das vendas da Lojas Americanas. "O que temos tentado fazer, e tem dado certo, é aumentar a participação dos nossos cartões nas vendas", afirma. A expectativa é de que até o final do ano a participação suba para 15%.
O serviço de recebimento de faturas nos caixas das Lojas Americanas, implantado no segundo semestre deste ano, atingiu em outubro uma participação de 44% do total de faturas recebidas. Do total de clientes que pagaram faturas dentro da Lojas Americanas, 31% efetuaram novas compras no mês.
As ações da Lojas Americanas encerraram a sexta-feira cotadas a R$ 6,24, uma alta de 4,87%. No entanto, a empresa teve uma queda de 6,24% em seus papéis desde janeiro deste ano.
A B2W - Companhia Global do Varejo - formada pelas marcas Americanas.com, Shoptime, Submarino, Blockbuster Online, Ingresso.com, Submarino Finance e B2W Viagens - registrou crescimento de 80% em seu lucro líquido, que chegou a R$ 27 milhões entre julho e setembro. O Ebitda atingiu R$120 milhões, representando um crescimento de 44% em relação ao terceiro trimestre do ano passado. O Cartão Submarino superou a marca de 18% de participação nas vendas do site.
As Ações da B2W encerraram a última sexta-feira cotadas a R$ 28,75 uma queda de 1,20% em relação ao dia anterior. Já em relação a janeiro, a empresa amarga uma queda de 28,75% em seus papéis.
Gazeta Mercantil - Caderno C - Pág. 2 - Valéria Serpa Leite -
10 de novembro
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CSU bate recorde em novos cartões
A crise ainda passa longe do mercado de cartões de crédito. A CSU CardSystem, administradora de cartões, bateu recorde histórico de novos plásticos cadastrados em sua carteira. Apenas no dia 14 de outubro, foram 110 mil cartões. Nos primeiros nove meses do ano, os clientes da CSU emitiram 5,2 milhões de cartões.
Com os novos negócios, a base de cartões que é processada pela CSU chegou a 19 milhões de plásticos. No terceiro trimestre, a expansão foi de 22%, segundo balanço da empresa, que foi apresentando ontem. Nesses números, já há o impacto dos novos clientes da empresa, que inclui Carrefour, Porto Seguro e Omni Financeira. De julho a setembro, os novos clientes representaram 36% das emissões.
Segundo Wanderval Alencar, diretor executivo da CSU, a maior parte dos novos cartões da base da empresa (em média 90%), são dos "plásticos híbridos", emitidos pelo varejo, mas que levam a bandeira Visa ou MasterCard. Segundo ele, dados históricos mostram que esses cartões são muito mais usados que os plásticos com bandeiras apenas das próprias lojas. O curioso é que os gastos, mesmo com a bandeira de aceitação internacional, continuam se concentrando no estabelecimento que dá nome ao cartão. Na média, em cada R$ 100 gastos, a loja emissora fica com 60% dos gastos e o restante fica nos demais estabelecimentos que aceitam a bandeira.
A CSU anunciou ontem Ebtida (lucro antes das taxas, impostos, depreciação e amortização) de R$ 16,7 milhões no terceiro trimestre, aumento de 40,8%. As receitas no período somaram R$ 94,1 milhões, alta de 11%.
Valor Econômico - 07 de novembro
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Proatividade e auto-regulação
O Dicionário Houaiss de Língua Portuguesa define a palavra proativo, um adjetivo, como algo ou alguém "que visa a antecipar futuros problemas, necessidades ou mudanças". É óbvio, portanto, o motivo pelo qual esse verbete é cada vez mais usado no meio corporativo. Todas as empresas, independentemente de seu setor de atuação, desejam ter em seus times pessoas capazes de vislumbrar um problema antes que ele bata à porta e, preferencialmente, que ajudem a resolvê-lo, seja apresentando propostas para mantê-lo bem afastado ou então ações concretas para minimizar seu impacto quando o choque for inevitável.
Mas não são apenas os funcionários de uma empresa que devem ser proativos para continuar empregados e, mais importante, se desenvolverem. As entidades de classe que representam os mais diversos segmentos econômicos também podem e devem ser proativas, pois é dessa forma que sua legitimidade, credibilidade e representatividade perante seus associados, agências reguladoras, órgãos públicos e pares são de fato exercidas.
Iniciativas conduzidas isoladamente ou por um grupo pequeno de empresas perdem força. A entidade de classe existe para agregar as forças dispersas em torno de um interesse comum, e, assim, ganhar peso e importância nas discussões e pleitos.
Há ainda um papel de fundamental importância a ser cumprido pelas entidades de classe nos dias de hoje - orientar e zelar pela adoção de boas práticas por parte das empresas associadas. Isso pode ser feito de diversas maneiras, e uma delas, a mais amplamente utilizada, é criar um código de ética e auto-regulação, que serve como um guia de conduta.
No mercado financeiro, recentemente a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) anunciou que criará um, a Associação Nacional dos Bancos de Investimento (Anbid) conta hoje com sete (para diferentes operações no mercado de capitais) e o Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP) tem o seu há algumas semanas. Acompanhando esse movimento, a Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs) também está finalizando o seu Código de Ética e Auto-regulação. A expectativa é de que em janeiro de 2009 ele fique pronto e possa ser divulgado amplamente.
A necessidade e a importância desse código de ética e auto-regulação ficam visíveis pelo envolvimento direto e indireto da indústria de cartões sobre os diferentes segmentos da economia. Se no passado a população pagava suas despesas preferencialmente com cheque ou dinheiro, cada vez mais esses meios de pagamento perdem espaço para os cartões. Hoje, no Brasil, todos os cartões, somados (crédito, débito e "private-label"), representam quase 500 milhões de plásticos, que juntos movimentam mais de R$ 30 bilhões por mês. Números preliminares indicam que 2008 será encerrado com o setor faturando aproximadamente R$ 380 bilhões.
A aceitação do cartão continua superando as expectativas. A famosa mesada aos filhos não é mais dada em dinheiro. Por questões de segurança, e também pela facilidade de controlar onde o dinheiro é gasto, muitos pais têm optado por dar um cartão com limite de gastos predefinido aos jovens. Se saldar a corrida do táxi com dinheiro ou cheque é coisa do passado, pois só em São Paulo mais de três mil carros já rodam com terminais sem fio, o mesmo ocorre no momento de pagar o cafezinho na padaria ou o jantar em comemoração ao aniversário de casamento.
Essa combinação de fatores faz com que o setor de cartões cresça mais de 20% ao ano e, sem dúvida, exige das empresas um comportamento cada vez mais alinhado com as boas práticas comerciais e também no âmbito de responsabilidade socioambiental. Desta forma, além de indicar a conduta considerada mais adequada no relacionamento com seus diferentes clientes, o código de ética e auto-regulação da Abecs também estimula os atores desse cenário a contribuir para a melhoria da qualidade de vida da comunidade onde estão inseridos, entre outras coisas.
A economia brasileira vive um momento ímpar, com a atenção da mídia focada nos desdobramentos que a crise financeira internacional ainda pode ter sobre o Brasil e, sem dúvida, é responsabilidade de todos contribuir para que os obstáculos e dificuldades sejam superados com respeito e ética. Agindo dessa forma, seremos todos proativos.
ALDEMIR BENDINE - Presidente da Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito é Serviços (Abecs)
(Gazeta Mercantil/Caderno A - Pág. 3) - 06 de novembro
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Fusão cria megabanco de R$ 575 bi
De Maria Christina Carvalho, Angelo Pavini, Altamiro Silva Júnior e Fernando Travaglini - Valor Econômico
Itaú e Unibanco surpreenderam os mercados ao anunciar a maior fusão da história bancária brasileira e abriram mais uma etapa na consolidação do sistema financeiro do país. A fusão criará um gigante com R$ 575,1 bilhões em ativos, o suficiente para colocá-lo entre as 20 maiores instituições financeiras do mundo e as 10 maiores das Américas. Os dois bancos assinaram contrato de unificação das operações financeiras no valor de R$ 87,9 bilhões, pela cotação de mercado de sexta-feira. Não haverá desembolso de dinheiro. Tudo será feita por meio de troca de ações.
O catalisador da fusão foi a necessidade de ganhar porte para abrir dianteira confortável sobre os concorrentes em vários mercados e enfrentar nova onda de acirramento da competição, iniciada com a aquisição do Real pelo Santander.
Itaú e Unibanco, juntos, derrubam a liderança histórica do Banco do Brasil e, entre os bancos privados, a do Bradesco (R$ 422,7 bilhões em ativos). Passam à frente em depósitos e crédito (sem aval e fianças). Também serão os maiores administradores de recursos do país, com 20% do mercado, ou R$ 244,78 bilhões, e os maiores emissores de cartões de crédito. Em seguros, continuarão atrás do Bradesco, que detinha R$ 10,6 bilhões em prêmios totais até julho, enquanto Itaú e Unibanco terão R$ 8,2 bilhões, segundo dados da Susep e ANS.
No novo banco, Roberto Setubal, presidente do Itaú, será o presidente-executivo e Pedro Moreira Salles, presidente do Unibanco, ocupará a presidência do conselho de administração. Ambos foram vagos em relação ao futuro das marcas e planos de integração.
O analista de bancos do Santander, Henrique Navarro, calcula em R$ 4 bilhões os ganhos de sinergia das duas instituições. Mas Setubal afirmou não ter uma estimativa a respeito, embora preveja ganhos de escala, maior receita com vendas cruzadas e redução de custos com tecnologia da informação.
Um objetivo claro da fusão foi transformar o novo banco em uma empresa global. "O Brasil precisa ter um banco internacional para apoiar as empresas brasileiras no exterior", disse Setubal.
4/11/2008
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Nasce o maior emissor de cartões
O Itaú e o Unibanco juntos serão os maiores emissores de cartões de crédito do país. Terão nada menos que um terço do mercado, com 33,5 milhões de cartões com as bandeiras Visa ou MasterCard. O Banco do Brasil, tradicionalmente o maior emissor, viria em seguida, com 23,7 milhões e fatia de 24% do setor. O Bradesco cai para a terceira posição, com 19,7 milhões de plásticos e fatia de 20%, segundo levantamento da Boanerges & Cia, consultoria especializada em varejo financeiro, com base nos balanços do primeiro semestre.
O Unibanco tem ainda 10 milhões de cartões da bandeira Hipercard, não considerados no levantamento acima. Considerando apenas os cartões que nasceram das parcerias das duas instituições com o varejo, a fusão dos dois bancos teria 23,7 milhões de plásticos. O Itaú tem parceria com Lojas Americanas e Pão de Açúcar e uma base de 6,1 milhões de cartões classificados como de "loja e rede". Já o Unibanco, tem parceiros no varejo como Magazine Luiza, Ponto Frio e Ipiranga, com um total de 17,6 milhões de plásticos, incluindo aqui os números do Hipercard. Também aqui os dois bancos seriam os líderes, seguidos pelo ibi (da rede C&A), com 19 milhões de cartões, e pela Riachuelo, com 13,8 milhões.
"Os números impressionam", diz Boanerges Ramos Freire, sócio da consultoria. Para ele, uma das possíveis tendências é o Unibanco passar a usar a Redecard para fazer o credenciamento de estabelecimentos para aceitarem a bandeira Hipercard. Os dois bancos juntos voltam a ser os maiores acionistas individuais da Redecard. Também é possível a integração do processamento das operações, feitas internamente, no caso do Unibanco, e pela Orbital, no caso do Itaú.
Valor Econômico - 04/11/2008
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Lojistas se preparam para o Natal
Fim de ano chegando e a expectativa de alta nas compras pelos lojistas não poderia estar melhor. A crise financeira não afetará as vendas nem o bolso dos consumidores. De acordo com a pesquisa realizada pelo Instituto Fecomércio do Distrito Federal é esperado um acréscimo de 2% nas vendas neste Natal e nenhuma reajuste nos valores dos produtos. Setores como eletroeletrônicos e brinquedos são os mais procurados e o celular é a grande aposta para presentear.
Segundo o diretor do Fecomércio, Mauro Machado, a pesquisa foi mapeada no momento de incertezas mundiais no mercado financeiro, mesmo assim refletiu normalidade dos lojistas. Ele lembrou que as datas comemorativas são boas opções de compra na capital federal, sobretudo o Natal. "O setor não se enfraqueceu e nem sofreu altas de impostos apesar da turbulência. Cada lojista se prepara de um jeito e elabora uma estratégia de campanha", disse.
Os lojistas instalados em shoppings são os mais otimistas e prevêem o aumento das vendas em torno de 7,57% a mais do que o Natal do ano passado. Por outro lado, os comerciantes que não são de shopping esperam alta apenas de 1,10%. O preço médio do presente apresenta variação dependendo do local ou região de compra, mas gira em torno de R$ 90. "O mix de lojas em shopping é enorme. Cada empresa tem o poder de venda e a média", explicou Machado. As opções mais caras de presentes ficam nos segmento eletroeletrônico onde a relação quantidade e preço, custo e benefício são as mais atraentes.
O economista, Roberto Piscetelli, fez um balanço e alertou as pessoas que utilizam como forma de pagamento, cheques especiais e cartões de crédito. "Os consumidores devem ter muito cuidado com os juros, taxas embutidas e o grande número de parcelas", ressaltou. Para ele, o vilão dos consumidores é a carta financiamento. "O melhor jeito é fugir da tentação do décimo terceiro. Muitos acham que vão ter dinheiro e acabam por acumular dívidas e dores de cabeça", completou.
Para a gerente da loja de brinquedos Cia Toy, Gabriela Castro, o momento é favorável para os clientes. Segundo ela, havia um receio da crise aumentar o valor dos produtos importados, mas não aconteceu. Desde o começo do primeiro semestre deste ano, o estoque vinha sendo preparado paras o Dia das Crianças. " Em relação ao ano passado houve um crescimento de venda", contou. Além disso, a loja está com uma promoção de 10% a 50% de desconto. "É uma estratégia de alavancar as vendas e fortalecer a carteira de clientes. Nada melhor que o Natal para isso", disse.
Fonte : Tribuna do Brasil - 03/11/2008
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Visa contorna perdas e tem lucro de US$ 804 mi
Nova York - 30 de outubro de 2008 - A Visa, grupo norte-americano de cartões de crédito, anunciou ontem lucro líquido de US$ 804 milhões no exercício que terminou em setembro, contra perda de US$ 861 milhões um ano antes. Excluindo-se elementos extraordinários, a Visa obteve um lucro de US$ 448 milhões no quarto trimestre e de US$ 1,7 bilhão no conjunto do exercício. O lucro por ação, desconsiderando-se elementos excepcionais, representa US$ 0,58 no quarto trimestre e US$ 2,25 em 2008.
DCI Online - Finanças
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Redecard reafirma previsão de crescer mais
São Paulo, 30 de outubro de 2008 - Apesar da crise financeira, o setor de cartões de crédito continua otimista. A Redecard, por exemplo, que anunciou recentemente um crescimento de 47,3% no lucro líquido dos últimos nove meses em relação ao mesmo período de 2007, espera crescer ainda mais nos próximos meses e em 2009. Segundo o presidente da Redecard (credenciadora das bandeiras Mastercard e Diners Club International no Brasil), Roberto Medeiros, a empresa espera fechar 2008 com um crescimento de 26% no volume financeiro das transações com cartão de débito e de 21% com cartão de crédito. "Reduzimos dois pontos percentuais no débito e um ponto percentual no crédito por motivos conservadores."
Para Medeiros, a migração de compras com dinheiro e cheques para meios eletrônicos de pagamento é o principal mecanismo para a aposta de crescimento do setor. "Apenas 20% das pessoas utilizam cartões para operações financeiras. Temos muito espaço para expandir", afirma. Segundo ele, a Redecard vai investir, no próximo ano, em setores em que a operação ainda é pouco utilizada, como na área da saúde, da educação e em serviços de delivery e táxis. A empresa quer ainda continuar a ampliar a penetração em lugares onde não há cartão.
Em relação ao crescimento do País para 2009, com expectativa de chegar a 3%, o presidente da Redecard acredita que a economia informal deve diminuir e que o consumo deve se manter aquecido. "Não sentimos uma redução no consumo."
Segundo Medeiros, a falta de liquidez por conta da crise está aumentando as solicitações de estabelecimentos para o recebimento antecipado de vendas com cartões. Para ele, essa medida é necessária para manter o capital de giro dos estabelecimentos.
A companhia, que tem entre seus acionistas os bancos Citibank, Itaú e Unibanco, pretende continuar a distribuir 95% do seu lucro líquido como dividendos a seus acionistas.
Sobre as inovações com meios de pagamento eletrônico, Medeiros afirma que há bastante oportunidade de investimento, como a novidade de pagamento por celular. "A telefonia móvel não é nossa concorrente, mas mais uma alternativa para capturar operações de débito e crédito."
Medeiros também aponta de que o Brasil ainda é muito tímido nas compras via Internet, inclusive nas compras tradicionais. "As pessoas vão ao caixa automático para depois efetuarem seus pagamentos com dinheiro nos estabelecimentos credenciados. Devemos inverter isso."
DCI OnLine | Finanças
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Especialistas discutem popularização do cartão
Com o tema Cartões de Crédito: Benefícios para o Cliente e para o País, começa hoje (14), em São Paulo, o 3º Congresso Brasileiro de Meios Eletrônicos de Pagamento. O evento é promovido pela Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs) e pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban). Até amanhã (15), especialistas no setor vão discutir os benefícios e as conseqüências da popularização dos meios eletrônicos de pagamento. Atualmente, 481 milhões de cartões estão em circulação no país, dos quais 106 milhões são de crédito, 213 milhões de débito e 163 milhões de lojas e de rede, segundo informações da Febraban. Nos últimos sete anos, a base de cartões aumentou 270%. Só este ano, entre janeiro e setembro, o setor movimentou R$ 273 bilhões,
Agência Brasil São Paulo -
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Lucro da Redecard sobe 56,8%
A Redecard, empresa que faz o credenciamento dos estabelecimentos que recebem pagamentos com cartões da bandeira Mastercard no Brasil, fechou o terceiro trimestre com lucro líquido de R$ 281,8 milhões, o que representa um avanço de 56,8% sobre o resultado publicado do mesmo período do ano passado.
A receita operacional contábil da empresa somou R$ 575 milhões no período entre julho e setembro, o que mostra uma alta de 22,5% sobre o desempenho equivalente do mesmo período do ano passado.
No comunicado em que apresenta seus resultados, a empresa faz uma reclassificação no seu balanço para que a receita com antecipação de recebíveis de pagamentos com cartões de crédito seja considerada receita operacional e não receita financeira.
Por este critério, a receita operacional líquida da Redecard foi de R$ 652 milhões no terceiro trimestre, com uma alta de 27,4% sobre igual período de 2007.
O resultado da companhia medido pelo Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado somou R$ 454 milhões no terceiro trimestre, com avanço de 41,2% na comparação anual. Assim, a margem Ebitda ajustada subiu 6,9 pontos percentuais, para 69,7%.
Valor Online 24-10
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Devolução de cheques cresce 1,1% em setembro
O número de cheques devolvidos por falta de fundos aumentou 1,1% em setembro, frente ao apurado no mesmo mês do ano passado. Segundo levantamento da Serasa, 119,49 milhões de cheques foram emitidos no mês passado, dos quais 2,14 milhões foram devolvidos por falta de fundos, o que indica uma relação de 17,9 cheques devolvidos para cada mil compensados. Em setembro de 2007, essa relação era de 17,7 cheques devolvidos por mil compensados. Na comparação com agosto de 2008, houve variação negativa de 0,6%, já que a Serasa registrou 18 cheques devolvidos para cada mil compensados naquele mês.
No acumulado dos nove primeiros meses do ano, 19,5 cheques foram devolvidos a cada mil compensados. Esse índice está 1,5% abaixo do registrado no mesmo período do ano passado, afirma a Serasa. De janeiro a setembro, 1,05 bilhão de cheques foram enviados para compensação, sendo que 20,5 milhões foram devolvidos por falta de fundos.
Para os técnicos da Serasa, a alta dos juros e o maior grau de endividamento do consumidor têm elevado o nível da inadimplência com cheques como mostra a comparação entre os meses de setembro deste ano e do ano passado.
Para explicar o recuo de 1,5% nos cheques sem fundo nos nove primeiros meses de 2008, a Serasa afirma que há uma migração da inadimplência do cheque pré-datado para outras formas de financiamento, como dívidas junto a bancos e cartão de crédito, por exemplo.
Na avaliação do período de janeiro a setembro, a região Norte continua sendo a área com maior índice de devolução de cheques, de 41,9 por mil compensados. O Estado de São Paulo é a região com menor índice, de 15,3 cheques devolvidos por mil compensados.
Valor Online - 22/10
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Preço diferenciado causa polêmica
Quando um consumidor compra um produto, ou contrata um serviço, ele deve pagar o mesmo valor tanto no dinheiro, quanto no cartão de crédito. É esta medida que o Projeto de Lei (PL-213\/07), do senador Adelmir Santana (DEM-DF), quer modificar, possibilitando que haja diferença nos preços praticados. O PL já foi aprovado pela Comissão do Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle do Senado Federal e segue agora para votação em mais três comissões na Câmara.
Com a intenção de diminuir os custos operacionais que os pequenos comerciantes têm com os cartões de crédito, a idéia do projeto repassa estes custos para os consumidores. Para Maria Inês Dolci, coordenadora da Associação Brasileira de Defesa do Consumidor Pro Teste, este repasse de custo é abusivo e fere o Código de Defesa do Consumidor.
Um exemplo: um produto poderá ser vendido por R$ 20 em dinheiro, e no cartão de crédito ele sairia por R$ 25.
"Este projeto irá beneficiar apenas o comerciante. O que falta é lei para regulamentar o setor", critica Maria Inês. O setor de cartões de crédito ainda não possui uma regulamentação própria.
Apesar deste fator, ela diz que o Ministério da Justiça já vem decidindo a favor do estabelecimento do mesmo preço para os dois tipos de venda.
A especialista também acredita que os preços para quem paga no cartão de crédito irão subir, mas o preço para quem paga em dinheiro continuará o mesmo.
"Eles (os comerciantes) irão repassar o custo das operadoras, que variam entre 4% e 5%, para os consumidores", diz.
Já para os lojistas, o projeto é bem-vindo. Paulo Motta, presidente do Sindicato dos Lojistas do Comércio do Estado da Bahia (Sindilojas), avalia que esta mudança melhorará a relação entre os comerciantes e consumidores. Os primeiros oferecerão um desconto aos clientes que poderão comprar em dinheiro por um preço menor, ou no cartão sem o desconto ofertado.
"Será positivo não só para a loja, mas para o consumidor que poderá barganhar. Não consideramos uma venda que a gente só vai receber 30 dias depois como uma venda à vista", contrapõe.
Motta acrescenta que os pequenos comerciantes têm mais dificuldade para absorver estes custos, e com a aprovação do projeto seria possível que os clientes obtivessem mais descontos ao comprarem em dinheiro.
Mesmo ilegal, Motta não nega que esta diferenciação de preços já aconteça no comércio.
Para Cristiana Santos, superintendente do Procon-BA, se aprovado, o projeto trará desvantagens tanto para o consumidor, quanto para o comerciante. Cristiana ressalta que o uso do cartão de crédito é uma segurança para o comerciante que não corre o risco da inadimplência.
"O projeto conflita com os princípios do Código de Defesa do Consumidor e traz um custo para os consumidores com o uso do cartão", avalia a superintendente.
Cristiana compactua sobre a necessidade da discussão de uma regulamentação para o setor de crédito, em contraposição as discussões menores que reafirmam a fragilidade da área.
Quando em 2004, o Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor emitiu nota técnica esclareceu que o consumidor não é "sócio" do comerciante e não poderia arcar com os custos da operadora. Com o pagamento em cartão de crédito, os lojistas não correm nenhum risco de inadimplência, e as taxas pagas à operadora são referentes à inadimplência que as administradoras estão expostas.
PAGAR MAIS CARO - Para a consumidora Magna Fontes, o projeto pode prejudicar principalmente as pessoas mais carentes, que teriam que pagar mais caro.
"Para quem tem dinheiro, a diferença cobrada não vai pesar no bolso", critica Magna.
A Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços informou através de nota que: "A posição da Abecs é compartilhada por diversas associações de defesa do consumidor, que também são contrárias à cobrança de preços diferenciados quando o pagamento é feito com cartões de crédito".
Jornal A Tarde - Luciana Rebouças - 25/10
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Setor de cartões desacelera expansão
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O mercado de cartões, um dos que mais cresceram no país nos últimos anos, também sente os efeitos da crise financeira e da desaceleração do mercado de crédito. Os cartões de crédito devem ter expansão de 16% em 2009, bem abaixo da expansão deste ano. De janeiro a outubro, o crescimento deve ficar em 22%, segundo projeções da Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs) que serão divulgadas hoje. Uma das modalidades que mais crescem no setor, as compras parceladas sem juros, começaram a reduzir o forte ritmo de expansão. O estoque do volume de financiamento no cartão (que inclui as compras parceladas com e sem juros) chegou a R$ 60 bilhões em agosto, último dado disponível. Desse total, 65% são do parcelado sem juros (quando o cliente compra e paga parcelado no cartão). O estoque chegou a crescer mais de 50% em alguns meses, como março e abril em comparação com os mesmos meses de 2007. Em julho, a expansão caiu para a casa dos 30% e em agosto ficou em 27%, a menor dos últimos meses. A queda no estoque tem sido puxada pela redução do parcelamento sem juros, que pode ter chegado ao seu auge nos meses anteriores. Marcelo Noronha, diretor da Abecs e do Bradesco, avalia que a desaceleração acompanha o que ocorre no mercado de crédito, que começou a perder força com os sucessivos aumentos da taxa básica de juros. Na avaliação do novo presidente da Abecs, Aldemir Bendine, que também é vice-presidente do Banco do Brasil, o fator que mais vai contribuir para a redução do ritmo de crescimento do setor é a desaceleração do mercado de crédito. Já o uso do plástico como meio de pagamento deve continuar em alta. Este ano, até outubro, as projeções apontam para 5 bilhões de transações com cartões de crédito, débito e de loja, aumento de 21%. Essas operações devem movimentar R$ 308,2 bilhões, alta de 24%. Para 2009, a principal preocupação do setor é com a redução nas vendas do comércio, que deve vir com o desaquecimento da economia que deve ser provocado pela crise financeira global. Noronha avalia que o crescimento da migração do uso de outros meios de pagamentos, como os cheques, para os cartões é um dos fatores que vai ajudar o setor a manter taxas de expansão acima dos dois dígitos. A expectativa inicial era de que o segmento de cartões de crédito tivesse expansão de 19% no volume de recursos movimentado em 2009, considerando uma expansão do Produto Interno Bruto (PIB) de 4%. Com o PIB na casa dos 3%, o crescimento do setor se reduz para 16%. "O ritmo de crescimento caiu, mas o setor ainda cresce forte", diz Noronha. Outro fator que pode contribuir para uma menor expansão é uma queda no uso dos cartões no exterior, acompanhando a forte alta do dólar. Os especialistas acreditam que, caso o moeda americana se estabilize ao redor dos R$ 2,00, o impacto deve ser reduzido, pois os salários aqui estão em alta, mantendo o poder de compra de parte dos brasileiros. O país deve terminar o ano com 500 milhões de cartões em circulação, 14% a mais que em 2007. Com mais pessoas usando esse meio de pagamento, as queixas também aumentaram, colocando o setor no topo dos rankings de reclamações das entidades de defesa do consumidor. Para disciplinar o mercado, a Abecs promete para 1º de janeiro a entrada em vigor do seu código de auto-regulação, que vem sendo trabalhado há mais de um ano pelos bancos. O código terá que ser seguido por todos os associados (que inclui bancos como BB, Bradesco e Unibanco, além das credenciadoras de estabelecimentos comerciais e bandeiras). Quem desrespeitar o código sofrerá punições que vão desde multas até a suspensão do quadro de sócios da Abecs. O código pede que os bancos não enviem cartões sem o cliente pedir e criem horários para contatos telefônicos com ofertas de novos cartões. O código foi tema do 3º Congresso Brasileiro de Meios Eletrônicos de Pagamento, promovido pela Abecs e Federação Brasileira de Bancos (Febraban). - Jornal Valor Econômico 15-10 |
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Análise de crédito
A Crivo encerrou o primeiro semestre do ano com faturamento superior a R$ 6,5 milh§es, crescimento de 135% comparado com o mesmo perÝodo de 2007. A expectativa Ú encerrar este ano com um faturamento de R$ 15 milh§es.
No ano passado, a Crivo registrou um faturamento de R$ 7,2 milh§es, pouco mais do que a receita alcanþada em um ·nico semestre. O crescimento anual da empresa estß diretamente atrelado Ó expansÒo do mercado de cart§es de crÚdito, de 16,5% entre 2007 e 2008, ao aumento de 30,16% nas vendas de veÝculos nos primeiros seis meses deste ano, a elevaþÒo do crÚdito imobilißrio em 86,7% no mesmo perÝodo e ao n·mero de operaþ§es de crÚdito consignado.
¦Cart§es, veÝculos, imobilißrio e consignado sÒo as ßreas que mais fazem o uso do software de anßlise de crÚdito da Crivo. Hoje, 70% das operaþ§es de crÚdito consignado do Brasil passam pelo nosso sistema¦, afirma Rodrigo Del Claro, diretor de relacionamento da Crivo.
Mais de 100 empresas sÒo usußrias do software da Crivo. Os principais segmentos sÒo bancos, que corresponderam a 48% da receita do semestre, seguradoras, 24% e telecomunicaþ§es com 18%. O restante se divide entre os mercado de varejo, atacado, ind·stria, imobilißrio, cons¾rcio e e-commerce.
JB Online (02/09/08)
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Análise de crédito
A Crivo encerrou o primeiro semestre do ano com faturamento superior a R$ 6,5 milh§es, crescimento de 135% comparado com o mesmo perÝodo de 2007. A expectativa Ú encerrar este ano com um faturamento de R$ 15 milh§es.
No ano passado, a Crivo registrou um faturamento de R$ 7,2 milh§es, pouco mais do que a receita alcanþada em um ·nico semestre. O crescimento anual da empresa estß diretamente atrelado Ó expansÒo do mercado de cart§es de crÚdito, de 16,5% entre 2007 e 2008, ao aumento de 30,16% nas vendas de veÝculos nos primeiros seis meses deste ano, a elevaþÒo do crÚdito imobilißrio em 86,7% no mesmo perÝodo e ao n·mero de operaþ§es de crÚdito consignado.
¦Cart§es, veÝculos, imobilißrio e consignado sÒo as ßreas que mais fazem o uso do software de anßlise de crÚdito da Crivo. Hoje, 70% das operaþ§es de crÚdito consignado do Brasil passam pelo nosso sistema¦, afirma Rodrigo Del Claro, diretor de relacionamento da Crivo.
Mais de 100 empresas sÒo usußrias do software da Crivo. Os principais segmentos sÒo bancos, que corresponderam a 48% da receita do semestre, seguradoras, 24% e telecomunicaþ§es com 18%. O restante se divide entre os mercado de varejo, atacado, ind·stria, imobilißrio, cons¾rcio e e-commerce.
JB Online (02/09/08)
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Cartões na bolsa
A Companhia Brasileira de Meios de Pagamento, mais conhecida como Visanet, entrou ontem com pedido de registro de companhia aberta e de oferta de aþ§es na ComissÒo de Valores Mobilißrios (CVM). Serß a segunda empresa do segmento de cart§es de crÚdito com aþ§es na Bolsa de Valores de SÒo Paulo (Bovespa). A primeira foi a Redecard.
De acordo com as informaþ§es disponÝveis na CVM, a distribuiþÒo serß secundßria, ou seja, os s¾cios venderÒo a participaþÒo na empresa. A minuta do prospecto preliminar ainda nÒo estß disponÝvel. O total de papÚis a ser emitido bem como a faixa de preþo estimada por aþÒo tambÚm nÒo foram apresentados.
A companhia, que faz o credenciamento de estabelecimentos comerciais para os cart§es Visa e Visa Electron, tem como principais acionistas o Bradesco, com 40% das aþ§es ordinßrias (ON, com direito a voto), e o Banco do Brasil, com 32%.
Analistas da Ita· Corretora calcularam o valor de mercado da companhia em R$ 23 bilh§es, semelhante ao da Redecard, que representa a bandeira Mastercard.
Em marþo, a Visa, empresa parceira da Visanet, abriu o capital nos Estados Unidos. A companhia realizou a maior oferta p·blica inicial da hist¾ria daquele paÝs, movimentando US$ 17,8 bilh§es, com a venda de 406 milh§es de aþ§es.
Valor Econ¶mico (02/09/08)
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Cartões na bolsa
A Companhia Brasileira de Meios de Pagamento, mais conhecida como Visanet, entrou ontem com pedido de registro de companhia aberta e de oferta de aþ§es na ComissÒo de Valores Mobilißrios (CVM). Serß a segunda empresa do segmento de cart§es de crÚdito com aþ§es na Bolsa de Valores de SÒo Paulo (Bovespa). A primeira foi a Redecard.
De acordo com as informaþ§es disponÝveis na CVM, a distribuiþÒo serß secundßria, ou seja, os s¾cios venderÒo a participaþÒo na empresa. A minuta do prospecto preliminar ainda nÒo estß disponÝvel. O total de papÚis a ser emitido bem como a faixa de preþo estimada por aþÒo tambÚm nÒo foram apresentados.
A companhia, que faz o credenciamento de estabelecimentos comerciais para os cart§es Visa e Visa Electron, tem como principais acionistas o Bradesco, com 40% das aþ§es ordinßrias (ON, com direito a voto), e o Banco do Brasil, com 32%.
Analistas da Ita· Corretora calcularam o valor de mercado da companhia em R$ 23 bilh§es, semelhante ao da Redecard, que representa a bandeira Mastercard.
Em marþo, a Visa, empresa parceira da Visanet, abriu o capital nos Estados Unidos. A companhia realizou a maior oferta p·blica inicial da hist¾ria daquele paÝs, movimentando US$ 17,8 bilh§es, com a venda de 406 milh§es de aþ§es.
Valor Econ¶mico (02/09/08)
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Darwin explica
Enquanto os cart§es de crÚdito e de dÚbito aos poucos aposentam o cheque e o papel moeda, os bancos e as financeiras jß trabalham na criaþÒo de uma soluþÒo que substituirß o ôdinheiro de plßsticoö. A julgar pelos investimentos que tÛm sido feitos pelas mais tradicionais empresas do setor, a grande aposta Ú que o telefone celular acumule as funþ§es do cartÒo.
No JapÒo, os celulares sÒo usados em pagamentos desde 2005Visa, Mastercard, Citigroup, PayPal e VeriSign jß operam sistemas que transformam os celulares em carteiras eletr¶nicas. ôNa Pol¶nia temos um projeto que dß funþ§es de cartÒo a qualquer celular com a simples afixaþÒo de um adesivo na carcaþa do aparelhoö, afirma Walt Macnee, presidente de Mercados Globais da MasterCard Worldwide. Ele esteve no Brasil na semana passada participando do Congresso de Cart§es e CrÚdito ao Consumidor. No JapÒo, a NTT DoCoMo, uma das maiores operadoras de telefonia m¾vel do paÝs, unifica cart§es de crÚdito aos celulares de seus clientes desde 2005. Na CorÚia do Sul û considerado o mercado de telefonia celular mais maduro do mundo û a operadora SK Telecom habilita celulares atÚ para sacar dinheiro na boca de caixas eletr¶nicos.
A opþÒo pelo celular como substituto para o cartÒo de crÚdito se explica. As primeiras raz§es tÛm a ver com praticidade. Hoje, toda informaþÒo necessßria para validar uma transaþÒo financeira fica na tarja magnÚtica do cartÒo, que guarda o equivalente a pouco mais de uma folha de texto corrido. Se a mesma ßrea ocupada pela tarja magnÚtica fosse substituÝda por circuitos de mem¾ria semelhantes aos dos cart§es microSD û usados por boa parte dos celulares para guardar m·sicas e vÝdeos û, um ·nico cartÒo de crÚdito poderia armazenar cinco volumes da EnciclopÚdia BritÔnica. Em termos de uso dinÔmico de espaþo, portanto, a morte do cartÒo de crÚdito estß mais do que decretada.
Para o lojista, o fim do cartÒo de crÚdito como formato tambÚm Ú positivo. Hoje, cada bandeira de cartÒo de crÚdito funciona apenas com sua respectiva mßquina. Com a adoþÒo do celular como forma de pagamento, o pr¾prio aparelho desempenha, simultaneamente, a funþÒo de cartÒo e de mßquina de cobranþa. Macnee resume bem o rumo que o mercado estß tomando: ôTudo que estiver no caminho do crÚdito seguro e prßtico serß removidoö, afirma. AtÚ a seguranþa nas transaþ§es aumentarß com o fim dos cart§es de crÚdito. Sem a tarja magnÚtica, dificultam-se os esquemas de clonagem. E caso o usußrio perca seu aparelho, sua conta poderß ser bloqueada remotamente û e seus dados, recuperados.
Enquanto o sistema de telefones celulares nÒo acumula as funþ§es de cartÒo de crÚdito, outras medidas podem ser tomadas para facilitar a vida de consumidores e lojistas. ôUma delas Ú unificar as mßquinas de ponto de vendaö, diz Richard Hartzell, presidente do grupo para AmÚrica Latina e Caribe. AlÚm de facilitar a vida do cliente, a unificaþÒo tambÚm aumenta a disputa entre as empresas, jß que todos os estabelecimentos aceitarÒo todos os cart§es. E concorrÛncia Ú garantia de melhores condiþ§es para o consumidor.
Revista +poca Online (02/09/08)
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Darwin explica
Enquanto os cart§es de crÚdito e de dÚbito aos poucos aposentam o cheque e o papel moeda, os bancos e as financeiras jß trabalham na criaþÒo de uma soluþÒo que substituirß o ôdinheiro de plßsticoö. A julgar pelos investimentos que tÛm sido feitos pelas mais tradicionais empresas do setor, a grande aposta Ú que o telefone celular acumule as funþ§es do cartÒo.
No JapÒo, os celulares sÒo usados em pagamentos desde 2005Visa, Mastercard, Citigroup, PayPal e VeriSign jß operam sistemas que transformam os celulares em carteiras eletr¶nicas. ôNa Pol¶nia temos um projeto que dß funþ§es de cartÒo a qualquer celular com a simples afixaþÒo de um adesivo na carcaþa do aparelhoö, afirma Walt Macnee, presidente de Mercados Globais da MasterCard Worldwide. Ele esteve no Brasil na semana passada participando do Congresso de Cart§es e CrÚdito ao Consumidor. No JapÒo, a NTT DoCoMo, uma das maiores operadoras de telefonia m¾vel do paÝs, unifica cart§es de crÚdito aos celulares de seus clientes desde 2005. Na CorÚia do Sul û considerado o mercado de telefonia celular mais maduro do mundo û a operadora SK Telecom habilita celulares atÚ para sacar dinheiro na boca de caixas eletr¶nicos.
A opþÒo pelo celular como substituto para o cartÒo de crÚdito se explica. As primeiras raz§es tÛm a ver com praticidade. Hoje, toda informaþÒo necessßria para validar uma transaþÒo financeira fica na tarja magnÚtica do cartÒo, que guarda o equivalente a pouco mais de uma folha de texto corrido. Se a mesma ßrea ocupada pela tarja magnÚtica fosse substituÝda por circuitos de mem¾ria semelhantes aos dos cart§es microSD û usados por boa parte dos celulares para guardar m·sicas e vÝdeos û, um ·nico cartÒo de crÚdito poderia armazenar cinco volumes da EnciclopÚdia BritÔnica. Em termos de uso dinÔmico de espaþo, portanto, a morte do cartÒo de crÚdito estß mais do que decretada.
Para o lojista, o fim do cartÒo de crÚdito como formato tambÚm Ú positivo. Hoje, cada bandeira de cartÒo de crÚdito funciona apenas com sua respectiva mßquina. Com a adoþÒo do celular como forma de pagamento, o pr¾prio aparelho desempenha, simultaneamente, a funþÒo de cartÒo e de mßquina de cobranþa. Macnee resume bem o rumo que o mercado estß tomando: ôTudo que estiver no caminho do crÚdito seguro e prßtico serß removidoö, afirma. AtÚ a seguranþa nas transaþ§es aumentarß com o fim dos cart§es de crÚdito. Sem a tarja magnÚtica, dificultam-se os esquemas de clonagem. E caso o usußrio perca seu aparelho, sua conta poderß ser bloqueada remotamente û e seus dados, recuperados.
Enquanto o sistema de telefones celulares nÒo acumula as funþ§es de cartÒo de crÚdito, outras medidas podem ser tomadas para facilitar a vida de consumidores e lojistas. ôUma delas Ú unificar as mßquinas de ponto de vendaö, diz Richard Hartzell, presidente do grupo para AmÚrica Latina e Caribe. AlÚm de facilitar a vida do cliente, a unificaþÒo tambÚm aumenta a disputa entre as empresas, jß que todos os estabelecimentos aceitarÒo todos os cart§es. E concorrÛncia Ú garantia de melhores condiþ§es para o consumidor.
Revista +poca Online (02/09/08)
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Bola da vez
Como parte de sua estratÚgia de apostar em cart§es de dÚbito no Brasil, a Visa jß desenvolve formas de utilizar esse meio de pagamento em transaþ§es on-line, de expandir a rede de estabelecimentos que possuem o Visa Troco Fßcil e acredita no potencial do parcelamento no dÚbito, por meio do CDC. A aposta por produtos de dÚbito se justifica uma vez que jß sÒo responsßveis pela maior parte do volume de operaþ§es da companhia, com um crescimento atual de 20% ao ano. Em 2007, foi realizado, pela Visa, um volume total de US$ 3,5 trilh§es em dÚbitos no mundo.
Segundo o vice-presidente de Produtos da companhia para o Brasil, Eduardo Chedid, o dÚbito em compras on-line jß Ú realizado pela bandeira atravÚs do Bradesco, mas hoje representa uma parcela Ýnfima das transaþ§es on-line realizadas. "Jß desenvolvemos um protocolo de seguranþa verified by Visa e a idÚia Ú adequß-lo e ampliß-lo." Segundo o executivo em alguns paÝses, como nos Estados Unidos, as operaþ§es de dÚbito chegam a 50% das compras on-line. As compras por Internet representam cerca de 5% do volume transacionado no Brasil.
A rede de estabelecimentos apta a dar troco em transaþ§es no dÚbito, com o Visa Troco Fßcil, jß estß bem pr¾xima do considerado ideal. "Hoje possuÝmos oito mil pontos comerciais credenciados. Dez mil seria o ideal", avalia.
Jß o parcelamento, que poderia chegar a 48 vezes no dÚbito, Ú direcionado a um p·blico especÝfico, diz o executivo, com necessidades especÝficas. "Ainda Ú um produto subexplorado, mas como Ú direcionado a certos clientes, nÒo podemos forþß-lo muito. Mas existe um grande potencial."
DCI (01/09/08)
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Bola da vez
Como parte de sua estratÚgia de apostar em cart§es de dÚbito no Brasil, a Visa jß desenvolve formas de utilizar esse meio de pagamento em transaþ§es on-line, de expandir a rede de estabelecimentos que possuem o Visa Troco Fßcil e acredita no potencial do parcelamento no dÚbito, por meio do CDC. A aposta por produtos de dÚbito se justifica uma vez que jß sÒo responsßveis pela maior parte do volume de operaþ§es da companhia, com um crescimento atual de 20% ao ano. Em 2007, foi realizado, pela Visa, um volume total de US$ 3,5 trilh§es em dÚbitos no mundo.
Segundo o vice-presidente de Produtos da companhia para o Brasil, Eduardo Chedid, o dÚbito em compras on-line jß Ú realizado pela bandeira atravÚs do Bradesco, mas hoje representa uma parcela Ýnfima das transaþ§es on-line realizadas. "Jß desenvolvemos um protocolo de seguranþa verified by Visa e a idÚia Ú adequß-lo e ampliß-lo." Segundo o executivo em alguns paÝses, como nos Estados Unidos, as operaþ§es de dÚbito chegam a 50% das compras on-line. As compras por Internet representam cerca de 5% do volume transacionado no Brasil.
A rede de estabelecimentos apta a dar troco em transaþ§es no dÚbito, com o Visa Troco Fßcil, jß estß bem pr¾xima do considerado ideal. "Hoje possuÝmos oito mil pontos comerciais credenciados. Dez mil seria o ideal", avalia.
Jß o parcelamento, que poderia chegar a 48 vezes no dÚbito, Ú direcionado a um p·blico especÝfico, diz o executivo, com necessidades especÝficas. "Ainda Ú um produto subexplorado, mas como Ú direcionado a certos clientes, nÒo podemos forþß-lo muito. Mas existe um grande potencial."
DCI (01/09/08)
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Para todos os gostos
Pesquisa do Instituto Medida Certa mostra a preferÛncia dos usußrios de cart§es de crÚdito em dez regi§es metropolitanas do Brasil. Uma das conclus§es Ú que os plßsticos bancßrios e de lojas tÛm avaliaþ§es distintas distribuÝdas pelo paÝs.
Foram analisados 4,5 mil cart§es de crÚdito nas cidades de SÒo Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Fortaleza, Recife, Salvador, Manaus, Distrito Federal, Porto Alegre e Curitiba.
No Sudeste, por exemplo, os cart§es bancßrios do Banco do Brasil sÒo preferidos dos usußrios, com 78,2% da preferÛncia sobre a base local de possuidores do cartÒo e de pelo menos algum outro. A seguir, aparecem os cart§es do Unibanco (62,9%), Bradesco (62,6%), Ita· (62,0%), Real (61,4%), Citibank (59,6%) e CEF (56,1%).
No caso dos cart§es de loja (emitidos pelos varejistas com ou sem bandeira), os plßsticos da C&A foram apontados como os preferidos por 10,2%; seguidos por Renner (9%) e Wal-Mart (2,6%).
No Nordeste o cenßrio Ú outro. Os cart§es da Caixa Econ¶mica Federal sÒo os mais ''queridos", apontados por 55,6% dos usußrios. O Bradesco tambÚm ganha destaque na regiÒo, com 47,8% das preferÛncias.. No caso dos private labels, os plßsticos do Wal-Mart lideram, com 38,6% das respostas.
No Sul, entre os cart§es de loja, o da Renner lidera a preferÛncia, com 9,3%.
Ivan Daibert, diretor do Instituto Medida Certa, diz que os plßsticos (bancßrios e de lojas) foram avaliados em 12 itens pelos possuidores: taxas de juros conveniente; atendimento rßpido e atencioso; extrato claro e completo; proteþÒo em caso de perda e roubo;incentivo ao uso (pontos, sorteios, milhas); fatura e boletos entregues com antecedÛncia; valor da anuidade; e facilidade e rapidez para obter o cartÒo.
A ponderaþÒo de todos eles totalizou um Ýndice mÚdio geral de satisfaþÒo de 8,19 para os cart§es bancßrios (notas de 0 a 10) e de 7,67 para os private label.
Outra constataþÒo do levantamento, realizado junto a possuidores de cart§es de crÚdito das classes A, B e C, Ú que a maioria deles (35%) possui mais de dois cart§es de crÚdito em uso; 33% possuem 2; e 32% possuem 1.
A pesquisa considerou somente cart§es ativos nos ·ltimos trÛs meses. No total foram 2,1 mil entrevistas.
Cidade Bliz (01/09/08)
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Para todos os gostos
Pesquisa do Instituto Medida Certa mostra a preferÛncia dos usußrios de cart§es de crÚdito em dez regi§es metropolitanas do Brasil. Uma das conclus§es Ú que os plßsticos bancßrios e de lojas tÛm avaliaþ§es distintas distribuÝdas pelo paÝs.
Foram analisados 4,5 mil cart§es de crÚdito nas cidades de SÒo Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Fortaleza, Recife, Salvador, Manaus, Distrito Federal, Porto Alegre e Curitiba.
No Sudeste, por exemplo, os cart§es bancßrios do Banco do Brasil sÒo preferidos dos usußrios, com 78,2% da preferÛncia sobre a base local de possuidores do cartÒo e de pelo menos algum outro. A seguir, aparecem os cart§es do Unibanco (62,9%), Bradesco (62,6%), Ita· (62,0%), Real (61,4%), Citibank (59,6%) e CEF (56,1%).
No caso dos cart§es de loja (emitidos pelos varejistas com ou sem bandeira), os plßsticos da C&A foram apontados como os preferidos por 10,2%; seguidos por Renner (9%) e Wal-Mart (2,6%).
No Nordeste o cenßrio Ú outro. Os cart§es da Caixa Econ¶mica Federal sÒo os mais ''queridos", apontados por 55,6% dos usußrios. O Bradesco tambÚm ganha destaque na regiÒo, com 47,8% das preferÛncias.. No caso dos private labels, os plßsticos do Wal-Mart lideram, com 38,6% das respostas.
No Sul, entre os cart§es de loja, o da Renner lidera a preferÛncia, com 9,3%.
Ivan Daibert, diretor do Instituto Medida Certa, diz que os plßsticos (bancßrios e de lojas) foram avaliados em 12 itens pelos possuidores: taxas de juros conveniente; atendimento rßpido e atencioso; extrato claro e completo; proteþÒo em caso de perda e roubo;incentivo ao uso (pontos, sorteios, milhas); fatura e boletos entregues com antecedÛncia; valor da anuidade; e facilidade e rapidez para obter o cartÒo.
A ponderaþÒo de todos eles totalizou um Ýndice mÚdio geral de satisfaþÒo de 8,19 para os cart§es bancßrios (notas de 0 a 10) e de 7,67 para os private label.
Outra constataþÒo do levantamento, realizado junto a possuidores de cart§es de crÚdito das classes A, B e C, Ú que a maioria deles (35%) possui mais de dois cart§es de crÚdito em uso; 33% possuem 2; e 32% possuem 1.
A pesquisa considerou somente cart§es ativos nos ·ltimos trÛs meses. No total foram 2,1 mil entrevistas.
Cidade Bliz (01/09/08)
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Compras pela internet
Grandes redes do varejo pernambucano ainda engatinham na direþÒo do e-commerce mas sabem que ele serß importante para enfrentar a concorrÛncia. Algumas nem possuem site, como as lojas de m¾veis e eletrodomÚsticos Hermol e a Eletroshopping, ambas com forte presenþa na RegiÒo Metropolitana do Recife seja em lojas de bairros populares ou em shoppings centers, mas planejam uma ofensiva virtual para breve. "Estamos definindo a estrutura de distribuiþÒo e de vendas on-line. Ate o final do ano esperamos concluir e lanþar o site jß com e-commerce", revela o gerente de Marketing da Hermol, EclÚsio Batista.
A Via Sports, rede de material esportivo com 12 lojas em Pernambuco e nas capitais do Cearß, PiauÝ e MaranhÒo, tambÚm pretende invadir o campo virtual mas, mesmo que o pontapÚ inicial seja dado este ano, a jogada serß finalizada em 2009. "Embora as vendas on-line dos concorrentes ainda nÒo atinjam as das nossas lojas, a gente nÒo pode demorar muito a entrar no e-commerce", diz Marcos Ribeiro, gerente de marketing da Via Sports.
A grife de lingerie sofisticada Fruit de La Passion, com lojas em SÒo Paulo, Rio de Janeiro, Fortaleza e Recife nÒo esperou e, no ano passado, criou um hotsite de vendas para oferecer aos clientes as suas coleþ§es, em todas as cores e tamanhos disponÝveis. "NÒo almejamos um alto faturamento mas sim atender ao nosso p·blico que nÒo conseguia encontrar tudo o que queria nas revendas multimarcas que vendem Fruit de La Passion em cidades onde nÒo temos lojas pr¾prias", explica o empresßrio Luis Antonio Bourdon, que administra, a partir do Recife, as vendas on-line da grife para todo o Brasil. A distribuiþÒo Ú feita por contrato com os Correios e o valor da entrega jß Ú calculado pelo site, conforme o peso da peþa e o local de destino, e inserido no valor final da compra, fechada apenas com os cart§es de crÚdito Visa, Amex e Mastercard. Experiente no ramo, Luiz Antonio, diz que lingerie nÒo Ú fßcil de vender nem mesmo no balcÒo, mas tem tido boa aceitaþÒo na internet.
Jß os produtos eletr¶nicos e de informßtica nÒo exigem tanto e quem quer vender pela internet nÒo precisa de muita estrutura. Um bom exemplo Ú o da Lucbuy, loja virtual dos irmÒos Luciane e Luciano Santa Clara, do Recife. Com a expertise adquirida no Mercado Livre, um grande shopping virtual que hospeda vendedores informais ou empresas cobrando comiss§es pelas vendas fechadas, e a chegada do Supersimples, eles saÝram da informalidade abrindo uma pessoa jurÝdica no ano passado e hoje chegam a vender atÚ R$ 7 mil por mÛs. As vendas sÒo sincronizadas pelo Mercado Livre que fica com 4,49% de comissÒo e, segundo Luciano Santa Clara, ainda podem crescer muito. "O e-commerce Ú maravilhoso. Sempre fui arrojado e nunca tive medo da internet. Nunca dei, nem levei cano", diz o militar da Aeronßutica que, depois do expediente na base aÚrea, rende a irmÒ e trabalha, muitas vezes, atÚ de madrugada.
Yahoo Brasil (01/09/08)
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Compras pela internet
Grandes redes do varejo pernambucano ainda engatinham na direþÒo do e-commerce mas sabem que ele serß importante para enfrentar a concorrÛncia. Algumas nem possuem site, como as lojas de m¾veis e eletrodomÚsticos Hermol e a Eletroshopping, ambas com forte presenþa na RegiÒo Metropolitana do Recife seja em lojas de bairros populares ou em shoppings centers, mas planejam uma ofensiva virtual para breve. "Estamos definindo a estrutura de distribuiþÒo e de vendas on-line. Ate o final do ano esperamos concluir e lanþar o site jß com e-commerce", revela o gerente de Marketing da Hermol, EclÚsio Batista.
A Via Sports, rede de material esportivo com 12 lojas em Pernambuco e nas capitais do Cearß, PiauÝ e MaranhÒo, tambÚm pretende invadir o campo virtual mas, mesmo que o pontapÚ inicial seja dado este ano, a jogada serß finalizada em 2009. "Embora as vendas on-line dos concorrentes ainda nÒo atinjam as das nossas lojas, a gente nÒo pode demorar muito a entrar no e-commerce", diz Marcos Ribeiro, gerente de marketing da Via Sports.
A grife de lingerie sofisticada Fruit de La Passion, com lojas em SÒo Paulo, Rio de Janeiro, Fortaleza e Recife nÒo esperou e, no ano passado, criou um hotsite de vendas para oferecer aos clientes as suas coleþ§es, em todas as cores e tamanhos disponÝveis. "NÒo almejamos um alto faturamento mas sim atender ao nosso p·blico que nÒo conseguia encontrar tudo o que queria nas revendas multimarcas que vendem Fruit de La Passion em cidades onde nÒo temos lojas pr¾prias", explica o empresßrio Luis Antonio Bourdon, que administra, a partir do Recife, as vendas on-line da grife para todo o Brasil. A distribuiþÒo Ú feita por contrato com os Correios e o valor da entrega jß Ú calculado pelo site, conforme o peso da peþa e o local de destino, e inserido no valor final da compra, fechada apenas com os cart§es de crÚdito Visa, Amex e Mastercard. Experiente no ramo, Luiz Antonio, diz que lingerie nÒo Ú fßcil de vender nem mesmo no balcÒo, mas tem tido boa aceitaþÒo na internet.
Jß os produtos eletr¶nicos e de informßtica nÒo exigem tanto e quem quer vender pela internet nÒo precisa de muita estrutura. Um bom exemplo Ú o da Lucbuy, loja virtual dos irmÒos Luciane e Luciano Santa Clara, do Recife. Com a expertise adquirida no Mercado Livre, um grande shopping virtual que hospeda vendedores informais ou empresas cobrando comiss§es pelas vendas fechadas, e a chegada do Supersimples, eles saÝram da informalidade abrindo uma pessoa jurÝdica no ano passado e hoje chegam a vender atÚ R$ 7 mil por mÛs. As vendas sÒo sincronizadas pelo Mercado Livre que fica com 4,49% de comissÒo e, segundo Luciano Santa Clara, ainda podem crescer muito. "O e-commerce Ú maravilhoso. Sempre fui arrojado e nunca tive medo da internet. Nunca dei, nem levei cano", diz o militar da Aeronßutica que, depois do expediente na base aÚrea, rende a irmÒ e trabalha, muitas vezes, atÚ de madrugada.
Yahoo Brasil (01/09/08)
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No topo do ranking
O setor de meios eletr¶nicos de pagamento vive hoje um de seus melhores momentos na hist¾ria do PaÝs. N·meros das principais entidades do segmento e pesquisas recentes do Banco Central do Brasil (Bacen) comprovam que os brasileiros elegeram os cart§es como a segunda forma mais utilizada para o pagamento de suas compras em supermercados, lojas de departamentos, restaurantes, shoppings e demais redes. Ao se levar em conta a mÚdia nacional, o lÝder ainda Ú o dinheiro.
Somente em julho, de acordo com a AssociaþÒo Brasileira das Empresas de Cart§es de CrÚdito e Serviþos (Abecs), foram feitos 508 milh§es de compras com os plßsticos no PaÝs, totalizando R$ 31,7 bilh§es.
A marca s¾ Ú menor que a observada no mÛs de dezembro do ano passado, quando os brasileiros efetuaram 567 milh§es de compras e gastaram R$ 37 bilh§es.
Mas existe aÝ um detalhe: dezembro concentra todas as compras das festas de final de ano.
Neste cenßrio, surge uma questÒo: se na metade do ano de 2008 existe tÒo grande proximidade de resultados com a Úpoca em que mais se compra, as estimativas para o final deste ano s¾ podem ser as melhores.
O segmento de cart§es de crÚdito trabalha com uma expansÒo total, neste ano de 2008, de cerca de 21%, n·mero em linha com o crescimento dos ·ltimos anos, entre 18% e 20%.
O saldo positivo na fatura Ú um dos reflexos do bom momento vivido pela economia brasileira com o aumento do n·mero de emprego e renda do trabalhador.
Esses fatores, combinados com a facilidade na hora de se conceder limites, contribuem para a massificaþÒo do crÚdito, ainda mais ao se levar em conta que, de acordo com o Banco Central do Brasil, existe uma mÚdia de 0,6 cartÒo de crÚdito e um de dÚbito para cada brasileiro.
Em tempos em que o crÚdito atrelado ao Produto Interno Bruto (PIB) aproxima-se da casa dos 40%, a ·nica soluþÒo encontrada para que seja possÝvel escoar todo esse dinheiro foi aproveitar a alta adesÒo aos plßsticos.
Milhares de cart§es substituem gradativamente, todos os dias, o dinheiro e os cheques, principalmente nas compras parceladas.
Os "chequinhos" para 30, 60, 90 e 120 dias, por exemplo, perdem cada vez mais espaþo para as negociaþ§es com os cart§es.
A queda de market share do dinheiro de papel, o cheque, foi comprovada pela ·ltima pesquisa do Bacen.
O declÝnio foi de 35% no total movimentado nos ·ltimos cinco anos, igual perÝodo em que as negociaþ§es com cart§es dispararam 212%, o que comprova a evoluþÒo dos meios de pagamento eletr¶nicos, uma vez que o cheque Ú apenas um instrumento de compra Ó vista, e nÒo uma forma de se conceder crÚdito.
Mas por que os plßsticos se dÒo tÒo bem, ainda mais ao se levar em conta a penetraþÒo nas camadas econ¶micas mais baixas?
Porque com eles o consumidor tem um limite adequado Ó sua necessidade, pode parcelar compras sem os juros que costumeiramente eram incorporados aos cheques prÚ-datados, nÒo precisa carregar muito dinheiro nem um talÒo inteiro de folhas de cheque na carteira, alÚm da seguranþa, entre outras vantagens.
Para o lojista, o cartÒo tambÚm Ú essencial, pois evita que ele fique com um capital parado sob sua cust¾dia durante meses, reduzindo o Ýndice de perda de crÚdito; e dß a garantia de que, naquele perÝodo, o montante referente Óquela compra serß adicionado ao fluxo de caixa.
Outro detalhe: os segmentos do comÚrcio que nÒo oferecem aos consumidores o cartÒo como forma de pagamento acabam crescendo menos que os outros.
E por ser um neg¾cio muito rentßvel, cada vez mais redes varejistas de grande, mÚdio e pequeno portes passam oferecer a seus clientes formas de pagamento como o private label e, mais recentemente, os hÝbridos.
Os cart§es hÝbridos, jß conhecidos como a mais nova tendÛncia no segmento de cart§es, sÒo uma expÚcie de junþÒo do private label simples com o plßstico de crÚdito, embandeirado.
Com eles Ú possÝvel aproveitar promoþ§es das bandeiras, descontos e parcelamentos diferenciados do comerciante, alÚm de consumir de acordo com a polÝtica de aceitaþÒo das bandeiras Visa e Mastercard.
O cartÒo hÝbrido chegou para revolucionar o mercado de uma forma positiva, pois o varejista terß um Ýndice de efetivaþÒo e fidelizaþÒo bem mais alto que o existente at ulament e com os cart§es private label, e o cliente pode concentrar seus gastos, gerenciando despesas, em uma ·nica fatura. AlÚm disso, ele nÒo precisarß necessariamente ter conta corrente.
Todo mundo pode ir a um supermercado ou qualquer outra rede de varejo e fazer um cartÒo de acordo com seu perfil. Vantagens para o lojista, para o emissor e para o consumidor. Definitivamente, Ú a hora e a vez do dinheiro de plßstico.
DCI (29/08/08)
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No topo do ranking
O setor de meios eletr¶nicos de pagamento vive hoje um de seus melhores momentos na hist¾ria do PaÝs. N·meros das principais entidades do segmento e pesquisas recentes do Banco Central do Brasil (Bacen) comprovam que os brasileiros elegeram os cart§es como a segunda forma mais utilizada para o pagamento de suas compras em supermercados, lojas de departamentos, restaurantes, shoppings e demais redes. Ao se levar em conta a mÚdia nacional, o lÝder ainda Ú o dinheiro.
Somente em julho, de acordo com a AssociaþÒo Brasileira das Empresas de Cart§es de CrÚdito e Serviþos (Abecs), foram feitos 508 milh§es de compras com os plßsticos no PaÝs, totalizando R$ 31,7 bilh§es.
A marca s¾ Ú menor que a observada no mÛs de dezembro do ano passado, quando os brasileiros efetuaram 567 milh§es de compras e gastaram R$ 37 bilh§es.
Mas existe aÝ um detalhe: dezembro concentra todas as compras das festas de final de ano.
Neste cenßrio, surge uma questÒo: se na metade do ano de 2008 existe tÒo grande proximidade de resultados com a Úpoca em que mais se compra, as estimativas para o final deste ano s¾ podem ser as melhores.
O segmento de cart§es de crÚdito trabalha com uma expansÒo total, neste ano de 2008, de cerca de 21%, n·mero em linha com o crescimento dos ·ltimos anos, entre 18% e 20%.
O saldo positivo na fatura Ú um dos reflexos do bom momento vivido pela economia brasileira com o aumento do n·mero de emprego e renda do trabalhador.
Esses fatores, combinados com a facilidade na hora de se conceder limites, contribuem para a massificaþÒo do crÚdito, ainda mais ao se levar em conta que, de acordo com o Banco Central do Brasil, existe uma mÚdia de 0,6 cartÒo de crÚdito e um de dÚbito para cada brasileiro.
Em tempos em que o crÚdito atrelado ao Produto Interno Bruto (PIB) aproxima-se da casa dos 40%, a ·nica soluþÒo encontrada para que seja possÝvel escoar todo esse dinheiro foi aproveitar a alta adesÒo aos plßsticos.
Milhares de cart§es substituem gradativamente, todos os dias, o dinheiro e os cheques, principalmente nas compras parceladas.
Os "chequinhos" para 30, 60, 90 e 120 dias, por exemplo, perdem cada vez mais espaþo para as negociaþ§es com os cart§es.
A queda de market share do dinheiro de papel, o cheque, foi comprovada pela ·ltima pesquisa do Bacen.
O declÝnio foi de 35% no total movimentado nos ·ltimos cinco anos, igual perÝodo em que as negociaþ§es com cart§es dispararam 212%, o que comprova a evoluþÒo dos meios de pagamento eletr¶nicos, uma vez que o cheque Ú apenas um instrumento de compra Ó vista, e nÒo uma forma de se conceder crÚdito.
Mas por que os plßsticos se dÒo tÒo bem, ainda mais ao se levar em conta a penetraþÒo nas camadas econ¶micas mais baixas?
Porque com eles o consumidor tem um limite adequado Ó sua necessidade, pode parcelar compras sem os juros que costumeiramente eram incorporados aos cheques prÚ-datados, nÒo precisa carregar muito dinheiro nem um talÒo inteiro de folhas de cheque na carteira, alÚm da seguranþa, entre outras vantagens.
Para o lojista, o cartÒo tambÚm Ú essencial, pois evita que ele fique com um capital parado sob sua cust¾dia durante meses, reduzindo o Ýndice de perda de crÚdito; e dß a garantia de que, naquele perÝodo, o montante referente Óquela compra serß adicionado ao fluxo de caixa.
Outro detalhe: os segmentos do comÚrcio que nÒo oferecem aos consumidores o cartÒo como forma de pagamento acabam crescendo menos que os outros.
E por ser um neg¾cio muito rentßvel, cada vez mais redes varejistas de grande, mÚdio e pequeno portes passam oferecer a seus clientes formas de pagamento como o private label e, mais recentemente, os hÝbridos.
Os cart§es hÝbridos, jß conhecidos como a mais nova tendÛncia no segmento de cart§es, sÒo uma expÚcie de junþÒo do private label simples com o plßstico de crÚdito, embandeirado.
Com eles Ú possÝvel aproveitar promoþ§es das bandeiras, descontos e parcelamentos diferenciados do comerciante, alÚm de consumir de acordo com a polÝtica de aceitaþÒo das bandeiras Visa e Mastercard.
O cartÒo hÝbrido chegou para revolucionar o mercado de uma forma positiva, pois o varejista terß um Ýndice de efetivaþÒo e fidelizaþÒo bem mais alto que o existente at ulament e com os cart§es private label, e o cliente pode concentrar seus gastos, gerenciando despesas, em uma ·nica fatura. AlÚm disso, ele nÒo precisarß necessariamente ter conta corrente.
Todo mundo pode ir a um supermercado ou qualquer outra rede de varejo e fazer um cartÒo de acordo com seu perfil. Vantagens para o lojista, para o emissor e para o consumidor. Definitivamente, Ú a hora e a vez do dinheiro de plßstico.
DCI (29/08/08)
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Gasto consciente
O crescimento do volume de crÚdito Ó disposiþÒo do consumidor brasileiro tem alimentado, entre os especialistas, temores de aumento excessivo do endividamento e disparada da inadimplÛncia. PorÚm, Walt Macnee, presidente de mercados globais da MasterCard, nÒo vÛ o risco de se repetirem no paÝs os exageros que levaram Ó crise das hipotecas de alto risco ("subprime") nos EUA.
"Uma das coisas que saÝram de controle por lß foi o psicol¾gico das pessoas. A classe mÚdia todo ano sentia que estava mais rica porque via seus im¾veis se valorizarem. Em muitos casos, a casa financiada era seu ·nico bem, e sobre o primeiro emprÚstimo tomava-se outro, que alimentava o consumo exagerado. Essa parcela dos consumidores nÒo sabia qual era a sua real situaþÒo financeira", disse Macnee Ó Folha durante passagem pelo Brasil nesta semana. Quando os preþos das residÛncias comeþaram a cair e os juros subiram, os mutußrios se encontraram com dificuldades em honrar os seus compromissos, dando prejuÝzo nÒo s¾ para quem lhes concedeu o crÚdito como para as instituiþ§es financeiras que negociavam tÝtulos lastreados em tais financiamentos.
"No Brasil, hß uma diferenþa fundamental", prossegue Macnee. "Os consumidores estÒo saindo de circunstÔncias muito modestas para a classe mÚdia. NÒo ficaram ricos, sua renda nÒo estß crescendo desabaladamente, eles estÒo tendo uma vida mais confortßvel e podem comprar um pouco mais. O psicol¾gico Ú melhor aqui. A sociedade aprendeu que nÒo deve usar o cartÒo para adiar pagamentos, e sim para organizß-los melhor."
Na opiniÒo do executivo, os brasileiros parecem ser mais conservadores do que os americanos em termos de gastos tambÚm por causa da hist¾ria de instabilidade econ¶mica e hiperinflaþÒo do paÝs. "Talvez isso tenha causado um certo medo, as pessoas ficam mais cautelosas."
Por isso, a elevaþÒo do volume de compras com cart§es de crÚdito no Brasil Ú considerada saudßvel. A MasterCard nÒo divulga n·meros a respeito do seu desempenho em cada paÝs, mas, na AmÚrica Latina e no Caribe, o montante chegou a US$ 24 bilh§es no segundo trimestre deste ano, o que representa uma alta de 19,9% em relaþÒo ao mesmo perÝodo de 2007. A regiÒo responde por entre 6% e 7% do seu faturamento mundial.
Como para outras empresas dos EUA, o avanþo internacional acaba compensando a desaceleraþÒo do seu mercado interno. "Acho que estamos em recessÒo, sim, e vai levar um certo tempo atÚ a recuperaþÒo efetiva", afirma Macnee. "Entre os emergentes, o Brasil se destaca porque Ú mais estßvel. Ficamos confortßveis quanto Ó estrutura polÝtica e Ós leis."
Folha de S.Paulo (29/08/08)
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Gasto consciente
O crescimento do volume de crÚdito Ó disposiþÒo do consumidor brasileiro tem alimentado, entre os especialistas, temores de aumento excessivo do endividamento e disparada da inadimplÛncia. PorÚm, Walt Macnee, presidente de mercados globais da MasterCard, nÒo vÛ o risco de se repetirem no paÝs os exageros que levaram Ó crise das hipotecas de alto risco ("subprime") nos EUA.
"Uma das coisas que saÝram de controle por lß foi o psicol¾gico das pessoas. A classe mÚdia todo ano sentia que estava mais rica porque via seus im¾veis se valorizarem. Em muitos casos, a casa financiada era seu ·nico bem, e sobre o primeiro emprÚstimo tomava-se outro, que alimentava o consumo exagerado. Essa parcela dos consumidores nÒo sabia qual era a sua real situaþÒo financeira", disse Macnee Ó Folha durante passagem pelo Brasil nesta semana. Quando os preþos das residÛncias comeþaram a cair e os juros subiram, os mutußrios se encontraram com dificuldades em honrar os seus compromissos, dando prejuÝzo nÒo s¾ para quem lhes concedeu o crÚdito como para as instituiþ§es financeiras que negociavam tÝtulos lastreados em tais financiamentos.
"No Brasil, hß uma diferenþa fundamental", prossegue Macnee. "Os consumidores estÒo saindo de circunstÔncias muito modestas para a classe mÚdia. NÒo ficaram ricos, sua renda nÒo estß crescendo desabaladamente, eles estÒo tendo uma vida mais confortßvel e podem comprar um pouco mais. O psicol¾gico Ú melhor aqui. A sociedade aprendeu que nÒo deve usar o cartÒo para adiar pagamentos, e sim para organizß-los melhor."
Na opiniÒo do executivo, os brasileiros parecem ser mais conservadores do que os americanos em termos de gastos tambÚm por causa da hist¾ria de instabilidade econ¶mica e hiperinflaþÒo do paÝs. "Talvez isso tenha causado um certo medo, as pessoas ficam mais cautelosas."
Por isso, a elevaþÒo do volume de compras com cart§es de crÚdito no Brasil Ú considerada saudßvel. A MasterCard nÒo divulga n·meros a respeito do seu desempenho em cada paÝs, mas, na AmÚrica Latina e no Caribe, o montante chegou a US$ 24 bilh§es no segundo trimestre deste ano, o que representa uma alta de 19,9% em relaþÒo ao mesmo perÝodo de 2007. A regiÒo responde por entre 6% e 7% do seu faturamento mundial.
Como para outras empresas dos EUA, o avanþo internacional acaba compensando a desaceleraþÒo do seu mercado interno. "Acho que estamos em recessÒo, sim, e vai levar um certo tempo atÚ a recuperaþÒo efetiva", afirma Macnee. "Entre os emergentes, o Brasil se destaca porque Ú mais estßvel. Ficamos confortßveis quanto Ó estrutura polÝtica e Ós leis."
Folha de S.Paulo (29/08/08)
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Menos burocracia
Para estender suas linhas de crÚdito a micro, pequenas e mÚdias empresas (MPEs), com faturamento anual de atÚ R$ 60 milh§es, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econ¶mico e Social (BNDES) apostou na tecnologia do cartÒo de crÚdito. Por meio do cartÒo BNDES Ú possÝvel financiar mais de 90 mil produtos, a exemplo de mßquinas, computadores, veÝculos e matÚria-prima, em atÚ 36 parcelas, com taxas competitivas. Em agosto, os juros cobrados foram de 1,21% ao mÛs. Acumuladas no ano, as taxas chegam a 15% nas contas do banco. "Encontramos no cartÒo de crÚdito uma forma de desburocratizar o acesso ao crÚdito e oferecer linhas mais compatÝveis com as necessidades das empresas de menor porte", afirma Rodrigo Bacellar, chefe do departamento de operaþ§es de internet.
O objetivo da instituiþÒo Ú criar maior competitividade e fomentar os neg¾cios das PMEs. O limite para os emprÚstimos Ú de R$ 250 mil por banco emissor. Ou seja, o empresßrio pode obter atualmente atÚ R$ 750 mil de limite, uma vez que o cartÒo Ú emitido pelo Banco do Brasil, Bradesco e Caixa Econ¶mica Federal. "Estamos buscando novos parceiros e, atÚ 2009, pretendemos dobrar o n·mero de emissores, ampliando as opþ§es e o valor do crÚdito", informa.
Para obter o cartÒo, os empresßrios tÛm de exercer atividades econ¶micas compatÝveis com as polÝticas operacionais de crÚdito do BNDES e estar em dia com o INSS, FGTS, RAIS e tributos federais. O BNDES nÒo exige garantias e Ú o banco emissor que analisa a capacidade de pagamento de cada cliente e o crÚdito que deve ser cedido. "Basta acessar o site do banco para solicitar o cartÒo e conhecer todas as condiþ§es, a rede credenciada e os produtos que podem ser adquiridos por esta linha."
O BNDES opera com as bandeiras Visa e Mastercard, garantindo uma ampla rede de fornecedores credenciados, que jß conta com mais de nove mil empresas, entre fabricantes e distribuidores de produtos. Todas as transaþ§es sÒo realizadas pela internet e o fornecedor nÒo precisa alugar a mßquina de cartÒo das operadoras. A ·nica exigÛncia estß no Ýndice de nacionalizaþÒo dos produtos que tem de ser de, no mÝnimo, 60%. "AlÚm de atender Ós PMEs, queremos fomentar a ind·stria nacional."
ImbatÝvel em suas taxas, quando comparado a outras opþ§es de financiamento, o cartÒo BNDES tem obtido uma ¾tima aceitaþÒo pelas empresas de menor porte. Desde 2003, ano em que foi criado o cartÒo, o banco emitiu 141 milh§es de unidades, 97% delas para micro e pequenas empresas. AtÚ agosto deste ano, o banco contabilizou quase cem mil transaþ§es no cartÒo BNDES, que somaram cerca de R$ 1,4 bilhÒo de reais desde o lanþamento do produto. Deste montante, 52,03% foram destinados a financiar micro empresas, 36,53% para as pequenas e 11,44% Ós mÚdias. S¾ neste ano, o volume de operaþ§es chegou a quase 34 mil, com valor total de R$ 488,7 milh§es. "Esperamos financiar R$ 800 milh§es para PMEs neste ano", anima-se o executivo.
Segundo ele, o valor mÚdio de compra (ou o tÝquete mÚdio) Ú de R$ 14,5 mil. Entre os produtos mais comprados pelas PMEs estÒo computadores, softwares, m¾veis comerciais, veÝculos utilitßrios, carrocerias de caminh§es e g¶ndolas e balc§es para supermercados. "Temos emprÚstimos inferiores a R$ 3.000,00 em nossa carteira, o que representa uma verdadeira inovaþÒo para o BNDES, acostumado a operaþ§es bem maiores", revela Bacellar.
O foco do financiamento do BNDES Ú a atividade produtiva, possibilitando o avanþo das companhias de menor porte a partir de opþ§es mais competitivas de crÚdito. Bacellar explica que uma grßfica pode, por exemplo, comprar papel utilizando o cartÒo. Da mesma forma que as editoras podem parcelar a impressÒo de livros com a grßfica. No ramo cultura, ele ainda destaca a possibilidade de as gravadoras negociarem CDs e DVDs diretamente com os fabricantes de mÝdia. Como argumento para barganha, as pequenas tÛm o dinheiro que serß repassado integralmente em 30 dias para o fornecedor. Jß o fabricante ou distribuidor passa a conhecer melhor as empresas de menor porte e incrementam suas carteiras de clientes. "+ uma soluþÒo de financiamento a longo prazo com influÛncia direta na capacidade de produþÒo."
Valor Econ¶mico (29/08/08)
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Menos burocracia
Para estender suas linhas de crÚdito a micro, pequenas e mÚdias empresas (MPEs), com faturamento anual de atÚ R$ 60 milh§es, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econ¶mico e Social (BNDES) apostou na tecnologia do cartÒo de crÚdito. Por meio do cartÒo BNDES Ú possÝvel financiar mais de 90 mil produtos, a exemplo de mßquinas, computadores, veÝculos e matÚria-prima, em atÚ 36 parcelas, com taxas competitivas. Em agosto, os juros cobrados foram de 1,21% ao mÛs. Acumuladas no ano, as taxas chegam a 15% nas contas do banco. "Encontramos no cartÒo de crÚdito uma forma de desburocratizar o acesso ao crÚdito e oferecer linhas mais compatÝveis com as necessidades das empresas de menor porte", afirma Rodrigo Bacellar, chefe do departamento de operaþ§es de internet.
O objetivo da instituiþÒo Ú criar maior competitividade e fomentar os neg¾cios das PMEs. O limite para os emprÚstimos Ú de R$ 250 mil por banco emissor. Ou seja, o empresßrio pode obter atualmente atÚ R$ 750 mil de limite, uma vez que o cartÒo Ú emitido pelo Banco do Brasil, Bradesco e Caixa Econ¶mica Federal. "Estamos buscando novos parceiros e, atÚ 2009, pretendemos dobrar o n·mero de emissores, ampliando as opþ§es e o valor do crÚdito", informa.
Para obter o cartÒo, os empresßrios tÛm de exercer atividades econ¶micas compatÝveis com as polÝticas operacionais de crÚdito do BNDES e estar em dia com o INSS, FGTS, RAIS e tributos federais. O BNDES nÒo exige garantias e Ú o banco emissor que analisa a capacidade de pagamento de cada cliente e o crÚdito que deve ser cedido. "Basta acessar o site do banco para solicitar o cartÒo e conhecer todas as condiþ§es, a rede credenciada e os produtos que podem ser adquiridos por esta linha."
O BNDES opera com as bandeiras Visa e Mastercard, garantindo uma ampla rede de fornecedores credenciados, que jß conta com mais de nove mil empresas, entre fabricantes e distribuidores de produtos. Todas as transaþ§es sÒo realizadas pela internet e o fornecedor nÒo precisa alugar a mßquina de cartÒo das operadoras. A ·nica exigÛncia estß no Ýndice de nacionalizaþÒo dos produtos que tem de ser de, no mÝnimo, 60%. "AlÚm de atender Ós PMEs, queremos fomentar a ind·stria nacional."
ImbatÝvel em suas taxas, quando comparado a outras opþ§es de financiamento, o cartÒo BNDES tem obtido uma ¾tima aceitaþÒo pelas empresas de menor porte. Desde 2003, ano em que foi criado o cartÒo, o banco emitiu 141 milh§es de unidades, 97% delas para micro e pequenas empresas. AtÚ agosto deste ano, o banco contabilizou quase cem mil transaþ§es no cartÒo BNDES, que somaram cerca de R$ 1,4 bilhÒo de reais desde o lanþamento do produto. Deste montante, 52,03% foram destinados a financiar micro empresas, 36,53% para as pequenas e 11,44% Ós mÚdias. S¾ neste ano, o volume de operaþ§es chegou a quase 34 mil, com valor total de R$ 488,7 milh§es. "Esperamos financiar R$ 800 milh§es para PMEs neste ano", anima-se o executivo.
Segundo ele, o valor mÚdio de compra (ou o tÝquete mÚdio) Ú de R$ 14,5 mil. Entre os produtos mais comprados pelas PMEs estÒo computadores, softwares, m¾veis comerciais, veÝculos utilitßrios, carrocerias de caminh§es e g¶ndolas e balc§es para supermercados. "Temos emprÚstimos inferiores a R$ 3.000,00 em nossa carteira, o que representa uma verdadeira inovaþÒo para o BNDES, acostumado a operaþ§es bem maiores", revela Bacellar.
O foco do financiamento do BNDES Ú a atividade produtiva, possibilitando o avanþo das companhias de menor porte a partir de opþ§es mais competitivas de crÚdito. Bacellar explica que uma grßfica pode, por exemplo, comprar papel utilizando o cartÒo. Da mesma forma que as editoras podem parcelar a impressÒo de livros com a grßfica. No ramo cultura, ele ainda destaca a possibilidade de as gravadoras negociarem CDs e DVDs diretamente com os fabricantes de mÝdia. Como argumento para barganha, as pequenas tÛm o dinheiro que serß repassado integralmente em 30 dias para o fornecedor. Jß o fabricante ou distribuidor passa a conhecer melhor as empresas de menor porte e incrementam suas carteiras de clientes. "+ uma soluþÒo de financiamento a longo prazo com influÛncia direta na capacidade de produþÒo."
Valor Econ¶mico (29/08/08)
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Top de linha
Os consumidores paulistanos estÒo mudando sua postura em relaþÒo ao consumo, formas de crÚdito e inadimplÛncia. A constataþÒo Ú de pesquisa realizada pela Toledo & Associados para a AssociaþÒo Comercial de SÒo Paulo (ACSP), divulgada ontem. O estudo indica, por exemplo, que o cartÒo de crÚdito ultrapassou o carnÛ como forma de pagamento. Os compradores tambÚm estÒo mais conscientes de sua situaþÒo financeira e se endividam menos.
A pesquisa indica o cartÒo de crÚdito como o instrumento mais utilizado para parcelar o pagamento das compras (54,4%), Ýndice acima do tradicional carnÛ, escolhido por 44,5% dos pesquisados. Para Marcel Solimeo, economista do Instituto de Economia GastÒo Vidigal, da ACSP, essa mudanþa de comportamento Ú resultado do crescimento da renda da populaþÒo das classes C2 e D e do seu maior acesso aos cart§es de crÚdito. "O comÚrcio comeþou a oferecer parcelamento no cartÒo com prazos mais longos e essa forma de pagamento substituiu o carnÛ por ser mais prßtica tanto para o consumidor quanto para o lojista, que transfere a cobranþa para a administradora dos cart§es", disse.
Para Solimeo, isso nÒo indica desconhecimento, por parte do consumidor, do impacto dos juros sobre o preþo dos produtos comprados a prazo e do aumento do custo total do produto. Segundo o economista, essa escolha ainda Ú respaldada pelo clßssico raciocÝnio "nÒo tenho o dinheiro para pagar Ó vista e a prestaþÒo cabe no meu salßrio".
Ele acredita que, para o comprador, o mais importante Ú o valor da prestaþÒo, nÒo os juros cobrados. Alißs, 69,9% dos entrevistados disseram nÒo conhecer a taxa de juros incidente nas aquisiþ§es parceladas e 58,80% reconheceram nÒo ter lido o contrato de compra ou recebido orientaþÒo antes de fechar o neg¾cio. Dos 30% que sabem quanto pagam para comprar a prazo, somente 34,7% declararam ter sido bem orientados e terem lido atentamente o contrato de financiamento do produto comprado.
Solimeo ressalta: para as classes C, D e E, a ·nica forma de adquirir bens de consumo Ú o parcelamento que nÒo compromete a renda total. Mas, de forma geral, os consumidores estÒo mais conscientes e sabem quando podem ou nÒo comprar. Um fato comprovado pela pesquisa. Quando se perguntou Ós pessoas como pretendiam quitar suas dÝvidas, elas responderam que irÒo reduzir seus gastos para saldar os dÚbitos com o salßrio. "O governo deveria seguir esse exemplo", disse.
O estudo indica ainda, que entre as pessoas que atualmente estÒo em atraso com o pagamento de carnÛs, 72% pretendem pagar suas dÝvidas nos pr¾ximos trÛs meses. E apenas 17% fizeram algum emprÚstimo recentemente.
AlÚm disso, a inadimplÛncia com atrasos de atÚ 30 dias atingiu Ýndices de 31%. Em 60 dias, o Ýndice cai para 29%, e em 120 dias, para 20%. Para 30 dias completos, a inadimplÛncia Ú de 15% e para 90, de 6%.
Foram realizadas 1.007 entrevistas na capital paulista durante o mÛs de agosto. Deste total, 49% dos entrevistados eram homens e 51%, mulheres. O estudo apontou que a renda mÚdia pessoal dos homens entrevistados Ú de R$ 1.265,47 e a familiar, de R$ 2.074,33. No caso das mulheres, esses valores sÒo de R$ 749,16 e R$ 1.724,44, respectivamente.
Dißrio do ComÚrcio (28/08/08)
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Top de linha
Os consumidores paulistanos estÒo mudando sua postura em relaþÒo ao consumo, formas de crÚdito e inadimplÛncia. A constataþÒo Ú de pesquisa realizada pela Toledo & Associados para a AssociaþÒo Comercial de SÒo Paulo (ACSP), divulgada ontem. O estudo indica, por exemplo, que o cartÒo de crÚdito ultrapassou o carnÛ como forma de pagamento. Os compradores tambÚm estÒo mais conscientes de sua situaþÒo financeira e se endividam menos.
A pesquisa indica o cartÒo de crÚdito como o instrumento mais utilizado para parcelar o pagamento das compras (54,4%), Ýndice acima do tradicional carnÛ, escolhido por 44,5% dos pesquisados. Para Marcel Solimeo, economista do Instituto de Economia GastÒo Vidigal, da ACSP, essa mudanþa de comportamento Ú resultado do crescimento da renda da populaþÒo das classes C2 e D e do seu maior acesso aos cart§es de crÚdito. "O comÚrcio comeþou a oferecer parcelamento no cartÒo com prazos mais longos e essa forma de pagamento substituiu o carnÛ por ser mais prßtica tanto para o consumidor quanto para o lojista, que transfere a cobranþa para a administradora dos cart§es", disse.
Para Solimeo, isso nÒo indica desconhecimento, por parte do consumidor, do impacto dos juros sobre o preþo dos produtos comprados a prazo e do aumento do custo total do produto. Segundo o economista, essa escolha ainda Ú respaldada pelo clßssico raciocÝnio "nÒo tenho o dinheiro para pagar Ó vista e a prestaþÒo cabe no meu salßrio".
Ele acredita que, para o comprador, o mais importante Ú o valor da prestaþÒo, nÒo os juros cobrados. Alißs, 69,9% dos entrevistados disseram nÒo conhecer a taxa de juros incidente nas aquisiþ§es parceladas e 58,80% reconheceram nÒo ter lido o contrato de compra ou recebido orientaþÒo antes de fechar o neg¾cio. Dos 30% que sabem quanto pagam para comprar a prazo, somente 34,7% declararam ter sido bem orientados e terem lido atentamente o contrato de financiamento do produto comprado.
Solimeo ressalta: para as classes C, D e E, a ·nica forma de adquirir bens de consumo Ú o parcelamento que nÒo compromete a renda total. Mas, de forma geral, os consumidores estÒo mais conscientes e sabem quando podem ou nÒo comprar. Um fato comprovado pela pesquisa. Quando se perguntou Ós pessoas como pretendiam quitar suas dÝvidas, elas responderam que irÒo reduzir seus gastos para saldar os dÚbitos com o salßrio. "O governo deveria seguir esse exemplo", disse.
O estudo indica ainda, que entre as pessoas que atualmente estÒo em atraso com o pagamento de carnÛs, 72% pretendem pagar suas dÝvidas nos pr¾ximos trÛs meses. E apenas 17% fizeram algum emprÚstimo recentemente.
AlÚm disso, a inadimplÛncia com atrasos de atÚ 30 dias atingiu Ýndices de 31%. Em 60 dias, o Ýndice cai para 29%, e em 120 dias, para 20%. Para 30 dias completos, a inadimplÛncia Ú de 15% e para 90, de 6%.
Foram realizadas 1.007 entrevistas na capital paulista durante o mÛs de agosto. Deste total, 49% dos entrevistados eram homens e 51%, mulheres. O estudo apontou que a renda mÚdia pessoal dos homens entrevistados Ú de R$ 1.265,47 e a familiar, de R$ 2.074,33. No caso das mulheres, esses valores sÒo de R$ 749,16 e R$ 1.724,44, respectivamente.
Dißrio do ComÚrcio (28/08/08)
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Mudanþa de hßbito
Dados divulgados pela Itaucard, na terþa-feira (26), revelaram que o varejo cresceu 9,8% entre 2006 e 2007 e 10,6% entre 2007 e 2008. Jß o mercado de cart§es de crÚdito teve uma evoluþÒo de 16,5% nos dois perÝodos analisados. O levantamento teve como base dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e EstatÝstica) e da Abecs (AssociaþÒo Brasileira das Empresas de Cart§es de CrÚdito e Serviþos).
"O faturamento do varejo sobe, mas o do cartÒo de crÚdito sobe mais ainda, porque existe uma migraþÒo dos outros meios de pagamento para o cartÒo de crÚdito", afirmou o diretor de Marketing da Itaucard, Fernando Chacon.
Mercado de cart§es
O mercado de cart§es de crÚdito estß em franca expansÒo no PaÝs. O n·mero de plßsticos em circulaþÒo deve crescer 16,9% em agosto, na comparaþÒo com o mesmo perÝodo do ano passado, chegando a 103,1 milh§es de unidades ao final do mÛs.
"A melhoria das condiþ§es socioecon¶micas do brasileiro, com o controle inflacionßrio e o aumento da oferta de postos de trabalho, foi acompanhada do aumento da utilizaþÒo de cart§es de crÚdito, inclusive por segmentos que antes nÒo empregavam este meio de pagamento", observa Chacon.
Os dados mostram que serÒo realizadas 1,803 bilhÒo de transaþ§es entre janeiro e agosto deste ano. No mesmo perÝodo de 2007, foram realizadas 1,512 bilhÒo. O faturamento do setor deve chegar a R$ 139 bilh§es.
Uso de cartÒo de crÚdito
De acordo com a Itaucard, o uso do crÚdito na ind·stria de cart§es quase dobrou nos ·ltimos dois anos (+98%), passando de R$ 29,3 bilh§es para R$ 57,9 bilh§es entre junho de 2006 e de 2008, levando em conta o parcelado sem juros, com juros e o crÚdito rotativo.
Em relaþÒo ao uso do cartÒo de crÚdito, o brasileiro prefere o financiamento sem juros, que jß corresponde Ó maior parcela das aquisiþ§es, com 50,4% do total. As compras Ó vista respondem por 48,8%, e o parcelamento com juros, por 1,1%.
MSN (28/08/08)
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Mudanþa de hßbito
Dados divulgados pela Itaucard, na terþa-feira (26), revelaram que o varejo cresceu 9,8% entre 2006 e 2007 e 10,6% entre 2007 e 2008. Jß o mercado de cart§es de crÚdito teve uma evoluþÒo de 16,5% nos dois perÝodos analisados. O levantamento teve como base dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e EstatÝstica) e da Abecs (AssociaþÒo Brasileira das Empresas de Cart§es de CrÚdito e Serviþos).
"O faturamento do varejo sobe, mas o do cartÒo de crÚdito sobe mais ainda, porque existe uma migraþÒo dos outros meios de pagamento para o cartÒo de crÚdito", afirmou o diretor de Marketing da Itaucard, Fernando Chacon.
Mercado de cart§es
O mercado de cart§es de crÚdito estß em franca expansÒo no PaÝs. O n·mero de plßsticos em circulaþÒo deve crescer 16,9% em agosto, na comparaþÒo com o mesmo perÝodo do ano passado, chegando a 103,1 milh§es de unidades ao final do mÛs.
"A melhoria das condiþ§es socioecon¶micas do brasileiro, com o controle inflacionßrio e o aumento da oferta de postos de trabalho, foi acompanhada do aumento da utilizaþÒo de cart§es de crÚdito, inclusive por segmentos que antes nÒo empregavam este meio de pagamento", observa Chacon.
Os dados mostram que serÒo realizadas 1,803 bilhÒo de transaþ§es entre janeiro e agosto deste ano. No mesmo perÝodo de 2007, foram realizadas 1,512 bilhÒo. O faturamento do setor deve chegar a R$ 139 bilh§es.
Uso de cartÒo de crÚdito
De acordo com a Itaucard, o uso do crÚdito na ind·stria de cart§es quase dobrou nos ·ltimos dois anos (+98%), passando de R$ 29,3 bilh§es para R$ 57,9 bilh§es entre junho de 2006 e de 2008, levando em conta o parcelado sem juros, com juros e o crÚdito rotativo.
Em relaþÒo ao uso do cartÒo de crÚdito, o brasileiro prefere o financiamento sem juros, que jß corresponde Ó maior parcela das aquisiþ§es, com 50,4% do total. As compras Ó vista respondem por 48,8%, e o parcelamento com juros, por 1,1%.
MSN (28/08/08)
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Sodexo pede autorizaþÒo para abrir financeira
Depois de adquirir a carteira de benefÝcios da VR e se tornar a maior empresa do setor, com um terþo de fatia do mercado, a Sodexo, Cheques, Cart§es e Serviþos direciona agora seus esforþos para consolidar a lideranþa e ampliar a capilaridade da atuaþÒo. Entre os planos da empresa, estß a criaþÒo de uma financeira.
Com cinco aquisiþ§es em pouco mais de dez anos no Brasil, o foco agora passa a ser o crescimento orgÔnico, com o desenvolvimento de uma sÚrie de novos produtos, afirma Geraldo Franþa, presidente da Sodexo.
"Acreditamos que existe muito mercado no setor de benefÝcios. Em todo o Brasil, cerca de 11 milh§es de trabalhadores sÒo atendidos pelas empresas, se alimentando diariamente com os benefÝcios. Mas no mercado formal existe mais de 26 milh§es ainda nÒo incluÝdos e somente em 2008 estima-se em dois milh§es o n·mero de pessoas com carteira assinada. Ou seja, o desafio Ú muito grande."
Entre as novidades estß a abertura de uma financeira. A empresa jß solicitou ao Banco Central a autorizaþÒo para iniciar as operaþ§es de uma instituiþÒo financeira para trabalhar com a antecipaþÒo dos recebÝveis dos mais de 120 mil estabelecimentos (restaurantes) filiados Ó rede Sodexo. "NÒo Ú a nossa vocaþÒo ser um banco. Teremos apenas um produto para atender uma demanda muito grande dos restaurantes por antecipaþÒo dos pagamentos".
A companhia chegou a avaliar a aquisiþÒo de uma financeira, mas desistiu da compra e optou por iniciar a operaþÒo do zero. Franþa ressalta que o foco da companhia continua nos benefÝcios, sem a pretensÒo de se tornar um banco, mas tambÚm nÒo descarta ampliar os serviþos financeiros no futuro. "Vamos sempre atrßs do que o cliente pede. Em termos de oportunidade, se surgir alguma coisa e for relevante e dentro da nossa missÒo, serß ¾timo. Mas nÒo temos a pretensÒo de ser banco. NÒo Ú essa a idÚia".
De origem francesa, a empresa aportou no Brasil em 1996, com a compra da Cardßpio. Em 1998, adquiriu as operaþ§es no segmento do Banerj e nos dois anos seguintes comprou tambÚm a Refeicheque e a Transcheque. Com esse posicionamento, atingiu 18% de participaþÒo. Com a compra da carteira da VR, que incluiu a rede de afiliados, os produtos e os clientes, a Sodexo pulou para a lideranþa, com 33% do mercado. "A companhia fez uma mudanþa grande. Nosso hist¾rico foi feito por meio de aquisiþ§es. A partir de 2006, acrescentamos um novo componente na estratÚgia que Ú o crescimento orgÔnico. Essa foi uma grande diferenþa estratÚgica."
Franþa avalia que os resultados dessa mudanþa jß comeþaram a surgir. A companhia, que segue o ano fiscal que se encerra em agosto, deve fechar o balanþo com crescimento de quase 25% em termos de volume. O faturamento anual estß na casa dos R$ 7,5 bilh§es, o que deixa a operaþÒo brasileira como a que mais fatura fora da Franþa. A companhia atende cerca de 50 mil centros de recursos humanos, o que integra mais de 100 mil empresas. O n·mero de usußrios atinge 5 milh§es de pessoas que podem usar os cheques e cart§es em mais de 120 mil estabelecimentos afiliados. Tanto as empresas quanto os restaurantes pagam uma taxa mensal, da ordem de 4%.
Ampliar a capilaridade da companhia tambÚm Ú um dos objetivos. "Hoje estamos presentes em mais de 3 mil cidades, mais da metade dos municÝpios brasileiros, e iremos onde estÒo nossos clientes. Estamos desde a margem do Rio Negro atÚ a ·ltima cidade ga·cha antes do Uruguai".
A Sodexo aposta tambÚm em algumas facilidades, principalmente com o celular e novas tecnologias, conta JosÚ Roberto de Arruda, diretor de marketing da companhia. Recentemente foi lanþado o Mobility, o primeiro produto com tecnologia de pagamento via telefone m¾vel.
Com investimentos que chegam Ó casa dos R$ 8 milh§es por ano, a companhia se destaca nas inovaþ§es. Parte dessas novidades, inclusive, estß sendo exportada. "O Mobility Ú um sucesso e Ú novidade tambÚm lß fora. Tem gente vindo para o Brasil para aprender como Ú que faz. Estamos exportando know-how", conta Arruda.
Valor Econ¶mico (28/08/08)
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Sodexo pede autorizaþÒo para abrir financeira
Depois de adquirir a carteira de benefÝcios da VR e se tornar a maior empresa do setor, com um terþo de fatia do mercado, a Sodexo, Cheques, Cart§es e Serviþos direciona agora seus esforþos para consolidar a lideranþa e ampliar a capilaridade da atuaþÒo. Entre os planos da empresa, estß a criaþÒo de uma financeira.
Com cinco aquisiþ§es em pouco mais de dez anos no Brasil, o foco agora passa a ser o crescimento orgÔnico, com o desenvolvimento de uma sÚrie de novos produtos, afirma Geraldo Franþa, presidente da Sodexo.
"Acreditamos que existe muito mercado no setor de benefÝcios. Em todo o Brasil, cerca de 11 milh§es de trabalhadores sÒo atendidos pelas empresas, se alimentando diariamente com os benefÝcios. Mas no mercado formal existe mais de 26 milh§es ainda nÒo incluÝdos e somente em 2008 estima-se em dois milh§es o n·mero de pessoas com carteira assinada. Ou seja, o desafio Ú muito grande."
Entre as novidades estß a abertura de uma financeira. A empresa jß solicitou ao Banco Central a autorizaþÒo para iniciar as operaþ§es de uma instituiþÒo financeira para trabalhar com a antecipaþÒo dos recebÝveis dos mais de 120 mil estabelecimentos (restaurantes) filiados Ó rede Sodexo. "NÒo Ú a nossa vocaþÒo ser um banco. Teremos apenas um produto para atender uma demanda muito grande dos restaurantes por antecipaþÒo dos pagamentos".
A companhia chegou a avaliar a aquisiþÒo de uma financeira, mas desistiu da compra e optou por iniciar a operaþÒo do zero. Franþa ressalta que o foco da companhia continua nos benefÝcios, sem a pretensÒo de se tornar um banco, mas tambÚm nÒo descarta ampliar os serviþos financeiros no futuro. "Vamos sempre atrßs do que o cliente pede. Em termos de oportunidade, se surgir alguma coisa e for relevante e dentro da nossa missÒo, serß ¾timo. Mas nÒo temos a pretensÒo de ser banco. NÒo Ú essa a idÚia".
De origem francesa, a empresa aportou no Brasil em 1996, com a compra da Cardßpio. Em 1998, adquiriu as operaþ§es no segmento do Banerj e nos dois anos seguintes comprou tambÚm a Refeicheque e a Transcheque. Com esse posicionamento, atingiu 18% de participaþÒo. Com a compra da carteira da VR, que incluiu a rede de afiliados, os produtos e os clientes, a Sodexo pulou para a lideranþa, com 33% do mercado. "A companhia fez uma mudanþa grande. Nosso hist¾rico foi feito por meio de aquisiþ§es. A partir de 2006, acrescentamos um novo componente na estratÚgia que Ú o crescimento orgÔnico. Essa foi uma grande diferenþa estratÚgica."
Franþa avalia que os resultados dessa mudanþa jß comeþaram a surgir. A companhia, que segue o ano fiscal que se encerra em agosto, deve fechar o balanþo com crescimento de quase 25% em termos de volume. O faturamento anual estß na casa dos R$ 7,5 bilh§es, o que deixa a operaþÒo brasileira como a que mais fatura fora da Franþa. A companhia atende cerca de 50 mil centros de recursos humanos, o que integra mais de 100 mil empresas. O n·mero de usußrios atinge 5 milh§es de pessoas que podem usar os cheques e cart§es em mais de 120 mil estabelecimentos afiliados. Tanto as empresas quanto os restaurantes pagam uma taxa mensal, da ordem de 4%.
Ampliar a capilaridade da companhia tambÚm Ú um dos objetivos. "Hoje estamos presentes em mais de 3 mil cidades, mais da metade dos municÝpios brasileiros, e iremos onde estÒo nossos clientes. Estamos desde a margem do Rio Negro atÚ a ·ltima cidade ga·cha antes do Uruguai".
A Sodexo aposta tambÚm em algumas facilidades, principalmente com o celular e novas tecnologias, conta JosÚ Roberto de Arruda, diretor de marketing da companhia. Recentemente foi lanþado o Mobility, o primeiro produto com tecnologia de pagamento via telefone m¾vel.
Com investimentos que chegam Ó casa dos R$ 8 milh§es por ano, a companhia se destaca nas inovaþ§es. Parte dessas novidades, inclusive, estß sendo exportada. "O Mobility Ú um sucesso e Ú novidade tambÚm lß fora. Tem gente vindo para o Brasil para aprender como Ú que faz. Estamos exportando know-how", conta Arruda.
Valor Econ¶mico (28/08/08)
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EstratÚgia de peso
A expansÒo dos neg¾cios em mercados internacionais de rßpido crescimento como o Brasil e a contÝnua substituiþÒo do cheque e do dinheiro vivo pelo cartÒo de crÚdito e de dÚbito estÒo permitindo Ó MasterCard resistir Ó desaceleraþÒo da economia americana, desencadeada pela crise das hipotecas de alto risco e o aperto de crÚdito. A afirmaþÒo Ú do presidente da ßrea de mercados globais da MasterCard, Walter Macnee, que concedeu ontem entrevista ao Valor, em sua terceira passagem pelo paÝs.
A MasterCard teve um lucro lÝquido de US$ 276 milh§es no segundo trimestre, com aumento de 25% nas receitas sobe igual perÝodo de 2007. A MasterCard tem sido pouco afetada pela crise por causa da expansÒo internacional dos neg¾cios. A empresa nÒo divulga n·meros mas, segundo Macnee, pouco mais de 50% das receitas vÛm do exterior. AlÚm disso, assim como sua concorrente, a Visa, nÒo assume o risco dos emprÚstimos e apenas cobra taxas para processar os pagamentos entre instituiþ§es financeiras. Outras bandeiras americanas como a American Express e a Capital One operam de modo diferente e estÒo registrando taxas crescentes de inadimplÛncia.
Macnee nÒo espera uma bolha no mercado de cart§es de crÚdito americano como aconteceu na ßrea imobilißria porque as pessoas preferem manter o cartÒo "limpo" mesmo em situaþÒo adversa. "Vimos na atual crise vßrias pessoas entregando suas casas mas, mantendo o cartÒo", disse Macnee, canadense de 52 anos, que trabalha na MasterCard desde 1999, preside a ßrea de mercados globais desde novembro passado e, anteriormente, cuidava da regiÒo da AmÚrica Latina e Caribe.
A MasterCard, ponderou Macneee, poderia ser afetada pela reduþÒo dos neg¾cios causada pela desaceleraþÒo da economia. Mas, como opera bastante no exterior, compensa assim o menor crescimento no mercado domÚstico.
O Brasil faz, com certeza, parte dos mercados externos importantes para a empresa. Macnee alinhou os motivos: "O Brasil tem uma grande populaþÒo, que estß enriquecendo, como mostra o fen¶meno do crescimento da classe C, e usando cada vez mais o cartÒo em substituiþÒo ao dinheiro e ao cheque. A economia Ú muito forte, apoiada na produþÒo de commodities, e a polÝtica econ¶mica inteligente". A MasterCard, que tem 42 anos de existÛncia, opera hß doze no Brasil.
Macnee vÛ com naturalidade as discuss§es do mercado brasileiro a respeito da expansÒo das operaþ§es do parcelado no cartÒo e a disputa entre varejistas e adquirentes a respeito das taxas cobradas. "N¾s adoramos competiþÒo. A melhor idÚia Ú a que ganha o dia. N¾s gostamos de oferecer caracterÝsticas adicionais desejadas pelo mercado", afirmou a respeito do parcelado.
O atual presidente da MasterCard para a AmÚrica Latina e Caribe, Richard Hartzell, lembrou que o crÚdito parcelado no cartÒo surgiu no mercado brasileiro para competir com o cheque prÚ-datado e mostrou uma rßpida reaþÒo do mercado. "Acreditamos que o mercado vai se ajustar, com transparÛncia. Uma disrupþÒo nÒo Ú favorßvel ao nenhum dos lados", afirmou a respeito da disputa entre bancos e varejistas em torno do mecanismo de financiamento.
Segundo Macnee, o espaþo para a MasterCard crescer no Brasil Ú grande. Cada brasileiro possui em mÚdia menos de dois cart§es, enquanto nos Estados Unidos a mÚdia Ú de quatro cart§es por pessoa.
No Brasil, o n·mero de cart§es de bandeira atingiu pouco mais de 103 milh§es de unidades. Antes de trabalhar na MasterCard, Macnee trabalhou 18 anos no Toronto Dominion Bank, onde entrou em 1983. Ele tambÚm presidiu as operaþ§es da Visa no Canadß e foi vice-presidente do Canadian Imperial Bank of Commerce, de Toronto.
Valor Econ¶mico (27/08/08)
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EstratÚgia de peso
A expansÒo dos neg¾cios em mercados internacionais de rßpido crescimento como o Brasil e a contÝnua substituiþÒo do cheque e do dinheiro vivo pelo cartÒo de crÚdito e de dÚbito estÒo permitindo Ó MasterCard resistir Ó desaceleraþÒo da economia americana, desencadeada pela crise das hipotecas de alto risco e o aperto de crÚdito. A afirmaþÒo Ú do presidente da ßrea de mercados globais da MasterCard, Walter Macnee, que concedeu ontem entrevista ao Valor, em sua terceira passagem pelo paÝs.
A MasterCard teve um lucro lÝquido de US$ 276 milh§es no segundo trimestre, com aumento de 25% nas receitas sobe igual perÝodo de 2007. A MasterCard tem sido pouco afetada pela crise por causa da expansÒo internacional dos neg¾cios. A empresa nÒo divulga n·meros mas, segundo Macnee, pouco mais de 50% das receitas vÛm do exterior. AlÚm disso, assim como sua concorrente, a Visa, nÒo assume o risco dos emprÚstimos e apenas cobra taxas para processar os pagamentos entre instituiþ§es financeiras. Outras bandeiras americanas como a American Express e a Capital One operam de modo diferente e estÒo registrando taxas crescentes de inadimplÛncia.
Macnee nÒo espera uma bolha no mercado de cart§es de crÚdito americano como aconteceu na ßrea imobilißria porque as pessoas preferem manter o cartÒo "limpo" mesmo em situaþÒo adversa. "Vimos na atual crise vßrias pessoas entregando suas casas mas, mantendo o cartÒo", disse Macnee, canadense de 52 anos, que trabalha na MasterCard desde 1999, preside a ßrea de mercados globais desde novembro passado e, anteriormente, cuidava da regiÒo da AmÚrica Latina e Caribe.
A MasterCard, ponderou Macneee, poderia ser afetada pela reduþÒo dos neg¾cios causada pela desaceleraþÒo da economia. Mas, como opera bastante no exterior, compensa assim o menor crescimento no mercado domÚstico.
O Brasil faz, com certeza, parte dos mercados externos importantes para a empresa. Macnee alinhou os motivos: "O Brasil tem uma grande populaþÒo, que estß enriquecendo, como mostra o fen¶meno do crescimento da classe C, e usando cada vez mais o cartÒo em substituiþÒo ao dinheiro e ao cheque. A economia Ú muito forte, apoiada na produþÒo de commodities, e a polÝtica econ¶mica inteligente". A MasterCard, que tem 42 anos de existÛncia, opera hß doze no Brasil.
Macnee vÛ com naturalidade as discuss§es do mercado brasileiro a respeito da expansÒo das operaþ§es do parcelado no cartÒo e a disputa entre varejistas e adquirentes a respeito das taxas cobradas. "N¾s adoramos competiþÒo. A melhor idÚia Ú a que ganha o dia. N¾s gostamos de oferecer caracterÝsticas adicionais desejadas pelo mercado", afirmou a respeito do parcelado.
O atual presidente da MasterCard para a AmÚrica Latina e Caribe, Richard Hartzell, lembrou que o crÚdito parcelado no cartÒo surgiu no mercado brasileiro para competir com o cheque prÚ-datado e mostrou uma rßpida reaþÒo do mercado. "Acreditamos que o mercado vai se ajustar, com transparÛncia. Uma disrupþÒo nÒo Ú favorßvel ao nenhum dos lados", afirmou a respeito da disputa entre bancos e varejistas em torno do mecanismo de financiamento.
Segundo Macnee, o espaþo para a MasterCard crescer no Brasil Ú grande. Cada brasileiro possui em mÚdia menos de dois cart§es, enquanto nos Estados Unidos a mÚdia Ú de quatro cart§es por pessoa.
No Brasil, o n·mero de cart§es de bandeira atingiu pouco mais de 103 milh§es de unidades. Antes de trabalhar na MasterCard, Macnee trabalhou 18 anos no Toronto Dominion Bank, onde entrou em 1983. Ele tambÚm presidiu as operaþ§es da Visa no Canadß e foi vice-presidente do Canadian Imperial Bank of Commerce, de Toronto.
Valor Econ¶mico (27/08/08)
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CrÚdito Popular
Pesquisa da FecomÚrcio-RJ divulgada nesta terþa-feira mostrou que este ano, 37% dos entrevistados declararam ter conta bancßria, contra 33%, em 2007. Da mesma forma, o levantamento estima que, este ano, 23% dos brasileiros tenham cartÒo de crÚdito, contra 20% no ano passado e; que 21% tenham cartÒo de loja/supermercado, parcela superior aos 19%, na mesma base de comparaþÒo.
Apesar da expansÒo do crÚdito, o consumidor dß provas de que estß administrando de forma coerente o orþamento. Em 2008, 32% dos entrevistados afirmaram estar pagando algum tipo de financiamento contra 39% do ano passado. No topo da lista de produtos financiados estÒo eletrodomÚsticos, pagamento de dÝvidas e compra de artigos do vestußrio, assim como observado em 2007. Na comparaþÒo entre anos hß um destaque: o parcelamento de veÝculos foi citado por 16% no recente levantamento contra 7% do anterior.
A mÚdia do n·mero de prestaþ§es se manteve praticamente em linha na comparaþÒo interanual, mas hß um avanþo significativo no total de parcelas para a aquisiþÒo de im¾veis, que saltou de 93, em 2007, para 153 este ano, e para pagar gastos com viagem, de 4 para 25, na mesma base de comparaþÒo.
O Globo Online (27/08/08)
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CrÚdito Popular
Pesquisa da FecomÚrcio-RJ divulgada nesta terþa-feira mostrou que este ano, 37% dos entrevistados declararam ter conta bancßria, contra 33%, em 2007. Da mesma forma, o levantamento estima que, este ano, 23% dos brasileiros tenham cartÒo de crÚdito, contra 20% no ano passado e; que 21% tenham cartÒo de loja/supermercado, parcela superior aos 19%, na mesma base de comparaþÒo.
Apesar da expansÒo do crÚdito, o consumidor dß provas de que estß administrando de forma coerente o orþamento. Em 2008, 32% dos entrevistados afirmaram estar pagando algum tipo de financiamento contra 39% do ano passado. No topo da lista de produtos financiados estÒo eletrodomÚsticos, pagamento de dÝvidas e compra de artigos do vestußrio, assim como observado em 2007. Na comparaþÒo entre anos hß um destaque: o parcelamento de veÝculos foi citado por 16% no recente levantamento contra 7% do anterior.
A mÚdia do n·mero de prestaþ§es se manteve praticamente em linha na comparaþÒo interanual, mas hß um avanþo significativo no total de parcelas para a aquisiþÒo de im¾veis, que saltou de 93, em 2007, para 153 este ano, e para pagar gastos com viagem, de 4 para 25, na mesma base de comparaþÒo.
O Globo Online (27/08/08)
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CartÒo arretado
Nada de cheques de alto valor ou transferÛncias bancßrias. Quem quiser comprar um apartamento ou casa na Bahia poderß pagß-lo com cartÒo de crÚdito da bandeira Visanet a partir de outubro deste ano. Depois das baianas de acarajÚ e das vendedoras de tapioca, agora Ú a vez das as incorporadoras e construtoras baianas. Essas empresas serÒo as primeiras do setor imobilißrio brasileiro a aceitarem pagamento do sinal, das parcelas mensais e da entrega das chaves atravÚs de cart§es de crÚdito.
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