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Bolsa Família terá reajuste real em 2018

por Notícias às 09:29 de 14/11/2017 em Mercado de Cartões

CORREIO BRAZILIENSE/BRASÍLIA

O governo pretende conceder um reajuste real ao valor dos benefícios do programa Bolsa Família no próximo ano. O percentual de aumento, porém, ainda não está acertado. “No ano que vem, queremos aumentar alguma coisa acima da inflação, pode ser 0,5%, 1%, o que estiver dando em março ou abril. Ainda estamos definindo”, disse ontem o ministro do Desenvolvimento Social, Osmar Terra, após participar do lançamento do Programa Emergencial de Ações Sociais para a cidade do Rio de Janeiro.

De acordo com o ministro, a inflação mais baixa propicia o aumento do valor do benefício, que é distribuído a 13,5 milhões de famílias em todo o país. De acordo com Terra, o orçamento de 2018, em discussão no Congresso, tem recursos suficientes para contemplar o reajuste, sem prejuízo dos demais programas sociais mantidos pelo governo.

Em 2016, o governo concedeu um reajuste de 12,5% ao Bolsa Família. Neste ano, o Executivo chegou a avaliar a concessão de um aumento de, pelo menos, 5% no valor dos benefícios, mas desistiu diante da frustração de receitas e das dificuldades de cumprir a meta fiscal. Para Osmar Terra, não se pode acusar o governo de programar o aumento de benefício devido à proximidade das eleições. “Sempre foi dado assim no governo anterior, inclusive em ano eleitoral”, afirmou.

O ministro lembrou que a proposta orçamentária enviada ao Legislativo em agosto foi elaborada ainda levando em conta a antiga meta fiscal, que previa déficit de até R$ 129 bilhões nas contas federais. Posteriormente, a meta fiscal foi elevada para R$ 159 bilhões, abrindo espaço para a ampliação

Alteração da meta fiscal e economia com auxílio-doença permitem a correção, segundo Osmar Terra de verbas. Além disso, desde então, a receita tributária aumentou, permitindo um pouco mais de folga na programação orçamentária. “Temos um outro universo para trabalhar”, sintetizou.

Uma forte ajuda para o reajuste do Bolsa Família virá também da economia feita em outros programas, como o auxílio-doença. Desde que começou a revisar esses benefícios, que são pagos pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), o governo conseguiu reduzir as despesas em R$ 5 bilhões. De acordo com o ministro, esses valores eram pagos indevidamente a pessoas que tinham condições de trabalhar, de acordo com a reavaliação feita dos peritos do INSS. Pela expectativa do ministro, até o fim do próximo ano, a economia com o enxugamento do programa deve atingir R$ 19 bilhões.